Matéria do Café História | As ultimas vítimas do Muro de Berlim

As últimas vitimas do Muro de Berlim

Conheça a história das três últimas pessoas que morreram ao tentar cruzar o Mural de Berlim, o maior símbolo da Guerra Fria

Segundo estudo realizado pelo Centro de História Contemporânea de Potsdam e pela Fundação Muro de Berlim, pelo menos 136 pessoas morreram assassinadas, sofreram acidentes fatais ou cometeram suicídio após tentar cruzar o Muro de Berlim. Um número assustador e que, segundo especialistas, pode ser ainda muito maior. Desses 136 casos de mortes comprovadas, três se destacam de forma trágica. Elas ocorreram a poucos meses da derrubada do muro, ocorrida em novembro de 1989.

A primeira das últimas três vítimas do Muro de Berlim foi Ingolf Diederichs, alemão de apenas 24 anos. Diederichs tinha decidido escapar da Alemanha Oriental (comunista) pulando de um comboio da linha de trem S-Bahn. Em certo ponto de seu traçado, próximo a Rua Bornholmer, esta linha ficava muito próximo da Berlim Ocidental, aproximadamente vinte metros. Era tão próxima que as autoridades do lado oriental aumentaram o muro neste trecho em quase seis metros. O plano de Diederichs era utilizar uma escada de madeira para subir no trem e, em seguida, pular para o lado ocidental. No dia marcado para a fuga, 13 de janeiro de 1989, as coisas deram errado. Diederichs teve que pular do trem em movimento. Seu corpo ficou preso ao vagão e acabou sendo arrastado por vários metros. O rapaz não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo poucos minutos depois.

A segunda morte aconteceu no dia 5 de fevereiro daquele ano. O barman Chris Gueffroy tinha 20 anos e - como muitos outros jovens de sua idade - decidiu cruzar o muro para fugir do serviço militar obrigatório na Alemanha Oriental. Gueffroy tinha escutado uma conversa entre guardas da fronteira sobre a revogação da ordem de tiro contra aqueles que tentassem cruzar o muro.Parecia o momento ideal para a façanha. Gueffroy e um amigo esconderam-se em um jardim próximo a fronteira e quando a noite caiu tentaram escalar o muro com uma escada. O alarme disparou e pelo menos dez disparos foram escutados por testemunhas. Os dois rapazes foram atingidos. Gueffroy morreu em minutos e seu amigo, ferido, acabou preso. Nos dias seguintes, o Ministério de Segurança do Estado (Stasi) encobriu o caso e a família acabou obrigada a publicar nos jornais da época um anúncio referindo-se ao assassinato como um mero acidente.

Gueffroy foi a última pessoa assassinada tentando cruzar o Muro de Berlim. Mas não foi a última pessoa a morrer tentando a travessia. O destino ainda guardava mais um caso, talvez o mais insólito de todos. Winfried Freudenberg, 33 anos, vinha planejando por longos meses a sua fuga do lado oriental através de um balão de ar quente, junto com a sua esposa. Em 8 de março, a polícia soube de sua intenção e Freudenberg entrou sozinho no balão, que caiu algumas horas depois, ocupando o seu ocupante solitário. A oito meses da derrubada do Muro morria o último homem a tentar vence-lo.

Sonhos, Pesquisas e Memorial

Em suas quase três décadas de existência, o Muro de Berlim foi o maior e o mais ameaçador símbolo da Guerra Fria. Uma metáfora literalmente concreta de 43 quilômetros de extensão, controlada 24 horas por dia por soldados armados, 300 torres de observação, grades eletrificadas e cães treinados para matar qualquer aventureiro que tentasse pulá-lo. Para os alemães, porém, o Muro de Berlim tinha ainda significados pessoais. O muro separava famílias, partia propriedades, instigava o sonho de jovens (os que mais tentaram cruza-lo) e personificava a repressão da ditadura da Alemanha Oriental. Por isso, tantas pessoas tentaram cruzá-lo, mesmo quando o futuro do bloco comunista parecia muito incerto.

Pouco mais de vinte antes desde o seu fim, o Muro de Berlim tornou-se hoje objeto de estudo e de lembrança. Há memoriais e museus que expõem datas, números, fragmentos do muro e histórias de pessoas como Chris Gueffroy, Ingolf Diederichs e Winfried Freudenberg. O Memorial do Muro de Berlim, aliás, é uma referencia no que diz respeito a estudos sobre o muro. Além de programar exposições e eventos públicos, o memorial possui uma equipe de pesquisa formada por historiadores de renome na Alemanha, responsáveis por estudos de primeira linha. O site da instituição é bastante completo, disponibiliza gratuitamente artigos, pesquisa e está disponível em inglês: http://www.berliner-mauer-gedenkstaette.de/en/index.html. Faça uma visita e conheça um pouco mais sobre o Muro e as suas vítimas.

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Comentário de Rogerio Machado em 8 abril 2013 às 9:31

Não são os muros externos o problema, esses a gente derruba a golpes, os muros internos ja não são tão fáceis de derrubar, justificamos uns em detrimento de outros que o de Israel, que o de México, que o da Alemanha  não tem muros mais reacionários que os que usamos para separar ideias e pobres, brancos e negros, eu não quero saber os motivos para que foram criados os de cimento, só quero saber quem lucra com eles e a esses sim denunciar, sem temor de um novo muro, já vivemos com tantos no dia a dia, perdoem os erros de português, só falo e escrivo espanhol.

Comentário de REGINALDO ARAUJO DE PONTES em 7 abril 2013 às 20:02

O SONHO DE LIBERDADE NUNCA MORRE. O HOMEM PODE MATAR, UMA,DUAS,TRÊS FLORES. MAS NUNCA IRÁ MATAR A PRIMAVERA.

Comentário de Gutembergue de O.Sapucaia Junior em 28 março 2013 às 18:06

O muro de berlim,foi as diferenças entre os dois lados concretizada,uma vergonha,em uma terra que presenciou,tantos horrores como no holocausto e durante a propria II Guerra Mundial.Uma Alemanha Que foi coberta de sangue,principamente de inocentes.permirtiu que essa estrutura física perdurasse até 1989(final do século XX).Porém a queda desse muro foi uma marco na historia mundial.

Esse muro,foi mais uma prova que mostra até aonde a intolerância do homem pode chegar.

Comentário de Nestor Silva Salles em 9 julho 2012 às 19:34

Muitos muros fizeram história. Esse foi marcante. Dividiu um povo em duas Nações. Pode ser que o "muro" que separa as duas Coréias também tenha efeitos marcantes como esse.

Comentário de Amanda Schmidt em 22 junho 2012 às 12:17

muro da vergonha! 

Comentário de Reginaldo De Souza em 2 abril 2012 às 16:48

Merece um adendo o comentário do Renato Machado: esqueceu de mencionar os muros que existem na Espanha (bem la na fronteira para não deixar africanos passar), na Irlanda (catolicos e protestantes são separados por um muro) e o pior deles, o nosso. P´ra que muro pior que a nossa desigualdade social? ´Tá certo que os cãomunistas e unigramscianos dizem que os dois últimos mandatos delle - continuando com o della - foi (é)uma festa:  educação, saúde, segurança e igualdade e distribuição de renda de primeiro mundo. Os banqueiros, empresários e políticos de carreira agradecem.

E palmas para os comentários de Brancaleone - já faço parte do seu exército.

Comentário de joão de deus netto em 2 abril 2012 às 8:44

FALHAS E EFEITOS? QUE GRACINHA!!! A MAIOR IMORALIDADE ECONÔMICA JÁ CRIADA POR ALGUM MONSTRO HUMANO, VITIMANDO MILHÕES DE VIDAS , DE FAZER INVEJA AO ADOLFO, ABARROTANDO COM DINHEIRO PÚBLICO, COFRES DE INVENÇÕES DOENTIAS COM NOMES DE PARAÍSOS FISCAIS... CORLEONE, NÃO IRIAS MESMO DIGITAR ...CORLEONE? REFAZ AÍ SEU ESTÚPIDO E DOENTIO RACIOCÍNIO RACISTA. VEJAM O FINAL DO VÔMITO CARREGADO DE IGUARIAS COMPRADAS COM DINHEIRO ALHEIO... TÔ FORA DESSE ESGOTO.

Comentário de Brancaleone em 1 abril 2012 às 21:30

Seis bi de humanos e aumentando rapidamente. Vai chegar o dia em que muros como o EUA-México e Israel-Palestina serão necessidade, condição de sobrevivência. Quem sabe não teremos aqui um muro Brasil-Bolívia?

Toda estas lindas estórias de solidariedade, socialismo, amor ao próximo e os cambau são muito lindinhas, fofinhas, cheias de boas intenções mas pode acreditar que em tempos de pouca farinha cada um vai pensar só no seu próprio pirão.

Os que ocupavam a parte oriental da Europa e se intitulavam "comunistas" (Marx devia se revirar na cova e gargalhar a cada citação de Stalin...) precisavam preservar seu "status quo" a qualquer custo e dai o muro.

É certo que o capitalismo e muitas de suas faces (como o neoliberalismo) tem falhas e defeitos, alguns bem graves e mesmo assim consegue ser infinitamente melhor e mais democrático que o mais bem sucedido comunismo.

O ser humano (pelo menos o tipo sapiens) é biológica e psicológicamente capitalista. É coisa da raça, da espécie. Não existe animal comunista. Não existe comunismo na natureza.

Comentário de Brancaleone em 1 abril 2012 às 19:28

Na verdade o Muro foi construido para conter as hordas de europeus ocidentais que desejavam imigrar para a parte ocupada pelos que se diziam comunistas já que na Europa Oriental (ou "comunista") o emprego abundava, a liberdade era total, não existiam "capitalistas" e o paraíso do proletariado era uma realidade. Os que fizeram o caminho inverso e pularam o muro para o lado ocidental  não passavam de ladrões, vagabundos, espiões a serviço dos ianques e gente sem serventia...

Desculpem. Hoje é domingo.Tô bebadaço e nestas condições meu raciocinio fica embotado e eu só escrevo besteiras - se bem que tem muita gente que escreve extamente o que eu escrevi sem estar bêbada nem drogada...

Comentário de Rogerio Machado em 1 abril 2012 às 14:23

Oi, fico muito feliz quando vejo que falam do muro de Berlin e do fim da guerra fria, só me fica uma duvida, os professores de historia não escutaram falar do muro mexicano, o que os impede de trabalhar dignamente, o muro israelita, que separa os palestinos do resto de seu pais e um muro que a mídia brasileira luta por esconder, o das informações sobre a ditadura civil e militar imposta a todos, inclusive aos professores de historia.

muito grato pelo espaço e  desculpas a quem possa se sentir ofendido, Rogério, um professor de espanhol no Ceara, interessado nos muros

Comentário de joão de deus netto em 31 março 2012 às 11:57

DECEPÇÃO FOI QUANDO OS ALEMÃES DO LADO ORIENTAL VIRAM QUE O PARAÍSO TAMBÉM NÃO ERA ALI DO OUTRO LADO DO MURO. rs rs!  DEEM UMA ESPIADINHA NA ATUAL SITUAÇÃO. CAPITALISMO FOI PRO MESMO ESGOTO QUE SEPARAVAM AS DUAS ECONOMIAS. OS NEO-LIBERAIS SE REVELARAM A ESCÓRIA DA HUMANIDADE.

Comentário de claudio gomes de oliveira em 30 março 2012 às 17:26

 Foi de grande importancia para o mundo contemporaneo.

Comentário de claudio gomes de oliveira em 30 março 2012 às 17:25

 A queda do muro foi uma mudança na geopolitica do mundo, finalizando o socialismo e extinguindo posteriormente a URRS, abrindo um mercado para o capitalismo em área até então nunca alcançadas devido a um forte comunismo ditatorial.Findou tb. a guerra fria.A importancia politica foi muito forte movendo inclusive com uma economia global.

 

Comentário de CA Barão em 28 março 2012 às 11:48

A César o que é de César e a Kadafi o que é de Kadafi..........

Na Líbia existiam cerca de 1,5 milhão de negros subsaarianos, com permanência legalizada no país, direito a seguridade social, escola, etc, antes da invasãp da OTAN.. Essa era a política de Kadafi: integração desse enorme (para as condições da Líbia) contigente populacional negro subsaariano com direitos que eles não possuem na esmagadoria maioria dos demais países da África. Já a política do novo governo da Líbia, anti-Kadafi e imposto pela OTAN, é de perseguição, expulsão e massacre de contingentes negros subsaarianos. Para o novo governo os 1,5 milhão de negros subsaarianos que residem na Líbia são todos "espiões de Kadafi". Essa é a realidade. Infelizmente a midia brasileira é um lixo e desinforma a população brasileira em escala industrial. Ver http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=G5oTAruUwJs

Comentário de umBhalane em 28 março 2012 às 5:56

Comentar, em princípio, deveria arrecadar responsabilidade.
É um dever moral, ético, cívico,...

Quantas dezenas de milhares, senão centenas de milhares, de vítimas causou, foi responsável o hediondo, totalitário, retrógrado, regime de Kadafi, o grande líder, pai de África, e que tratava os Subsaarianos (Negros) com um profundo desdém, desprezo,...

As moedas têm duas faces.

 

Comentário de CA Barão em 27 março 2012 às 21:00

aros

certamente é lamentável que pessoas morram, mas os historiadores devem contextualizar, caso contrário os comentários desse tipo são apenas lamentos, que não demandam nenhuma pesquisa e nem acrescentam nada. Em cerca de 38 anos de existencia, segundo uma fonte totalmente conservadora, a Deutsche Welle (organização de comunicações do governo da Republica Federal Alemã, dirigida pela Democracia Cristâ - um partido de direita), o número de vítimas do muro de Berlim foi de 125 pessoas (http://www.dw.de/dw/article/0,,2128366,00.html), ou seja, uma média de 3,3 pessoas por ano, esse é o número obtido por essa fonte após 22 anos da queda do muro e milhões de euros gastos tentando aumentar o número de vítimas. Até o futebol mata mais do que isso. Por outro lado a OTAN, os países capitalistas avançados, ou seja, representantes do "melhor capitalismo" (sic) que existe no mundo, mataram em poucos meses, e apenas na Libia, mais de 50.000 pessoas (http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=G5oTAruUwJs). Tais são os fatos.

Comentário de Reginaldo De Souza em 27 março 2012 às 20:29

Há uma vasta bibliografia em alemão, francês, inglês, italiano espanhol e tcheco principalmente sobre o planejamento do Muro, "antes", e "durante", bem como sobre os satélites obedecendo às ordens de Moscou. Não esqueçamos também de lembrar que nas fronteiras com a Alemanha Federal existiam placas bem grandes com os dizeres "Aqui - na DDR - existe a Verdadeira Democracia." Quanto aos números citados no texto, pergunto eu: só isso??? De onde saíram e quem foram os autores da estatística? a DDR??? Moscou?? os comunistas??? Wer???

Comentário de umBhalane em 27 março 2012 às 20:13

Por falar em muros, não esquecer o muro que o Reino de Marrocos construiu na RASD, Sahara, em África do norte.

Lembram, ou também não é politicamente correcto falar disso?

 

 

 

Comentário de Semíramis libonati em 27 março 2012 às 15:50

 Histórias de guerras! Ordem Mundial. Hegemonia. História...

Comentário de JOSÉ RAIMUNDO PANTOJA CASTELO em 27 março 2012 às 12:40

Toda e qualquer tentativa de cercear as liberdades individuais, seja à esquerda ou à direita, é execrável e abominável. Tanto quanto o Comunismo quanto o Capitalismo (selvagem e travestido de democrático) mataram e continuam matando em todo o mundo, direta ou indiretamente, as pessoas que se opõem aos seus objetivos. A ambição humana de Poder, Dinheiro e Dominação é que move os líderes desses regimes de governo e sistemas econômicos. E, lógico, tudo feito em nome do interesse coletivo. coitados dos que acreditam nessas mitagens.

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Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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