CASAMENTO INUSITADO
Tu não sabes ainda quem sou eu
Mas antes de me apresentar
Vou dizer algo a meu respeito
Nasci de inspiração celestial
Ansiava um dia te encontrar
Meu coração pulsa forte aqui no peito
Trago uma luz mui fulgurante
E também alegria e muita paz
Além de grande dose de otimismo
Verás em mim tudo que desejas
Que não achas no lugar onde estás
Linguagem literal, sem eufemismo
Ouvi falar de ti... ansiedade
Sem saber onde estavas, procurei
Na certeza de um dia te encontrar
Andei muito tempo sem destino
Vaguei desordenado... não parei
Finalmente tua casa... quero entrar!
Neste aconchego me apresento
Venho de longe, não estou cansado
Rogo que faças nosso o teu leito
Sei que teu nome é Poesia
Construamos um lar estruturado
Sou filho de Moysés, Poema perfeito
Já combinei lá na Pretoria
Pra celebrar o nosso casamento
Com enfeites, as mais belas flores
Os padrinhos serão as sextilhas
E tercetos próprios pro momento
E as rimas cheias de esplendores
Nosso lar será uma Antologia
Co’ uma prole muito extensa e bela
Filhos serão versos, prosa e canção
Qu’alegrarão em muito o avô deles
Dom Moysés, qu’olhando da janela
Os abençoará... forte emoção!
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA (2012)
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AMIGAS DE ONTEM E DE HOJE
Tive uma amiga que era inseparável
Me acompanhava em todos os lugares
‘Inda me lembro de seu jeito amável
Tal como eu, não gostava de bares
Se eu ia à igreja, ela ia comigo
Nossa vida era de afinidades
Dizia qu’eu era seu melhor amigo
Eram iguais as nossas idades
Meus cabelos brancos foram ficando
É quase certo qu’ela não gostou
Tanto é que disse “agora só pintando”
A isso me neguei... ela chorou.
Então aos poucos foi se afastando
Um dia saiu sozinha e não voltou
Fiquei um bom tempo procurando
Não achei... ninguém a encontrou.
A meu lado cantava e feliz sorria
E nos versos até me ajudava
Quando eu terminava uma poesia
Ela com o título a completava
Insisti nas buscas, mas foi tudo em vão
Desbravei ruas antes não percorridas
Em certo momento desisti então
Separamos de vez as nossas vidas
Vou declinar agora o nome dela
É bem conhecida aqui de tanta gente
Deve estar me vendo d’alguma janela
Só que junto a mim não se faz presente
Saudável, ativa, desperta emoções
Tem olhar de real magnitude
Certamente alegra muitos corações
Lindo o nome dela, é Juventude!
Hoje tenho outra amiga... dei-lhe um anel
Somos duas almas unidas a bailar
Nosso encontro foi “açúcar no mel”
Como diz o repertório popular
Com esta nova amiga acabei casando
E só a morte vai nos separar
Minha inspiração foi aumentando
Somos apenas um em nosso versejar
“Mas como se chama?”, todos me perguntam:
Digo, “é impossível que não estão sabendo
Se não com ela, com quem eu estaria...”
Ouçam bem, aos poucos vou dizendo
Me trata com total compreensão
Com amor, carinho e pura meiguice
Conhecemos, um do outro, o coração
Minha eterna musa se chama Velhice!
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA (2005)
VENTO AMIGO
Para que serve o vento, perguntaram
Faz as palmeiras todas balançar
E seca as roupas estendidas no varal
Entra na janela, beija as cortinas
Sacode as ondas ao soprar o mar
Às vezes faz barulho colossal
Faz mover os moinhos de vento
E também produz muita energia
Roda o cata-vento do menino
Impulsiona as embarcações à vela
Sem ele eu nem sei como seria
Assim suporto sua zoeira de felino
Mas para mim bastaria uma função
Dentre todas estas que mostrei
É aquela que atende aos meus apelos
Em alguns momentos de suavidade
Se aproxima, isso até já virou lei
E me ajuda afagar os teus cabelos
AUTOR MOYSÉS BARBOSA
---ooOoo---
VOCÊ!
Um mar... parece que é verde
Há momentos parece que é azul
Ou mesmo marrom claro
É como os seus olhos
Que mudam de cor
Sempre cores do amor
Não apenas os olhos me encantam
Tudo em você é singular
Por isso não deixo de olhar,
Pra sempre você vou amar.
AUTOR: MOYSES BARBOSA
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LOUCURAS DE AMOR
Vivo eu em constante ansiedade,
pois não sei, com certeza, se me ama.
Apreciaria ouvir, com sinceridade,
sua palavra ou afundarei na lama.
Antes que me diga um só vocábulo,
faço desde já uma promessa.
Pronto estou pra dar até espetáculo.
Loucura de amor sem que me peça.
Ando até descalço no asfalto quente,
e ainda faço algo muito pior.
Monto de costas, o cavalo anda pra frente,
não existe loucura que seja maior.
Sei que gosta de carne de jacaré.
Vou pegá-lo... levo o melhor arpão.
Depois faço belos cortes em filé.
Se parte a corda, mergulho, pego na mão.
Com estas manifestações posso provar
o quanto de você tenho saudade.
Só conseguem loucuras assim realizar,
Aqueles que amam de verdade.
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA
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QUATRO MOMENTOS
Quando chegam os dias de inverno
Os pássaros somem do terreiro
É bem diferente do ano inteiro.
Não se ouve com o mesmo esplendor
Os cantos que à floresta dão mais vida,
é como algo triste... exemplo, despedida.
Mas eis que desponta nova estação
Chega o som da harpa que seduz
Ou de outro instrumento, volta a luz.
É a primavera e nos traz flores
A iluminar ainda mais a nossa alma
Com poder transformar tensão em calma.
Depois nasce o verão, quanta mudança
(aumentam os filhos da natureza)
pois traz consigo o sol, não há tristeza.
Pra nossa vida, grande transformação.
Aquece já bem cedo o nosso lar
E corremos então depressa para o mar.
Agora o ciclo está se completando
O clima é ameno, bastante acolhedor
Com sensação de paz – parceira do amor.
É o outono batendo em cada porta
Traz sementes de paz, quer que plantemos
E também que uns aos outros amemos.
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA
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CASAMENTO INUSITADO
Tu não sabes ainda quem sou eu
Mas antes de me apresentar
Vou dizer algo a meu respeito
Nasci de inspiração celestial
Ansiava um dia te encontrar
Meu coração pulsa forte aqui no peito
Trago uma luz mui fulgurante
E também alegria e muita paz
Além de grande dose de otimismo
Verás em mim tudo que desejas
Que não achas no lugar onde estás
Linguagem literal, sem eufemismo
Ouvi falar de ti... ansiedade
Sem saber onde estavas, procurei
Na certeza de um dia te encontrar
Andei muito tempo sem destino
Vaguei desordenado... não parei
Finalmente tua casa... quero entrar!
Neste aconchego me apresento
Venho de longe, não estou cansado
Rogo que faças nosso o teu leito
Sei que teu nome é Poesia
Construamos um lar estruturado
Sou filho de Moysés, Poema perfeito
Já combinei lá na Pretoria
Pra celebrar o nosso casamento
Com enfeites, as mais belas flores
Os padrinhos serão as sextilhas
E tercetos próprios pro momento
E as rimas cheias de esplendores
Nosso lar será uma Antologia
Co’ uma prole muito extensa e bela
Filhos serão versos, prosa e canção
Qu’alegrarão em muito o avô deles
Dom Moysés, que qu’olhando da janela
Os abençoará... forte emoção!
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA (2012)
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AS NUVENS E A CHUVA
A chuva que violentamente cai
faz água caminhar pela estrada.
De um lado pra outro ela vai
levando tudo na sua enxurrada.
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Parece que com as nuvens ela brigou
e ficou, então, meio desatinada.
Por isso veio forte e se anunciou
com relâmpagos e até uma trovoada.
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Com certeza a chuva foi desafiada.
O que as nuvens devem ter falado?
“Sem eu, chuva, tu não serias nada”.
Foi o que disseram com peito empolado.
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A chuva, depois calma, respondeu:
“Enganam-se no que estão a dizer
sem evaporação da água que desceu
não haverá nuvens, todos vão perceber”!
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Resolveram, então, se entrelaçar.
Chuva e nuvens vivendo em harmonia.
Ambas de mãos dadas a cantar,
“sem qualquer de nós vida não haveria”.
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA
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O MENINO
Lá vai o menino, corre desenfreado
pula, grita, joga bola, briga, roda pião.
Chega na escola, sempre atrasado,
o portão está fechado, volta então.
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Pelo apelido de “espoleta” é conhecido,
Sua marca é criar todo tipo de problema.
Este menino não tem jeito, está perdido
e do bolso do uniforme tirou o emblema.
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A mãe, coitada: Vou lhe mandar pra longe
ou pra roça, sim, pra casa da vovó.
Ou você melhora, filho, ou vira monge.
Assim você me mata (plagiando o Teló).
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Cai, fica ralado, dá muito trabalho
e bate nos colegas... sempre confusão.
Não usa o caminho, vai pelo atalho,
pois quer tomar a merenda do João.
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No colégio sempre chuta a diretora.
Que fica irritada, tropeça, cai no chão.
Ele acha graça, ri, mas ela é Promotora:
Vou ao pedir ao Juiz a sua internação.
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Mas o milagre um dia aconteceu.
O menino virou da água pro vinho
e chega a dizer que já se converteu.
Não quebra mais vidraça do vizinho.
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Passou a cantar no coral da Igreja
e já fez uma belíssima pregação.
Quem o conheceu antes: Bendito Seja!
A mãe exclama: Deus ouviu minha oração!
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Agora o menino cresceu, já é rapaz
e se mostra visivelmente arrependido.
As coisas que fazia... hoje não faz.
É admirado e também muito querido.
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Garante que entrará na Academia Militar
e suas notas serão nove, dez... ou mil.
Para no Exército oficial se graduar
e até ser o Presidente do Brasil.
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA
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AMOR IMORTAL
Ontem você partiu...e foi embora
e me deixou sozinho soluçando.
Sei que amor morre, não tem hora.
O que fazer então, fico pensando!
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Só me resta agora sepultá-lo.
Vou sair vagando, isso vou fazer.
Parei um pouco... fiz um intervalo,
que me permitiu o passado reviver.
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Neste momento mudei a minha ideia.
Decidi não mais levá-lo à cova,
E pensar melhor nesta situação
As reflexões em muito me ajudaram
e até me submeteram à prova:
Deste amor vou tentar a ressurreição.
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E consegui... nosso amor renasceu especial.
Vai viver pra sempre... agora é imortal!
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA
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LAMENTO DO LIVRO
Livro didático a idade o aposenta,
mesmo ainda novo, todo perfeito.
Não importa o conteúdo que apresenta
ou que seja bonito, ou até bem feito.
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O leitor assíduo se dirige à estante,
põe a mão num volume, está molhado.
O livro se adianta e diz, não se espante,
me puseram aqui, mas ‘stou desativado.
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Por causa disso meu viver é chorar.
Dizem que livro velho não tem valia.
Vou pra sempre lágrimas derramar,
até que vejam em mim alguma serventia.
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O leitor pega o livro... que tesouro!
Veja o título... sugestivo, é “Fantasia”.
Vou lê-lo pois é prata e muito ouro,
este nunca fica velho... é um livro de Poesia!
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA
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BELO SONHO
Hoje saí da cama cedo, às pressas
O que me leva a tanta correria?
Não posso perder mágico momento
Preciso escrever uma nova poesia
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Sonhei com você, estava sorrindo
Dizendo claramente que me amava Fiquei contente, sim, muito feliz
Irradiava paz enquanto me fitava
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Sabe então o que vou fazer?
Repetir o que venho declarando
Com mais ênfase volto a dizer
“Cresce o meu amor”, falo cantando
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Voltei pro leito e o sono não veio
Relembrei o seu rosto, seu olhar
Vou fazer um esforço pra dormir
Quero de novo com você sonhar.
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Depois outro esforço vou fazer,
Para dormir e não mais acordar
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA (1974)
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MÃE
O número de mães é infinito,
como infinitos são os seus amores.
Elas têm o seu viver bendito,
a merecer de nós grandes louvores.
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Nas palavras delas há santidade.
Há também luz a fulgurar.
E ainda nos mostram a verdade,
Pra que possamos seguros caminhar.
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Dentre todos, a mãe é a mais nobre,
Pois tem o dom da maternidade.
Seja letrada, ou não, rica ou pobre,
No olhar todas mostram sinceridade.
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Ser mãe é nobre, o título d’onde procedeu?
Ou mesmo o brasão, ou simples emblema?
O título? quando o primeiro filho nasceu,
O brasão? o próprio filho... não há dilema.
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No mês de maio homenageamos,
esta que nos propiciou a vida.
Melhores músicas pra ela nós cantamos.
Mãe é Majestade, esta honra lhe é devida.
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA
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HOMENAGEM ÀS MÃES
Às mamães de Ponte Nova
e de toda a região,
envio minha mensagem,
de todo o meu coração.
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Que o Senhor as abençoe
tomando-as pela mão.
Protegendo seus caminhos,
por especiais que são.
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À nobre Academia
que faz a solenidade.
Entrego meus parabéns
com toda a sinceridade.
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Não pude comparecer
mas à Grazielle pedi
pra levar esta mensagem.
E a Bênção Episcopal,
poucas linhas, resumi,
pra facilitar a postagem.
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Ser mãe é algo sagrado.
Assim está, sem aumento;
Bendita sim, confirmado,
lá no Novo Testamento.
Mãe é Paz e também Luz
Suas mãos são as de Jesus!
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA
Homenagem às mamães, no Circulando a Poesia, solenidade dia 12/05/12 na Academia de Ciências, Letras e Artes de Ponte Nova (MG)
ESTA POESIA FOI DECLAMADA EM SESSÃO SOLENE DA ACADEMIA: DIVULGADA PELA POETISA COMENDADORA GRAZIELLE SABINO CORREU O MUNDO POIS FOI REPRODUZIDA INCONTÁVEIS VEZES NAS REDES SOCIAIS
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SOLIDÃO
A praia estava deserta...
O mar se mostrava calmo e distraído...
Enquanto as gaivotas procuravam as rochas
e permaneciam mudas as palmeiras,
meu coração... Sempre triste e dolorido.
A brisa, meiga e agradável...
e o sol se espraiando sobre a costa,
mostrava a beleza do verão...
Vivia infeliz, sim, mas sei,
que não se pode viver assim,
sozinho mostrando-se infeliz...
A solidão é má, estou bem certo,
quando se vive nela sem ter perto,
a presença gloriosa do bom Deus!
AUYOT:MOYSÉS BARBOSA (1959 – PRIMEIRA POESIA)
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QUERIDA
És do meu viver a doce primavera,
com um sorriso nos lábios ostentando,
És a flor - que em meio à tempestade,
demonstra ser feliz - vive cantando...
És a inspiração de todos os meus versos,
que falam de amor... algo sublime!
És portadora d'um olhar tão puro e belo,
que êsse verso - imperefeito - não define.
És do meu jardim a rosa branca,
que a pureza do teu corpo sempre exala.
És da harpa o mais lindo e santo arpejo,
que de ti - sem temor, aos outros fala.
És das flores o perfume amigo,
o qual - inocente - o vento enlaça.
Só saberei viver mesmo contigo;
deves entender o que se passa...
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA
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SONHEI
Estavas linda - entre as demais,
que contigo na cascata se banhavam;
e com gestos delicados me chamavam,
para que voltasse... porém não voltei mais!
Sim... és tu - e sempre acerto!
Mas agora que passo contornar teu rosto,
sinto meu coração triste - que desgôsto,
pois nunca fôste minha, mesmo estando perto.
Mas, por que razão não me chamas agora?
Sabes que estou a procurar-te
e que é grande meu desejo de falar-te,
sobre os teus meigos gestos de outrora...
Como é difícil o meu viver tristonho!
Nunca fui amado - que tolice
pensar em ser chamado com meiguice...
Foi imaginação... Um simples sonho!
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA
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SAUDADES
Os pássaros cantando... as nuvens inquietas...
só podem entregar-me solidão.
Envido mil esforços; quero ver-te - tudo em vão!
Só as saudades estão comigo alertas...
Ao meu redor tudo é diferente!
As flôres estão flácidas... sem porte!
Mas a palmeira - insólita e triste,
entende, com certeza, a minha sorte...
Distante como estou - sinto saudades...
Em minhas noites sem luz, como padeço.
Não posso mergulhar em doces sonhos,
pois sinto falta de ti - quase enlouqueço!
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA
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CONFISSÕES
Podes entrar... esta casa é tua;
êste leito que ai está, assim desalinhado,
sempre acolheu uma flor que bela e núa,
era convite aos instantes de pecado.
Êste perfume no ar é o que resta
das delicias de um amor falso e impuro.
Quanta tristeza em mim... o meu viver não presta,
pois um sincero amor é que procuro.
Mas, não estamos sós... Fiques tranquila.
O ar está aqui, suave, acolhedor.
A nossa timidez? É a luz: farei parti-la,
para sentir de perto o teu calor.
Vais partir? Mas, porquê te vais?
Acaso não queres ficar hoje comigo?
Sempre desejei neste lugar, contigo
falar sério de amor... poder amar-te mais...
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA
---
AGORA...UMA SÓ ALMA!
Sua presença é forte em minha vida
E se acordo e não a vejo do meu lado
Não sei o que fazer, onde irei buscar
Eu que converso com pássaros e flores
Conclamo que saiam como combinado
As aves batem asas depressa a procurar
---
As flores têm mais dificuldade
Se esforçam, amigas, mas demoram
Elas dependem do vento pra andar
Entro em decadência, não sei como vai ser
As rosas, mais sensíveis, até choram
Vejo pétalas multicores bailando pelo ar.
---
Chamo os relâmpagos, também as trovoadas
Respondem baixo, meu grito é bem maior
Resoluto começo às montanhas recorrer
Mas eis que de repente ouço a resposta
Me abraça a natureza e fica a meu redor
Dizendo – uma só voz – que vai me socorrer
---
Algumas caminhadas... “não a encontramos”
Meu coração bate, mas está quase morto
Meus olhos já não enxergam mais
Digo, então, percorra vales e Campinas
Passe pelos jardins, pomares, parques, horto
Quão bom chegar aqui uma gota de paz
---
Ó desespero cruel que vem se aproximando
Encurte seus passos, imploro por favor
Pois necessito é de calma pra viver
Rogo até que me ajude a encontrá-la
Ao invés de me ferir com seu pavor
Clamo, clamo... me impeça de morrer
---
Retornaram as aves e também as flores
Os relâmpagos, as montanhas, trovoadas
Até mesmo o desespero... todos pra dizer
Foram infrutíferas as buscas que fizemos
Não foram sequer marcas encontradas
Inexiste qualquer outro lugar pra percorrer
---
Quando ouvi estas falas quase desfaleci
Com grande e forte dor no peito a latejar
Não tenho a quem mais pedir socorro
Pensei nas nuvens, na chuva, são amigas
De mãos dadas, juntas, água pra jogar
Sobre as ruas, casas, praças... ou eu morro
---
Voltei meus olhos pro céu, estava azul
Constatei de pronto chuva não vai ter
Só me resta agora uma última opção
Dobrar os meus joelhos sobre a terra
Clamar a quem sempre veio me valer
Com fé, ao santo Deus, fazer uma oração
---
Os fundamentos do universo se abalaram
Grandes estrondos... o solo se abrindo
Chuva, muita água correndo pelo chão
O que será isso? O mundo ‘stá acabando
Mas veio a luz. Silêncio. Ela ali sorrindo
Ó Deus meu, grato sou, ouviste a petição
---
Ela me disse “estou aqui a procurar-te”
Combalido não entendo este mistério
Mas respondeu-me “vou dar explicação
E certamente entenderás o acontecido”
Não quero ouvir – retruquei – e falo sério
São delírios meus, são frutos de paixão
---
Agora estamos juntos em todos os lugares
Acordar é sempre ao mesmo tempo
Se não sinto sono ela também não sente
É evidente que houve a união de almas
Juntos sentimos o sopro de um só vento
Eu e ela, o mesmo dom.. onipresente
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA (1971)
Moysés é Advogado, Professor, Bispo e Jornalista. Escritor e Poeta secular e religioso, já com Jubileu de Ouro de Poesia, transcorrido em 2009. Possui os Méritos Poético-Literários Carlos Drummond de Andrade, Luis de Camões, Jorge Amado e Olavo Bilac, Honra ao Mérito Olga Kapati e recebeu em Brasilia na Emill Brunner Universidade o titulo de Doutor Honoris Causa em Poesia Barroca, expedido pelo Conselho Euro Latino de Escritores que a instituição mantém.
Veja parte de sua obra poética em www.pastormoysesbarbosa.com
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IMAGINAÇÃO?
Ontem relembrei aquela poesia
Na qual me fizeste uma homenagem
Rolaram lágrimas enquanto eu a lia
Cada palavra trazia uma mensagem
---
No primeiro verso senti o teu abraço
No segundo a doçura do teu beijo
Continuei lendo, pensei, o que eu faço?
Para conter, no terceiro, meu desejo.
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Belo soneto, perfeito... eras poetisa
Escrevias com ternura e sinceridade
Ele nos acalma, é uma meiga brisa
Nos faz crer que amar não tem idade
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Não mais estás aqui, vou ver-te um dia
Abrirei ainda mais meu coração
Farei por ti o que antes não fazia
Teu amor se confirma na versificação
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Quando será não sei, fico esperando
Creio na existência da celestial cidade
Amor é para sempre, só vai aumentando
É por isso que Deus fez a eternidade
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Hoje és um anjo e eu também serei
Juntos cantaremos linda melodia
Diante do trono de Cristo, nosso Rei
Nosso viver então será todo alegria
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA (1969)
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SÚPLICA
Quantas vezes ficamos perdidos
Sem saber pra onde caminhar
Quantas vezes os dias são sofridos
Só esperança vem nos confortar
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Quantas vezes temos choro amargo
No recôndito da alma, o que fazer
Quantas vezes a voz é só embargo
Tudo é noite e demora alvorecer
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Quantas vezes a tristeza aumenta
Parece que a morte está chegando
Quantas vezes o coração esquenta
Com o calor da alma soluçando
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Quantas vezes o pranto é alegria
Quando doce voz vem nos falar
Quantas vezes é paz, e quem seria
É Deus: “no colo vou te carregar”
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Ó Senhor da santa misericórdia
Tenha piedade de nós, os pecadores
Nos momentos de dor, de aflição
Troque, suplicamos, corações duros
Dos que plantam ódio e não flores
Para que façam sementeiras de união
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA
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SOMOS COROA DA CRIAÇÃO
No alvorecer, plena madrugada
O céu ainda está pontilhado
Um barulho, olho, não é nada
O que será, estou só aqui parado
Aos poucos o sol surge, aparece
Pra iluminar os campos devagar
Há gente que‘stá indo fazer prece
Vai pedir pra Deus a perdoar
É pessoal de perto da venda
Que desmata sem contemplação
Do soneto é pior a emenda
Como rezar? Isso não tem perdão
Entristecido volto para casa
Preocupa-me o dano produzido
À natureza... ao meio ambiente
Dos quais sou eterno defensor
Fiz a todos eles apenas um pedido
Plantem mudas, pra ela bom presente
Vamos conservar a natureza
E afirmo com muita emoção
Somos parte dela, que beleza!
Deus nos fez Coroa da Criação!
Sejamos todos guardiães da natureza
O mundo será outro... mais beleza!
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA
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EXALTAÇÃO À PAZ UNIVERSAL
Pessoas há... no mal sentem prazer
Pois semeiam contenda a vida inteira
Lutemos pra que todas elas venham
Fazer da paz um lema, uma bandeira.
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Mas isso nos parece impossível
Como abrir porta de corações?
Só nos resta o supremo poderio
Busquemos a Deus com nossas orações
---
Cada um de nós com seu potencial
Mostrando sempre o que a guerra faz
Talvez um dia o mundo seja outro
Vamos nos dar as mãos, somos iguais
---
Plantar a paz exige muito esforço
Rádio, TV, poemas e também canções
É trabalho contínuo, sem descanso
E que sejam parceiras as nações
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Acabando o confronto e a disputa
Até mesmo a natureza vai sorrir
Terá um fim toda a devastação
As janelas do céu vão se abrir
---
Ouviremos o belo coro angelical
E da floresta a voz dos animais
Até as plantas vão comemorar
Nova terra... dos conflitos nem sinais
---
Será nosso planeta um só continente
E uma só língua todos vão falar
Pra governante não terá eleição
Por aclamação todos antevendo
A harmonia, sim, é que vai ganhar
E como vice, assumirá a compreensão
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA
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O ÉBRIO
Lá vai o ébrio, capenga pela rua
Deita no chão, em qualquer lugar
Não pergunto qual a sina sua
Pois vai dizer que sofre por amar
---
Às vezes me indago, como pode ser?
Coisas de amor um homem destruir
No caso do ébrio, creio, vou dizer
Sua mulher resolveu dele fugir
---
Há pessoas que buscam na bebida
Um consolo par’ as instabilidades
Há outras que renovam sua vida
Caminham até sem sentir saudades
---
Sou exemplo de hipótese singular
Não bebo e muitas saudades tenho
Só procuro refrescar a minha mente
Começo a escrever alguns poemas
Meu amor é grande, assim mantenho
Continuo amando, mesmo ela ausente.
---
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA
---
CATETINHO: PALÁCIO DE TÁBUAS
Em Brasilia nós fundamos
Eu e mais Comendadores
Um órgão bem singular
Nome: “Amigos do Catetinho”
Conosco muitos Doutores
Pra sua história resgatar
---
Os atos oficiais
Foram em dois mil e dez
21 de abril... o aniversário
Jubileu de Ouro da Capital
Grupo de proa e não de convés
“Guardião do Cinquentenário”
---
“O Projeto Catetinho -
Resgate de Nossa História”
Já nasce com nota mil
Pra dar mais visibilidade
Ao desbravar... só de glória
Do Planalto Central do Brasil
---
Nosso trabalho será intenso
Na missão de promover
O “Palácio de Tábuas” (madeira)
Este nome lhe foi dado
Juscelino o fez erguer
Era bem simples: mesa e cadeira
---
Ele é mais visitado
Por turistas... gente de fora
E pra voltar como era antes
Divulgaremos para o mundo
Hoje, amanhã, começa agora
Junto aos mestres e aos estudantes
AUTOR: +DOM MOYSÉS BARBOSA
(Membro-Fundador da SACA-Sociedade Amigos do Catetinho e assim, como os demais, agraciado com o titulo de Guardião do Cinquentenário, pela Academia Brasileira de Honrarias ao Mérito)
Postado em 16 junho 2013 às 19:34 0 Comentários 0 Curtiram isto
TUDO DE BOM...
Hoje levantei bem cedo
pra poder te acordar.
Cochichar no teu ouvido,
tua pele arrepiar.
…
ContinuarPostado em 16 junho 2013 às 19:32 0 Comentários 0 Curtiram isto
TUDO DE BOM...
Hoje levantei bem cedo
pra poder te acordar.
Cochichar no teu ouvido,
tua pele arrepiar.…
ContinuarPostado em 16 junho 2013 às 19:31 0 Comentários 0 Curtiram isto
AMIZADE ETERNA
Cultivamos uma bela amizade
Que a cada dia mais se fortalece
E se torna todo dia mais visível
Adubo nela sempre colocamos…
ContinuarPostado em 16 junho 2013 às 19:29 0 Comentários 0 Curtiram isto
ANDANDO COM JESUS (HINO)
= I =
Meu Jesus seguirei
Durante’o meu viver
Salvação, plena paz recebi…
Continuar
Bruno Leal disse... Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
A Memória que me contam - 2013
Entrou em cartaz o novo filme da diretora brasileira, Lúcia Murat, o drama "A Memória que me contam".
A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
Ativado por

