Israel


O Estado de Israel foi fundado em 1948, após o Plano de Partilha elaborado pela ONU, que dividiu a região, então sob domínio britânico, em Estados árabes e judeus, embora os primeiros tenham rejeitado o plano.
Foi o ponto alto do movimento sionista que buscava um Estado independente para os judeus.
Desde então, a história de Israel, assim como a sua extensão territorial, tem girado em torno de conflitos com palestinos e nações árabes vizinhas. Houve guerras com o Egito, a Jordânia, a Síria e o Líbano, mas sem que a tensão na região diminuísse.
Nesse período, Israel ocupou a península do Sinai, a Cisjordânia, a faixa de Gaza, as Colinas de Golã, o sul do Líbano. Em 1979, Egito e Israel selaram um acordo de paz, e os israelenses retiraram-se do Sinai em 1982. Disputas territoriais com a Jordânia foram resolvidas em 1994. Seis anos depois, Israel retirou-se unilateralmente do sul do Líbano.
Em 1993, foi assinado o Acordo de Oslo, que deu início ao processo de paz com os palestinos. Pelo acordo, a faixa de Gaza e a Cisjordânia passariam a ser território administrado pela ANP (Autoridade Nacional Palestina). Em 2005, Israel retirou suas tropas e colonos judeus - sob protestos destes - da faixa de Gaza.
Apesar da devolução da faixa de Gaza e de partes da Cisjordânia para o controle palestino, um acordo de "status final" ainda precisa ser estabelecido. Para isso, será preciso resolver os principais pontos de discórdia, que são o status de Jerusalém e o destino de refugiados palestinos e de assentamentos judeus.
Mais recentemente, a eleição do Hamas - grupo terrorista e partido político cuja carta de fundação prevê a destruição do Estado de Israel - em janeiro de 2006 para liderar o Conselho Legislativo Palestino congelou as relações entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina.


Saiba mais sobre Israel

Nome: Estado de Israel
Capital: Jerusalém (capital nacional e sede de governo), Tel Aviv (reconhecida internacionalmente)
Divisão: seis distritos
População: 6.352.117 (inclui cerca de 187.000 israelenses na Cisjordânia, 20.000 nas Colinas de Golã e menos de 177 mil no leste de Jerusalém, em estimativa de 2006)
Área: 20.770 quilômetros quadrados (não inclui territórios ocupados)
Idioma: hebraico (oficial), árabe, inglês
Moeda: shekel novo
Religião: Judaica (76,4%), muçulmana (16%), cristãos árabes (1,7%), outros cristãos 0,4% (2004)
Forma de governo: república parlamentarista
Posição no IDH: 23 [o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU mede o desenvolvimento do país com base na expectativa de vida, no nível educacional e na renda per capita. A Noruega lidera a lista, e o Brasil está na 69ª posição]
PIB (total de riquezas produzidas): US$ 166,3 bilhões
Renda "per capita" anual: US$ 26.200
Internautas: 3,7 milhões
Analfabetismo: 4,6% (2003)
População abaixo da linha da pobreza: 21,6% (2005)


O Estado de Israel, que abriga mais de 6 milhões de pessoas, é um dos países mais desenvolvidos do Oriente Médio, a começar por sua economia: o país é líder de exportação de diamantes, equipamentos de alta tecnologia, e alimentos, como frutas e vegetais.
Além de todo esse desenvolvimento, a economia israelense conta com a ajuda dos Estados Unidos, que provê vários empréstimos ao país. A economia desenvolvida, porém, não alivia o peso de um dos países mais controversos do mundo.
Enquanto Israel depende da importação de petróleo, os países vizinhos são ricos neste recurso, o que financia - e gera - muitos dos conflitos locais. A OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) inclui entre seus membros seis nações da região: Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuait, Emirados Árabes Unidos e Qatar.
Desde de sua criação, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Israel e todo o Oriente Médio vêm sendo sacudidos por guerras e confrontos entre judeus e árabes, que não concordam com a divisão territorial das antigas terras palestinas.
A Autoridade Nacional Palestina (ANP) surgiu como resultado dos Acordos de Oslo, assinados em setembro de 1993 entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina.
Nos termos estabelecidos no acordo, a ANP deveria existir até maio de 1999. No final deste período, o estatuto final dos territórios da faixa de Gaza e da Cisjordânia, ocupados por Israel após a vitória na Guerra dos Seis Dias, de 1967, já deveria estar resolvido.

Yasser Arafat


Em janeiro de 1996, foram realizadas as primeiras eleições para a presidência da ANP e para o Conselho Legislativo da Palestina. Yasser Arafat foi eleito presidente com 87,1% dos votos, ocupando o cargo até à sua morte em Dezembro de 2004. O seu partido, a Fatah, ganhou 55 dos 88 lugares do Conselho.

O cargo de primeiro-ministro da ANP foi criado em 2003 pelo Conselho Legislativo da Palestina - por sugestão dos Estados Unidos -, tendo sido Mahmoud Abbas [eleito presidente da ANP em janeiro de 2005] o primeiro a ocupar o cargo.

Em janeiro de 2006, o Hamas - grupo considerado terrorista por Israel, pelos EUA e pela UE -, venceu as eleições parlamentares e formou governo com Ismail Haniyeh como primeiro-ministro. A vitória do Hamas acirrou as tensões, já que o grupo não aceita a existência de Israel, e prega a destruição do Estado em sua carta de fundação, de 1988.

Outros conflitos

Mas Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) não estão sozinhos ao protagonizar disputas na região.
Marcados por diferenças religiosas, culturais e políticas, os Estados árabes e persa (Irã) que integram a região vivem inúmeros conflitos alimentados pela jogo de influências da comunidade internacional.
A última guerra no Líbano (entre julho e agosto de 2006), o conflito no Iraque, o aumento da tensão entre o Irã e os Estados Unidos, a luta no Afeganistão entre as forças internacionais e o grupo radical islâmico Taleban [grupo extremista islâmico deposto por uma coalizão liderada pelos EUA no final de 2001, que controlava mais de 90% do Afeganistão] são exemplos.
Geograficamente, o Oriente Médio se situa ao redor das costas sul e leste do mar Mediterrâneo (conforme mostra o mapa acima). Em várias definições, a região se estende desde o Marrocos até a península Arábica e o Irã, mas não há um significado oficial para o termo. De forma geral, Oriente Médio assumiu seu sentido atual quando este nome foi dado ao Exército britânico que comandava no Egito durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


À época, a região conhecida como Oriente Médio englobava Turquia, Chipre, Síria, Líbano, Iraque, Irã, territórios palestinos (onde hoje se encontra o Estado de Israel), Jordânia, Egito, Sudão, Líbia e os vários Estados árabes (Arábia Saudita, Kuait, Iêmen, Omã, Bahrein, Qatar e Emirados Árabes Unidos).
Informalmente, vários outros países são hoje incluídos no termo. Os três países do norte da África - Tunísia, Algéria e Marrocos -, sendo próximos aos Estados Árabes com relação à política externa e religião, podem ser incluídos na definição. Além disso, fatores geográficos e culturais costumam associar também o Afeganistão e o Paquistão ao Oriente Médio.

Conflito Israel X Palestina - Faixa de Gaza e Cisjordânia

O conflito israelo-palestino envolve a disputa dos dois povos pelo direito à soberania e pela posse da terra ocupada por Israel e pelos territórios palestinos.
O impasse teve início no século 19, quando judeus sionistas expressaram o desejo de criar um Estado moderno em sua terra ancestral e começaram a criar assentamentos na região, na época controlada pelo Império Otomano.
Desde então, houve muita violência e controvérsia em torno da questão, assim como vários processos de negociações de paz durante o século 20 e ainda estão em andamento.
Tanto israelenses quanto palestinos reivindicam sua parte da terra com base na história, na religião e na cultura. Os israelenses, representados pelo Estado de Israel, têm soberania sobre grande parte do território, que foi conquistado após a derrota dos árabes em duas guerras - o conflito árabe-israelense de 1948 e a Guerra dos Seis Dias, de 1967.
Os palestinos, representados pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), querem assumir o controle de parte dos territórios e estabelecer um Estado Palestino soberano e independente.
Grande parte dos palestinos aceitam as regiões da Cisjordânia e da faixa de Gaza como território para um futuro Estado palestino. Muitos israelenses também aceitam essa solução.
Uma discussão em torno dessa solução ocorreu durante os Acordos de Oslo, assinados em setembro de 1993 entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que permitiu a formação da ANP. No entanto, Israel e ANP não chegaram a uma posição comum.
Apesar de vários outros acordos e planos de paz, como os de Camp David e das negociações do chamado Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU), a situação ainda se vê hoje em um impasse.
Atualmente, as negociações esbarram na questão do governo palestino, que, liderado pelo movimento radical islâmico Hamas (que assim como o moderado Fatah possui braços armado e político) não reconhece o direito de existência de Israel. Após a vitória do Hamas (considerado pelos EUA e por Israel como um grupo terrorista) em 2006, a comunidade internacional iniciou um bloqueio financeiro à ANP que gera uma grave crise nos territórios palestinos. Saiba mais sobre o conflito Hamas X Fatah
O recente acordo entre o Hamas e o Fatah para a formação de um governo de coalizão ainda não permitiu o retorno de negociações que incluam os palestinos no processo de paz. O impasse é devido, principalmente, à resistência do Hamas em reconhecer Israel e à resistência da comunidade internacional em reconhecer a legitimidade do movimento islâmico como representante dos palestinos.


Faixa de Gaza


População: 1.428.757
Área: 360 quilômetros quadrados
Idioma: hebraico, árabe, inglês
Moeda: shekel novo
Religião: muçulmanos [maioria sunita] (98,7%), cristãos (0,7%), judeus (0,6%)
PIB (total de riquezas produzidas): US$ 5,327 bilhões (2005)
Renda "per capita" anual: US$ 1.500 (2003)



Cisjordânia

População: 2.460.492 (além de 187.000 colonos judeus na Cisjordânia e menos de 177.000 no leste de Jerusalém, em 2004)
Área: 5.860 quilômetros quadrados
Idioma: hebraico, árabe, inglês
Moeda: shekel novo, dinar jordaniano
Religião: muçulmanos (maioria sunita) 75 %, judeus 17%, cristãos 8%
PIB (total de riquezas produzidas): US$ 5,327 bilhões (2005)
Renda "per capita" anual: US$ 1.500 (2005)


Veja a cronologia do conflito


1917 - Declaração do Reino Unido
O Reino Unido divulga a Declaração de Balfour, que concede aos judeus direitos políticos como nação, e foi vista pelo povo judeu como uma promessa para a formação de um Estado Judeu nos territórios palestinos.

1947 - Plano de partilha da ONU
Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprova plano para partilha da Palestina, ou seja, a criação de Israel e de um Estado palestino. Até então, a região era uma colônia britânica. A partilha é rejeitada por árabes e palestinos, que prometem lutar contra a formação do Estado judaico.

1949 - Expansão das fronteiras
Em 1949 Israel vence guerra árabe-israelense e expande fronteiras. Cisjordânia e Jerusalém Oriental ficam com a Jordânia; Gaza, com o Egito.

Vários outros conflitos armados ocorreram entre o Estado de Israel e os árabes e palestinos tendo como foco Israel e seu território. No que concerne à conquista de terras, é importante destacar também a Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando Israel conquista o deserto do Sinai, a faixa de Gaza (Egito), a Cisjordânia, Jerusalém Oriental (Jordânia) e as colinas do Golã (Síria).

Em 1982, seguindo um acordo entre Israel e o Egito alcançado três anos antes, os israelenses se retiram do Sinai.

1987 - Intifada

A Intifada

Entre 1987 e 1993, os palestinos empreenderam uma revolta popular contra Israel que ficou conhecida como Intifada. Marcada pelo uso de armas simples, como paus e pedras lançadas pelos palestinos contra os israelenses, a Intifada incluiu também uma série de atentados graves contra judeus.

1993 - Acordos de Oslo
Em 1993, na Noruega, Israel se compromete a devolver os territórios ocupados em 1967 em troca de um acordo de paz definitivo. Israel deixa boa parte dos centros urbanos palestinos em Gaza e Cisjordânia, dando autonomia aos palestinos, mas mantém encraves. O prazo é adiado devido a impasses sobre Jerusalém, o retorno de refugiados palestinos, os assentamentos judaicos e atentados terroristas palestinos.

1998 - Processo de paz
Após acordos de paz entre israelenses e palestinos, como o de Oslo (93) e o de Wye Plantation (98), Israel entregou porções de terra aos palestinos.

2000 - Camp David
Em julho de 2000, em Camp David (EUA), Israel ofereceu soberania aos palestinos em certas áreas de Jerusalém Oriental e a retirada de quase todas as áreas ocupadas, mas Yasser Arafat [morto 11 de novembro de 2004, após ficar internado durante 14 dias em um hospital militar na França] exigiu soberania plena nos locais sagrados de Jerusalém e a volta dos refugiados. Israel recusou.

2000 - Segunda Intifada
O segundo levante popular palestino contra Israel que teve início em setembro de 2000 ficou conhecido como segunda Intifada, e começou quando o então premiê de Israel, Ariel Sharon, visitou a Esplanada das Mesquitas, local mais sagrado de Jerusalém para palestinos e judeus (que o chamam de Monte do Templo).

2002 - Muro de proteção
Israel começa a erguer uma barreira para se separar das áreas palestinas com o objetivo de impedir a entrada de terroristas. Palestinos afirmam que a construção do muro é uma anexação de território. A construção inclui série de muros de concreto, trincheiras fundas e cercas duplas equipadas com sensores eletrônicos.

2002 - Quarteto
Em outubro de 2002, um enviado dos EUA apresenta pela primeira vez um esboço do plano de paz internacional elaborado pelo Quarteto [EUA, Rússia, União Européia e ONU]. O novo plano segue as linhas traçadas pelo presidente dos EUA, George W. Bush. Prevê o fim da violência, seguido por reformas políticas e nos serviços de segurança palestinos e a retirada de Israel de territórios ocupados.
Forças israelenses cercam Arafat na Muqata (QG do líder) em meio a uma ampla ofensiva lançada após uma onda de ataques terroristas em Israel. Arafat fica proibido por Israel de deixar a Muqata. Fica confinado até antes de sua morte, em novembro de 2004.

2003 - Plano de Paz Internacional
O plano é oficializado em 2003. Seu texto propõe um cessar-fogo bilateral, a retirada israelense das cidades palestinas e a criação de um Estado palestino provisório em partes da Cisjordânia e da faixa de Gaza. Em uma última fase, seria negociado o futuro de Jerusalém, os assentamentos judaicos, o destino dos refugiados palestinos e as fronteiras. Não é mencionado no texto a exigência do governo israelense de que o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Yasser Arafat, morto em 11 de novembrode 2004, seja removido do cargo. Apenas diz que os palestinos precisam de uma liderança que atue duramente contra o terror.

2003 - Mahmoud Abbas

Mahmoud Abbas

Em maio, assume o cargo de premiê palestino o moderado Mahmoud Abbas, indicado por Yasser Arafat após ampla pressão internacional.
Abbas renuncia cerca de quatro meses depois após divergências com Arafat em relação ao controle da segurança palestina.

2004 - Morte de Arafat
Em novembro, morre o líder da Organização pela Libertação da Palestina, Yasser Arafat.

2005 - Eleição
Em janeiro, Mahmoud Abbas vence as eleições e se torna o novo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP). Um ano depois, a frustração com seu partido, o Fatah, acusado de corrupção, colabora para a vitória do movimento rival Hamas nas eleições parlamentares palestinas, levando o islâmico Ismail Haniyeh ao posto de premiê.

A vitória do Hamas levou a comunidade internacional - liderada pelos EUA e por Israel - a empreenderem um boicote financeiro à ANP, detonando crises internas e episódios de violência.

2005 - Plano de retirada
Lançado pelo premiê israelense, o plano unilateral de Sharon - que alega ter tomado essa iniciativa por não contar com interlocutores confiáveis no lado palestino - visa retirar de Gaza e parte da Cisjordânia 25 assentamentos judaicos e suas forças militares. Convivem hoje no território 1,3 milhão de palestinos e cerca de 8.500 judeus. Facções contrárias à retirada adotam o discurso de não desistir de nenhum centímetro de terra.

2006 - Afastamento de Sharon
Em janeiro, o então premiê israelense Ariel Sharon sofre um derrame cerebral e entra em coma. Ele é substituído interinamente pelo atual premiê, Ehud Olmert. Em março, eleições israelenses dão a vitória ao partido Kadima (centro), de Olmert, e após formar uma coalizão o líder é confirmado no posto de premiê israelense.

2007 - Governo de coalizão palestino
Após meses de negociações, os partidos palestinos rivais Fatah (do presidente da ANP, Mahmoud Abbas) e Hamas (do premiê palestino, Ismail Haniyeh) concordam com a criação de um novo gabinete com poder compartilhado. O acordo foi fechado em Meca (Arábia Saudita) em uma reunião com Abbas, Haniyeh e o líder político do Hamas na Síria, Khaled Meshaal, no dia 8 de fevereiro.
A negociação foi marcada pela violência interna que custou a vida de dezenas de palestinos entre dezembro e fevereiro.
Apesar da comunidade internacional - incluindo Israel - ter pressionado pela realização do acordo entre os dois movimentos, Israel não tem a intenção de tratar com o novo governo palestino.
O Hamas continua a não aceitar de forma direta ou indireta o reconhecimento de Israel, os acordos firmados e a renúncia à violência, informou um comunicado do Ministério de Relações Exteriores de Israel. Esses três pontos são as exigências da comunidade internacional para o fim do bloqueio financeiro à ANP.

Militante do Hamas


Fontes: Folha de S. Paulo | CIA World Factbook

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Comentário de Ben-Perrusi Martins em 23 novembro 2010 às 17:48
“O Sionismo Cristão é um movimento teológico e político moderno que abraça as posições ideológicas mais extremas do Sionismo, tornando-se assim prejudicial para uma paz justa na Palestina e em Israel. O programa Sionista-Cristão proporciona uma visão de mundo onde o evangelho é identificado com a ideologia do Império, o colonialismo e o militarismo. [...] Rejeitamos categoricamente as doutrinas Sionistas-Cristãs como falso ensinamento que corrompe a mensagem bíblica de amor, justiça e reconciliação. Rejeitamos ainda mais a Aliança contemporânea de líderes e organizações Sionistas-Cristãos com elementos nos governos de Israel e dos Estados Unidos que atualmente estão impondo suas unilaterais fronteiras preventivas e dominação sobre a Palestina. Isto conduz inevitavelmente a intermináveis ciclos de violência que prejudicam a segurança de todos os povos do Médio Oriente e o resto do mundo.” — trecho de "A declaração de Jerusalém sobre o Sionismo Cristão" (emitida em 25 de agosto de 2006 pelo Patriarca e os líderes locais das igrejas em Jerusalém)
http://seguindoocaminhoaberto.blogspot.com/
Comentário de Andre Miguel em 4 julho 2008 às 14:34
Gostaria de dar os meus parabens ao Paulo Henrique. O artigo e excelente e diria que e um dos mais completos que ja li ate hoje.

Apenas adicionaria o seguinte, as fronteiras de Israel foram formadas pela ONU, no entanto, as potencias entao colonisadoras, isto e, Gra-Bretanha e Franca tiveram a palavra final na defenicao das fronteiras.
Ora nessa altura ambos os governos procuraram manter territorios com maioria Palestiliana nas maos dos Palestilianos e os territorios com maioria Israelita (em especial com forte imigracao da Europa apos II Grande Guerra) na maos dos Israelitas.

No entanto, esqueceram outras preocupacoes que levaram Israel a invadir os montes Gola, Sul do Libano, Jerusalem e a peninsula do Sinai. Esta ocupacao deve-se com a sobrevivencia de Israel pois tinha paises vizinhos muito hostis.
Ora quem controla os montes Gola controla o norte de Israel e o Sul da Siria e Libano. O que permitiu Israel defender a sua existencia principalmente contra a Siria. A ocupacao da Palestina permitiu estender a fronteira de Israel principalmente Tel Aviv que situava a 5km da fronteira para um numero suficiente de quilometros que permitia a defesa facil da capital onde o Governo e o Estado Maior das forcas armadas estao baseados e anexar Jerusalem, cidade mais importante no mundo judaico. A ocupacao de Gaza e da peninsula de Sinai permitiu a Israel criar uma zona de "tampao" para fazer face ao Egipto, pois e complicado atravesar o Sinai com um exercito sem dar-se por isso.

Hoje em dia, Israel retirou-se da maioria dos territorios referidos com a excepcao dos territorios da Palestina pois nas ultimas decadas houve uma colonizacao massiva destes territorios pela parte de judeus oriundos de todo mundo. E dos montes Gola, por questoes de defesa militar. Isto demonstra uma atitude "pacificadora" que Israel procura com os paises vizinhos. No entanto, isto apenas e possivel devido a outro factor. Israel de momento tem acesso a bomba nuclear. Sabe-se que Israel tem pelo menos 10 ogivas nucleares no sul do pais e abordo de um submarino estacionado no Mediterraneo.
Ora isto passa uma mensagem muito clara ao mundo arabe ao qual passa por algo como, se o estado de Israel e destruido ou ameacado de tal entao algumas capitais do mundo arabe desaparecerao (exemplo: Teerao, Cairo, Damasco, etc). Por isso a melhor opcao sera convivermos da melhor forma possivel.

Abraco, AC

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