Iniciou esta discussão. Última resposta de Matheus Nogueira de Souza 10 Ago, 2011. 14 Respostas 2 Curtiram isto
"Cuba siempre libre" As reformas políticas e econômicas propostas pelo presidente cubano Raúl Castro no VI Congresso do Partido Comunista Cubano, realizado em abril deste ano, são o prolongamento das…Continuar
Iniciou esta discussão. Última resposta de Luiz Vila Flor 11 Jul, 2011. 2 Respostas 0 Curtiram isto
Em 14 junho de 2008, a engenheira Patrícia Amieiro Branco de Franco foi dada como desaparecida. Seu carro foi encontrado com perfurações de projéteis de arma de foco no fundo de uma ribanceira na…Continuar
País estranho, esse nosso Brasil. Os brasileiros tradicionalmente não têm o habito de valorizar, cultuar e homenagear os grandes nomes da história do país. A história da formação cultural, científica e política da nação é invariavelmente deixada de lado, por considerarem-na inútil as suas necessidades básicas, formadas pelo vicioso triângulo FUTEBOL/PRAIA/CARNAVAL.
Se fosse possível uma pesquisa com todos os brasileiros de todos os municípios de todos os estados da federação, com a pergunta “você conhece ou já ouviu falar de Emílio de Menezes?”, é possível que menos de dez mil saibam que Emílio Nunes Correia de Meneses é o maior poeta satírico de língua portuguesa, genuinamente brasileiro (nasceu em Curitiba, em 4 de julho de 1866). Gregório de Matos, o maior deles, nasceu no Brasil (em Salvador, no dia 23 de dezembro de 1636), no entanto tinha nacionalidade portuguesa, que manteve até sua morte (em Recife, no dia 25 de novembro de 1695).
Emílio de Meneses foi jornalista e poeta, mas com a idade de 24 anos, já no Rio de Janeiro, trabalhou por um período como escriturário no Departamento da Inspetoria Geral de Terras e Colonização, durante um recenseamento no ano de 1890.
Sua obra não é muito vasta. São apenas 232 poemas (a grande maioria, sonetos) publicados em 7 livros, 5 em vida e 2 após sua morte. Tecnicamente era tido como simbolista, mas a mordacidade dos seus versos, sempre carregados de pesadas críticas aos políticos, aos administradores públicos e ao clero, fizeram dele um poeta satírico.
Com 48 anos foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (seria o segundo a ocupar a cadeira 20, de Joaquim Manuel de Macedo), porém até a data da sua morte, ocorrida em 6 de junho de 1918, no Rio de Janeiro, não havia tomado posse, por desavenças com o então presidente da ABL, Medeiros e Albuquerque.
Passei vista nos jornais do dia, ouvi vários noticiários e programas de rádio e de televisão, busquei em vão na internet e nada encontrei que contivesse uma citação, pequena que fosse, ao sesquicentenário do nascimento desse grande nome da cultura nacional. Nada. Em que pensam e o que fazem os “pauteiros” das emissoras de rádio e televisão educativas do país?
Já são quase 22 horas e como “eles” deixaram passar em branco uma data tão importante para nossa literatura, para nossa cultura, presto eu, como poeta de alma e de coração, nos veículos que disponho, minha pequena homenagem a esse paranaense, carioca de coração, que tanto contribuiu para nossa cultura.
Algumas poesias satíricas de Emílio de Menezes:
MARIPOSAS
Dão-me os jornais notícia de uma empresa
Fundada para dar cartas de fiança
Quanto a aluguel de prédios. Com certeza
Grande futuro tal idéia alcança.
Vai fazer, pelo menos, a limpeza
De umas imundas sucursais do avança,
Que exploram com torpíssima esperteza
Todo aquele que quer fazer mudança.
E tanto elas embrulham inquilinos
Como sai embrulhado o proprietário
Com fiadores matreiros e ladinos.
Tenha portanto a empresa por fadário
Dar cabo desses antros clandestinos
Que assim presta um serviço extraordinário,
UM MILAGRE
Lira: Se qual o azeite anda por cima,
Nada a muda do branco para o preto,
E nem perde a verdade apreço e estima
Pelo fato de a expor em tom faceto;
Como tudo que existe cabe na rima,
Bem cabe um atestado num soneto.
Por isso, a idéia que hoje aqui me anima,
Nestes quatorze versos lhe remeto;
Pode afirmar, por toda a eternidade,
Aos mil que sofrem e aos descrentes mil,
Que isso que aí vai é a essência da verdade!
De horrível tosse que me pôs febril,
Dei cabo, usando apenas a metade
De um milagroso frasco de Bromil.
CÃO QUE LADRA...
Um fato que nos campos é freqüente
Agora, na lembrança se me aviva:
Se um trem passa, por eles, velozmente,
Ladram os cães contra a locomotiva!
Esforço vão, estúpido e impotente!
Segue a máquina audaz, serena e altiva
E eles mal voltam, dolorosamente,
Na fraqueza da raiva inofensiva!
Tiremos neste caso, a semelhança:
De Rio Branco o nome, o mundo inteiro,
Corre veloz e à própria glória alcança!
Ladra Zeballos! Ladra bom rafeiro!
Em tal ódio e tal sede de vingança,
Nem te percebe o Grande Brasileiro!
IMPRESSÕES DE VIAGEM
Como é bela a mentira quando nasce
De uma formosa boca feminina!
Nem nos faz o rubor subir à face,
Tanto é discreta delicada e fina.
Se o que a Monna declara, declarasse
O Belisário Távora, imagina
O leitor que esta coisa assim ficasse,
Sem protestos da crítica ferina?
À Delza agradecemos a carícia
Das suas doces impressões de viagem.
Nas quais não há nem sombras de malícia.
Mas cá no seio da camaradagem,
Se assim fosse, que glória a da polícia
E que vergonha para a gatunagem!
MESMICE
Quisera eu pôr nestes quatorze versos
Um leve, fino, alegre comentário
A algum novo e notável caso diário,
Entre os casos urbanos mais diversos.
Percorro dos jornais o noticiário,
Leio artigos e tópicos dispersos,
A pedidos satânicos, perversos,
Desastres, crimes, contos-do-vigário.
Nada encontro que inspire à alegre musa
Uma nota satírica e atrevida
Que nos nervos um frêmito produz.
É sempre a mesma coisa repetida:.
Luza o sol, venha a noite, o sol reluza,
Como, o banal, se reproduz a vida!
O GATO PRESO
Malvado Gato, Gato irreverente,
Que sem pena os políticos arranhas,
Que enches de medo da polícia a gente
Com as tuas endiabradas gatimanhas.
A polícia persegue-te inclemente
E uma reclame estardalhante apanhas.
Aumentas a edição galhardamente
E, com os aplausos, mais trame ganhas.
Escaldados, não temes água fria;
De unhas de fora, investes com coragem
Contra a bajulação e a hipocrisia.
Elas, sentindo os arranhões, reagem;
Mete a polícia o Gato na enxovia,
Deixando em liberdade... a gatunagem.
SATURNINO BARBOSA (Retrato)
Pedagogo pernóstico e pedante
Com vastas pretensões a literato;
Barrigudinho, cético, insensato,
Portador de uma cara extravagante.
Eis o poetastro trêfego e barato
Que o chicote da crítica ululante
A zero reduziu, no mesmo instante
Em que passou a residir no mato.
Hoje não vibra mais, é letra morta,
Nem sonetos, nem livros maltrapilhos:
Passa o tempo a pedir, de porta em porta
Há de acabar assassinando os seus,
Como Saturno a devorar seus filhos,
O matador sacrílego de Deus.
CONTO DO VIGÁRIO
Que o delegado de olho vivo seja
nesse inquérito, ao qual já deu início
E, se a verdade descobrir deseja,
Note que o gajo é mestre no artifício.
Com tal nome não vai à minha igreja,
Pois de pátria não ter, tem ele o vício:
Em qualquer parte em que Patrício esteja
Ele de todos há de ser patrício.
O caso nada tem de extraordinário:
O vigarista, porque andasse pronto,
Viu no patrício o desejado otário.
Mas repare só a polícia neste ponto:
Se prender o contista do vigário,
Não deixe solta a vítima do conto.
Bruno Leal disse... Salve, Luiz! Bom dia!
Faz um tempinho que não o vejo aqui na rede. Espero que esteja tudo bem com você. Imagino que muita correria, não? Bom, de qualquer forma escrevo apenas para dizer gostamos muito de tê-lo no Café História. Sinta-se à vontade para sugerir temas, entrevistas ou qualquer outro tipo de conteúdo. Escutar nossos colegas é fundamental. É isso.
Um grande abraço e uma ótima semana para ti,
João Roberto Laque disse...
João Roberto Laque disse... Postado em 15 novembro 2012 às 9:44 10 Comentários 0 Curtiram isto
O Brasil foi descoberto num período em que Portugal e os principais países europeus viviam sob o absolutismo monárquico. Não obstante ter surgido como nação no ocaso dessas monarquias absolutistas, o relacionamento íntimo que o país teve com a corte portuguesa o fez herdar o que de mais tenebroso havia no regime absolutista português: a relação promíscua com o Poder.
A alta burguesia brasileira…
ContinuarPostado em 11 novembro 2012 às 13:00 0 Comentários 0 Curtiram isto
Postado em 24 setembro 2012 às 17:00 0 Comentários 0 Curtiram isto
Postado em 21 setembro 2012 às 16:00 0 Comentários 0 Curtiram isto
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A Memória que me contam - 2013
Entrou em cartaz o novo filme da diretora brasileira, Lúcia Murat, o drama "A Memória que me contam".
A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.
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