Clovis Mendes Costa
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5 Abr, 2009

Informações do Perfil

Atividade profissional
Historiador, Professor
Formação
Graduado
País
Brasil
Estado
Sergipe
Cidade
Aracaju

Este foi meu artigo com o qual fui aprovado no Curso de Historia da UFS:

Foi uma luta para conseguir chegar nele pois as fontes de pesquisa não são muitas, más consegui chegar ao fim do artigo, ficou agora o gostinho de quero mais, as pesquisas não terminaram aqui, elas irão se prolongar e quem sabe será o tema de meu mestrado? Amo Sergipe e principalmente a história de Estância e poder ter estudado o resgate deste ponto meio que esquecido foi para mim maravilhoso, me fascinou o tema e a luta para conclui-lo.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

POLO UAB-ESTÂNCIA/SE

CURSO LICENCIATURA EM HISTÓRIA

 

CLOVIS MENDES COSTA[1]

 

 

 

 

 

 

 

PORTO DE ESTÂNCIA:  APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE SUA EXISTÊNCIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ESTÂNCIA, SE

2012

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

POLO UAB-ESTÂNCIA/SE

CURSO LICENCIATURA EM HISTÓRIA

 

CLOVIS MENDES COSTA

 

 

 

 

PORTO DE ESTÂNCIA:  APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE SUA EXISTÊNCIA

 

 

 

 

Artigo apresentado a disciplina Pesquisa II, do Curso de Licenciatura em História, Modalidade a Distância da Universidade Federal de Sergipe.

 

Orientação: Amanda Steinbach.

 

 

 

 

ESTÂNCIA, SE, BRASIL

2012

 

RESUMO

 

PORTO DE ESTÂNCIA:  APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE SUA EXISTÊNCIA

 

Esta pesquisa tem como objetivo pesquisar a importância do Porto de Estância, localizado no bairro Porto D’Areia na cidade de Estância em Sergipe. O objeto de estudo limitou-se período de 1820 a 1889, quando as produções de farinha e de cana de açúcar eram os principais meios de lucro na cidade e movimentava sua economia. O estudo é histórico e serve como documento do período escolhido é uma análise do desenvolvimento do porto e sua importância para a região. Tem ainda a finalidade de buscar um maior entendimento da importância deste porto e assim resgatar o local que hoje é esquecido e abandonado, afim de dar a devida atenção recuperando-o assim como um ponto histórico, marco de crescimento para a cidade. É um trabalho de pesquisa baseado nos documentos existentes seja na capitania dos portos, Instituto Histórico e Geográfico com pesquisa nos jornais da época e também publicações em livros que tratem do assunto. Pretendendo assim resgatar um ponto da história esquecido, mas que deve ser observado e resgatado na memória do povo estanciano.

 

Palavras-chave:  Porto D’Areia, Sergipe, Transporte Pluvial, Estância

 

ABSTRACT

 

PORT OF ESTÂNCIA: HISTORICAL NOTES ABOUT YOUR EXISTENCE


This study aims to investigate the importance of the Port Office, located in Port D'neighborhood in the city of Sand Resort in Sergipe. The object of study was limited to the period from 1820 to 1889, when the production of flour and sugar cane were the main means of income for the city and moved its economy. The study is historical and serves as a document of the period chosen is an analysis of the development of the port and its importance to the region. Also aims to seek a greater understanding of the importance of this port and thus rescue the site that is now forgotten and abandoned, in order to give due attention retrieving it as a historic site, landmark of growth for the city. It is a research based on existing documents is in the captaincy of the port, Historical and Geographical Institute with research in the newspapers of the time and also publications in books dealing with the subject. Wishing well to rescue a point in history forgotten, but which must be observed and rescued the memory of the people estanciano.

 

Keywords: Port D'Areia, Sergipe, Pluvial Transportation, Estância

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

O Brasil, no período 1790 à 1890, foi marcado por transformações, das quais destacamos a sua independência em 1822 quando às margens do Ipiranga o imperador D. Pedro I rompe os laços com a corte portuguesa e “liberta” o Brasil. Podemos ainda ressaltar a Lei Euzébio de Queiroz em 1850 proibindo o tráfico de escravos e que posteriormente em 1888 extingue a escravidão em nosso solo brasileiro, com isto também neste período surge a crise na economia açucareira do Norte tendo em vista a concorrência de outras nações na produção de açúcar principalmente da beterraba, uma nova forma de se obter açúcar mais barato no continente Europeu e em solo Americano. É neste período que surge o café que se tornaria no mais propenso produto para exportação e para trazer riquezas para seus plantadores e por fim culminamos aqui em 1889 com a Proclamação da República dando fim ao período Imperial Brasileiro.

É exatamente no período oitocentista que Sergipe se firma e se integra no comércio internacional, tendo como principal produto de sua exportação o açúcar, quando  a cana de passou a ser cultivada, resultado este advindo da expansão da lavoura açucareira do recôncavo baiano e que teve como seus principais financiadores inúmeros comerciantes baianos. Segundo Sobrinho (1987, p.23) “Os empréstimos concedidos por estes empresários baianos tornou possível aos senhores de engenho e de escravos ter a mão de obra necessária, animais, maquinas e as inúmeras construções de engenhos em Sergipe”.

            Estando Estância localizada em zona privilegiada, a Zona da Mata Sul de Sergipe tornou possível o desenvolvimento dessa cultura, pois sua economia estava alicerçada na criação de gado e cultivo de produtos para a subsistência. No final do século XVIII , foi um dos maiores núcleos urbanos da região, sendo ainda uma grande produtora de açúcar, o que lhe proporcionou tornar-se um grande centro comercial e financeiro, pois tinha um ótimo grupo de escravos tornando possível o desenvolvimento das lavouras de açúcar e mandioca para produção de farinha. Desta forma, Estância conseguiu ter uma autonomia econômica sem depender exclusivamente da capital administrativa da Província.

            Corroboramos com FREIRE[2] quando diz:

 

Estância tinha o privilegio de ser banhada pelos rios navegáveis Piauí e Piauitinga, os quais vêm formar a Barra do Rio Real e com este ponto forte tinha na época o segundo mais navegável porto da Província no século XIX e com este benefício torna capaz a circulação de mercadorias tanto para o mercado interno como para o mercado externo.

 

Estudos mais recentes demonstram a importância que foi a economia de subsistência, o comércio de cabotagem e o tráfico de escravos no Atlântico que tornou capaz a acumulação de capital interno e que por inúmeras vezes possibilitou financiar a lavoura agro exportadora. (CASTRO, 1998).

É na análise de documentos e da literatura existente que estará baseado este trabalho. Na pesquisa  fez-se necessário levantamento junto à Capitania dos Portos, no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe onde vários artigos foram encontrados no Jornal Estância proporcionando assim vários caminhos os quais puderam ser seguidos.

Procuram-se ainda trabalhos acadêmicos os quais em sua narrativa falavam do Porto e de seus movimentos, livros da Economia Sergipana e do Brasil foram úteis na elaboração da formação do quadro para se entender o período de existência do porto e de como ele teve seu crescimento e desenvolvimento.

Foi utilizado todo material possível para se ter um embasamento de maneira a formar a visão do porto e da sua importância, permitindo assim estes apontamentos a seu respeito.

Assim sendo quando admitimos que o capital mercantil estanciano foi importante na construção da riqueza sergipana, não poderíamos deixar de observar o Porto de Estância, o segundo mais navegável de Sergipe, na época estudada, como um ponto importante de sua história e como um alavancador de progresso e fonte de renda para a região.

Tem este trabalho o objetivo de coletar informações e analisar o real valor do Porto D’Areia na cidade de Estância  mostrando como ele foi de grande valia para o crescimento da pequena vila e que posteriormente tornou-se o berço da cultura e de desenvolvimento econômico de sua região.

A contribuição deste trabalho será traçar um caminho que poderá ser percorrido por aqueles que pretenderem buscar mais informações deste local importante para a cidade de Estância, uma vez que muito pouco dele se escreveu a não ser retalhos existentes em meio a alguns livros que tratam da economia sergipana.  Nesse sentido esta pesquisa não será mais um trabalho que somente tratará muito superficialmente deste assunto, mas dará  um maior embasamento e assim resgatará uma história que talvez esteja perdida no tempo e nas lembranças daqueles que ainda vivenciaram a existência do porto.

Desta forma, esta pesquisa vem, portanto, contribuir consideravelmente para lançar um olhar sobre o Porto de Estância dando-lhe uma característica de destaque na economia da região, e assim, em segundo plano,  de forma social levar o estanciano e as autoridades municipais/estaduais a repensar naquele que já foi o baluarte da economia da cidade, e quem sabe assim despertar o interesse em sua recuperação e a possível utilização como ponto turístico e histórico.

 

I - A IMPORTÂNCIA DOS PORTOS NO BRASIL E EM SERGIPE

     

      São muitos os fatores que levaram o Brasil ao êxito da primeira grande empreitada no período Colonial no que diz respeito a empresa agrícola, Portugal baseando-se em suas experiências com as ilhas do Atlântico inicia aplicando a cultura do tão desejado açúcar. Neste período em que Portugal entra com o açúcar no mercado mundial ele consegue desta forma quebrar o então monopólio existente com Veneza para acesso as fontes de produção.

      A colonização do Brasil tornou possível inicialmente trabalhar com a colheita de subsistência e criação de gado, porém no período estudado observa-se que as colônias já vinham produzindo colheitas necessárias para abastecer não só as colônias no Brasil como ainda manter a corte e exportar seus produtos.

      Com a vinda da família real para o Brasil uma série de benefícios foram então introduzidos na colônia que vinha sendo esquecida, quatro dias após sua chegada em solo brasileiro o Príncipe Regente de Portugal  Dom João, promulgou em 28 de janeiro de 1808 a carta régia que declarava abertos os portos brasileiros para as nações amigas. Sabia ele que os portos seriam de imenso valor para o Brasil, pois seria através deles que as mercadorias aqui produzidas poderiam ser vendidas no mercado internacional bem como os produtos que não existiam aqui,  poderiam entrar e abastecer a corte e o povo brasileiro.

      Com a formação de uma economia de alta produtividade e que se expandia no litoral Nordestino Brasileiro estava assim garantindo os recursos necessários para se manter a defesa das colônias e desta forma poder haver uma intensificação na exploração de outras regiões e assim dando a possibilidades de nestas colônias existirem outras atividades econômicas.

      Com o crescimento na indústria açucareira sendo ela  um negócio de alta rentabilidade para os empresários do Nordeste Brasileiro, os mesmos tiveram de se especializar em um elevado mercado, como era o do açúcar, e enquanto era favorável se produzir este ouro da época estes empresários não viam a necessidade de buscar outros meios de produção.

      Pois bem sendo esta uma cultura lucrativa e que trazia a economia Nordestina divisas e riquezas era necessário que meios de escoar esta produção fossem desenvolvidos, as estradas não seriam o melhor meio de transporte visto não serem estradas da melhor qualidade e que apresentavam uma série de problemas para se transportar o açúcar em carroças ou lombo de burros, sendo que muitas usinas estavam se instalando mais próximas dos grandes rios que existiam no Nordeste, e que tornavam possíveis escoar-se as mercadorias até o porto de Salvador ou Recife para destes pontos embarcarem para a Europa.

      Podemos assim  verificar que no século XIX, além da capital sergipana, São Cristóvão, existiam dois outros núcleos urbanos que alcançariam reconhecimento não só no campo cultural como político da então Província de Sergipe: Estância e Laranjeiras. Segundo Almeida Neto (2011),  podemos destacar o seguinte:

 

...Estas povoações possuíam portos fluviais que as colocavam em comunicação direta com as Províncias vizinhas da Bahia e de Pernambuco e até mesmo com países da Europa, o que contribuía para o estabelecimento de importantes trocas culturais e comerciais e, sobretudo, para o fortalecimento econômico das duas povoações.

O sul da Província de Sergipe d’El Rei firmou-se durante os oitocentos como um importante pólo açucareiro. Neste cenário, despontava a Freguesia de Nossa Senhora de Guadalupe de Estância, descrita pelo Padre Manuel Aires da Costa (1976, p. 250), em sua Corografia Brasílica, como “a mais populosa de toda a Província de Sergipe”, cujo porto “exportaria vários objetos mercantis”.[3]

 

Foi através deste crescimento econômico e por se encontrar em posição geográfica privilegiada que possibilitou a Estância ter um  porto pluvial e que muito serviu para o crescimento econômico da cidade e da região circunvizinha.

Segundo Felisbelo Freire,

 

esta região que engloba Estância oitocentista, era motivo de cobiça mesmo antes da conquista dos portugueses na região. Homens que acompanhavam Gaspar Lourenço, aproximadamente em 1575, foram os primeiros a edificar morada junto ao Rio Piauitinga[4].

 

Assim com este estuário foi possível acontecer  o transporte marítimo e fluvial de mercadorias e de pessoas,  e provocado pelo crescimento da produção do açúcar que o Porto de Estância tem seu auge na economia em Sergipe. Com estradas de difícil trânsito e que levariam vários dias para se transportar o rico açúcar em lombo de burro ou carroças puxadas a boi é que surge o porto e sua facilidade em escoar esta preciosa mercadoria.

Sendo que um único acesso ao porto era uma ladeira não seria difícil de se imaginar que durante anos a mesma fervilhava de carroças, bois, escravos e pessoas que subiam e desciam, seja transportando mercadorias e pessoas que se dirigiam para os atracadouros das barcaças que os levariam aos navios para embarque para Salvador ou para a Europa. Veríamos um frenesi de pessoas, carros e mercadorias que por ali transitavam, sendo assim um bairro movimentado pela economia açucareira e do transporte fluvial, as riquezas da cidade e da região por ali passavam, provavelmente foi por este porto que desembarcaram os azulejos que posteriormente  decoraram os casarões dos senhores de engenho que hoje existem na cidade.

Hoje ao olharmos a mesma ladeira ela já não tem mais o  fervilhar  da época em que o porto funcionava. Ao descermos a ladeira até as instalações do Porto notamos o abandono e o descaso com aquele que foi o alavancador da economia da região e que trouxe o progresso e a riqueza para a cidade.

Seus trapiches já não mais guardam e nem armazenam ricas mercadorias cobiçadas por todos, eles hoje abrigam somente o mato e morcegos que por lá transitam. A época de glória e de crescimento se interrompeu com a perda do mercado açucareiro, este bem deixou de ser o principal produto do Brasil.

Com os problemas existentes com o mercado mundial do açúcar,  como a queda dos  preços da mercadoria, não era mais viável sua produção no nordeste, culminando com o fechamento das inúmeras usinas que compunham o complexo industrial açucareiro, o deslocamento da economia para a cultura do café levou o a perder sua hegemonia e sua grandiosidade.

A partir de então os investimentos foram direcionados para o cultivo do café em terras próprias e mais saudáveis para esta cultura, voltando-se para São Paulo, e outras regiões a movimentação das riquezas brasileiras assim o porto de Estância foi perdendo sua grandiosidade, inclusive devido à melhoria das estradas de acesso, à estrada de ferro, à construção do Porto de Aracaju, fatores que culminaram com o  declínio do transporte fluvial da região onde hoje se encontra Estância.

Desta feita, partimos para a reconstituição de alguns fatos da história de Estância, como um aporte significatico para adentrarmos no universo mais específico do funcionamento do porto.

 

II - ESTÂNCIA UMA HISTÓRIA DE CRESCIMENTO.

 

Foi através da colonização que ocorreu o sucesso do povoamento ao sul da capitania de Sergipe Del Rey que foi evidenciada pela criação da Vila de Santa Luzia em 1698 a qual englobava o povoado de Estância que no período era a maior produtora de farinha de mandioca e que fornecia esta mercadoria em abundância para o mercado de Salvador.

Foi em 1621 que João Mendes doou aos cunhados, Pedro Homem da Costa e Pedro Alves, um lote de terras  que ficava às margens do Rio Piauí, numa cachoeira deste rio, que seria assentada a povoação de Estância.

Freire afirma o seguinte:

 

a região que engloba a Estância oitocentista, já era motivo de cobiça antes mesmo da efetiva conquista pelos portugueses. Os homens que acompanharam Gaspar Lourenço, por volta d e1575, foram os primeiros a edificar moradas junto as correntes do Piauitinga [5]

 

É Santana (2005)  quem dos dá uma visão da origem da cidade quando disse:

 

A Toponímia da cidade é de origem castelhana que significa fazenda de gado, entretanto, estância em castelhano, também significa parada na jornada, lugar onde os navios estão ancorados no porto, e se analisarmos a geografia de Estância, veremos que ali se encontra o último porto dentro do complexo fluvial Real Piauí.[6]

 

Assim sendo, entende-se porque alguns historiadores acreditam que a cidade iniciou no bairro Porto D’Areia onde hoje se encontra o porto de Estância, porque provavelmente foi ali que desembarcaram aqueles que receberam as terras para serem exploradas e onde viria a se desenvolver uma próspera povoação.

Nasce Estância como uma fazenda de gado, porém seria muito mais que isto, e que vem de encontro com as palavras de França e Graça que afirmam:

 

A partir do século XVII a povoação ganha dinamismo com o desenvolvimento da atividade canavieira no Sul de Sergipe. O escoamento do açúcar e de outros produtos oriundos do interior do Estado acontecia através dos Portos D’Areia e da Capivaras. A Localização às margens dos Rios Piauí e Piauitinga, que tinham acesso ao mar, através do seu estuário facilitou seu crescimento. [7]

 

Com o surgimento então da povoação de Estância, junto às águas cristalinas do Rio Piauitinga, a vila de Santa Luzia ficou desolada, pois a população e o comércio migraram para Estância . Não tardou para que o pároco, os ouvidores e camaristas também passassem a residir em Estância. Desde o século XVIII, a povoação de Estância dava sinais de prosperidade e a vila de Santa Luzia declinava, isto vem ao encontro com Travassos (1916) que publicou:

[Santa Luzia] teve pouco crescimento, principalmente depois que apareceu a povoação de Estância, para onde concorreu à população e comécio, de forma que era nesse povoado onde se aposentavam os ouvidores quando iam correger aquele Termo, sendo essa a razão da mudança que se deu da sede da dita Vila de Santa Luzia para a Estância, no ano de 1831. [8]

 

O que propiciou este crescimento de Estância foi o alavancamento dado aos engenhos de açúcar da região, sendo ainda beneficiada pelos Rios Piauí e Piauintiga possibilitando a utilização de suas águas como meio de transporte seguro e eficiente para o ouro doce.

A data exata da implantação do Porto não foi possível se encontrar, uma vez que muito pouco se tem em documentos que possam nos possibilitar fixar quando ele surgiu oficialmente como tal, sabe-se que foi a partir do século XVIII , que  a cidade veio a  expandir-se devido a produção açucareira e ao porto.

Porém encontram nos Anais do Parlamento Brasileiro na Câmara dos Deputados  o registro do comentário do Ministro da Marinha o Deputado Sr. Barros Pimentel, informando que ele já vinha buscando melhorias quanto aos Portos de Sergipe, e que nestes melhoramentos estavam incluídos o porto de Estância. Ele fala da necessidade de se investir mais no aprofundamento das Barras da região onde seria de grande valor para a navegação  o escoamento de mercadorias de pontos importantes do estado. Lemos nos anais:

A província de Sergipe senhores, pequena, com um litoral de um grão, pouco mais ou menos, é cortada por quatro barras. Dir-se-ia  que tem commodas sahidas a seus produtos: o contrario, porém, se observa; dessas quatro barras não há uma só boa, ou antes todas são más, péssimas; e se examinarmos o serviço dellas lamentaremos o estado de abandono em que as tem deixado o governo.[9]

 

Ao lermos estes anais observamos como era importante para a Região de Sergipe que mais investimentos fossem feitos em seus portos e que incluía o Porto de Estância, pois suas barras estavam em abandono pelo governo e necessitaria de recursos para melhorar o acesso ao porto. Posteriormente esta petição foi atendida e as barras foram aprofundadas e veio a possibilitar então a navegabilidade de embarcações de maior calado.

Raymundo Silveira em seu livro Estância o Jardim de Sergipe chama nossa atenção para que já no início do século XVIII Estância já era uma povoação próspera  e de como de lá convergiam toda a exportação da Zona do Rio Piauí, nesta época o território achava-se sob a jurisdição da Vila de Santa Luzia do Rio Real, hoje Santa Luzia do Itanhi, ao falar do Porto ele relata no livro:

 

Deve-se fazer uma visita ao Porto D’Areia, local onde aportavam navios de regular calado, vindo ou indo para Salvador e até para o exterior, desembarcando ou levando mercadorias que eram armazenadas nos Trapiches de Chico Martins e Souza Sobrinho.         

Segundo o Dr. Jorge Leite, Diretor da Sulgipe e também um pesquisador, partiam desse porto do Rio Piauitinga cinco navios mensais para o sul e um para a Europa, levando como mercadoria principalmente o açúcar e como passageiros, jovens filhos de abastados fazendeiros estancianos que iam estudar fora. Mas isso foi antes do advento do automóvel esclarece ele.[10]

           

Como se pode observar nasceu o porto de uma forma simples e humilde porém com o crescimento da economia açucareira ele foi crescendo em importância até o ponto de estar tendo cinco navios mensais que iam em direção ao Sul de nosso pais e um para a Europa, assim com o surgimento de um porto o qual veio ao encontro da necessidade de se locomover de forma mais rápida e segura do que o lombo dos burros e carroças de bois, uma viagem fatigante e desgastante que levava dias até mesmo meses para se completar. Com o porto estas distâncias diminuíram, a economia crescia em Estância e ela se inseria no contexto econômico do estado e assim ocupava sua importância como povoação e posteriormente como cidade. O porto vem ao encontro com os sonhos dos senhores de engenho de melhor escoar seus produtos tão valiosos e que renderiam riquezas para a cidade e a tornariam a bela Estância, Cidade Jardins Del Rey,  como seria apelidada por Dom Pedro posteriormente.

 

III - O PORTO DE ESTÂNCIAE SUA IMPORTÂNCIAPARA O DESENVOLVIMENTO DA CIDADE (1790-1890).

 

Estância ganha destaque como centro econômico e cultural da Província de Sergipe, quando em 04 de maio de 1848 é elevada a categoria de cidade e em 1833 tornou-se o berço da imprensa sergipana com o Jornal O Recompilador Sergipano. Silva (2005) é quem nos dá uma pista de como a cidade tornou-se importante na região a partir de suas instalações o que incluía o porto existente e que nasceu com a cidade. Ela diz:

 

Estância supria as deficiências de produção de gêneros alimentícios e de primeiras necessidades de Santa Luzia, Lagarto e principalmente da capital – São Cristóvão, que muitas vezes se ressentia dos gêneros de primeiras necessidades . Sua produção era calculada em 2000 arrobas de farinha de mandioca 150.000 alqueires de milho, 3000 alqueires de feijão e 1000 alqueires de arroz. Os produtos obtidos nos seus sítios eram fumo (300 arrobas), o tucum (3000 arrobas), a mamona (2000alqueires) e o coco (300 milheiros).[11]

 

Inicialmente com esta cultura de subsistência Estância vai se desenvolvendo  e alcançando importância na região, posteriormente com investimento dos baianos aplicando na produção da cana de açúcar na região e com a economia brasileira pautada na agroexportação de açúcar e no comércio em geral, O fato é que Estância tornou-se no século XIX um importante centro comercial e populacional.

Segundo Mendonça e Cruz e Silva (2002) pode-se afirmar que:

 

A partir da segunda década do século XIX com seu porto próximo a desembocadura do Rio Piauí, colocando a região em contato direto com a capital da Bahia através da navegação marítimo-fluvial, Estância foi assumindo rapidamente posição de relevo nos acontecimentos sócio políticos e econômicos de Sergipe. [12]

 

Percebemos assim que o desenvolvimento da cidade de Estância adveio de sua importante localização, pelo porto existente, que possibilitava um escoamento de seus produtos de subsistência, bem como do beneficiamento da cana de açúcar e de seu produto final: o próprio açúcar. Se não fosse sua localização estratégica às margens dos rios que a banham provavelmente assim como Santa Luzia, ela se submeteria a cidades que se desenvolvessem na região. Porém foi com sua produção e a facilidade de escoamento de seus produtos que ela se fortaleceu e ganhou local de  destaque no comércio de toda a região em seu entorno, incluindo a capital São Cristóvão.

Com o crescimento da economia estânciana e,  em meados de 1863 concordando com Sampaio (2006) foi com a implantação de linhas da Companhia de Vapores da Bahia o sistema de transportes desta capital para os interiores  cresceu em eficiência o transporte das mercadorias no porto de Estância, sendo ele o primeiro porto de Sergipe a receber os vapores desta companhia por tratar-se de porto de importância econômica no período.

Sampaio nos mostra como já existiam estas linhas de navegação fluviais e onde Estância se insere, ele diz:

                                  

A navegação fluvial realizada pelos vapores da Companhia Bahiana já existia, de um certo modo,  em alguns trechos das linhas internas e costeira. Localidades, como Cachoeira, Santo Amaro e Nazaré, dentre os trechos da navegação interna da linha do Recôncavo e Penedo, Estância e São José, dentre os portos de escala da navegação costeira nas linhas do norte e sul, não ficavam situados no litoral e, sim, à beira de um rio; portanto, o acesso a essas cidades e vilas possuía um trecho de navegação fluvial,...[13]

 

Com o advento da Cia. de Vapores o porto de Estância alcançou o seu auge, sendo ele importante centro de comércio e o enriquecimento na região propiciando o crescimento da cidade. É neste período de enriquecimento que surgem os casarões revestidos com azulejos trazidos de Portugal, a cidade se expande e no final do século XIX, ela formava um retângulo compreendido entre a Rua Pedro Homem da Costa , ao norte, até a Praça 24 de Outubro, ao sul. Com o surgimento das indústrias atraídas para a região inicia-se a ocupação da Rua Nova, antigo caminho para a Bahia atualmente  Avenida Getúlio Vargas. A referida rua ligava a cidade ao Bairro Santa Cruz, que ganhou equipamentos para atender os operários e onde se construiu uma vila operária.

O porto era capaz não só de trazer ou levar mercadorias  mas também era capaz de trazer a cultura e o desenvolvimento para a cidade, inclusive pelo contato com a Bahia.Não é de se admirar que daqui grandes nomes surgiram na literatura e em outros campos da educação e cultura, sendo que  o primeiro jornal surge na cidade, onde fervilhava a cultura nesta localidade.

Também nesse momento foi instalado um escritório regional da Marinha Mercante, pois era necessário um melhor controle dos embarques e desembarques de mercadorias e controlar a movimentação de navios nas dependências do porto. Este escritório da capitania permaneceu na cidade até o momento em que o porto foi perdendo sua hegemonia e sua importância foi diminuindo, nos idos de 1947, aproximadamente, conforme encontramos na revista CINFORM Município. Porém em 1948, ainda encontramos a  presença da capitania.  No Jornal Estância de 22 de agosto de 1948 encontramos uma publicação do então Tenente João Gomes da Cruz Agente da Capitania dos Portos em Estância, na qual ele anunciava o início de sua gestão na cidade. Anúncios sobre o porto ainda foram encontrados em 12 de dezembro do mesmo ano onde a Capitania dava informações sobre a descarga de lenha do mangue, que somente poderia ser feita pelas canoas registradas. Após este período, ao analisarmos o mesmo jornal em anos posteriores a 1948, não mais encontramos qualquer atividade da capitania.

Quais fatores foram preponderantes para o fechamento definitivo do Porto de Estância? O que ocorreu na economia ou na história sergipana e brasileira que levou o porto a não ter mais a importância na região?

Um dos fatores que influenciaram no processo de desativação  do Porto de Estância,  em meados de 1947 como afirma Costa:

 

...que um dos principais fatores da desativação do porto de Estância, que no principio do século era o maior centro importador e exportador de sergipano, foi a construção da Estrada de Ferro. Agora há apenas ruínas lembrando todo esse passado da história econômica e também social do município. [14]

 

Muitos outros fatores contribuíram para o fechamento do porto de Estância, com a queda do movimento portuário, a partir de 1947, destacando-se a falta de condições satisfatórias para regular atracamento de navios e a  forte concorrência de Aracaju nos mercados comerciais do Interior do Estado. Estância, sentindo seu comércio perder posição, procurou defender sua economia dando inicio à ampliação de suas indústrias, (Revista CINFORME Municípios de junho de 2002). Assim sendo, a melhoria das estradas de rodagem, o advento do carro, da estrada de ferro e a pressão do comércio de Aracaju foram provavelmente os fatores preponderantes para o declínio do Porto de Estância e posteriormente seu fechamento.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Hoje ao percorrermos as dependências do Porto de Estância vemos somente abandono, um lugar que outrora fora de  infinita movimentação e agitação é hoje um lugar desolado e entregue aos caprichos da natureza. Um projeto de revitalização desta área para exploração turística se encontra em andamento a nos meandros da burocracia governamental e, quem sabe um dia, poderemos visualizar outra vez este local belo e magnífico sendo utilizado e retornando a vida que lhe era peculiar e que o tempo e o descaso dele tomaram posse.

Não classificamos esta pesquisa como sendo um trabalho definitivo, mas sim apenas uma alavanca utilizada para trazer à luz um fato que na história ficou escondido com o passar dos anos.  Más, destacamos que a nossa reflexão é apenas o início de uma discussão sobre a história econômica sergipana, a partir do Porto de Estância.

Muito pouco se encontra nos anais da história sobre sua importância e sua opulência, pois infelizmente quase nada se escreveu sobre ele.  Registros foram perdidos, memórias foram apagadas, o que hoje se conhece sobre sua história é aquilo que se ouve dizer, é o registro da história falada, mas que infelizmente com o tempo se perde e torna-se uma fonte que nos traz mais dúvidas  que esclarecimentos.  Foi este o motivo que nos levou a apresentar este trabalho, pois quem sabe seja ele capaz de levar os estancianos a buscarem mais informações deste precioso período sendo instigados os historiadores a atribuírem-lhe o seu devido valor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTES

 

1 Atas

Ata da Sessão do Parlamento dos Deputados em 1867 – Primeiro Ano 10ª. Legislatura.

 

2 Jornal

Jornal Estância – 1948 a 1957

 

3 Fotos

  1. Mapa  Cartográfico elaborado em 1844 por João Bloem – Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
  2. Planta Cartográfica encontrada na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro na Sessão de Plantas Geográficas Cartas XIV e XVI.
  3. Cristo Redentor no inicio do Bairro Porto D’Areia de onde se tem uma visão completa do Porto de Estância.
  4. Ladeira por onde se entra no bairro Porto D’Areia e que leva as dependências do Porto de Estância.
  5. Foto do antigo calçamento na ladeira de entrada do porto em Estância.
  6. Vista dos trapiches ainda existentes nas dependências do porto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ALMEIDA, Maria da Glória Santana de, Sergipe: fundamentos de uma economia dependente.2ª ed. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 1984.

 

ALMEIDA NETO, Dionísio de Almeida. O internato provincial da Estância (1855-1860). Disponível em a rel="nofollow" href="http://www.sbhe.org.br/novo/congressos/cbhe3/Documentos/Individ/Eixo1/007.pdf">http://www.sbhe.org.br/novo/congressos/cbhe3/Documentos/Individ/Eixo1/007.pdf> . Acesso 12 de dez. de 2011.

 

SANTANA, Robervan Barbosa. A participação dos Espanhóis na formação Sócio Cultural de Estância – Sergipe. Anais do X Encontro Geográfico da América Latina. São Paulo: Universidade de São Paulo - 2005

 

BRASIL. Parlamento Brasileiro  ATA DOS ANNAES DO PARLAMENTO BRAZILEIRO CAMARA DOS SENHORES DEPUTADOS. Primeiro Ano da Décima Legislatura – Sessão de 1857 – Tomo 4 / Rio de Janeiro – Typographia Imperial e Constitucional, Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

 

CASTRO, Sheila. A Colônia em Movimento – Histórias do Brasil, Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1ª. Edição – 1998.

 

COSTA, Raymundo Silveira. Estância o Jardim de Sergipe. BNB Gabinete da Presidência Chefia Adjunta de Divulgação e Promoção.

 

FREIRE, Felisbelo, História territorial de Sergipe, Aracaju: Sociedade Editorial de Sergipe. Secretaria de Estado da Cultura/FUNDEPAN, 1995.

 

FREIRE, Laudelino . Quadro coreográfico de Sergipe. Rio de Janeiro: H.Garnier Irmãos. 1896

FURTADO, Celso, Formação Econômica do Brasil, 27ª. Ed., S.Paulo, Companhia Editora Nacional: Publifolha, 2000 (Grandes Nomes do Pensamento Brasileiro).

 

FRANÇA, Vera Lúcia Alves e GRAÇA, Rogério Freire. Vamos Conhecer Estância, Prefeitura Municipal de Estância/Estância – 2000.

 

MENDONÇA, Jouberto Uchoa de e SILVA, Maria Lúcia Marques Cruz e. Sergipe Panorâmico – Geográfico, Político, Histórico, Econômico, Cultural, Turístico e Social. Edição Comemorativa ao 40º. Aniversário da UNIT.,  Aracaju 2002.

 

NUNES, Maria Thetis. História de Sergipe a partir de 1820 1º. Volume (1820-1831),Rio de Janeiro, Livraria e Editora Cátedra, 1978.

NUNES, Maria Thetis. Sergipe Colonial I, Rio de Janeiro, Editora Tempo Brasileiro – Universidade Federal de Sergipe, 1989.

 

PASSOS SOBRINHO, Josué Modesto dos. Historia Econômica de Sergipe (1850-1930) Aracaju: Programa Editorial da UFS 1987.

 

SAMPAIO, Marcos Guedes Vaz. Uma Contribuição à História dos Transportes no Brasil: A Companhia Bahiana de Navegação a Vapor (1839-1894) . Tese apresentada ao Programa de Pós Graduação em História Econômica do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – São Paulo-2006.

 

SILVA, Sheyla Farias. “Nas teias da fortuna: Homens de Negócio na Estância Oitocentista (1820-1888). Salvador – 2005 Dissertação Apresentada ao Programa de Pós Graduação em História Social  da Universidade Federal da Bahia.

 

TRAVASSOS, Antonio José da Silva. “Apontamentos Históricos e Topográficos sobre a província de Sergipe”. Revista Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, Aracaju, v.3, n.6,  1916.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANEXOS:

 

 

Foto 1: Mapa  “Carta Corographica da Divisão das Comarcas em Sergipe Del Rey” Datada de 1844 e elaborada por João Bloem  disponível em: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro on line

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto 2: Planta Geográfica na Sessão de Manuscritos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro on line onde se pode ler: “Estância povoado maior que Sta. Luzia porto de franco comércio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto 3: Cristo Redentor localizado na entrada de Porto D’Areia de onde se pode ter uma visão do Porto - 2011

 

 

 

 

Foto 4: Ladeira que leva ao Porto de Estância – Bairro Porto D’Areia – 2011 -  Acervo Pessoal.

 

 

 

 

Foto 5: Calçamento da Rua que leva ao Porto de Estância ainda preservado o calçamento antigo 211 – Acervo Pessoal

 

 

 

 

 

 

 

Foto 6: Vista do Antigo Trapiche existente no Porto

 

 

 

 



[1] Clovis Mendes Costa – e.mail contatos: clovis.costa@r7.com  ou clovis.costa@yahoo.com.

[2] FREIRE,  1896, p.29.

[3] ALMEIDA NETO, Dionísio de Almeida. O internato provincial da Estância (1855-1860). Disponível em a rel="nofollow" href="http://www.sbhe.org.br/novo/congressos/cbhe3/Documentos/Individ/Eixo1/007.pdf">http://www.sbhe.org.br/novo/congressos/cbhe3/Documentos/Individ/Eixo1/007.pdf> . Acesso 12 de dez. de 2011.

[4] FREIRE, Felisbelo. História territorial de Sergipe. Aracaju: Sociedade Editorial de Sergipe, Secretaria de Estado da Cultura/ FUNDEPAN, 1995. p.30.

[5] FREIRE, Felisbelo, História territorial de Sergipe, Aracaju: Sociedade Editorial de Sergipe. Secretaria de Estado da Cultura/FUNDEPAN, 1995.p.30.

[6] SANTANA - (Anais do X Encontro Geográfico da América Latina – 20 a 26 de março de 2005 – Universidade de São Paulo) Título do Trabalho: A participação dos Espanhóis na formação Sócio Cultural de Estância – Sergipe por: Robervan Barbosa de Santana.

[7] FRANÇA, Vera Lúcia Alves e GRAÇA, Rogério Freire. Vamos Conhecer Estância pág. 63 – Prefeitura Municipal de Estância/Estância – 2000.

[8] TRAVASSOS, Antonio José da Silva. “Apontamentos Históricos e Topográficos sobre a provincia de Sergipe”. Revista Instituto Histórico e Geografico de Sergipe, Aracaju, v.3, n.6, p.92, 1916.

[9] ANNAES DO PARLAMENTO BRAZILEIRO CAMARA DOS SENHORES DEPUTADOS. Primeiro Ano da Décima Legislatura – Sessão de 1857 – Tomo 4 / Rio de Janeiro – Typographia Imperial e Constitucional de J. Velleneure e Comp., Rua do ouvidor, 63 – 1857 pg. 180 – digitalizado por Google. Mantida a escrita original do documento.

[10] COSTA, Raymundo Silveira. Estância Jardim de Sergipe – BNB Gabinete da Presidência . pg 37.

[11] SILVA, Sheyla Farias. “Nas teias da fortuna: Homens de Negócio na Estância Oitocentista (1820-1888). Salvador – 2005 Dissertação Apresentada ao Programa de Pós Graduação em História Social  da Universidade Federal da Bahia, p. 47.

[12] MENDONÇA, Jouberto Uchoa de e SILVA, Maria Lúcia Marques Cruz e. SERGIPE PANORÂMICO – GEOGRÁFICO, POLÍTICO, HISTÓRICO, ECONÔMICO, CULTURAL, TURÍSTICO E SOCIAL. Edição Comemorativa ao 40º. Aniversário da UNIT. p. 184 - Aracaju 2002.

[13] SAMPAIO, Marcos Guedes Vaz. Uma Contribuição à História dos Transportes no Brasil: A Companhia Bahiana de Navegação a Vapor (1839-1894) p. 206. Tese apresentada ao Programa de Pós Graduação em História Econômica do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – São Paulo-2006.

[14] COSTA, Raymundo Silveira. Estância o Jardim de Sergipe – p. 37. BNB Gabinete da Presidência Chefia Adjunta de Divulgação e Promoção – Pesquisa e Texto de: Nicolas Almeida (BNB Capre) e Fotografia de Zé Alves.

Blog de Clovis Mendes Costa

Voce e a história.

Postado em 23 maio 2008 às 19:55 0 Comentários

Todos nós temos uma história e dela fazemos parte, em nossas vidas surgem fatos que fazem a nossa história pessoal. Ela nasce junto no mesmo dia de nosso nascimento, más também fazem parte de nossa história conhecer nossos ancestrais, aqueles que nos precederam, que nos deram nosso sobrenome.

A história é feita de homens e mulheres que se relacionam, esta é nossa história pessoal, mas vivemos em comunidades onde a história acontece, em nosso bairro faemos parte da história dele, em nossa… Continuar

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Às 9:38 em 30 março 2012, Bruno Leal disse...

Salve, Clovis! Bom dia!

Faz um tempinho que não o vejo aqui na rede. Espero que esteja tudo bem com você. Imagino que muita correria, não? Bom, de qualquer forma escrevo apenas para dizer gostamos muito de tê-lo por aqui. Sinta-se à vontade para sugerir temas, entrevistas ou qualquer outro tipo de conteúdo. Escutar nossos colegas é fundamental. É isso.  

Um grande abraço e uma ótima semana para ti,

Às 9:19 em 5 abril 2009, Clovis Mendes Costa disse...
Obrigado Renata, meu e.mail é kikocmc@uol.com.br. Sim seria bom ficarmos em contato sim.
Às 0:16 em 4 abril 2009, RENATA ARAÚJO MACHADO disse...
Olá, Clóvis!
Vi que respondeu ao tópico sobre currículo.
Vou lhe enviar o arquivo. Memanada o seu endereço de e-mail e vamos manter contato. Me add no msn renata_files@hotmail.com
Um Abraço!
 
 
 

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