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Manuela Garanhani
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Informações do Perfil

Atividade profissional
Estudante, Pesquisador
Formação
Graduando
Cidade em que moro
Londrina-na-na
Estado e país em que moro
Paraná
Meu e-mail
manu.garanhani@gmail.com

Caixa de Recados (4 comentários)

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Às 17:39 em 9 novembro 2009, Lúcia Glicério disse...
Olá Manuela,
seja bem-vinda!
Abraços,
Lúcia
Às 14:40 em 8 novembro 2009, José Leandro disse...
Olá boas tardes, renovo o convite para "espreitar" o fórun dedicado ao Romance a Negro. Um dos itens designa-se por JAZZ/BLUES CAFÉ.


http://cafehistoria.ning.com/group/oromanceanegro
Às 9:06 em 8 novembro 2009, Geraldo V. de Jesus disse...
quer ser minha amiga, manuela?
Às 19:22 em 7 novembro 2009, José Leandro disse...


http://cafehistoria.ning.com/group/oromanceanegro


Olá boas tardes desde Portugal.

Apresento o fórum dedicado ao Romance a Negro (Literatura Policial) mas também à Literatura de Aventuras.

Histórias e livros que nos revelam outras formas de ver a vida, mas também de a sentir.

Ainda, a paixão de partilhar o gosto pelos livros!

Fica o convite. Se desejar partilhar connosco este grupo/fórum deverá procurar nos grupos - O ROMANCE A NEGRO - e solicitar a adesão.

Saudações do José Leandro
 
 

Cinehistória

Cidadão Boilesen

O documentário revela as ligações de Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do famoso grupo Ultra, da Ultragaz, com a ditadura militar, ajudando no financiamento da repressão violenta e também a sua participação na criação da temível Oban – Operação Bandeirante, espécie de pedra fundamental do Doi-Codi. (RC)

Cidadão Boilesen foi premiado no Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade, esteve no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo. Sempre aplaudido pelo público e pela crítica, levanta o véu sobre a Operação Bandeirantes.

A Oban, como era chamada, foi um centro de informações, investigações e de torturas montado pelo Exército brasileiro no fim dos anos 1960 para combater organizações de esquerda que confrontavam o regime ditatorial que vigorava desde 1964 no País. O filme deixa claro que era financiada por empresários e banqueiros. O caso de Henning Boilesen, o cidadão Boilesen, é exemplar. Dinamarquês naturalizado brasileiro, ele virou empresário no País. Anticomunista ferrenho, ligou-se a grupos militares e paramilitares. Outros empresários e banqueiros - nomeados no filme - também fizeram isso, mas Boilesen se destacava por uma particularidade fartamente debatida no filme. Sádico, ele tinha um prazer especial em seguir as sessões de tortura, chegando a fornecer carros da empresa Ultragaz, do grupo Ulbra, que presidia, para operações de repressão. Em 1971, foi vítima de uma emboscada e morto por guerrilheiros.

Foram mais de 15 anos de pesquisa, que agora se concluem na estreia. Litewski elaborou uma lista de 200 possíveis entrevistados. Um terço lhe bateu o telefone na cara, tão logo ele anunciava sua intenção. Outro terço admitia dar depoimento, sem que fosse gravado ou filmado, certamente temendo represálias. O terço final, finalmente, deu a cara e a voz às denúncias formuladas no filme. Elas de alguma forma corrigem a história oficial. Mostram que a famigerada ditadura foi, na verdade, uma aliança civil-militar, incentivada e sustentada por setores de peso na sociedade, e não apenas empresários da Fiesp ou banqueiros da Febraban. Nem a imprensa é poupada. Litewski, que se autodefine como ‘rato de pesquisa’, só cita empresários e organizações que tenham sido mencionados por no mínimo três fontes diferentes.

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