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Discussões de SERGIO ROBERTO

Pensando os "Coronéis de Barranco"

Started 19 Mar 0 Respostas

No Acre, existiram os chamados "coronéis de barranco", proprietários de seringais, lotes de terracom arvores que produziam o látex, para a fabricação da borracha, esses "coronéis" impunham…Continuar

Escravidões ???

Iniciou esta discussão. Última resposta de Brancaleone 13 Jun, 2011. 6 Respostas

No Brasil, houve aquela escravidão dos negros nas fazendas, eles trabalhavam odia todo, sem ganhar nada pelo seu trabalho e debaixo de chibata, mas houveoutros setores da sociedade que tinham…Continuar

Coluna Prestes: "troncos"

Iniciou esta discussão. Última resposta de SERGIO ROBERTO 24 Set, 2010. 1 Resposta

Ouvi dizer que havia um estado brasileiro aí que nas vilas, ainda existiamos troncos, que os velhos proprietarios ainda usavam para castigar seusdependentes, e que a Coluna Prestes destruiu quando…Continuar

Em que casos era aplicada a pena de açoite ao escravo ?

Iniciou esta discussão. Última resposta de Bruno Leal 23 Jan, 2012. 6 Respostas

Quando o escravo matava seu senhor ou qualquer pessoa branca, ele era condenado a penade morte, mas havia uma outra pena judicial, a de açoite, que também era aplicadaao escravo.Em que casos era…Continuar

 

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"Olá Sérgio Roberto! Durante a República Velha(1889-1930) a mão de obra escrava foi substituída pelos imigrantes europeus que vieram para o Brasil, uma vez que, com os esgotamento das terras na na Europa e as…"
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23 Mar
SERGIO ROBERTO postou uma discussão

Pensando os "Coronéis de Barranco"

No Acre, existiram os chamados "coronéis de barranco", proprietários de seringais, lotes de terracom arvores que produziam o látex, para a fabricação da borracha, esses "coronéis" impunham aosempregados de seus seringais, um sistema de exploração de trabalho semelhante ao do coronelfazendeiro no interior do Brasil, o que eu queria saber é o seguinte, qual foi o papel do "coronel debarranco" na vida política do Brasil ??? o coronel fazendeiro, ajudava a eleger os governadores dosestados (e o…Ver mais...
19 Mar
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"Bruno, postei mais um topico, é o "sobre os "coronéis de barranco" só que este, eu postei no "Fóruns" na categoria "História do Brasil República" você poderia…"
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Às 23:27 em 18 abril 2013, Lilia Patricia Costa disse...

Olá Sérgio Roberto!

Durante a República Velha(1889-1930) a mão de obra escrava foi substituída pelos imigrantes europeus que vieram para o Brasil, uma vez que, com os esgotamento das terras na na Europa e as constantes tensões entre trabalhadores e proprietários de terras, crises agrícolas, opressão fiscal, desemprego, deficiências no sistema econômico entre outros fatores determinaram o fluxo migratório para o Brasil.

Chegando aqui nas fazendas a vida destes imigrantes eram  objeto de  uma série de normas, que restringiam os próprios movimentos. A obediência a essas normas era sob pena de multa, que muitas fazendas faziam reverter para uma caixa em benefício dos colonos que cumprissem todas essas normas.

Um dos regimes de trabalho que mais se propagou, num certo período, entre os imigrantes nas fazendas de café foi o contrato de parceria.Ou seja, implicava num tipo de acerto, pelo qual o fazendeiro cedia ao colono determinada área de sua propriedade,  para ser cultivada, colhida e beneficiada, na qual os resultados eram repartidos entre ambos, na proporção que fosse estipulada pelo contrato. Na realidade essa forma de trabalho era uma intermediação entre a escravidão e o trabalho livre. Mal protegidos pela legislação que não garantia ao colono liberdade, segurança e acesso à propriedade, o sistema mostrou-se vulnerável, com deficiências que comprometiam o seu funcionamento.

* Quanto ao voto de cabresto todos que trabalhavam nas fazendas eram submetidos a este abuso por parte dos coronéis.

Às 17:07 em 12 abril 2013, Professor Americanista! disse...
Opa
amanhã nos falaremos em um curso sobre a Primavera Árabe e não esquecerei!
Abraço!
Às 23:09 em 10 março 2013, Natália Souza Ramos disse...

Olá, Sérgio.

Mas é claro que existiram coronéis no RS! Os estancieiros e charqueadores eram estes coronéis. Te passo o maior exemplo o da Guerra dos Farrapos: Bento Gonçalves e companhia receberam títulos militares por fazerem parte da Guarda Nacional. Nenhum deles fez treinamento ou carreira militar. Ganharam estes títulos pq suas propriedades estavam em zonas de fronteira e defenderam elas em guerras ou disputas internas; fizeram fortuna com o comércio do charque e dispunham de uma certa força armada (uns jagunços a grosso modo).

Assim, foi viável para o Império nomear estes estancieiros como militares e assegurar as fronteiras do Império.

Abraços

Às 11:01 em 4 março 2013, Bruno Leal disse...

Já foi!

Às 15:06 em 17 janeiro 2013, Denise Lima de Oliveira disse...

penso eu que, esses camponeses são os escravos recém libertos,pois os mesmos não tinham para onde ir,por que como escravos eram sujeitos aos desmandos dos coronéis (seus senhores).Então nesse caso teriam que permanecer nessas fazendas em troca de comida e moradia que no momento era sua única opção de sobreviver.

sendo os mesmos vitimas do voto do cabresto, que era uma forma de sistema de poder dos coronéis, através do uso de autoridade, com ameaças pelos seus jagunços(homens de confiança dos coronéis) se caso não votassem no candidato apoiado ou escolhidos pelos coronéis,que se uniam para escolher o Governador,seriam punidos. E além de manipular o voto eles também fraudavam os documentos para que menores, analfabetos e pessoas que já haviam morridos pudessem votar e assim garantir a vitória nas eleições.

isso aqui no nordeste.

abraço

 

Às 14:06 em 9 novembro 2012, Olecram disse...

Bom vou tentar explicar um pouquinho o que acontecia nessa virada de século e de governo. Essa abertura do cenário brasileiro com a chegada dos novos imigrantes terá como preferência à sua imigração pelos imigrantes europeus, pois precisavam instaurar tempos melhores neste final de século XIX, devido aos diversos problemas sociais e econômicos que enfrentavam a nossa sociedade nas diversas províncias ainda do Império, por isso tal resolução, em algumas de nossas províncias, foi também a opção de um branqueamento na sociedade, devido à quantidade de negros que circulavam nas diversas províncias brasileiras. O imigrante europeu será o ideal para o imaginário destes que pretendiam fazer tais mudanças em nosso país, por estes apresentarem melhores disposições ao trabalho e trazendo consigo em sua bagagem, a moralidade, que era essencial para o bom andamento dos bons costumes, da qual os escravos eram incapazes de oferecer com o seu comportamento.

Assim nem todos os imigrantes que chegam ao Brasil, foram para as áreas rurais, uma boa parte desses ficaram nas áreas urbanas, então desses imigrantes que partiram para área rural tiverem o incentivo do governo na atribuição de pequenas propriedades. Vc poderá ver todo esse processo em “Onda Negra, Medo Branco: O negro no Imaginário das elites do século XIX livro de Célia Maria Marinho Azevedo”.

Na nova República que floresce no Brasil também apresenta problemas “com crises econômicas, que é marcada pela inflação desemprego e superprodução de café” Mary Del Priore p. 269 O livro de ouro da História do Brasil, vc observará uma manutenção desses ex-escravos e libertos pelo novo período intitulado, pois teremos no inicio do século XX uma maior força na industrialização, na área comercial e a nova urbanização das capitais, que será precisa e promovida por seus governantes. Estas ideias que foram importadas da Europa configuram-se com o periodo conhecido como “Belle Èpoque” ou bela época que virá uma obsessão das políticas públicas em todas as capitais brasileiras, lembremo-nos que os negros daqui estavam “livres” mais essas pessoas não tinham terras e nem educação, e por tais motivos étnicos foram largadas as margens da sociedade vivendo num completo abandono, a “Belle Époque” irá limpar os grandes centro urbanos expulsando-os os negros libertos e ex-escravos, índios e demais da “raça inferiores”, para as periferias, foi assim que começaram as favelas do Rio de Janeiro e as demais favelas de todo o Brasil, hoje pagamos um preço caro, pois a violência veem dessas partes periféricas mal estruturadas.

 Algumas dessas pessoas que ganharam a liberdade retornaram ao campo por não conseguir trabalho nos grandes centros urbanos, assim através desse retorno continuará a dominação por seu senhor ainda com mentalidade escravocrata, e por ainda estarem ligados ao poder nas diversas regiões e serem donos da maior parte da terra, denominados como latifundiários, assim o livres do país, trabalhavam e produziam para sua subsistência, e a do proprietário da terra, dividindo a sua produção com o mesmo, e obedecendo à todas as suas ordens, pois senão o fizessem dessa forma, seriam expulsos dessas propriedades e novamente iriam ficar sem um rumo para a sua sobrevivência.

O forte preconceito que havia pelo negro e por sua etnia Afro-brasileira, implicava este negro e ex-escravo ainda numa proporção de ser um ser submisso a essa Oligarquia montada pelos tais coronéis, ou seja, conforme os políticos do século XIX diziam que essa “raça era inferior”, ainda era mantida a forma de exploração do trabalho para essa classe de livres no país, agora junto ao imigrante, o negro e ex-escravo, passam a formar esse campesinato brasileiro.

Assim tentando responder o seu questionamento esses camponeses “livres” da fazenda serão ainda os ex-escravos e libertos, devido ainda ao grande preconceito de uma sociedade no inicio de século XX, e ainda por serem dependentes dos antigos senhores,

Às 14:32 em 31 outubro 2012, Pedro Paulo Dias disse...

Olá Sérgio, só agora vi a sua mensagem no bate papo, desculpe-me, eu estava longe do computador.

Às 19:00 em 30 outubro 2012, sibeli aparecida da silva disse...

se a finalidade era a mesma ...punir então são semelhantes, mas se o pelourinho era para punir não só escravos rebeldes e sim todos os criminosos e ainda servia como simbolo do poder público, já começa a apontar as diferenças enquanto o tronco legitimava o poder do "senhor", agora te pergunto ..... quantos brancos forma punidos no pelourinho, uma vez que é para todos os criminosos ??? a minha resposta e que são iguais, ambos serviram para legitimar o poder .. abraços

Às 7:40 em 29 setembro 2012, Celiany Moura disse...

Obrigada pelas dicas dos livros, Sérgio!

Às 20:50 em 20 junho 2012, ANTONIO DE MELO TORRES disse...

olha a pergunta que me fazes merece uma resposta que contemple todas as questões levantadas, porém como o tempo é pouco, farei apenas algumas considerações. 

1º a partir do momento que se aboliu a escravidão deixou de existir o escravo legal, ou seja, aquele acobertado pela lei, porém não deixou de existir o escravo na prática, coisa que ainda hoje é noticia de fazendeiros mantendo trabalhadores em regime de escravidão.

2º com a abolição da escravidão o estado não deu condições socioeconômica dos mesmos mudarem de vida, sendo que muitos permaneceram nas fazendas realizando os mesmos trabalhos mesmo em troca de comida.

3º quanto aos migrantes, os migrantes, temos que analisar a proibição do trafico de escravo, que proporcionou uma falta de mão de obra, assim sendo incentivado a vinda de migrantes, mas os mesmos passam a conviver lado a lado com os escravos, vivendo os mesmos problemas sociais que os mesmos. para se ter uma noção de como os migrantes sofriam na primeira republica basta analisarmos a história da construção da estrada férrea madeira mármore.

assim, com o coronelismo, muitas praticas autoritárias não podem ser tidas como idênticas ao do senhor de escravo, ambas tem suas peculiaridades condicionadas com o período histórico vivido.

então os colonos podiam viver um regime similar ao de escravidão quando passavam a  vender sua força de trabalho apenas pela alimentação, porém não podemos esquecer que os questionamentos feitos, além de interessantes merecem um reflexão mais apurada e aberta aos demais membros do café historia.

espero que tenha respondido a sua salutar curiosidade,  continue assim, sempre fazendo perguntas.

 
 
 

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Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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