Leonardo Dantas Silva
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Sobre mim
Sou escritor, com 37 livros publicados, e editor, com 376 títulos publicados, em sua maioria sobre estudos sociais na área do Nordeste do Brasil.
Atividade profissional
Pesquisador, Jornalista, outro
Formação
Graduado
Cidade
Recife
CEM ANOS SEM JOAQUIM NABUCO


Leonardo Dantas Silva
Curador do Instituto Ricardo Brennand (Recife)
* Palestra pronunciada no Conselho Estadual de Cultura (Pernambuco)





As eleições para a Câmara dos Deputados de 31 de outubro de 1881, as primeiras pelo voto direto, não foram favoráveis aos liberais, tendo sido Joaquim Nabuco derrotado na sua candidatura pelo 1º Distrito da Corte. Por essa época, com a morte do Barão de Vila Bela – Domingos de Souza Leão (1819 – 1879) –, o Patrono da Raça Negra não mais contava com o respaldo eleitoral de sua província natal, o que, só mais tarde viria acontecer.
No maremoto do escravismo, Nabuco e outros candidatos abolicionistas foram tragados pelas ondas. De nada valera o seu entusiasmo de político iniciante, eleito deputado por Pernambuco em 1879.

Posso dizer que ocupei a tribuna todos os dias, tomando parte em todos os debates, em todas as questões. [....] Tudo me servia para assunto de discurso; eu falava sobre marinha e imigração, como sobre a iluminação ou o imposto de renda, sobre o arrendamento do vale do Xingu ou eleição direta ... Tinha o calor, o movimento, o impulso do orador; não conhecia o valerá a pena? Do observador que se restringe cada vez mais...
A sua desolação é expressa em carta endereçada ao amigo Sancho de Barros Pimentel, datada de 8 de novembro de 1881:

Decididamente não fui feito para o que se chama entre nós de política. A palavra, a pena, as idéias são armas que de nada servem, e ai de quem tem outras. O caráter, o escrúpulo, a independência, o patriotismo, tudo isso não vale nada, não tem curso entre os eleitores. Felizmente não é mais o Imperador que esta em causa, não é dele mais que nos podemos queixar – é de nós mesmos. Triste e infeliz nação – onde a escravidão tem triunfos aos quais todo mundo se associa com alegria selvagem!
Perdendo a tribuna da Câmara, tomado pela amargura, Joaquim Nabuco retira-se para Londres, deixando a direção da Sociedade Brasileira contra a Escravidão e a direção do jornal O Abolicionista, em cuja edição de 1º de dezembro de 1881 transcreve, na primeira página, carta de despedida do seu principal redator.

Viajando em 1º de abril do ano seguinte, Nabuco reencontra, em seu exílio, a acolhida da casa do barão de Penedo, Francisco Inácio Carvalho Moreira. Na sua temporada em Londres, porém, se vê diante de dificuldades financeiras de toda ordem, sobrevivendo como correspondente do Jornal do Commercio, de onde recebia trinta libras, e de La Razón (Montevidéu), ao preço de dez libras, além de empregado da Sugar Factories, companhia ligada à fabricação de açúcar no Brasil, que lhe pagava dezessete libras. Residia, então, no modesto apartamento em Hanover Square, Maddoy Street, 20 A.

No seu “desterro forçado”, onde curtia as “saudades de casa”, mas com o pensamento liberto das ingerências partidárias, bem longe dos interesses que se digladiavam no cenário político nacional, Nabuco resolveu escrever O Abolicionismo. Livro da maior importância para o conhecimento de sua doutrina; verdadeiro diagnóstico das mazelas da sociedade brasileira de então.

O primeiro de uma série cujo fim é apresentar à massa ativa de cidadãos brasileiros, com os melhores fundamentos que seja possível ao autor estabelecer as reformas que para nós são realmente vitais, considerando-se que a vida de um país não é só vegetativa, mas também moral. Por numerosas razões, aduzidas, por assim dizer, em cada página do presente volume, a emancipação dos escravos e dos ingênuos, e a necessidade de eliminar a escravidão da constituição do nosso povo, isto é, o Abolicionismo, devia ter precedência às demais reformas.

A publicação de O Abolicionismo, que circulou em agosto de 1883, impresso pela Tipografia de Abraham Kingdon & Co. – Londres, custara às combalidas finanças de seu autor a elevada quantia de dois contos de réis.
O livro, que recebera no seu lançamento comentários elogiosos das Gazeta de Notícias e Gazeta da Tarde, fora considerado pelo seu biógrafo, Luís Viana Filho, como uma obra “que estava longe de emocionar os leitores. Aqui e ali, vislumbrava o dedo do gigante, mas, no conjunto, o trabalho era quase medíocre, o que não impediu de ser recebido festivamente pelos companheiros de ideal”.
Em 1976, o historiador pernambucano Evaldo Cabral de Mello, ao receber o Prêmio Joaquim Nabuco outorgado pela Academia Brasileira de Letras ao seu livro Olinda Restaurada – Guerra e açúcar no Nordeste 1630–1654, ao contrário do escritor baiano, destacou a importância de O Abolicionismo quando o considerou o melhor livro escrito sobre o Brasil no século XIX, tornando-se o mais importante para o entendimento da formação sociocultural do povo brasileiro até a publicação de Casa-Grande & Senzala, em 1933.
Em agosto de 1999, por ocasião das comemorações do Sesquicentenário de nascimento de Joaquim Nabuco, o mesmo Evaldo Cabral de Mello, em conferência pronunciada no Itamaraty, foi mais longe ao considerar O Abolicionismo “um dos textos fundadores da sociologia brasileira”.

Ele foi, com efeito, o primeiro a articular uma visão totalizadora da nossa formação histórica, fazendo-o a partir do regime servil. Nessa perspectiva, a escravidão não constitui um fenômeno a mais, inegavelmente relevante mas devendo ser levado em conta em igualdade de condições com outros, como a monocultura ou a grande propriedade territorial. Segundo Nabuco, foi a escravidão que formou o Brasil como nação, ela é a instituição que ilumina nosso passado mais poderosamente que qualquer outra. A partir dela, é que se definiram entre nós a economia, a organização social e a estrutura de classes, o Estado e o poder político, a própria cultura. O Abolicionismo fez assim da escravidão o protagonista por excelência da história brasileira, intuição que tem sido largamente explorada por historiadores, sociólogos e antropólogos, embora raramente reconheçam esta dívida intelectual.
Em O Abolicionismo, Joaquim Nabuco não somente se mostra detentor de uma “procuração tácita” que lhe fora outorgada pelas classes dos escravos e dos ingênuos, mas apresenta um verdadeiro libelo contra a herança que Portugal nos impôs: “a africanização do Brasil pela escravidão é uma nódoa que a mãe-pátria imprimiu na sua própria face, na sua língua, e na única obra nacional verdadeiramente duradoira que conseguiu fundar”.
Todo livro é recheado de denúncias contra a sociedade de então, não poupando nem a Igreja Católica Romana por sua omissão diante do mal maior: “a escravidão é um ar envenenado e esse é o ar que respiramos e que absorvemos , todos e tudo, neste país”.

Em outros países, a propaganda da emancipação foi um movimento religioso, pregado do púlpito, sustentado com fervor pelas diferentes igrejas e comunhões religiosas. Entre nós, o movimento abolicionista nada deve infelizmente à igreja do Estado; pelo contrário, a posse de homens e mulheres pelos Conventos e por todo o clero secular desmoralizou inteiramente o sentimento religioso de senhores e escravos. No sacerdote, estes não viam senão um homem que os podia comprar, e aqueles a última pessoa que se lembraria de acusá-los. A deserção pelo nosso clero do posto que o Evangelho lhe marcou foi a mais vergonhosa possível: ninguém o viu tomar a parte dos escravos, fazer uso da religião para suavizar-lhes o cativeiro, e para dizer a verdade moral aos senhores. Nenhum padre tentou nunca impedir um leilão de escravos, nem condenou o regime católico das senzalas. A Igreja Católica, apesar do seu imenso poderio em um país ainda em grande parte fanatizado por ela, nunca elevou no Brasil a voz em favor da emancipação.

Foi Nabuco o primeiro a vislumbrar o surgimento de uma raça brasileira, tal como conhecemos em nossos dias. Uma raça de mestiços, formada pelo congraçamento de todos os povos construtores da nossa nacionalidade.

Nós não somos um povo exclusivamente branco, e não devemos portando admitir essa maldição da cor; pelo contrário, devemos fazer de tudo para esquecê-la.. [...] A escravidão, por felicidade nossa, não azedou nunca a alma do escravo contra o senhor, falando coletivamente, nem criou entre as duas raças o ódio recíproco que existe naturalmente entre opressores e oprimidos. Por esse motivo o contato entre elas foi sempre isento de asperezas fora da escravidão, e o homem de cor achou todas as avenidas abertas diante de si. Os debates da última legislatura, e o modo liberal pelo qual o Senado assentiu à elegibilidade dos libertos, isto é, ao apagamento do último vestígio de desigualdade da condição anterior, mostram que a cor no Brasil não é, como nos Estados Unidos, um preconceito social contra cuja obstinação pouco pode o caráter, o talento e o mérito de quem incorre nele. Essa boa inteligência em que vivem os elementos de origem diferente da nossa nacionalidade é o interesse público de primeira ordem para nós.
Lembra ele que, em outros países como na França e na Inglaterra, “o abolicionismo não tinha o caráter de reforma política primordial, porque não queria a raça negra como elemento permanente de população, nem como parte homogênea da sociedade”.

No Brasil, a questão não é como nas Colônias Européias, movimento de generosidade em favor de uma classe de homens vítimas de uma opressão injusta a grande distância das nossas praias. A raça negra não é tampouco para nós uma raça inferior, alheia à comunhão ou isolada desta, e cujo bem-estar nos afete como o de qualquer tribo indígena maltratada pelos invasores europeus. Para nós, a raça negra é um elemento de considerável importância nacional, estreitamente ligada por infinitas relações orgânicas à nossa constituição, parte integrante do povo brasileiro. Por outro lado, a emancipação não significa tão-somente o termo da injustiça de que o escravo é mártir, mas também a eliminação simultânea de dois tipos contrários, e no fundo os mesmos: o escravo e o senhor.
Ao fazer comparação entre a situação social do negro brasileiro com a do negro norte-americano, Nabuco se torna enfático:

No Brasil, a escravidão, ainda que fundada sobre a diferença das duas raças, nunca desenvolveu a prevenção da cor, e nisso foi infinitamente mais hábil. Os contatos entre aquelas, desde a colonização primitiva dos donatários até hoje, produziram uma população mestiça, como já vimos, e os escravos ao receberem a sua carta de alforria, recebiam também a investidura de cidadão.
Ao defender “O Mandato da Raça Negra”, Nabuco chama a atenção do leitor para a sua missão de abolicionista :

Aceitamos esse mandato como homens políticos, por motivos políticos, e assim representamos os escravos e os ingênuos na qualidade de brasileiros que julgam o seu título de cidadão diminuído enquanto houver brasileiros escravos, isto é, no interesse de todo país e no nosso próprio interesse. Quem pode dizer que a raça negra não tem o direito de protestar perante o mundo e perante a história contra o procedimento do Brasil? Esse direito de acusação, entretanto, ela própria o renunciou; ela não apela para o mundo, mas tão-somente para a generosidade do país que a escravidão lhe deu por pátria.
E, mais adiante, quando trata das Influências sociais e políticas da escravidão, Joaquim Nabuco antecipa-se, em cinqüenta anos, ao pensamento social de Gilberto Freyre, in Casa-Grande & Senzala, ao ver no Brasil uma nação mestiça:

Não há assim entre nós castas sociais perpétuas, não há mesmo divisão fixa de classes. O escravo, que como tal praticamente não existe para a sociedade, porque o senhor pode não tê-lo matriculado [....], é no dia seguinte a sua alforria um cidadão como outro qualquer, com todos os direitos políticos, e mesmo grau de elegibilidade. [...] Isso prova a confusão de classes e indivíduos, e a extensão ilimitada dos cruzamentos sociais entre escravos e livres, que fazem da maioria dos cidadãos Brasileiros, se se pode assim dizer, mestiços políticos, dos quais se combatem duas naturezas opostas: a do senhor de nascimento e a do escravo domesticado.
O caminhar do grande líder continuará em sua trajetória. O Abolicionismo tornou-se uma verdadeira profissão de fé, uma radiografia da sociedade brasileira da segunda metade do século XIX, na qual se vislumbrava todos os malefícios, ainda hoje presentes, causados pela escravidão na formação da nação brasileira.
Ao disputar as eleições do Recife no ano seguinte, como candidato do 1º distrito, Joaquim Nabuco alcança a sua maioridade como orador. O ideário exposto nas páginas de O Abolicionismo, ganha alma nos seus discursos, cuidadosamente taquigrafados e depois por ele reunidos no livro Campanha Abolicionista no Recife. Eleições de 1884.
Nos seus pronunciamentos naquele Recife de final de século, Joaquim Nabuco defende uma Lei Agrária, em 5 de novembro de 1884, falando na Praça de São José do Ribamar:
A propriedade não tem somente direitos, tem também deveres, e o estado da pobreza entre nós, a indiferença com que todos olham para a condição do povo, não faz honra à propriedade, como não faz honra ao Estado. Eu, pois, se for eleito, não separarei mais as duas questões – a da emancipação dos escravos e a da democratização do solo. Uma é o complemento da outra. Acabar com a escravidão não nos basta; é preciso destruir a obra da escravidão.
E mais adiante:
Sei que falando assim, serei acusado de ser um nivelador. Mas não tenho medo de qualificativos. Sim, eu quisera nivelar a sociedade, mas para cima, fazendo-se chegar ao nível do art. 179 da Constituição do Império que nos declara todos iguais perante a lei.
A importância do operário, do artífice, daquele que ganha o pão com o seu trabalho manual e do seu suor, não foi esquecida, por Joaquim Nabuco que, em discurso pronunciado no Campo das Princesas, na tarde de 29 de novembro de 1884, dirigido por ele à classe dos “Artistas Pernambucanos”,
vaticinara em tom profético:
Eu bem sei que vós não pesais pelo número, e não influis pela fortuna, e além disso estais desarmados por falta de organização; mas como na frase revolucionária de Sieyès, podeis desde já dizer: “O que é o operário? Nada. O que virá ele a ser? Tudo!...”
E, mais adiante, continua:

E por isso que vos repito, se eu tivesse que escolher uma classe com a qual devesse identificar a minha candidatura, não procuraria nem os proprietários do solo a quem chamam – a lavoira; nem os descontadores de safra a quem chamam – o comércio; nem os empregados públicos, que representam a enfermidade nacional por excelência; nem as profissões científicas, que formam uma aristocracia intelectual, grande demais para um povo tão deprimido como o nosso; escolheria sim, o insignificante, o obscuro, o desprezado elemento operário, porque está nele o germe do futuro da nossa pátria; porque o trabalho manual, somente o trabalho manual, dá força, vida e dignidade a um povo.
Em 28 de novembro de 1884 as portas da Associação Comercial de Pernambuco foram fechadas para que Joaquim Nabuco não falasse no seu recinto sobre o movimento abolicionista. Não se dando por vencido, conclamou seus seguidores para o Largo do Corpo Santo onde, em recinto aberto, falou sobre a missão do comércio:
É estranho que os representantes do comércio nesta cidade suponham ainda que podem separar o comércio da política, que pode haver prosperidade comercial sem boas intenções sociais, e não se atrevam, eles que acolheram nas salas da Associação o recente Congresso Agrícola, simples demonstração de escravagismo, a acolher da mesma forma o movimento abolicionista! Terá sido tão demorada a evolução do comércio em Pernambuco, que no fim do século XIX, os negociantes do Recife não vejam que comércio e escravidão são termos incompatíveis? Será possível que eles ignorem que a escravidão quer dizer monopólio, que a missão do comércio em toda parte é destruir monopólios?
No Teatro de Santa Isabel, em 12 de outubro de 1884, faz a sua profissão de fé em sua província natal, onde residem “as minhas origens, o meu berço, A MINHA PÁTRIA” (sic)
... com a identificação de alma e coração que me prende a Pernambuco tão intimamente como o filho com a mãe e de tal forma que, se por uma dessas terríveis fatalidades, que eu daria a última gota do meu sangue para evitar, esse magnífico território fosse quebrado ao meio ou em pedaços, eu pensaria tanto em não ser Pernambucano como hoje penso em não ser Brasileiro.
Sim Senhores, sinto-me tão Pernambucano como quem melhor o seja. Ninguém, acreditai-me, faz mais sinceros nem mais ardentes votos do que eu para que Pernambuco reconquiste no futuro algum reflexo pelo menos da hegemonia Nacional que, capitania ou província, exerceu no passado, do papel que representou neste Brasil em cuja alma insuflou o espírito da nacionalidade, o espírito de independência e o espírito de liberdade!

A conturbada disputa porém não lhe trouxera a vitória, o que só veio alcançar em 7 de junho de 1885 ao disputar uma vaga pelo 5º distrito, com os votos de Nazaré da Mata e Bom Jardim, tomando assento na Câmara em 3 de julho.
Com o apoio de José Mariano Carneiro da Cunha e de todos os militantes dos movimentos abolicionistas pernambucanos, reunidos em diversas associações civis, Joaquim Nabuco passa a dispor de uma base eleitoral.
Em 15 de setembro de 1887, ao disputar novamente uma vaga de deputado, tendo uma vez mais como adversário o então Ministro do Império, Machado Portela, que representava em Pernambuco as forças conservadoras, Joaquim Nabuco obteve a votação de 1407 sufrágios, contra 1270 dados ao seu opositor. Com essa vitória, na qualidade de deputado por Pernambuco, o Patrono da Raça Negra assiste à concretização de seu sonho maior, a promulgação da Lei n.º 3353, de 13 de maio de 1888, que considerava extinta a escravidão no Brasil.



Santo Antônio do Recife,
21 de Janeiro de 2010.


Blog de Leonardo Dantas Silva

FREVOS DO CARNAVAL DO RECIFE

Postado em 23 novembro 2010 às 12:59 0 Comentários

Os muitos frevos do Carnaval do Recife…

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Caixa de Recados (6 comentários)

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Às 18:52 em 6 janeiro 2011, Vittorio Serafin disse...

Dr. Leonardo;

Ok ! Estou na expectativa do lançamento !

Gde Abraço 

Às 21:17 em 3 janeiro 2011, Leonardo Dantas Silva disse...

Meu caro Vittorio Serafin,

 

Agora mesmo você me pegou mexendo do livro sobre os "Holandeses em Pernambuco", que já se encontra com 534 páginas, além das ilustrações.

Neste primeiro semestre de 2011 você terá ocasião de conhecer mais informações acerca deste período tão sedutor de nossa história.

A segunda edição de Arruando pelo Recife e do Carnaval do Recife, também estão prontas, a espera de algum patrocinador.

Continuo a sua disposição - leodantassilva@uol.com.br -, disponha deste amigo em terras pernambucanas.

Com a estima do

Leonardo

Às 20:46 em 3 janeiro 2011, Vittorio Serafin disse...

A notícia de uma nova edição ampliada de seu livro é uma excelente notícia.

Seu livro é o único (sem favor algum) que permite uma visão global do período de ocupação holandesa. Aliás o tenho recomendado a todos (amigos) que pretendam conhecer o "período holandês" num curso intensivo e objetivo. Do contrário vão ter que ler no mínimo uns quinze outros livros, prá lá de maçantes e ainda ter problemas com a organização cronológica do período...Risos !!! 

 

Tb entendi a dificuldade da edição dos livros que citei, embora me pareça que com a edição deles se fecharia sua participação na edição de praticamente 100% dos livros mais representativos do período.

Gde Abraço   

 

Às 5:00 em 9 dezembro 2010, Daniela Viana disse...
Quando ingressei na universidade logo no meu primeiro semestre de curso tive como trabalho escolher um historiador pernambucano e dissertar sobre a sua importancia para a historigrafia. acabei escolhendo Leonardo dantas por encontrar nele a semehança pelo gosto da cultura pernambucana, mas nao sabia eu que acabaria me apaixonando pelas obras desse escritor! Tive a oportunidade de fazer uma entrevista com o mesmo (o que enriqueceu muitoo meu trabalho e minha admiração pelo autror)conhecer foi um presente para minha carreira e o tenho como referencia. Sou louca pelos seus livros e são os meus preferidos da minha estante, porém infelizmente nao encontrei o meu preferido Arruando pelo Recife que nao consegui encontrar em lugar algum :( :( já revirei sebos de toda parte e nem sinal. Qunado o encontrei na sua residencia em 2009 ele falou da possibilidade de um segundo volume deste livro e fico a cada dia na espectativa de lançamento. Parabens leonardo Dantas pela sua carreira e importancia para pernambuco!
Às 18:19 em 3 agosto 2010, Vittorio Serafin disse...
Não conheço pessoalmente ao Dr. Leornardo, mas andei lendo alguns do 37 livros por ele publicados e alguns dos 376 que editou. Com esse acervo, creio que no Brasil chega logo aos 500, em qualquer outro lugar do mundo teria seguramente chegado ao Guiness Book. Uma curiosidade. Dos escritos no período e sobre o período holandês, me parece que faltaria uma re-edição em Pernambuco dos livros escritos pelo: Netscher, frei Raphael de Jesus, o do Pierre Moreau e o do frei Giuseppe e o do Laet - aí "zerava de vez" o período. Vão entrar numa previsão para o futura edição ?
Às 17:45 em 9 janeiro 2010, Leonardo Dantas Silva disse...
O que me levou a increver-me foi a indagação do leitor em saber qual seria o título sumário acerca da história de Pernambuco. Lembrei-me de "Pernambuco seu desenvolvimento histórico", de Manuel de Oliveira Lima; "Anais Pernambucanos", de F.A. Pereira da Costa 2ªed.; "Holandeses em Pernambuco 1630-1654", de Leonardo Dantas Silva;"História de Pernambuco", de Flávio Guerra, só para citar esses.
Os livros são encontráveis na Estante Virtual e na Rede de Livrarias Culura.
Boa sorte no garimpo.
 
 
 

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Ensino de História: Confira o artigo “A guerra das narrativas: debates e ilusões em torno do ensino de História”, da historiadora Christian Laville, da Universidade Lava, Quebec. Resumo: Em quase todas as partes do mundo, os programas escolares exigem que o ensino da história desenvolva nos alunos a autonomia intelectual e o pensamento crítico. Há muito tempo não se vê mais a missão de incutir nas consciências uma narrativa única glorificando a nação ou a comunidade. No entanto, quando o ensino da história é questionado nos debates públicos, é sempre com referência a esse tipo de narrativa: embora não fazendo mais parte dos programas, esse continua sendo o único objeto dos debates. Este artigo dá inúmeros exemplos atuais de tais debates, antes de concluir que são provavelmente vãos e que as pessoas se iludem sobre os efeitos reais da história ensinada. Alguns exemplos também são dados a esse respeito. Clique aqui para acessar.

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