Atenção queridos colegas de profissão e demais interessados, tomem muito cuidado com esses dois livros:
“Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” (Leandro Narloch)
“Guia Politicamente Incorreto da América Latina” (Leandro Narloch e Duda Teixeira)
Leiam o artigo que publiquei o ano passado no jornal Comércio do Jahu (Jaú-SP), daí vocês vão entender o motivo da minha preocupação.
ARTIGO
Por que tanta ignorância?
A ignorância sobre a história do Brasil e da América Latina não é um fenômeno recente, e isso é fato. O senso comum desconhece, não estuda, não exercita a leitura e, muito menos, o pensamento crítico. Essa falta de conhecimento atingiu o ponto máximo no ano passado (2011), com o lançamento do livro “Guia Politicamente Incorreto da América Latina”, dos jornalistas Leandro Narloch e Duda Teixeira. Narloch já havia lançado em 2009 o “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”.
O que mais impressionou, de forma negativa, foi o fato de o primeiro livro de Narloch ter vendido mais de 200 mil exemplares. É óbvio que o bolso do autor agradece, pois ele acabou descobrindo uma mina de ouro: o senso comum. O mercado editorial brasileiro reflete a falta de leitura reflexiva de muitos brasileiros. Muitos acham que um CD, livro ou filme que vende bastante, é bom, pois caiu no gosto popular. Mas, tudo não passa de menosprezo da inteligência coletiva, quase sempre com a finalidade de apaziguar os nervos e manter a população calma, alienada dos problemas do cotidiano como falta de políticas de saúde pública adequadas, boas escolas, entre tantas outras questões mais urgentes.
Atenção! Fica aqui um alerta, tome muito cuidado se algum dia você entrar em contato com estes livros. Não são livros sérios de História, são apenas duas aberrações especulativas, são livrinhos de comédia, mas com piadas muito sem graça. Por exemplo, o primeiro livro lançado por Narloch, em 2009, afirma que Antônio Francisco Lisboa (século 18), o grande Aleijadinho, nunca existiu. Basta fazer um pequeno tour histórico pelas ruas da lindíssima Ouro Preto (MG), para ver que o autor mente ao abordar nosso maior escultor como personagem de ficção.
Quando Teixeira e Narloch abordam a América Latina, no segundo livro, lançado em 2011, a coisa piora, pois acontece a verdadeira coroação da ignorância como fator de pseudo-análise. Bom, mas como diz a jornalista Sylvia Colombo, da Folha de S. Paulo, “a raiz disso está no preconceito de nossa elite do século 19 com o que acontecia para além das fronteiras”.
Fora o Brasil, as demais nações latino-americanas conquistaram sua independência através de lutas sangrentas, e tiveram que levantar economias arrasadas para consolidar um novo sistema de governo. Aqui, desde a Independência (1822) até a Proclamação da República (1889), não houve ruptura com a ordem social estabelecida desde a Colônia e durante todo o Império. O poder ficou concentrado nas mãos de uma elite que possuía enormes quantidades de terra e, até hoje, em pleno século 21, pouca coisa mudou.
Os autores classificam Che Guevara, Simón Bolívar, Juan Domingo Perón, Pancho Villa, Salvador Allende, civilizações pré-colombianas e os revolucionários do Haiti como “falsos heróis”. Eles “argumentam” que esses personagens históricos acabaram com as chances dos seus respectivos países de evoluírem, ou seja, na verdade ignoram o contexto histórico que fez esses homens se destacarem. São atribuídos valores negativos ou positivos sem as devidas explicações dos fatos.
No aspecto cultural, o segundo livro também ridiculariza os mexicanos, por celebrar o Dia dos Mortos, uma festa típica daquele país. Narloch e Teixeira ignoram uma premissa básica da análise antropológica: a separação entre sujeito observante e objeto observado. Não podemos analisar outras culturas, povos, religiões e tradições sob o olhar do preconceito típico do homem branco, ocidental e eurocêntrico. Eles escreveram o livro baseados apenas em preconceitos pessoais. O que pensaria um mexicano, argentino, chileno, colombiano ou uruguaio, vendo a história de seus países ser tratada com tanto preconceito e falta de informação?
A História não é brincadeira de criança, é uma ciência humana, tem metodologia própria, não pode ser utilizada em livros de autores que se preocupam apenas em virar best-seller. Muitos alunos de Ensino Médio, alguns às vésperas dos vestibulares de final de ano, estão ficando confusos com pseudo-afirmações contidas nos livros. É preciso tomar muito cuidado.
É isso aí, os referidos autores contribuíram muito para o aprofundamento da arrogância e da ignorância que assolam o país nos últimos anos.
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Comentário de Allan Russo Catto em 24 janeiro 2012 às 14:29 Continuando o texto abaixo Dima!
Outra coisa, querida colega Dima, não se atenha apenas ao tribunal de Nuremberg. Assista o filme “A solução final – Eichmann”, com depoimentos oficiais do próprio Adolf Eichmann, oficial nazista de alta patente que fugiu para a América do Sul, mas foi capturado e condenado à morte. Ele resume, no final do filme, toda a ideologia nazista, de extermínio mesmo!
Curiosidade: os alemães criaram campos de concentração e trabalho escravo muito antes da Segunda Guerra Mundial (1939-1945)! Onde? Namíbia (entre 1904-1909), país africano assolado pelo imperialismo europeu, assim como o resto do continente e a Ásia. Mas, não foi só a Alemanha que dominou e dizimou a maioria das populações nativas do continente africano e asiático. Inglaterra, França, Bélgica, Holanda, Portugal e Espanha também fizeram isso no século XIX e início do século XX. Por exemplo, entre os anos 1870 e 1947, morreram mais de 30 milhões de indianos, vítimas da fome e da tirania britânica no país.
O Hitler, na verdade, copiou a ideia, de “raça branca superior e civilizada”, de uma justificativa utilizada pelas principais potências europeias, para dominar a Ásia e a África, no que conhecemos hoje como Imperialismo ou Neo-colonialismo, e que depois acabou estabelecendo as bases do regime nazista. Sem contar o fato de ele ter escrito Mein Kampf, espécie de “bíblia” da ideologia nazista que, por sua vez, foi profundamente influenciada pela “eugenia”, termo que designava a superação de uma raça sobre outra através de controverso “melhoramento genético”. Ou ainda das inúmeras deturpações feitas em cima da teoria de Charles Darwin, transformadas em “darwinismo social”.
Homens e mulheres não são como cães e gatos, que possuem várias raças. Pertencemos todos a um mesmo desfecho evolutivo: a raça humana.
É isso!
Comentário de Allan Russo Catto em 24 janeiro 2012 às 14:26 Dima, pesquisei todos os links que você indicou sobre um certo "revisionismo histórico independente", li seus argumentos... Mas, desculpe, tenho que contestar de forma científica o fato de alguns poucos acreditarem que o "holocausto" foi uma invenção. Escrevo aqui como historiador independente, pois não dependo de nenhuma universidade para viver!
Dima Madureira, você escreveu o seguinte:
Dima: "O que foi escrito sobre o Holocausto, como sendo um projeto de extermínio (ou genocídio) alemão dos judeus da Europa, foram apenas baseados em testemunhos e confissões apresentados pela promotoria do tribunal de Nurenberg. Nunca se viu uma foto, um plano, um simples documento que evidencie alguma câmara de gás. O que você vê de fotos de gente em condições de saúde precária, foi resultado da epidemia de Tifo e de privações no final da guerra, onde todos sofreram, mais ainda os alemães. Não só não existe prova alguma. Não há corpos tão pouco. Não há arma, e nem corpos - como pode ter havido crime?"
Allan: Como assim, não há corpos nem armas? Então todas aquelas imagens de tratores jogando milhares de corpos em valas comuns foram montagens? Ou aqueles corpos esqueléticos eram, em sua maioria, alemães que teriam morrido de Tifo? Sinceramente Dima, me desculpe, mas é impossível acreditar em tal hipótese!
Relacionando com o Brasil, só para citar um exemplo próximo: por que a mulher de Luiz Carlos Prestes, na época do Estado Novo Varguista (1937-1945), Olga Benário, foi deportada para um campo de concentração nazista, e morta (sim!) em uma câmara de gás? Vale lembrar que o ex-presidente Getúlio Vargas era uma figura política extremamente ambígua, pois, no início da Segunda Guerra Mundial estava do lado dos países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Entretanto, quando o “ex-pai dos pobres”, e “ex-mãe dos ricos”, percebeu que o desfecho do conflito estava a favor dos Aliados (Inglaterra, França, EUA e URSS), literalmente mudou de lado, e cortou relações diplomáticas com a Alemanha.
Outra observação pertinente, que se faz necessária, é quando abordamos as expressões “espaço vital” e “solução final”, cunhadas pelo próprio Adolf Hitler que, na verdade, não era nem alemão de nascimento, mas sim austríaco.
Quando Hitler falava em conquistar o “espaço vital” estava se referindo à cidade portuária de Dantzig (Polônia) e à região da Alsácia Lorena (França). Territórios que a Alemanha teve que devolver aos seus respectivos donos, logo depois da assinatura do Tratado de Versalhes em 1919, após o término da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
A “solução final” se referia ao extermínio em massa dos judeus, por isso que os nazistas invadiram a Polônia em 1º de setembro de 1939, pois o país abrigava a maior concentração de judeus da Europa. Além disso, a ideia de “raça ariana” de Hitler não atacava apenas judeus, mas também negros, doentes mentais, ciganos e homossexuais.
Se você ler a obra “Nazismo – o triunfo da vontade”, de Alcir Lenharo, verá que os nazistas criaram uma espécie de “hospital-bordel”, denominado Lebensborn, em que soldados alemães altos, loiros e de olhos azuis tinham relações sexuais com “prostitutas”, para gerar crianças que dessem sequência à “raça ariana”.
Existem vídeos, com sonoras do próprio Joseph Goebbels (Ministro da Propaganda Nazista) dizendo que os doentes mentais representavam um “peso financeiro ao Estado, e por isso deveriam ser exterminados”. Basta assistir o documentário “Arquitetura de destruição”, de Peter Cohen, para comprovar tal fato. Esse filme é consagrado internacionalmente como um dos melhores estudos já feitos sobre o nazismo no cinema, e os próprios alemães reconhecem isso.
Outra coisa,
Comentário de Dima Madureira em 11 janeiro 2012 às 6:51 Obrigado por perguntar Allan.
Sim, não há provas. O que foi escrito sobre o Holocausto, como sendo um projeto de extermínio (ou genocídio) alemão dos judeus da Europa, atraves de câmaras de gas (ou eventualmente qualquer outro método de matança em massa), foram apenas baseados em testemunhos e confissões apresentados pela promotoria do tribunal de Nurenberg, do qual foi criado pela parte envolvida no conflito (os Aliados) - situação ilegal em qualquer parte do mundo. Muitos desses testemunhos estes já foram refutados como fraudes e o restante admitidos como improváveis.
As confissões de Rudolph Hoss, comandante de Awschwitz, foram recentemente admitidas terem sido obtidas atraves de tortura pelo próprio torturador Bernard Clark. Testemunhos tem de ser checados e confissões obtidas atraves de tortura não tem validade legal alguma.
Nunca se viu um a foto, um plano, um simples documento que evidenciem alguma camara de gas. A única prova de camara que se mostra, que é em Auschwitz, foi admitida ter sido construida pelos russos pos guerra pelo próprio diretor do museu daquele campo (fraude óbvia para um olhar um pouco mais atento na sua construção).
O que voce ve de fotos de gente em condições de saúde precária, foi resultado da epidemia de Tifo e deprivações no final da guerra, onde todos sofreram, mais ainda os alemães.
Não só não existe prova alguma, como tambem já se provou por investigações químicas que não há traços do uso de Zyklon B (gas da morte) em nenhum dos sítios onde se alega terem havido camaras de gas. Não há corpos tão pouco, e os poucos pares de crematórios achados teriam sido impossíveis de atender aquela escala de matança, alem do que não havia carvão para esse fim. Não há arma, e nem corpos - como pode ter havido crime?
Enfim, não se tem ainda uma prova incontestável desse evento.
Os trabalhos acadêmicos e literários sobre o holocausto vieram em cascata a partir do livro de Raul Hilberg, O Extermínio dos Judeus da Europa e do próprio tribunal de Nurenberg. Hilberg confessou numa corte canadese nunca ter ido a um campo de concentração antes de ter escrito seu livro, do qual alias se refere as provas do tal genocídio em apenas algumas paginas (!), e das quais foram retiradas mais tarde por ele. As referencias vão depois em círculo nos outros autores e eventualemente adicionado com mais alguma historia baseado em "testemunhos" dos quais aparentam reiforcarem a veracidade do holocausto.
Os termos "holocausto" e "sobrevivente" tem sido usados de maneiras diferentes, levando assim a re-afirmação desse alegado evento, mas tambem que nunca foram oficialmente checados ou revistos. Os acadêmicos não se atrevem a investigar e escrever pois perderiam suas cadeiras. Ao contrário dos historiadores independentes, ou que dependem apenas da venda de seus livros ou de doações, ou investigadores que trabalham em pró da historia a noite e em finais de semana, e que podem pensar e escrever livremente.
Se voce desejar ir mais a fundo nesse assunto, existe já uma literatura considerável. Como uma introdução leve (se posso chamar uma hora algo leve ;), veja o documentário do judeu revisionista David Cole, como tambem de Tony Lawson e Krege Report
Comentário de Dima Madureira em 10 janeiro 2012 às 7:31 MAIS REFERENCIAS
Institute of Historical Review
Arthur Butz
Autor do ainda irrefutado clássico "The Hoax of The Twentieth Century- The Case Against the Presumed Extermination of the European Jewry"
http://www.vho.org/aaargh/fran/livres3/HoaxV2.pdf
Germar Rudolph
Cientista Químico
David Irving
Os livros The Hitler's War e The Churchill's War são dois clássicos importantes pois foram escritos a partir dos arquivos e diarios pessoais apenas (os livros podem ser comprados ou baixados gratuitamente)
Robert Faurisson
Renomado investigador, seu blog tem textos em frances e ingles
http://robertfaurisson.blogspot.com
VHO
Ingles: http://vho.org/dl/ENG.html
portugues: http://vho.org/dl/POR.html
Adelaide Institute
http://www.adelaideinstitute.org
CODOH
http://www.codoh.com/revision.html
Inacreditavel
O site Inacreditável tras tópicos interessantes
www.inacreditável.com.br
The Barnes Review
Veja tambemFred Leuchter, Ernest Zundel, Jurgen Graf, Carlo Mattogno...
Cuidado com o Wikipedia. O Wikipedia é conhecido por censurar o que se diz difenrente do holocausto, e ignora as suas regras de integridade quando alguem escreve a favor.
Comentário de Allan Russo Catto em 9 janeiro 2012 às 19:09 Ok Dima, obrigado por ter lido meu artigo!
Só não entendi o que você quis dizer com "Por causa dessa elite estagnada é que ainda muitos acreditam em Holocausto". Sinceramente, não entendi, gostaria que você me explicasse, pois sou professor de História do Ensino Fundamental e Médio, isto é, estou sempre aberto à novas pesquisas e estudos...
Então, os historiadores que publicaram obras sobre o chamado"holocausto" do povo judeu não se basearam em "evidências", apenas em "contos"? É isso? Me explique melhor! Grande abraço!
Comentário de Dima Madureira em 9 janeiro 2012 às 8:09 Por causa dessa elite estagnada é que ainda muitos acreditam em Holocausto. Os poucos historiadore que tiveram coragem de fazer uma investigação forense, independente com o ceticismo devido da história trouxeram um entendimento diferente da versão midiótica oficial daquele evento. Esses historiadores responsáveis tem sido marginalizados e caluniados com nomes tais como "negacionistas".
Como dito a história é algo sério, e não cabe aqui fazer política para manter mitos que sejam de interesse de algum grupo social.
A história precisa de evidência, não de contos.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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