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Sobre mim
SOU ESCRITOR E ARTISTA PLASTICO - DELEGADO DA ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL - DESEJO CONTATO COM OUTROS HISTORIADORES DO BRASIL.
Atividade profissional
Historiador
Formação
E. Técnico
Cidade
URUGUAIANA

VAMOS SALVAR AS TRADIÇÕES DO RGS

RETRATO DE UMA RENDIÇÃO

Os instantes históricos nos tem sido legados através do estudo da iconografia dos diversos artistas da época ou não, que vivenciaram aqueles momentos históricos ou que foram contratados para registrar, artisticamente, os fatos que culminaram com a rendição de uma força invasora, ao Comando do Tenente Coronel Antonio de La Cruz Estigarribia acontecida na cidade de  Uruguaiana, RS, no dia 18 de setembro de 1865, que são eles:

- Pedro Américo (de Figueiredo e Melo), nascido na cidade de Areia – PB em 29/4/1843 e falecido em Florença a 7/10/1905, imortalizou os célebre “Grito do Ipiranga”, “Batalha do Havaí”, “Batalha de Campo Grande” e tantas outras obras, retratou esse episodio.

- Victor Meirelles, nascido em Florianópolis em 18/8/1832 e falecido no Rio de Janeiro em 22/2/1903, executou as obras de cunho histórico da “Batalha dos Guararapes”, “Primeira missa no Brasil”, “Passagem de Humaitá” e várias outras; Retratou este episódio.

- Jean Cánovas, artista francês que morou por muitos anos em Porto Alegre – Dedicou-se em retratar quadros históricos e personagens do Exército. Retratou este episódio.

-  E por fim, a obra executada pelo autor.

Se visitarmos o tradicional “Centro Cultural Dr. Pedro Marini”, de Uruguaiana, vamos encontrar, emoldurando as paredes daquele prédio já secular, que fora outrora residência da família Barbará, e posteriormente sede do atual Comando da 2ª Brigada de Cavalaria Mecanizado, inúmeras obras, como acervo. São retratos de personagens do passado e telas que representam o conhecimento da própria existência dessa cidade.

Por sua magnitude e principalmente pelo fato que gerou sua criatividade, do momento mais importante dessa cidade, vamos deparar com um majestoso quadro a óleo, reproduzido pelo saudoso professor Jean Cánovas – de origem francesa, já falecido, que residiu por muitos anos em Porto Alegre e dedicou-se à pintura histórica. Esse artista realizou diversas obras para várias instituições e principalmente Unidades militares, com seus patronos, personagens e passagens da história. Quase não há, no Rio Grande do Sul, quartel que não possua obra do mestre Cánovas em seu acervo.

O quadro a óleo que representa a Rendição dos Paraguaios em Uruguaiana, embora tenha sido uma réplica do original de Pedro Américo ou mesmo de Victor Meirelles,  nota-se que os autores não retrataram a cena no momento da “Rendição”. Provavelmente eles executaram as obras a pedido do Império, muitos anos depois e Cánovas baseou-se nas obras anteriores.

Podemos notar que na litografia de Pedro Américo,  não há uma nitidez no fundo do horizonte. Acreditamos que sua obra tenha sido feita sob encomenda, não havendo também nitidez no fundo do horizonte.

Já a obra de Victor Meirelles, nos contempla, com uma certa nitidez, o fundo do horizonte, onde podemos notar a então Vila de Uruguaiana, a Igreja da Matriz (antes da Catedral de Sant’Ana) e a tropa inimiga em desfile para ser apresentada ao Imperador.

Quaisquer uns dos artistas mencionados, não estiveram presentes no referido ato da história, embora tenham sido fiéis aos personagens que aparecem.

Há alguns anos, fazendo parte de uma Comissão de levantamento topográfico do Exército, em que atuamos como desenhista (servia no 8º RCMec), demarcamos os pontos históricos e, principalmente as trincheiras na época da invasão paraguaia. Esse trabalho serviu de ilustração a nossa obra “Retomada de Uruguaiana na guerra do Paraguai” – 1994 – Gráfica Universitária).

É do conhecimento geral que a topografia de um terreno, com o tempo, sofre a sua modificação natural e, quando a mão do homem se introduz na natureza, maior é sua transformação do que até mesmo a própria erosão. Pois bem! Nos quadros acima referenciados, pela topografia da época e como Uruguaiana não passava apenas de uma Vila, com poucos rancherios de baixa altura, deveria, obrigatoriamente, aparecer nos quadros o Rio Uruguai e os campos da Argentina. Os autores foram felizes ao retratarem os personagens que aparecem: A tropa paraguaia em desfile perante a Corte imperial, aonde o Barão de Uruguaiana – Ministro da Guerra Ângelo Muniz da Silva Ferraz, (com a espada na mão), conduz, em presença de Dom Pedro II, o Comandante dessa força invasora, Ten. Cel. Antonio de La Cruz Estigarribia, que já era um prisioneiro. Ao lado, de joelhos, o famoso Padre Duarte, que naquele momento foi chicoteado pelo Padre João Pedro Gay, de nossas forças, embora imediatamente contido. Na tropa a cavalo, temos à frente o Imperador, General Mitre, Venâncio Flores (traje civil), Caxias, Tamandaré e demais Comandantes da Tríplice Aliança.

À pedido de uma Unidade militar local, (8º RCMec), fizemos uma releitura desse quadro, que se encontra hoje como acervo dessa Unidade de Cavalaria,  que ostenta hoje a denominação histórica de “Regimento Conde de Porto Alegre”.

Nas obras anteriores, notamos que aparece a cúpula da Igreja da Matriz; Porém, na época da invasão dos paraguaios em Uruguaiana, (5/8/1865), o referido templo não estava terminado.  Suas obras iniciaram em 1861 e com a invasão foi paralisada, reiniciando após a guerra e terminando em 1874. Outro detalhe que nos chama atenção e que, conforme o diário do Conde D’Eu – genro de Dom Pedro II, que acompanhou a Corte, escrevera que havia chovido na manhã daquele memorável dia, mas, ao meio dia o sol estava esplendoroso, iluminando os batalhões que brilhavam as cores de suas fardas. Esse fato histórico aconteceu às 15h 30 min do dia 18 de setembro de 1865. Nota-se nos quadros desses artistas que, suas pinturas foram carregadas no horizonte com forte veladuras, como se estivesse chovendo, dificultando assim, a visão topográfica do terreno.

Procuramos dar na obra que realizamos a releitura, maior fidelidade possível ao fato, historicamente mais importante da cidade de Uruguaiana e, colocamos, ainda, a flotilha do Ten. Floriano Peixoto, que adiante narraremos sua atuação.

Porém, apesar de poucos detalhes observados, as obras dos mestres Pedro Américo, Victor Meirelles e de Jean Cánovas não desmerecem a grandiosidade de seus trabalhos artísticos, pois deixaram para a posteridade uma das maiores relíquias históricas da cidade de Uruguaiana.

É preciso que nossos jovens, ao visitarem o Centro Cultural Dr. Pedro Marini de Uruguaiana e, tiverem oportunidade de verem essas obras meditem as palavras de um grande mestre:

Um povo que conhece a historia de sua terra é um povo que a ama, consciente da responsabilidade de defendê-la por dedicação vocacional – Osório Santana Figueiredo”.



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Às 6:44 em 14 maio 2011, FRANCISCO CARLOS disse...
VAMOS MESMO AMIGO...ANDO UM POUQUINHO OCUPADO, MAS ASSIM QUE SOBRAR UM TEMPO A GENTE SE FALA OK?
ABRAÇÃO
XICO
Às 14:07 em 26 março 2011, Juliana Abreu disse...
Lindíssimos os seus desenhos e a riqueza de detalhes me surpreendeu, ótima sensibilidade, Parabéns!
Às 10:09 em 1 setembro 2010, Ítalo Dorneles disse...
Buenas... desculpe a demora !! Estava em férias, e pós férias meio atucanado ainda. (hehehe). Eu vi seu email, passei para alguns contato, e divulguei no meu blog pessoal. Mas infelizmente a nossa Academia daqui está meio parada (pelo menos até onde sei). Forte abraço e gracias pelo contato.
Às 0:11 em 13 agosto 2010, Ítalo Dorneles disse...
Opa...
Sim, já repacei para os colegas da Faculdade e alguns amigos que gostam de história. Pretendo divulgar no meu blog também, é que ele anda meio desativado, e to sem tempo para reeditá-lo. Forte abraço
Às 19:00 em 21 março 2010, Jane Rosana Cassol disse...
Carlos teu texto está muito bem elaborado e concordo ctgo qto aos"estrangeirismos". Mas, convém termos em mente o que foi colocado como "tradição" pelo grupo dos 8 em 1947. Historiadores tem buscado o gaúcho histórico, e sobre a tradição inventada.Disponibilizo por email minha monografia q foi justamente "O Gaúcho "visto por viajantes do século 19 e deixo-te aqui uns lincks como sugestão de leitura, só para uma reflexão.

http://www.esteditora.com.br/textos/gaucho.htm
http://www.clicrbs.com.br/dsm/rs/impressa/4,1304,2657834,13150

Não acredito em tradição estatizada.Tradição é algo dinâmico. Abraços
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Às 20:08 em 19 março 2010, Sebastião Luiz Alves disse...
Amigo Carlos, meu email é sluiz_alves@hotmail.com e sluizalves757@gmail.com. Celular 49 99753991. Sebastião Luiz Alves - Rua Danilo Sonda 88 - Curitibanos/SC - CEP 89520-000. Estarei ao seu dispor no que precisar. Um forte abraço.
Às 12:42 em 19 março 2010, Sebastião Luiz Alves disse...
Carlos você é um artista notável e possue o olho critico de historiador. Pode contar desse humilde escritor e historiador, a admiração e estima. Vou selecionar algumas fotos ou gravuras da época dos Farrapos e do Contestado, enviarei ao nobre amigo. Um forte abraço.
Às 15:18 em 3 março 2010, Jonathan Hirano "Japa" disse...
Oi, sobre o curso.
1º ele é presencial, não existe a modalidade Ead ou coisa parecida.
2º o curso já mudou de modulo, agora é outra tematica e nova abordagem.
o curso está para acontecer no Memorial do Rio Grande do Sul, sabe? se precisar de mais informações estou por aqui!
Às 8:45 em 11 janeiro 2010, Iran Pas disse...
Ola Carlos, desculpa a demora em Responder. Podes fazer contato pelo meu e-mail ou msn iranpas@yahoo.com.br. telefone 51-84998297
Às 21:09 em 26 outubro 2009, Thaty disse...
Olá Carlos, boa noite. Me perdoe a demora em respondê-lo, só esse semana consegui realmente participar deste blog.... eu li sua solicitação e vou averiguar nas fontes que estão disponíveis, mas adianto que não deve ter muita coisa acessível não, pois aqui em Caçapava há uma certa repulsa aos pesquisadores....

Boa noite e até breve...

saudações....
 
 
 

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