A mão-de-obra escrava no Brasil colonial, tanto indígena quanto africana, representa um período de grande predominância dos europeus em relação ao restante do mundo.
Sabe-se, atualmente, que cada povo tem seu valor, sua cultura, sua história. Cada etnia tem valores, crenças e códigos de moral e ética que precisam ser relevados. Contudo, durante a colonização das terras brasileiras sob domínio português, tudo isso foi arrogantemente desprezado. Afinal, os europeus, incluindo os portugueses, eram detentores de conhecimentos tecnológicos e domínio das múltiplas ciências que os faziam “superiores” às demais raças espalhadas pelo mundo.
Os escravos africanos vieram substituir os índios por motivos diversos como: a melhor adaptação ao trabalho na agricultura e interesses econômicos por parte da coroa portuguesa. Eram capturados em suas tribos e trazidos para o Brasil como mera mercadoria. No entanto, tanto os negros como os índios, sempre apresentaram sinais de grandeza e dignidade. Por isso, creditar aos povos aqui encontrados a resistência e aos trazidos do continente africano a submissão é um grande erro.
Os negros também apresentavam resistência. Lutavam contra os seus dominadores, tinham ideais de liberdade, buscavam se organizar em busca da não escravização e tentavam se impor diante do homem branco. Mas os rigores da escravização do negro africano foi muito mais cruel do que do índio brasileiro. Somente o fato de serem arrancados de suas terras e das suas famílias já demonstrava o tamanho da crueldade a que se submeteriam. Além do mais, os olhares portugueses eram bem mais depreciativos sobre o africano do que do índio. Poder-se-ia até dizer que o índio era menos igual ao português em relação aos demais povos europeus enquanto que o negro africano era considerado realmente diferente. Isto não apenas pela cor da pele, mas também pelo fator inteligência haja visto o tratamento animal a estes dispensados e a restrição de muitos na relação entre o homem branco e as mulheres negras ou do tratamento dado aos eventuais filhos oriundos dessas relações.
Podemos observar que o desenrolar dessa dramática história de subjugo não termina por aí. Afinal, quando o índio, por algum motivo deixasse de ser escravo, poderia novamente reunir-se ao seu povo. Mas e o africano, como voltar para o seu povo se um oceano inteiro o separava da sua terra natal? O resultado se vê até hoje, pois, a pobreza e a miséria ainda cercam a maioria dos descendentes dos escravos trazidos da áfrica sem que haja políticas específicas que busquem realmente atender às suas necessidades básicas,
É por isso que a escravidão, embora nominalmente abolida do nosso país, continua latente. As mesmas condições subumanas, as desigualdades, os trabalhos forçados, etc., observados no período colonial ainda existem na vida do negro e dos menos favorecidos.
Mas agora, não são os portugueses que escravizam. São os próprios brasileiros, cuja cor, pele, cabelo e sangue dão provas da miscigenação ocorrida ao longo dos séculos. Precisamos de políticas igualitárias que sejam eficazes e de uma educação mais democrática. Somente assim o Brasil será realmente livre.

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Chega aos cinemas o filme islandês "Sobrevivente", de Baltasar Kormákur. 

Sinopse: Durante o inverno de 1984, um barco pesqueiro naufraga no Atlântico Norte, nas proximidades da Islândia. Os tripulantes tentam sobreviver, mas as águas geladas impedem que essa tarefa seja facilmente concluída, restando apenas Gulli (Ólafur Darri Ólafsson), um homem bom, de fé, querido por todos, e com uma vontade de viver inacreditável. Após nadar por cerca de seis horas e enfrentar vários percalços, ele consegue contato com a civilização. Após a incrível experiência vivida, Gulli terá ainda que viver com a dor da perda dos amigos e, pior, a incredulidade de todos, que não entendem ele ter sobrevivido a uma situação tão extrema e insistem em fazer testes para saber como isso pode ter acontecido. Baseado em fatos reais.

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