Started 1. Maio, 2008
Respondeu 1. Maio, 2008
Iniciou esta discussão. Última resposta de João da Rocha Labrego 28. Dez, 2008.
Postado em 15 novembro 2009 às 14:20 ‚Äî
Postado em 14 novembro 2009 às 5:01 ‚Äî
Postado em 13 novembro 2009 às 5:00 ‚Äî
Postado em 11 novembro 2009 às 9:45 ‚Äî
Postado em 8 novembro 2009 às 17:12 ‚Äî
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Debaixo da Ponte
Enrique Gómez-Correa
Debaixo da ponte do arcebispo, junto a uma verdadeira
corte dos milagres, reúnem-se os mendigos.
Mendigos cristãos, mendigos ateus, mendigos budistas,
mendigos muçulmanos, mendigos judeus.
Enfim, mendigos de todas as cores.
Discutem o resultado do sim e não a suas petições.
Discutem a desvalorização da moeda e
a proliferação de falsos mendigos.
O mendigo cristão fala da perda de
prestígio da caridade nos dias de hoje.
O mendigo ateu disserta sobre o não-deus e
suas pouco eficazes prédicas no deserto.
O mendigo budista fala das dificuldades atuais de
que padece a transparência do nirvana.
O mendigo muçulmano insiste na urgência de
alguns fanatismos em nome de Alah.
O mendigo judeu lamenta que freqüentes ataques de
ira de Jeovah caiam sobre sua cabeça.
E o mendigo de outras cores se queixa das
queixas dos mendigos queixosos.
Depois, tudo termina e os peregrinos voltam às
suas respectivas igrejas, maldizendo
os usurpadores de seus respectivos direitos.
Enrique Gómez-Correa, nasceu em Talca, Chile (1915-1995).
Poeta explosivo e ensaísta. Fez parte da geração do grupo Mandrágora, de filiação surrealista.
Bom Feriado de Carnaval. Luciana Goyaz.
Felicidade Realista
Martha Medeiros
De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz.
Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde,
dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável,
mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre:
queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema:
queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada
num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor...
não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir
uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno:
queremos AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados,
queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados,
queremos jantar à luz de velas de segunda
a domingo, queremos sexo selvagem e diário,
queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Por que só podemos ser felizes
formando um par, e não como ímpares?
Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser
que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade,
mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com
uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum.
Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo,
usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando.
Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.
E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda,
buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor,
um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato,
amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que
nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.
Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de
acordo com as regras, recue. Invente seu próprio jogo.
Martha Medeiros nasceu em Porto Alegre em 1961. Formada em Publicidade.
Escreveu livros de poesias e de crônicas, seu mais recente lançamento
é o livro de ficção: Divã. Martha é cronista do jornal Zero Hora.
Deixo para você um texto sobre o qual não sei se aprecia, porém espero que também goste. Abraço e..., Bom Café. Luciana.
Colagem de vários autores
Voltaire / William James / Victor Hugo / Dante Milano
Temos um grande assunto a tratar aqui: a felicidade!...
... ou, ao menos, ser o menos infeliz que se possa neste mundo.
Eu não poderia suportar que me dissessem que quanto mais se pensa, mais se é infeliz. Isso vale em relação às pessoas que pensam mal. Não estou falando das pessoas que pensam mal dos outros, o que pode ser divertido, mas... tragicamente divertido!
Falo daqueles que pensam de maneira errada, dos que rearranjam os seus preconceitos e julgam estar... pensando! Estes, sim, merecem compaixão, porque têm uma doença da alma, e toda doença é um estado triste. Infeliz.
Amo as pessoas que pensam de forma correta, mesmo aquelas que pensam de maneira diferente de mim.
Pensar, meus amigos, é um ato que põe em dúvida a estrutura de tudo!
Se a miséria é o único motivo para se desejar um admirável mundo novo eu não vejo muita base filosófica para sustentar o mesmo.
Seja como for tudo não passa de opinião de uns contra a opinião de outros.
Quando nos atemos aos fatos percebemos que a socidade alternativa foi bem mais cruel do que a sociedade que aí está.
Portanto, por se tratar apenas de opiniões divergentes, fica-se do lado que menos mal praticou à pessoa humana.
Se nunca tivesse havido uma oportunidade histórica dessa socidade alternativa se materializar ante nossos olhos atônitos e suas consequências funestas nos fossem desconhecidas, aí sim, poderíamos conjecturar sobre a validade ou não de tal sociedade.
Abraços.
Prossigamos
Bertolt Brecht
Toda via prossigamos!
Seja de que maneira for!
Saiamos a campo para a luta, lutemos, então!
Não vimos já como a crença removeu montanhas?
Não basta então termos descoberto que alguma coisa está sendo ocultada?
Essa cortina que nos oculta isto e aquilo, é preciso arrancá-la!
Sobre o(a) autor(a):
Bertolt Brecht (1898-1956), nascido em Augsburgo. Escritor e dramaturgo alemão, além de grande teórico teatral. Desde menino escrevia poesias de forte conteúdo social. Foi perseguido pelos nazistas pelo seu comunismo militante.
Cumprimentos.
Gostaria imensamente de sua colaboração no Blog - Chico Mendes - Protetor da Amazônia - pelos 20 anos da sua morte em 22/12/1998 - Homenagem e situação das florestas no contexto atual.
Abraços.
Alcebíades

Como vai? Sou aqui, porém me interessou o caso Battisti pois vi que a defesa teve fortes argumentos porque baseou no fato que Battisti alega que a sua extradição não tem base legal porque a sentença à qual foi condenado é perpétua e porque o seu julgamento na Itália foi de natureza política. Em dezembro de 2005 o STF negou a extradição de outro ex-militante autonomista italiano, Pietro Mancini, cuja condenação, no entender do STF, teria tido motivação política.Ver todos os comentários