Neste ano de 2008 faz 40 anos que o mundo foi marcado por protestos, utopias e jovens lutando por um mundo melhor. Um ano que foi considerado o ano zero de uma nova era, que deixou heranças até os dias de hoje. O ano de 1968 foi um momento histórico que está longe de ser compreendido, que parece que não faz tanto tempo assim, mas ao mesmo tempo está longe da realidade em que vivemos.
Neste ano o planeta inteiro estava empolgado a questionar heranças antigas e sagradas: patriotismos, regimes militares, estruturas sociais, lealdades ideológicas e legados culturais. Estava nascendo um novo mundo e que os jovens queriam presenciar o parto.
Para alguns pesquisadores o ponto chave de influência da geração de 1968 foi a Segunda Guerra Mundial e conseqüentemente a Guerra Fria, que dividiu o mundo em dois, completamente armados.
Este ano pode-se dizer que começou no dia 31 de janeiro quando no Vietnã é comemorado o ano novo, o “Tet”. O dia em que a população vietnamita foi surpreendida com disparos da Frente Nacional de Libertação (FNL), um movimento armado ligado ao governo comunista opositor da política americana que ocupava o sul do país. As imagens de vietcongues sendo fuzilados percorreram o mundo, fazendo com que a população, principalmente os jovens, se levantassem contra o que estava acontecendo.
Na Europa, a França foi o ponto alto dos protestos. O maio francês, como também é conhecido, foi quando os jovens tomaram as ruas para lutar pela liberdade de viver de uma forma diferente. Eles desenvolveram uma cultura diferente, na música, na moda e na linguagem; não pareciam mais com seus pais; aspiravam liberdade e autonomia; a revolução sexual foi um dos fatores importantes. Na Tchecoslováquia (hoje dividido em dois países: a República Tcheca e a Eslováquia) as pessoas saíram às ruas de Praga para enfrentar a invasão soviética e defender o sonho de um socialismo democrático. Nos Estados Unidos, negros, hippes e estudantes da Nova Esquerda questionaram a Americam way of life e denunciaram a hipocrisia de uma sociedade dominada pelo consumo, pelo racismo e pela paranóia da Guerra Fria.
O Brasil não ficou de fora. Aqui, 68 começou no dia 28 de março, quando um estudante esquerdista foi assassinado em uma manifestação contra a Ditadura Militar que estava no país desde o Golpe de 1964. Mais de 200 mil estudantes universitários e milhares de centenas de secundaristas lutavam por transformações no país. Lutavam por um Brasil democrático, que já estava há quatro anos sob o poder de militares que faziam do Brasil um país sem expressão nenhuma, liderado por um governo arque típico que precisava ser derrubado o quanto antes. Pode-se dizer que o final de 68 no Brasil foi a criação com o AI-5, que aniquilou com as últimas liberdades e levou o país para um período de violência política institucionalizada.
Com tudo que aconteceu no mundo, principalmente no Brasil, hoje em maio de 2008, a população continua baixando a cabeça para aqueles que se dizem ótimos governantes. Presenciamos chacinas de pessoas inocentes nas favelas, nas ruas de todo o país... que são feitas por pessoas que ainda hoje não tem a mínima noção do que são Direitos Humanos. Que assim como eles também são pessoas e não podem ser assassinado por apenas apresentarem características de criminosos, como se esses fossem reconhecidos nas ruas e nos lugares onde menos poderiam estar... 1968 será lembrado por todos e marcado naqueles que sofreram na mão de quem não sabe o que é ser humano.

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Comentário de heibron de jsus lago em 24 agosto 2008 às 10:21
professora de historia elisabete obrigaa por tudo
Comentário de heibron de jsus lago em 24 agosto 2008 às 10:10
e muito bom er uma rede d historia na inernet
Comentário de Wladimir Gomide em 31 maio 2008 às 0:21
Bela análise. Só falta tua participação no grupo "1968 - O Maio Francês".
Ao texto de entrada, em Francês, segue-se uma tentativa de discutir aquela época em "Os Anos 60 - Uma Década Experimental".
Vá e Veja!

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