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Luiz Eduardo D. de Araujo
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Às 16:05 em 28 abril 2008, Vagner Trindade disse...
Irena Sendler - “A mãe dos meninos do Holocausto”
Tradução do Espanhol: Manuel Franco del Castillo
Enquanto a figura de OSCAR SCHINDLER era aclamada por meio mundo, gracas a Steven Spielberg que nele se inspirou para fazer o filme que conseguiu 7 Oscars em 1993, narrando a vida deste industrial alem do que evitou a morte de 1.000 judeus nos campos de concentracao , IRENA SENDLER era uma heroina desconhecida fora de Polonia e apenas reconhecida no seu pais por alguns historiadores, ja que os anos de escurantismo comunista haviam apagado a sua facanha dos livros de historia oficiais. Ela nunca contou a ninguem nada da sua vida durante aqueles anos.
Em 1999 a sua historia comecou a se conhecer e foi gracas a um grupo de alunos de um Instituto de Kansas e ao seu trabalho de final de curso sobre os herois do Holocausto. Na investigacao deram com poucas referencias sobre Irena e so existia um dado surpreendente: tinha salvado a vida de 2.500 meninos.
Como e possivel que so existisse informacao sobre uma pessoa assim?
Mas a maior surpresa chegou quando apos buscar o lugar da tumba de Irena, descobriram que nao existia porque ela ainda vivia, e de fato ainda vive.
Hoje e uma ancia de 97 anos que reside num Asilo do centro de Varsovia num quarto onde nunca faltam flores e cartoes de agradecimento do mundo inteiro.
Quando a Alemanha invadiu o pais em 1939, Irena era enfermeira no Departamento de Bem-estar Social de Varsovia, no qual cuidava das salas de jantar comunitarias da cidade.
Era um momento horroroso, tinha de convencer os pais de que lhe entregassem seus filhos e eles perguntavam-lhe: “Pode prometer que meu filho vivera?.....”
O que poderia se prometer quando nem podia se saber se poderiam sair do Gueto?
E a unica coisa certa era que os meninos morreriam se permanecessem ali.
As maes e as avos nao queriam separar-se de filhos e netos. IRENA as entendia perfeitamente e naquele entao, ela era mae. De todo o processo que ela levava a cabo com os meninos, o mais duro era o momento da separacao.
Algumas vezes, quando Irena ou suas companheiras tornavam a visitar as familias para tentar faze-las mudar de opiniao, ficava sabendo que todos tinham sido levados ao trem que os conduziria aos campos de exterminio, de morte.
Cada vez que isso acontecia, ela lutava com mais forca para salvar a meninada.
Comecou a tira-los em ambulancias como vitimas de tifus, mas logo a seguir se valeu de tudo o que estivesse ao seu alcance para esconde-los e tira-los dali: cestos de lixo, caixas de ferramentas, carregamentos de mercadorias, sacos de batatas, ataudes... Nas suas maos, qualquer coisa se transformava numa via de escape.
Conseguiu recrutar ao menos uma pessoa de cada um dos dez centros do Departamento de Bem-estar Social.
Com a ajuda dessas pessoas elaborou centros de documentos falsos, com assinaturas falsificadas, dando identidade temporaria aos meninos judeus.
Irena vivia os tempos da guerra pensando nos tempos da paz. Por isso nao se cancava manter com vida esses meninos. Queria que um dia pudessem recuperar seus verdadeiros nomes, sua identidade, suas historias pessoais, suas familias. Foi quando inventou um arquivo que registrava os nomes dos meninos e as suas novas identidades.
Anotava os dados em pedacos pequenos de papel que enterrava, dentro de potes de conserva, debaixo de uma arvore de macas, no jardim do seu vizinho.
Aguardou sem que ninguem suspeitasse o passado de 2.500 meninos... ate que os nazistas foram embora.
Um dia, os nazistas souberam das suas atividades.
Em 20 de Outubro de 1943, Irene foi detida pela Gestapo e levada a prisao de Pawiak onde foi brutalmente torturada.
Num colchao de palha da sua cela, encontrou uma estampa de Jesus Cristo. E ficou com ela como resultado de uma casualidade miraculosa naqueles duros momentos da sua vida, atE o ano de 1979 em que se desfez dela dando-a de presente a Joao Paulo II.
Irena era a unica que sabia os nomes e onde se encontravam as familias que albergaram aos meninos judeus; suportou a tortura e se recusou a trair seus colaboradores ou a qualquer dos meninos ocultos. Quebraram-lhe os pes e as pernas, alem de sofrer inumeras torturas. Mas ninguem conseguiu romper a sua vontade. Foi sentenciada a morte. Uma sentenca que nunca chegou a se cumprir porque a caminho do lugar da execucao, o soldado que a levava a deixou escapar. A resistencia o tinha subornado porque nao queriam que Irene morresse com o segredo da localizacao dos meninos.
Oficialmente ela constava nas listas dos executados. A partir de entao, continuou trabalhando, mas com uma identidade falsa.
Os meninos so a conheciam pelo apelido: JOLANTA.
Anos mais tarde, quando a sua historia saiu num jornal junto com fotos suas, da epoca, diversas pessoas comecaram a chama-la para dizer:
“Lembro de seu rosto... sou um daqueles meninos, lhe devo a minha vida, meu futuro, e gostaria de ve-la!”
Irena tinha no seu quarto fotos com alguns daqueles
meninos sobreviventes ou com filhos deles.
Seu pai, um medico que faleceu de tifus quando ela ainda era pequena, lhe fez memorizar o seguinte:
“AJUDE SEMPRE A QUEM ESTIVER SE AFOGANDO, SEM LEVAR EM CONTA A SUA RELIGIAO OU NACIONALIDADE. AJUDAR CADA DIA ALGUEM TEM DE SER UMA NECESSIDADE QUE SAIA DO CORACAO”
Irena vive anos numa cadeira de rodas, por causa das lesoes causadas pelas torturas sofridas pela Gestapo. Nao se considera uma heroina.
Nunca reinvidicou credito algum pelas suas acoes.
“Poderia ter feito mais”, responde sempre que se lhe pergunta sobre o tema.
“Este lamento me acompanhara ate o dia de minha morte!”
“ NAO SE PLANTAM SEMENTES DE COMIDA. PLANTAM-SE SEMENTES DE BONDADE. TRATEM DE FAZER UM CIRCULO DE BONDADE, ESTE OS RODEARAO E FARAO CRESCER MAIS E MAIS ”
Irena Sendler
Às 14:49 em 20 março 2008, Sebastião Batista de Oliveira Souza disse...
Luiz! VC também se interessa pela história de outros conflitos da nossa civilização, ou somente os acontecimentos ligados à II Guerra Mundial??
Às 13:35 em 13 fevereiro 2008, janaina ovidio disse...
Vc faria historia pq está em seu coração e não pelas guerras. rsrsrs
bjks
Às 5:50 em 13 fevereiro 2008, janaina ovidio disse...
Olá!
Você realmente gosta de historia das guerras,né?
Beijinhos.
 
 

Cinehistória

ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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