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DELMAR LIMA FREIRE
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Sobre mim
Há mais de três meses associei-me e frequento o Café História. Tenho perfil inscrito em página própria, participei de várias discussões e quatro outros membros se tornaram meus amigos na rede. Além de algumas dificuldades de acesso em algumas ocasiões, esta é a terceira vez que me vejo obrigado a seguir os passos da inscrição inicial. Por quê? Trata-se de um processo de "seleção natural"?
Atividade profissional
Jornalista
Formação
E. Médio
Cidade em que moro
Mairiporã
Estado e país em que moro
São Paulo - Brasil
Meu e-mail
pravdadlf@yahoo.com.br

Noite de terror em Honduras

Em solidariedade ao Comité de Familiares de Detenidos y Desaparecidos en Honduras (Cofadeh), ao autor, ao povo e aos movimentos de resistência ao golpe de estado que derrubou e degredou o presidente hondurenho eleito, transcrevo este relato pessoal de uma noite em Tegucigalpa sob estado de sítio. Esta iniciativa também visa oferecer uma contribuição à comunidade brasileira de historiadores e professores de História. Trata-se de desmascarar a escassez de informações e a abundância de análises e comentários das forças contrárias aos interesses populares. Os episódios de arbítrio e brutalidade descritos por Angel Palacios podem não conferir, em forma, com as cenas editadas das televisões. Mas conferem, em conteúdo, com as imagens vivas de soldados e policiais fortemente armados, dispostos a bater e a matar pessoas desarmadas – todas, sem exceção, nas ruas e em luta pelo restabelecimento da democracia. Não se vê um só manifestante pró-golpistas. Oportunamente, proporei um fórum para o debate e a discussão de coincidências e evidências factuais ligadas à participação sionista no golpe de Honduras.


Noites de terror em Honduras

(*) Angel Palacios

Nas noites de Honduras impera o terror. A ditadura converteu Honduras numa imen-sa prisão onde as noites são aproveitadas por matilhas de polícias e militares que invavadem, torturam e saqueiam. À noite em Honduras o que percorre as ruas é o terror com botas, capacetes e uniformes. Veículos com militares e polícias encapu-zados patrulham as ruas nas noites, disparando contra os bairros e as casas. Saem a toda velocidade dos comissariados para regressar em pouco tempo com as camione-tas repletas de cidadãos golpeados, humilhados, sangrentos.
A noite com toque de recolher é o cenário preferido pelos sabujos. O toque de reco-lher, sem garantias constitucionais, sem câmaras de televisão, nem multidões nas ruas, é o momento que os cães da ditadura aproveitam para semear o terror. Na noite passada pudemos percorrer vários bairros e foi isto que vimos.
Avisam-nos que numa das escadas de um bairro um comando policial chegou de forma intempestiva e vão invadir uma vivenda. Trata-se da casa de uma pintora mui-to conhecida na vizinhança. Na volta de uma escada oito polícias, como gatos na escuridão, cercam a casa. A casa está pintada de rosa e tem um grafitti contra o golpe na fachada. Os polícias golpeavam a porta com paus. Partem os vidros da janela. Um dos polícias, com uma bomba lacrimogénea na mão, calcula o ângulo para lançá-la dentro da casa. O veículo identificado como Polícia Nacional aguarda-os na parte debaixo das escadas.
O polícia que conduz dá o alerta de que um grupo de jornalistas estão a gravá-los. O chefe da operação (subcomissário García) tapa-nos a lente de uma das câmaras. Ou-tros tapam-se o nome costurado nos seus coletes. Há vizinhos que abrem as suas portas e janelas confiados na presença da imprensa internacional e gritam-lhes, de-nunciam-nos. Os polícias tratam de retirar-se. O polícia identificado como García justifica-se argumentando que vive nessa vizinhança e que não suportava que a sua vizinha houvesse pintado na fachada: "GOLPISTAS: EL MUNDO LOS CONDE-NA", "VIVA MEL".
Foi esse o argumento do funcionário para desencadear o terror contra uma mulher humilde. Membros de organizações de Direitos Humanos e da Frente de Advogados contra o Golpe fazem-se presente e os polícias fogem acossados pela denúncia. A mulher que, temerosa, por fim abriu a porta, também saiu do bairro. Foi dormir num lugar seguro, perante a ameaça de que voltassem à sua procura mais tarde.
Um jovem a aparentar 20 anos caminha por uma rua escura em plena noite. Tem o rosto banhado em sangue e uma ferida na fronte de uns 5 centímetros. Anda descal-ço. Explica-nos: estava na porta da sua casa quando uma camioneta da polícia apare-ceu na sua rua e sem meias palavras saíram e golpearam-no entre outros. Atiraram-no para cima da camioneta e arrancaram com ele. Enquanto davam voltas e o pateavam, revistaram-lhe os bolsos despojando-o de um telemóvel e do seu relógio. Continuava jogado no piso da camioneta enquanto escutava os polícias a discutirem sobre quem ficava com o relógio e quem com o celular. Deixaram-no estendido longe da sua casa. O jovem não quis fazer a denúncia. Não queria mais problemas com a polícia, estava aterrorizado. Só pedia que o levássemos à sua casa.
Outro jovem é detido na esquina do seu bairro. Antes de subi-lo para a camioneta, quatro polícias lhe dão uma sova. A seguir esvaziam uma lata de tinta em spray na sua cara. O jovem respira com dificuldade. Conta-nos no hospital, enquanto lhe lim-pam a tina dos olhos inflamados pelos golpes, que um dos polícias lhe dizia enquanto o golpeava: "Não é da resistência? Pois resiste!"
Numa ponte há um posto de controle. Detêm-nos e entabulamos conversação com os polícias qualquer assunto para poder seguir. Um veículo que passa por ali percebe o posto de controle e retrocede lentamente. Um dos polícias que nos mandou parar olha o carro a retroceder e convida-nos, divertido, a ver o que vai acontecer, mas obrigando-nos a manter as câmaras desligadas.
Sob a ponte, pela rua que seguiu o carro que tentar evitar o posto de controle, há um grupo de polícias a caçar os que tentam evadir-se. Detêm-no. Na parte de cima da ponte não se vê mas ouve-se... ouve-se a porta que se abre... ouve-se a raiva e os insultos dos polícias, os golpes contra o carro... ouvem-se outros golpes e os gritos do condutor. Não ouvimos mais. O carro seguiu dali a pouco.
Ouvem-se disparo numa avenida paralela a um bairro popular. Uma camioneta cheia de polícias é a que dispara na noite, às cegas, contra as casas do bairro. Vão devagar. Nada os ameaça. Disparam repetidamente. Nem sequer apontam. Só semeiam o ter-ror na sua passagem.
Num comissariado à meia-noite, os membros de organizações de direitos humanos, advogados e imprensa internacional perguntam pelos detidos, que acabámos de ver que desceram de uma pick-up patrulha (eram cerca de 10). Sarcasticamente, o oficial diz-nos que ali não têm ninguém preso. Mas os presos gritam que são da resistência. Gritam os seus nomes. O oficial continua a negar o que é evidente. A insistência dos advogados e dos defensores dos direitos humanos consegue que soltem a metade dos detidos e que um médico venha a essa hora constatar o estado físico do resto. Todos golpeados, sangrando. Pela manhã os advogados da resistência conseguiram que os soltassem.
Em outro comissariado, atrás de um portão negro, escutam-se as vozes de pelo menos uma vintena de pessoas a recitarem os seus nomes. Do lado de fora umas quantas mães e esposas tentam estabelecer contacto com o seu familiar, tentam reconhecer-lhes a voz. Os uniformizados riem diante da cena. Aproximam-se e golpeiam contra o portão... ...e contra os familiares.
Em outro bairro, nas alturas de Tegucigalpa, cerca de 40 uniformizados, entre poli-cias e militares, avançam apontando fuzis de guerra às casas. Quando se pergunta quem é o comandante dessa operação todos os uniformizados assinalam-nos um militar. Este diz que é uma operação de rotina, porque "o governo não vai continuar a permitir desordens" e que "o que se passe a essa hora não é da sua responsabilidade porque há toque de recolher".
As credenciais de imprensa internacional e de organizações humanitárias dificilmente conseguem abrir-nos passagem. Os uniformizados afastam-se. As luzes das casas no bairro se vão acendendo à medida que o esquadrão do terror se afasta. Ninguém sai, mas ouvem-se gritos: "Assassinos", "Urge Mel", "Viva a Resistência".
Estes são apenas alguns casos dos que pudemos ver numa noite. Todos os dias ocorre o mesmo. Não se sabe quantos detidos há a cada noite. Não se sabe quantos corpos são rompidos, maltratados, humilhados nas noites de Honduras. Não se sabe quantas mulheres são violadas. Não se sabe os nomes, as idades, não se conhecem os testemunhos... porque os toques de recolher são para isso. Para que a matilha de as-sassinos que sustentam esta ditadura semeie o terror sem que transpira aos media e para que as vítimas se imobilizem e não denunciem.
Nas noites de Honduras não brilham as estrelas. Só as luzes das patrulhas e o sangue dos que caem nas mãos da matilha uniformizada. Botas e mais botas nas ruas, nas costas, nos rostos dos hondurenhos. E apesar do terror que a cada noite semeia a ditadura, não há medo. A resistência continua. Quando sai o sol, há marchas, toma-das de ruas, mobilizações pacíficas mas desafiantes e contundentes. Os que curam as suas feridas talvez não os vejamos durante alguns dias nos protestos, mas a notícia corre e a indignação pelo que se está a passar hoje em Honduras faz com que muitos mais se incorporem.
Noventa dias de resistência. Corpos contra balas. Os organismos de direitos humanos referem-se a mais de 600 detidos, dos que se tem conhecimento. Muitos são detidos e torturados na noite e não denunciam por medo. Honduras precisa que o mundo reaja mais rapidamente perante a terrível violação dos direitos humanos que se está a verificar. A diplomacia não basta. É urgente que o mundo actue, aqui e agora.

PS: as organizações de direitos humanos e advogados solidários fazem um trabalho incansável para atender as vítimas, para acompanhar as denúncias, para efectuar registos. Mas não têm recursos. Não contam com o mínimo. Não têm como encher o reservatório de gasolina para se deslocarem aos lugares, não têm saldo nos telefones para efectuar as chamadas necessárias. E ainda assim fazem magia para defender os direitos dos seus compatriotas. Levam 90 dias fazendo magia e é muito o que conse-guem. A sede da COFADEH está a toda hora cheia de gente que vai denunciar os atropelos vividos, e cheia também de gente que vai apoiar o seu trabalho. Muitos e muitas dirigentes destas organizações de direitos humanos foram perseguidos, en-carcerados para tentar calá-los. Apesar das dificuldades continuam a ser o único lu-gar aonde acudir para buscar refúgio diante da repressão. É urgente a solidariedade povo a povo, que os organismos de direitos humanos de outros países, que os comités de solidariedade de outros países se ponham em contacto com eles e os apoiem, divulguem suas denúncias, enviem apoio aos que em Honduras lutam contra o terror da ditadura - 28/Setembro/2009.

[*] Apoiante del Comité de Familiares de Detenidos y Desaparecidos en Honduras (Cofadeh). Texto original em www.resumenlatinoamericano.org - nº 2088, publicado hoje, 28/9/09, em outros sítios de todo o mundo. Versão em Português produzida em Portugal.



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Às 15:43 em 4 janeiro 2010, Steven disse...
AH.. os paises ke acham certo a prisao de investigadores do holocausto nao tem moral pra falar de livre expressao
Às 17:24 em 6 dezembro 2009, José Leandro disse...
Caríssimo DELMAR -colo para si o site da Leilloeira Christies - http://www.christies.com/ - de onde foi retirado o detalhe. Saudações do JL


Price Realized (Set Currency) $254,500


Fine Printed Books and Manuscripts Including Americana


McCARTHY, Cormac] (1933 - ). McCarthy's Olivetti manual typewriter (serial no. 2143668), ON WHICH HE TYPED ALL OF HIS WORK FROM 1958 TO 2009. 12½ x 10.14 x 3½in., with original blue carrying case. [WITH:] McCARTHY. Typed document signed ("Cormac McCarthy"), n.d. [October 2009], titled "Cormac McCarthy's Typewriter," authenticating his ownership of the typewriter.

"I HAVE TYPED ON THIS TYPEWRITER EVERY BOOK I HAVE WRITTEN INCLUDING THREE NOT YET PUBLISHED"

In the accompanying letter of authentication McCarthy writes that he "typed on this typewriter every book I have written including three not yet published. Including all drafts and correspondence I would put this at about five million words over a period of fifty years..." That includes everything from the four early Tennessee novels--The Orchard Keeper, The Outer Dark, Child of God, and Suttree; the great Border Trilogy, All the Pretty Horses, The Crossing, and Cities of the Plain; Blood Meridian as well as his two most recent masterpieces, No Country for Old Men and The Road. His two plays and one screenplay also rolled off its carriage.
Às 22:05 em 15 julho 2009, suzete krupenski disse...
Privet!!(Olá)
Adorei tuas colocações, porem deixa eu retratar um pouco melhor!
1-Nasci em Minsk, cheguei ao Brasil na época da ditadura ou seja saio de uma URSS para um País que nos acolheu!!
2-Para facilitar aqui no Brasil temos documentos com nacionalidade Brasileira, ao certo era eu um bebê, e pouco meus pais falavam sobre o assunto mais era óbvio que foi alguem quem nos protegeu!!
3-Minha mãe com sangue quente, parte de sangue judeu meteu-se na política do Brasil aonde meu Pai um Russo sofrido com perda de familiares assassinados, ficava mudo, e eu o observava que nada gostava de vê-la neste meio, ou seja a queria quieta, porem o grande amor dele para com ela o deixava fraco as vezes sem saber até como lidar com a tão amada.
Minha avó e meu 2 avô gostaram do Brasil, mais vierama faleçer cedo de probelams cardíacos!!
A tal foto da mulher a qual tu retrata e´a esposa de Lenin prima de minha avó paterna.
4-Ambos se suiçidaram a 10 anos atrás!!
5-Estou como deves perceber sintetizando, pois hoje meu tempo está super curto!!
6-Tento mostrar aos Brasileiros que os Russos são pessoas como outras qualquer apenas todos somos seres alguns evoluidos, outros involuidos(refiro-me aos preconceitos que tal livro relata e que vemos em todo mundo)
7-Logo tc contigo!!
(Ando doente estou em tratamento médico, farei uma biopsia por estes dias!!)Com certeza fruto de tudo ao que venho passando, com uma vida cheia de capítulos mais nebulosos do que ensolarados!!
Até logo mais!!
Abraços Fraternos!!
Spasiba!!(obrigada)
Às 9:24 em 30 junho 2009, Maressa disse...
Ok Delmar fique à vontade!
Às 15:57 em 26 junho 2009, Marcio Cardoso. disse...
Não se preucupe caro Delmar, entendo perfeitamente. Muito obrigado por aceitar meu convite, eu que agradeço pela sua gentileza de opinar sobre um assunto muito importante para a histtória do Brasil, e com uma caracteristica jornalistica invejável. Parabéns!
Às 9:22 em 24 junho 2009, Alcebíades de Lima Oliveira disse...
Caro Delmar,
muito bem sua posição aos tópicos que dizem respeito a santa aliança contra a emancipação humana, uma contradição numa rede de historiadores. um abraço.
Alcebíades
Às 19:41 em 21 junho 2009, CA Barão disse...
Caro

excelente sua resposta a Eliana sobre Fidel !
Às 16:07 em 21 junho 2009, José Leandro disse...

http://cafehistoria.ning.com/group/oromanceanegro

Prezado DELMAR FREIRE, grato pelo comentário enviado.

Calor/calor no verão português - 40ºg ou seja, tudo na tostadeira.

Quanto ao fórum/grupo dedicado ao ROMANCE NEGRO eu sei perfeitamente ser um género muito peculiar. Não deixa contudo de ser interessante a significativa expressão de adesões que o mesmo vai tendo.

Foi uma ideia surgida num projecto denominado História da Literatura Policial que após uns dias de "gestação" logo sofreu um estranho "apagão".

Então devo a uma colega adepta destas coisas do Romance "noir" que me incentivou a algo mais abrangente, e porque não somar também a literatura de aventuras!? Dumas, Salgari, Hugo Pratt etç.

Foi assim que em Abril último, surgiu este fórum. A ideia é ir divulgando e dinamizando.

Como diz o escritor português, José Xavier Ezequiel in fados & desgarrados

« Não lhe repugna que uma certa inteligência, sempre mais propícia à filigrana dos brincos que ao quilate da alma, continue a considerar o policial uma literatura menor, desde que não se esqueça de incluir no mesmo lote o CRIME E CASTIGO do DOSTOIEVSKY, o KLEIN UND WAGNER do HESSE, O ESTRANGEIRO do CAMUS, quase todo o POE, o melhor de VIAN e até uma parte do BORGES.»

A partir daqui todos - creio - ficamos de consciência tranquila.

Saudações do José Leandro
Às 15:12 em 16 junho 2009, jose lattes disse...
ele era meu tio (irmão de meu pai)
na pagina da comunidade dele no orkut há discussões sobre isso
existem até congressos anti-relativistas fora do BR
A.E. é tb acusado de plagiador (Poincare)
acho-o dogmático e marketeiro, José
Às 3:08 em 8 junho 2009, José Leandro disse...


http://cafehistoria.ning.com/group/oromanceanegro

Olá,

Faço a apresentação do fórum/grupo dedicado ao romance e novela negra, mas abrangendo também à Literatura de Aventuras.

No fundo foi por aí que muitos de nós - fomos sendo leitores! De Alexandre Dumas a Emilio Salgari mas também Corto Maltese.


É um fórum recente, com a dinamica própria do gosto pela leitura, e tentando divulgar géneros literários que por certo acompanham muitos de nós.

Fica o convite!

Saudações do

José Leandro
 
 

Cinehistória

ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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