D. Pedro II (1825-1891), sétimo filho de D Pedro I, foi diversas vezes alvo de críticas, por parte da Imprensa da época, devido às suas constantes viagens ao exterior, por sua dedicação ao estudo da Astronomia e à sua devoção às artes. Seus opositores reclamavam de que ele não dava à devida importância aos problemas que o Império vivenciava.
Independente das críticas feitas pela imprensa da época, a exemplo das charges da " Revista Ilustrada" de Ângelo Agostini. D. Pedro II deixou um legado cultural significativo. Em 1838, fundou o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. O segundo Imperador do Brasil governou de 1840 a 1889, e mantinha estreitos vínculos com figuras de destaque no meio cultural e científico: Nietzsche, Julio Verne, Louis Pasteur e Vitor Hugo, entre outras personalidades. Nosso Imperador era sócio - correspondente do Instituto da França e de outras Instituições de caráter científico. Sua preocupação cultural se demonstra em suas ideias e ações durante o Segundo Império (1840-1889), entre as quais a criação e a reformulação de escolas e faculdades. Sua ilustração era pública e notória. D. Pedro II, em 1843, casou-se por Procuração, em Nápoles, com a italiana Teresa Cristina Maria de Bourbon, resultando desta união quatro filhos.
A chegada da fotografia no Brasil , em 1840, ocorreu graças à figura de D. Pedro II que trouxe da França uma máquina de daguerreotipia. A fotografia viria ocupar o espaço, em jornais e revistas, até então ocupado pela litogravura (pedra). A partir desse momento se dá o prenúncio da fotorreportagem. Ainda no seu reinado, foi criada a primeira estrada de rodagem, inaugurou-se a primeira locomotiva a vapor e foi instalado o cabo submarino.
Havia um expressão popular de que dom Pedro II vivia com a "cabeça nas estrelas", relegando,desta forma, questões importantes no seu governo que lhe exigiam maior atenção.
As charges, no século XIX, criticavam, principalmente, os serviços públicos e as figuras de destaque no cenário político. Nosso Imperador D.Pedro II, principalmente, na Revista Ilustrada (1876-1898), não foi poupado do traço crítico da charge nas publicações da época.
Um dos aspectos relevantes de sua personalidade - o Imperador era conhecido como o "Magnânimo"- foi sua postura sóbria e equilibrada diante das críticas que recebia. D. Pedro II nunca mandou fechar um jornal ou espancar algum publicista (jornalista) pelo fato de criticá-lo na sua forma de governar. Evidente que na chamada "Questão Militar", D. Pedro II reprimiu a manifestação na Imprensa dos militares, Sena Madureira e Cunha Matos, que iam de encontro a seu governo de forma ostensiva.
A " História da Imprensa" registrou, em diferentes períodos, o espancamento e até o assassinato de homens que denunciaram ou criticaram o poder constituído das elites ao longo da nossa história. Um dos exemplos mais conhecidos é a morte, "encomendada", do jornalista Libero Badaró que se atreveu criticar o absolutismo despótico de D. Pedro I. Responsável pelo periódico paulista o "Observador Constitucional", esse jornalista teria pronunciado, ao ser assassinado, a célebre frase: "Morre um liberal,mas não morre a liberdade".
Quando ocorreu a Proclamação da República no Brasil (1889), através de um golpe militar, o Imperador foi para seu exílio na Europa, levando, com profunda tristeza, um travesseiro com terra do solo Brasileiro,vindo a falecer na França em 1891. Ao contrário do seu pai, dom Pedro II nasceu no Brasil ,assumindo o país com 15 anos após um período de regências (1831-1840) devido à abdicação do seu pai dom Pedro l, em abril 1831, numa fase politicamente conturbada da política brasileira.
Bibliografia
FONSECA, Joaquim da. Caricatura / A Imagem Gráfica do Humor. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1999.
TÁVORA, Araken. D. Pedro II e seu Mundo Através da Caricatura. RJ: Editora Documentário, 1976.
Texto: Carlos Roberto da Costa Leite / MUSECOM
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Era uma vez na Anatólia
A novela pode ter acabado, mas a Turquia continua em cena no Brasil. Acaba de chegar aos cinemas do país o filme "Era uma vez na Anatília", co-produção Bósnia-Turquia.
Nas planícies da Anatólia, na Turquia, um grupo composto de um policial, um médico legista e um advogado conduz dois prisioneiros em busca do local onde enterraram sua vítima. Já é tarde da noite e, em meio à escuridão, eles não conseguem mais encontrar o local exato onde foi colocado o cadáver. Entre as divagações e os deslocamentos, o advogado e o médico começam a se conhecer melhor, percebendo que eles têm pontos de vista muito diferentes sobre a vida.
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