
Matéria recente dizia que tal político havia recebido R$500 mil reais de uma empresa para sua campanha. Bem, eleição para senado deve ser cara. De fato, o político era pouco conhecido e ficou famoso depois de ser eleito, quando deveria ser o contrário... Mas isso é pouco, dia destes, um vereador, destes de porta de boteco, comentava com outro, que para a próxima eleição teria que dispor de mais ou menos R$300 mil reais, para se eleger no bairro Porto Meira. O outro assentiu prontamente àquela afirmação. Talvez, este tenha sido o motivo pela ansiedade dos membros do legislativo, em aumentar o número de vereadores, porque diminuiria o coeficiente eleitoral, eles gastariam menos e possivelmente as “empresas” economizariam mais. Segundo o cálculo daquele vereador, com aquele dinheiro conseguiria dois mil votos.
Isso não deixa dúvida de que eleição significa comprar um cargo, quem tem dinheiro se elege quem usa do poder de comunicação da mídia se elege. Já foi o tempo da doação de camisetas, promessas, etc. E que ao invés de acabar..., acabou foi se aprimorando! A eleição virou um comércio, um comércio com cargos, e promessas de salários inimagináveis, aliás, a única explicação para entender como um vereador que ganha em média R$350 mil no mandato todo, pode gastar à vista R$300 mil para se eleger?
Consequentemente há uma privatização, um leilão dos cargos do Estado, já não mais públicos, mas cargos criados para fins de negociatas. Isso explica o alto nível de corrupção, que ao ver destes, não mais candidatos, mas investidores, nada mais são do que comércio; como teria dito um representante de um rico miserável das Arábias, ao seqüestrar a filha de uma pessoa para a prostituição: “isso não é pessoal, e apenas comércio”. Isso também explica o enriquecimento, de muitos destes senhores, que antes, pregavam à democracia, os direitos, a liberdade, imaginem, a honestidade...
Certamente se o povo entendesse isso como privatização dos cargos do Estado, acredita-se, que não votaria mais, já que se manifestou gravemente quando das primeiras privatizações ocorrida no governo de FHC, mas depois esqueceram; as privatizações continuaram em cada município brasileiro: transporte, saúde, lixo, etc., eles não perceberam; no governo Lula (o sindicalista), os sindicatos perderam sua capacidade de negociação. A CUT, sustentada pelo governo quer desarticular os Sindicatos e as próprias centrais “co-irmãs”, imagine se puder!
Agora, esta evidente a privatização dos cargos do Estado. De certa forma isso explica o desejo do governo em desobrigar o voto, torná-lo não obrigatório, não pela liberdade do cidadão, uma mrd. Mas caso o cidadão desconfie de que esta sendo conivente com este novo tipo de privatização; que esta dando seu aval, que esta permitindo isso, certamente não votará, então, ainda neste caso atual, haveria uma desestabilização do sistema dependendo do número de isenção, no caso da não obrigatoriedade, se um milhão votarem esta tudo bem, tudo maravilhoso. Tudo como antes no mar de Abrantes...
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