Há não muito tempo, o dublê de colunista e escritor Diogo Mainardi declarou que “num tempo dominado pela mais absoluta demagogia intelectual, em que todas as idéias parecem se equivaler, em que qualquer macaco pode abrir um blog e opinar sobre Lewis Carroll e Georges Seurat, a história da enxaqueca ajuda a restabelecer alguns valores”.

Não pretendo me deter nesta declaração, mais uma entre aquelas que destina a entreter e distrair; a chamar a atenção muito mais pelo grotesco do que pela qualidade naquilo que escreve em sua coluna semanal. Após ler algumas de suas primeiras colunas, pude perceber o que seria inteligível a qualquer leitor com um mínimo de perspicácia: a razão da permanência de um articulista anódino em uma revista semanal de razoável circulação pode se justificar por questões muito mais políticas do que pela sua expressividade. Mas não é exatamente sobre a declaração do tal artífice que nos debruçaremos, pois esta é tão antálgica e inócua quanto todas as demais emitidas pelo nosso velho conhecido. Nossa atenção está voltada justamente para a inexpressividade de seus discursos repetitivos e destinados unicamente a chocar.

Engraçado que o esporte predileto do Diogo Mainardi é produzir artigos (que já renderam, inclusive, uma coletânea) cuja única função é malhar o país onde nasceu. Não que discorde dele no todo, muito pelo contrário.

Se ao menos esta crítica nos levasse (ou a ele) a algum lugar, tudo bem, mas a besta não sai do lugar comum. Seus "artigos" nada mais são do que uma espécie de ladainha, onde o corola da direita fascista (boa mesmo é a Itália de Silvio Berlusconi) destila o melhor veneno contra a mediocridade nacional, sem perceber que, medíocre dos medíocres, aponta os problemas mas nunca a solução, e com isso garante para a sua imagem uma aura apenas patética (aos olhos dos seus patrícios) e esdrúxula (para aqueles poucos estrangeiros que o conhecem).

Diria mais; o Diogo Mainardi, ao direcionar contra o país onde nasceu as tais críticas do ululante (não me refiro ao Lula, deculpem o trocadilho), confere ao que pensa e escreve apenas uma pretensa rebeldia púbere e incipiente.

Medíocre, exatamente como reflete a partir de si próprio a imagem de toda a nação.

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Comentário de Anna Simioni em 19 setembro 2008 às 16:39
“num tempo dominado pela mais absoluta demagogia intelectual, em que todas as idéias parecem se equivaler, em que qualquer macaco pode abrir um blog e opinar sobre ..." (!?!?) Inclusive ele, subserviente a ideologia do veículo editorial que o mantém. Não leio, não perco meu tempo!
Comentário de Vinícius Agner em 18 setembro 2008 às 13:39
Mais um que fica "rico" depreciando o Brasil......
Comentário de Antonio Henrique Campello em 16 setembro 2008 às 18:00
mas há de se louvar seu talento cômico...intencional ou não...
pior que tem gente que o leva a sério...

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