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Julia Cristina Ramos Lopes
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Informações do Perfil

Sobre mim
Acredito que História é acima de tudo vida, pulsante, e como escreveu o magnífico Joseph Campbell especialista em Mitologia " dizem que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior de nosso ser e da nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivo".
Atividade profissional
Professor
Formação
Graduado
Estado
Paraná
Cidade
Curitiba

A Crônica da Cidade

Enquanto caminho pelas ruas do centro da velha capital percebo com minúcia cada fachada antiga, algumas revigoradas, outras sepultadas na melancolia que lhes imputou o passar dos anos. Bem sei que poucos muito poucos ao passar defronte uma destas senhoras percebe a tristeza embutida nas paredes, nas soleiras, nas portas, mas eu percebo.
E este perceber é algo assim que profana a alma, pois dilacera, corrói espanta, compactuo com elas as tardes que já se foram, os dias alegres, os aniversários. Ah os aniversários, quanta vida, quanto sentir agora os vestígios estão ali tão visivelmente encalacrados em cada tábua em cada viga, em cada tijolo!
As pessoas trazem consigo a pressa aturdida dos dias instantâneos, dos minutos do infinito pulsar e contar das horas, pressa é o que leio em cada passo, em cada dobrar de esquina, porém percebo também a solidão atroz e tão companheira destes pobres mortais, como são sós em si mesmos e o mais absurdo é que não o percebem, ao contrário camuflam esta infelicidade em paradas defronte as vitrines os olhos brilham, admiram por fim entram e compram, compram, como consomem estes vermes!
Consomem até o delírio aturdido e confundem em si mesmos o consumir com o sentir, por vezes paro e perplexo anseio em ter uma espécie de varinha de condão daquelas dos contos de fadas, ora se a possuísse, andaria por aí tipo um Dom Quixote de La Mancha a lutar contra gigantes consumistas, frios e frívolos consumistas!
E assim como num passe de mágica ao tocar a varinha de condão nas cabecinhas, tiraria do transe, da nóia, do vácuo as mentes absortas no paradoxo capitalista, calculista, individualista, em que se atolararam
Sigo meu caminhar, agora estou diante de uma grande e imponente senhora solitária, ela me chama, assim discretamente, atendo seu suplício, paro e escuto o que tem a me dizer:
“Ei, ao que me parece tu possui uma candura plácida e terna, tu me ouves, tu me ouves”?
Com um movimento discreto que sim, respondo afinal todos iriam me tomar por louco se acaso percebessem que respondo a uma velha casa da década de 40, mas que me importa o que pensariam, aliás, nem ao menos pensariam, estão todos tão absortos consigo mesmos que nem perceberiam um louco a responder uma velha casa em ruínas!
Prossegue o diálogo com a velha senhora:
“Por fim alguém me escuta, após tanto tempo, ouça com atenção o que tenho a lhe contar, analise minha fachada, perceba minha história, ah filho quanta coisa gravada em minhas paredes, quantas vidas, quantas risadas, quantos risos perdidos...
Fico ali ouvindo, ouvindo, pego meu pequeno bloco de notas, escrevo, escrevo tudo o que a senhora me conta, mas calma, por Deus calma, sou ume somente dentre tantos que por aqui passam, que capaz foi de lhe atender, permita-me algumas pausas...
Assim passo ali mais da metade do dia, anotando, anotando, por fim ela se cansa, emudece e com seu silêncio a noite perambula pelos postes frios e úmidos, hora de seguir adiante, afinal alguém já ligou para o órgão do controle social, estou a perturbar a paz de alguém, mas que coisa, apenas estou aqui parado a escrever, nada falo, nem ao menos nenhum movimento suspeito, não importa, somos todos suspeitos até que se prove o contrário!
Dispeço-me da velha senhora com todo o respeito, ela, assente com um leve sorriso já cansado pelos anos amargurados das paredes pesadas e sem vida!
Sigo com a promessa de retornar, ela consente, mas em um último suspiro noturno diz bem baixinho: “Não tardes a voltar filho meu, não tardes, corres o risco de aqui chegar e deparar-se com as ruínas, ouvi dizer que estão prestes a me demolir, pensam em construir aqui um shopping, filho podes dizer-me o que vem a ser um shopping”?
Evito a resposta, além de demorar horas para lhe explicar o que vem a ser um shopping, não suportaria presenciar a cena dramática que viria a seguir, melhor deixar que a velha senhora repouse no mar da ignorância, afinal a pouparia do imenso pesar em saber que ali em seu lugar, no lugar de tanta história, tanta memória seria criado um daqueles elefantes brancos recheados de promoções, promoções, grifes, melhor esquecer deixar que a velha senhora mergulhe no acaso do esquecimento urbano!
Dispeço-me e saio assim como ator de palco e platéia vazia, agora caminho como bêbado, mas não consumi uma gota de álcool sequer, estou inebriado com a velha senhora, pobre senhora, sepultada já foi há muito, sinto uma imensa vontade de correr até ela, abraçá-la, acariciá-la, dar-lhe meu alento, chego à esquina de um cruzamento qualquer, ajoelho-me e choro, um choro incalculavelmente doído, aturdido, uma mescla de impotência fria, neutra, uma impotência vazia de não poder, completa de querer, mas neste mundo não sobra espaço para o querer, o querer ausentou-se, esta no vácuo, no espaço alienado, neste mundo quem ousa sentir demasiadamente demais é tido como incapaz, louco, profano, insano...
Assim depois de tanto sentir, tanto perceber e querer aqui estou internado para sempre trancafiado neste lugar incurável, chamado sanatório, e passo os dias a lamentar, como gostaria de a velha senhora visitar, mas ninguém acredita que uma velha casa alma possui, me tomam por demente, mas eu juro e atesto, sou réu confesso, eu ouvi a velha senhora, eu ouvi...





Julia Lopes

Blog de Julia Cristina Ramos Lopes

O que esta acontecendo?

Postado em 24 janeiro 2012 às 16:12 0 Comentários

Fazia muito tempo que não adentrava neste espaço, e justamente pela falta deste, o tempo, não que durante este período, coisas lamentáveis, bizarras e absurdas tenham simplesmente deixado de acontecer. Ocorre que hoje particularmente, me vi diante de histórias, fotos, que expressam a total incompetência deste estado, que como Renato Russo, costumava cantar "não é nação". Assistir pessoas sendo retiradas de suas moradas, para que se cumpra a lei! Mas que lei? De que lei falam?…

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Discurso Vazio- Sobre o Projeto de Lei da Assembléia Legislativa do Paraná

Postado em 24 fevereiro 2011 às 8:06 0 Comentários

O que podemos achar sobre o Projeto de Lei aprovado pela Assembléia..

Desde que começou a onda "moralizadora' impetrada pelo  presidente desta casa, apenas observava os acontecimentos sabendo que ao correr da carruagem tudo acabaria em uma grande "discurso vazio".
 Como escrevi anteriormente, o circo todo da tomada pela polícia, espetáculo em tempo real, nas entrelinhas apenas escondia o que os políticos brasileiros em sua maioria fazem de melhor, seguir a premissa de…
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Seu BERICO

Postado em 22 fevereiro 2011 às 8:41 0 Comentários

_ Corre Bento, corre! Gritava a mãe na soleira da porta. Os pingos grossos começaram tímidos mas aos poucos transformaramem um cacau de assustar gente grande. Bento adentrou o casebre, ali vivia com a mainha como chamava. _ Fio nóis tem arresorve logo os papel lá do teu painho, faz um ano fio que o pobre.... Não conseguiu terminar a frase. _ Óia mainha, a senhora tem paciência que tive assuntando com seu Tonho lá da venda e o home disse que num carece de percupassão, o tar de atesdado de óbito… Continuar

O Crente Cretino que Virou Ratazana

Postado em 22 fevereiro 2011 às 8:40 0 Comentários

Considerava-se acima de tudo e de todos. Seu ar superior vinha dos céus, afinal fora escolhido por Deus dentre os demais mortais. O último emprego perdeu, cuidava da vida de todos os moradores do prédio, cuidava da vida dos demais funcionários também. Em sua crença estúpida, hipócrita, dava-se ao direito de julgar todos aqueles que não condiziam com seu padrão celestial. Mas que admirável homem de fé, lia a palavra firme e forte todas as manhãs, á tarde ouvia cds evangélicos, nos intervalos… Continuar

Caixa de Recados (7 comentários)

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Às 10:39 em 2 junho 2014, Bruno Leal disse...

Valeu, Julia!

Seja bem-vinda de volta!

Às 9:31 em 2 maio 2012, Bruno Leal disse...

Salve, Julia! Bom dia!

Faz um tempinho que não a vejo aqui na rede. Espero que esteja tudo bem com você. Imagino que muita correria, não? Bom, de qualquer forma escrevo apenas para dizer gostamos muito de tê-la no Café História. Sinta-se à vontade para sugerir temas, entrevistas ou qualquer outro tipo de conteúdo. Escutar nossos colegas é fundamental. É isso.  

Um grande abraço e uma ótima semana para ti,

Às 15:39 em 16 novembro 2011, gilmar da hora de souza disse...

Julia Christina boa tarde;que bom falar com vc!que frase maravilhosa;eu a agradeço pela mensagêns,continue mandado e como vai o Parana ?

Às 20:31 em 25 janeiro 2010, mauro acib disse...
Seja bem-vindo ao meu grupo de amigos!
Tenha uma otima semana!
Às 11:48 em 23 janeiro 2010, Francisco Paulo de Souza disse...
Oi Jullia..!
Às 6:06 em 23 janeiro 2010, RICARDO ROCHA AGUIEIRAS disse...
Depois de ler esses poemas seus, extraordinários, como não te amar?
Às 16:55 em 22 janeiro 2010, gilmar da hora de souza disse...
Ola Julia Lopes boa noite.
gostaria que falasse mas sobre o racismo,vc pode me explicar.Um abraço do membro novo do cafe historia Gilmar.
 
 
 

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