Started 26 Dez, 2010 0 Respostas 0 Curtiram isto
Meu interesse é A produção social da mercadoria (Bebida Alcoolica), a alocação do espaço (produção material) e a distribuição do tempo ( produção imaterial).…Continuar
Na atualidade, o Alcoolismo é um dos problemas de saúde pública que traz maiscustos à sociedade. Seu custo supera os gastos fruto dos problemas decorrentesdo uso combinado de todos os outros tipos de drogas. Condições que, outrora,levaram o Estado a ter um gasto de até 5,4% do PIB com a Saúde Pública.Suprindo 68% dos consumidores e sendo porta para as demais drogas, o mercadolícito adquire uma relação de causa e efeito junto ao mercado ilícito (NEIP).
Para tanto, o “consumo de álcool”, deantecedentes sociais e culturas e determinado como produto social do trabalho,imbrica no cotidiano do Mercado, os antecedentes econômicos. Na forma de valorde uso e valor de troca, o princípio ativo Etanol emerge dos gráficos e das estatísticaseconômicas para o Capitalismo, e desenvolve a forma de commodity. Este processoencontra seu modo e meio de produção atrelado à criação e a expansão de umademanda. Esta, por sua vez, tem na sua base entre os estados alterados da mente,consumidores desta substância psicoativa comum ao mercado de drogas.
Na fonte desta demanda, dando expressão à sua respectiva abstração desejante, uma psicogeografia criadoradaquele que é “... um produto (necessariamente) estranho (e o desgoverno naprodução da mercadoria [caso do mundo atual]” e por sua vez, um produto que “ ...tem sempre como conseqüência a intensificação deste estranhamento) ( Chasinin TONET, 2005).
Este “estranhamento”, contido de um preconceito social aos estados alterados damente, proporciona à bebida alcoólica, um caráter de mercadoria para além daalienação. E por que para além? Porque para as mesmas classes que produzem,esta reflete na forma de uma droga emergindo como mais um elemento agravante dasaúde pública, bem como, um expoente da violência e da criminalidade.
Condições, estas, que agravam a situação de classe, visto que o trabalhador, aqui, sinônimo de consumidor, demonstra uma dependência de grandesproporções, e que se expressa em três dimensões do cidadão brasileiro. Umaprimeira dimensão, digamos de caráter existencial, encontramos a dependênciafísica e psíquica do consumidor. Enquanto trabalhador, outra dimensão, surge docaráter profissional, expresso no fazer econômico dessa atividade, e nadependência que este tem do emprego. Numa outra dimensão, que transcende aocaráter social, e que se revela no alto valor econômico desta produção social esua dependência junto aos cofres públicos.
Constrangedor e profano, fruto do grande poder político e econômico desse tipo de produção sócio e cultural, é ofato de uma só marca desse psicoativo aparecer para o imaginário popular comopatrocinadora oficial da seleção brasileira de futebol.
Assim sendo, a mercadoria Bebida Alcoólica apresenta-se como um elemento aglutinador de uma diversidadede interesses sociais e culturais, de maneira que identificamos na sua forma deprodução social do trabalho o que caracteriza o metodologia desenvolvida porMarx “Quando( este ) começa com o elemento que éaparentemente o mais simples, a mercadoria, pressupõe já a existência de toda aestrutura social que tem por célula germinal a mercadoria.” (Marx in Jappe;2006, p.87). Assim sendo, este trabalho, uma “Impostação Ontometodologica” nosapresentará a produção lícita da Bebida Alcoólica como um fenômeno político, decaráter sócio e cultural, com conseqüências históricas para a Humanidade e seurespectivo Ambiente.
Esta abordagem é de capital importância porque permite apreender a natureza dos fenômenos sociais não da forma abstrata, mascomo movimento de uma processualidade articulada histórica e concreta... (TONET, 2005, p93 Tonet), dessa formadevemos situar a Oferta e a Procura desta produção nas determinações das concorrênciase/ou das competições, pois é na sociabilidade que encontramos as diversas justificativaspara as possíveis legalidades, dimensões do fazer político e jurídicos daSociedade de Mercado.
Contudo, a Crítica do Valor desvendao caráter protagonista da Mercadoria e denúncia o caráter dualista do SistemaNacional Antidrogas: de um lado, à Política Nacional sobre Álcool – PNA, quedispõe sobre as medidas de redução do uso indevido sobre álcool e suaassociação a violência e a criminalidade, e da outras providências. Estaproposta de políticas públicas de orientação legislativa e jurídica, encontraseu limite tênue à um reles instrumento à serviço da oferta lícita desta droga;de outro lado, uma proposta política, historicamente de retroatividade aocódigo penal. Assim sendo, não garante o que reza Sistema Nacional de PolíticasPúblicas Sobre Drogas, a qual, objetiva tratarde forma igualitária, sem discriminação (grifomeu), as pessoas usuárias ou dependentesde drogas lícitas ou ilícitas.
Maria de Fatima Rodrigues da Sil disse... Bem-vindo (a) ao
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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