O Diário de Porto Alegre foi o primeiro jornal a circular na Província de São Pedro. O mesmo foi criado sob a proteção do Presidente da Província, o Brigadeiro José Maciel, iniciando sua circulação em 1º/06/1827. Possuia duas páginas e tinha pequeno formato: 30 cm x 18 cm. O Diário de Porto Alegre circulou, diariamente, com exceção dos " Dias Santos" e feriados. O nome do jornal foi uma homenagem a capital da "Província Gaúcha". A sua circulação se tornou possível devido à participação de dois franceses, responsáveis por sua composição e impressão, Dubreuil e Estivalet. Estes haviam desertado das tropas do General argentino, Carlos Alvear, durante a Guerra da Cisplatina (1825-1828). Seu primeiro redator e administrador foi João Inácio da Cunha, seguido por Vicente Ferreira Gomes,o "Carona", em uma segunda fase do jornal.
A Tipografia Rio-grandense, que imprimiu nosso primeiro jornal, esperou cinco anos para ser ativada, pois não havia, na Província de São Pedro (RS), quem conhecesse o mecanismo tipográfico. O "Diário de Porto Alegre" circulou até 30 junho de 1828. Após o mesmo, circularam em torno de 35 periódicos de cunho político-partidário , no período pré-revolucionário, cuja propaganda ideológica fomentou a eclosão da maior guerra civil: "A Revolução Farroupilha (1835-1845)" que combateu o centralismo do Império e abusos econômicos em relação à Província de São Pedro. Legalistas (Conservadores/Caramurus) e revolucionários Liberais se digladiaram,defendendo suas posições políticas, nas páginas desses periódicos do século XIX. O Museu da Comunicação HIpólito José da Costa guarda e preserva estes tesouros: verdadeiras relíquias impressas da " História do Rio Grande do Sul e sua Imprensa Escrita". Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite (Beto). MUSECOM
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Uma Longa Viagem
Acaba de chegar aos cinemas o novo filme de Lucia Murat, "Uma Longa Viagem", que conta com Caio Blat no papel principal.
O documentário revela a história de três irmãos, tendo como fio condutor a trajetória do mais novo, que viaja para Londres em 1969, enviado pela família para que não participasse da luta armada contra a ditadura no Brasil, seguindo os passos da irmã, que acabou tornando-se presa política. Misturando depoimentos e memórias dos irmãos com nove anos passados no exterior pelo caçula, o filme detalha cartas e também entrevistas com ele, que chegou a ser internado em instituições psiquiátricas. Um relato triste e ao mesmo tempo bem humorado de um núcleo familiar e suas convicções.
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