Cornelius Castoriadis
Em
As Encruzilhadas do Labirinto “Pensar não é sair da caverna nem substituir a incerteza das sombras pelos contornos nítidos das próprias coisas, a claridade
vacilante de uma chama pela luz do verdadeiro Sol.
É entrar no Labirinto, mais exatamente fazer ser e aparecer um Labirinto ao passo que se poderia ter ficado “estendido entre as flores, voltado para o céu”.
É perder-se em galerias que só existem porque as cavamos, incansavelmente, girar no fundo de um beco cujo acesso se fechou atrás de nossos passos – até que essa rotação, inexplicavelmente, abra, na parede, fendas por onde se pode passar.
Com toda certeza, o mito queria significar algo de importante, quando fazia do Labirinto a obra de Dédalo, um homem”.
“Penso aqui, agora: em função do que já foi pensado, dito, elaborado, feito, do que sei disso explicitamente (muito pouco) e implicitamente (um pouco mais).
Mas se “em função” quer dizer verdadeiramente em função, se o que penso é determinado de maneira unívoca pelo que já foi pensado, não penso nada, estou na simples repetição e não vale a pena prosseguir, se a história, e a história do pensamento, é verdadeiramente determinada, ela é apenas um vasto sistema tautológico”.
“Pensar é precisamente abalar a instituição perceptiva na qual todo lugar tem o seu lugar e todo momento tem a sua hora – assim como é abalar a instituição dada do mundo e da sociedade, as significações imaginárias sociais que essa instituição encerra”.
CASTORIADIS, Cornelius.
As Encruzilhadas do Labirinto / 1. Tradução de Carmen Sylvia Guedes e Rosa Maria Boaventura. Revisão técnica de Denis Rosenfield. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
Sobre CASTORIADIS clique
AQUI! Para visitar o meu blog (REFLEXÕES) clique
AQUI! CULTURA: UMA VISÃO ANTROPOLÓGICA Tradução do ensaio “Culture: An Anthropological View” de Sidney W. Mintz, publicado originalmente na The Yale Review, em 1982, desenvolvida por James Emanuel de Albuquerque, com revisão e aprovação do autor. Rio de Janeiro – primeiro semestre de 2005.
Clique no linque abaixo:
Cultura Mintz 2009.pdf Com o generoso apoio dos mestres Flávio Gomes (IFCS) e Maria Regina Celestino de Almeida (UFF).
Max HorkheimerEm
Teoria tradicional e teoria crítica.“A hostilidade que reina hoje em dia na opinião pública a qualquer teoria se orienta na verdade contra a atividade modificadora ligada ao pensamento crítico.
Se o pensamento não se limita a registrar e classificar as categorias da forma mais neutra possível, isto é, não se restringe às categorias indispensáveis à práxis da vida nas formas dadas, surge imediatamente uma resistência.
Para a grande maioria dos dominados prevalece o medo inconsciente de que o pensamento teórico faça aparecer como equivocada e supérflua a acomodação deles à realidade, o que foi conseguido com tanto esforço.
Da parte dos aproveitadores se levanta a suspeita geral contra qualquer tipo de autonomia intelectual”.
CIVITA, Victor (Editor).
Walter Benjamin, Max Horkheimer, Theodor W. Adorno, Jürgen Habermas, Textos Escolhidos. Traduções de José Lino Grünnewald... [et al.]. 2ª. Ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983. (Os Pensadores)
Sobre Horkheimer clique
AQUI!
Caixa de Recados (40 comentários)
Você precisa ser um membro de Cafe Historia para adicionar comentários!
Entrar nesta rede social
Seja bem vindo!!!
Abraços carioca, LL
Abraços Flávio Moraes
Abraços Flávio Moraes
Como tem passado? Gostei de saber que você está bem?
Sou doutor, mas, para os amigos, sou apenas Alexander.
Abraços e tudo de bom
abraços,
Lúcia
Estou começando a lidar com as linguagens dos blogs. Acredito que consiguirei melhorar com o tempo. Desejo que o perfil seja uma central de informações e referências sobre História da América, na WEB. Ficaria feliz com a sua contribuição. Só fiquei com uma pontinha de inveja da sua foto, na praia, aí no Rio. Sou carioca, mas moro em Londrina há 21 anos. Sinto saudades da praia. A foto de meu perfil foi tirada em Visconde de Mauá (RJ), um dos meus locais preferidos...
Abraços,
Lúcia
Abç.
Espero poder participar de enquetes, etc..
Poder interagir com todos vcs!!!
Abração, LL
Ver todos os comentários