A fome, autofágica, se sacia;
consome suas próprias vestes;
enamora de sí.
A fome, sozinha, se transveste...
finge vazio quando, na verdade, é saudade.
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haverá um tempo
em que o tempo não conte
Até lá, ao teu olhar, direi adeus
e adeus direi, também, à minha fé por tua ausência.
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Achei o prazer do texto
em sua boca
e minha alma
em tua palavra precisa.
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Resumidamente;
uma centelha.
Ao me despir p'ra você
tornei-me alvo de meu próprio olhar.
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Dos anjos conheço, somente, a queda;
dos versos as dores.
Talvez poesia seja isso
um lamber de cortes,
o perder amores;
traduzir o brilho da manhã
p'ra que se vestiu de entardecer.
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Desconfia de meu coração
bela maria... e pousa tuas armas cerca de ti.
És a caça e eu o bruto
És a fêmea e eu o desejo
A boca faminta que morderá tuas carnes
encontrando a redenção em teus mamilos hirtos.
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Nada tão simples p'ra sua
doce alma...
navegar delicada e sutilmente
pelo e através do desejo meu.
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Eu desalinho
Perco-me em meio a meus restos
meus fragmentos
Olho de soslaio meu eu dissipado
em humano desatino
Estou nua diante de mim
Estou louca diante de ti
e separadas, nudez e loucura, estou só.
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Meus olhos de criança
vestiram de magia aquele dia
E foi inquieta a viagem
E foi intensa a poesia
Meus olhos de criança
vestiram de amor aquele dia
E era a você quem eu via..
... era você...
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A solidão me permea
a se oculta em espaços
tão destintos de mim.
Fantazia-se de noite
dormindo meu sono
Traveste-se de sonho
inebriando-me o dia
A solidão que me veste
nã tem rima _ é açoite.
*******
É a faca que me fere o peito
A boca que me diz adeus
A saudade que me lacera a alma
O vazio que se faz meu.
E a poesia não basta
a fantazia não cura...
e eu, já não dou conta de mim.
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esvazia a alma
engole a fala...
_ A avidez de seus gestos
devasta meus oceanos _
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Anjo expatriado
tão igual a mim...
Minha noite te antecede
e você não sabe nada da vida..
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Acordei com teu nome em minha língua
... você vestindo minha boca,
tua alma tragando meu cansaço..
_ é muito espaço...
é muito espaço....
Ani
_the walker
http://anithewalker.com/
http://www.anithewalker.blogspot.com/
Morgana Talbot disse...
Olá, Aní!
Seja bem-vinda ao ETERNO FEMININO!
Um grande abraço e sucesso!
Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
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