Blog de Ricardo Martins (17)

A lenda de Egas Moniz



Amanhecia sob o céu cinzento de Guimarães. O exército leonês tomava posições em redor do fortificado castelo, pressagiando um cerco longo. Na sua tenda, D. Afonso VII, rei de Leão e Castela, soberano do condado Portucalense, que agora cercava, olhava o colosso à sua frente e o movimento dos soldados nos adarves das muralhas, que pela sua largura mostrava a fortaleza das mesmas, a tomarem medidas defensivas, as fortes torres de ameias pontiagudas… Continuar

Adicionado por Ricardo Martins em 6 janeiro 2010 às 14:01 — Sem comentários

A lenda do Desejado

Grande era a azáfama no corredor dos passos perdidos, fidalgos em trajes coloridos e elegantes circulavam com ar matreiro, bandeando a cabeça em cumprimentos de ocasião. As andanças da política propiciavam novas com o Rei menino, Sebastião da casa de Avis, neto de D. João III o Piedoso, homem de muita fé e fervoroso católico. O Rei menino, educado por Jesuítas, seguiu-lhe os mesmos passos e revelou-se uma personalidade de fé, devoto ao catolicismo,… Continuar

Adicionado por Ricardo Martins em 8 abril 2009 às 15:27 — Sem comentários

A lenda da padeira de Aljubarrota

Corria o ano de 1385, el-rei D. Fernando, o Formoso, tinha falecido dois anos antes sem deixar filho varão, sua filha, a infanta Beatriz, casada com D. Juan I de Castela reclamava para si o trono de Portugal, mas o povo não acalentava esta pretensão e aclamou como seu rei, D. João, Mestre de Avis, filho ilegítimo de D. Pedro I, o Justiceiro, rei de Portugal, dando inicio á dinastia de Avis e inaugurando uma era de glória para a história Lusa. Esta… Continuar

Adicionado por Ricardo Martins em 20 março 2009 às 16:41 — Sem comentários

A lenda das amendoeiras em flor

Dos reinos árabes do sul da Ibéria, o mais ocidental, o Al-Gharb, tinha a sua capital em Xelbe, opulenta cidade, próspera e fortemente fortificada nas margens do rio Arade, porto seguro para o comércio que a partir da foz subia o rio, vindo do norte de África. A imponência das muralhas, de pedra vermelha, tiravam o ímpeto de conquista a quem as contemplasse, tal o seu aspecto magnífico, altos muros serrilhados de grossas ameias, cortados por torres de… Continuar

Adicionado por Ricardo Martins em 4 março 2009 às 15:30 — 1 Comentário

A lenda das rosas

Pensativo estava el-rei D. Diniz, que a História chamou de Lavrador, no balcão do castelo de Sabugal, olhando os campos verdejantes que se estendiam ao alcance de sua vista.

As medidas que tomara tinham reactivado a agricultura e o pinhal que mandara plantar nos areais de Leiria travava o avanço das areias para os campos agrícolas. Dele, cantaria mais tarde em verso, Fernando Pessoa, “na noite escreve em seu cantar de amigo o plantador de naus a… Continuar

Adicionado por Ricardo Martins em 21 fevereiro 2009 às 9:45 — Sem comentários

A lenda da moura Saluquia.



Corria forte tropa de cavaleiros pelas planícies do Ardila, com seus mantos brancos e pendão árabe de seu senhor, em direcção ao Castelo de Al-Manijah, guarida segura contra as constantes arremetidas dos cavaleiros cristãos, guerreiros destemidos e ávidos de recuperar as terras de seus antepassados. Comandava-a o príncipe Bráfama, guerreiro intrépido e de olhar atento ao mínimo detalhe da planície que se estendia ante si.

Esperava-o sua… Continuar

Adicionado por Ricardo Martins em 8 fevereiro 2009 às 11:30 — 1 Comentário

Castelo de Mértola

Soberbo castelo alcantilado em rochedo de xisto, mirando sobranceiro o Guadiana que em baixo, e por respeito, corre mansinho! A seca despiu o rio, deixando o seu leito mais visivel; via fluvial num passado distante, deu importância á cidade de Mértola, antiga Myrtilis romana: foi cidade importante e imponente no dominio islamico, como toda a Ibéria, de tal maneira que a igreja católica considerava os combates de libertação in partibus Ispanie… Continuar

Adicionado por Ricardo Martins em 8 janeiro 2009 às 16:00 — Sem comentários

Inês de Castro



Corriam mansamente as águas do Mondego entre margens verdejantes e campos edílicos, chilreavam aves canoras e corações apaixonados deleitavam-se no frescor da manhã.

Poetas recebiam inspiração, “Mondego que é dos meus amores que nas tuas margens deixei…”.

Bela era a jovem que placidamente passeava nos jardins do Paço, os seus pensamentos voavam céleres para o seu amado, Pedro, o infante de Portugal e filho de el-rei D. Afonso, quarto… Continuar

Adicionado por Ricardo Martins em 30 outubro 2008 às 16:00 — Sem comentários

Afonso I de Portugal



Corria o ano de 1179, fria e nebulosa era a manhã. Nos seus agasalhos aconchegado, o santo padre, que de santo só tem o nome, passeava meditativo, tinha que resolver um problema na longínqua Ibéria, os Portucalenses, descendentes dos Lusitanos que outrora tinham combatido os romanos e derrotado por diversas vezes a César, estavam a criar problemas e situações embaraçosas, queriam formar o seu reino e lutar contra a mourama que ocupava terra… Continuar

Adicionado por Ricardo Martins em 16 outubro 2008 às 15:00 — 4 Comentários

Castelo de Moura

Sobre uma elevação calcária o Castelo de Moura contempla a vastidão da região do Ardila e do Guadiana. E foi antigo vigia e senhor desta fértil região da margem esquerda do Guadiana, tão ardorosamente disputada muito antes já da invasão islamita. A arqueologia tem revelado marcas de ocupações vindas de tempos imemoriais. A situação estratégica de Moura não seria desprezada pelos Romanos, que fizeram do velho castro importante cidade, a Nova Civitas… Continuar

Adicionado por Ricardo Martins em 31 julho 2008 às 7:59 — Sem comentários

A carne é fraca

Então, passeando excitado pelo quarto, levava as suas acusações mais longe, contra o Celibato e a Igreja: porque proibia ela aos seus sacerdotes, homens vivendo entre homens, a satisfação mais natural, que até têm os animais? Quem imagina que desde que um velho bispo diz - serás casto - a um homem novo e forte, o seu sangue vai subitamente esfriar-se? E que uma palavra latina - accedo - dita a tremer pelo seminarista assustado, será o bastante para… Continuar

Adicionado por Ricardo Martins em 27 julho 2008 às 6:52 — Sem comentários

A necessidade dos chefes

De todos os hábitos a que nos entregamos, um reina sobre todos os outros no que se refere a malefícios quanto ao mundo futuro. Ê o hábito de ter chefes. O medo das responsabilidades, o gosto de se encostar aos outros, o jeito mais fácil de não ter que decidir os caminhos fizeram que a cada instante lancemos os olhos à nossa volta em busca do sinal que nos sirva de guia. Quando surge uma dificuldade de carácter colectivo, a primeira ideia é a de que… Continuar

Adicionado por Ricardo Martins em 24 julho 2008 às 12:00 — Sem comentários

O casamento ideal para o artista

Eu não tenho hoje pelo casamento aquele horror de outrora, comparável ao horror do cavalo selvagem pela manjedoura. Bem ao contrário: tenho corrido tanto pelo descampado da sentimentalidade, que uma manjedoura confortável em que mãos benévolas me sarrotem uma palha honesta - sorri-me como uma entreaberta paradisíaca. Eu precisava de uma mulher serena, inteligente, com uma certa fortuna (não muita), de carácter firme disfarçado sob um carácter meigo -… Continuar

Adicionado por Ricardo Martins em 24 julho 2008 às 11:30 — Sem comentários

Castelo de Silves

Silves, antiga Xelbe muçulmana, capital do Al Gharb, o ocidente Andaluz, dizia-se ser dez vezes maior e mais forte que Lisboa. Cantavam-na os poetas por seus encantos e belezas, buscavam-na os homens ricos do Al-faghar e mesmo de Marrocos pelos prazeres que oferecia, Xelbe muçulmana, esplendorosa, opulenta, composta de casas magníficas e bazares deslumbrantes e gentes civilizadas, centro de cultura, pequena pátria de escritores e… Continuar

Adicionado por Ricardo Martins em 3 maio 2008 às 11:01 — Sem comentários

Castelo de Beja



Há 2000 anos Beja era importante cidade romanizada - referida já em tempos anteriores a Cristo - que recebera o nome de Pax Júlia por ter sido estabelecida aqui a paz entre os chefes lusitanos e Júlio César, depois das longas e duras campanhas de invasões romanas. Júlio César institui-a sede de uma das três grandes jurisdições (conventus) da Lusitânia. Islamizada após a conquista de Aziz, filho do emir Muça, em 713, Beja tornou-se brilhante… Continuar

Adicionado por Ricardo Martins em 12 abril 2008 às 14:18 — Sem comentários

Endexas a Bárbara cativa

Aquela cativa

Que me tem cativo,

Porque nela vivo

Já não quer que viva.

Eu nunca vi rosa

Em suaves molhos,

Que para meus olhos

Fosse mais formosa.

Nem no campo flores,

Nem no céu estrelas

Me parecem belas

Como os meus amores.

Rosto singular,

Olhos sossegados,

Pretos e cansados,

Mas não de matar.



Uma graça viva,

Que neles lhe mora,

Para ser senhora

De quem é cativa.

Pretos os…
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Adicionado por Ricardo Martins em 2 março 2008 às 6:07 — Sem comentários

Castelo de Vila Viçosa

Diz a tradição que um portal gótico no velho cercado era da casa do Condestável. Em 1381, antes de o rei D. Fernando estabelecer neste castelo o seu quartel-general por se encontrar na própria zona normalmente flagelada pelas acções bélicas castelhanas, participou o jovem Nuno Álvares na reunião aqui realizada de todos os fronteiros do Alentejo com o objectivo de congregar esforços e adoptar medidas contra as surtidas inimigas de Castela. Três anos depois governava a praça um tal Vasco… Continuar

Adicionado por Ricardo Martins em 1 março 2008 às 8:00 — Sem comentários

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Conteúdo da Semana

O historiador Fábio Koifman (UFRRJ) conta ao Café História como transformou mais de sete mil documentos em uma pesquisa histórica bem sucedida e conversa sobre outros assuntos, como a sua relação com os arquivos no Brasil

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Cine História

Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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