História do Calvinismo, e de João Calvino

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História do Calvinismo, e de João Calvino

Grupo dedicado à discussão da história do Calvinismo e da biografia de seu fundador, o francês João Calvino.

Conhecidamente, as iniciativas religiosas do Reformador francês ganharam influência em países como França, Alemanha, Inglaterra, Escócia, Holanda, etc, incorrendo em radicais mudanças políticas, econômicas, culturais e sociais.

Se, por um lado, as guerras religiosas envolvendo os calvinistas contra católicos, bem como demais orientações protestantes e sectárias, levaram a tumultos e épocas de crise ao continente europeu, também se sabe que a herança calvinista fez-se permanente na história do ocidente, sobretudo no que diz respeito às idéias sobre o surgimento de uma nova ética econômica.

É a respeito da problemática dessa herança que pretendemos debater.

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A revolta de Zwingli e de Calvino na Suíça

Iniciado por Leonardo Stuepp. Última resposta de Leonardo Stuepp 7 Maio, 2012. 1 Resposta

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Tags: Calvino, Zwinglio, Calvinismo, Reforma, Religião

O ÊXITO DE JOÃO CALVINO

Iniciado por Leonardo Stuepp. Última resposta de Leonardo Stuepp 6 Maio, 2012. 2 Respostas

Neste tópico, faremos o estudo do Calvinismo e de João Calvino, segundo a obra:História da Igreja de Cristo, de Daniel-Rops, da Academia Francesa, em 10 volumes.Volume IV - A IGREJA DA RENASCENÇA E…Continuar

Tags: João, Calvino, História, Calvinismo, Reforma

As Origens Religiosas do Iluminismo - Hugh Trevor-Roper

Iniciado por Rômulo da Gana Silva Felipe 3 Maio, 2012. 0 Respostas

Abaixo transcrevo um ensaio interessantíssimo que acabei de ler, do historiador inglês Hugh Trevor-Roper. Gostaria que aqueles que conhecessem mais sobre este autor postassem mais informações sobre…Continuar

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Comentário de joaquim schieder da silva em 3 maio 2012 às 5:18

Bom dia,caros leitores

Só para explicar de que estava com o PC nos joelhos e com clientes a entrar no carro e nao me foi possível escrever melhor (sou táxista )

Cumprimentos

Comentário de joaquim schieder da silva em 3 maio 2012 às 4:41

Bom dia,Romulo

Aqui nao existe esse frenesin por fé como no Brasil ou Norte América

Isto é dominado pela católica e pelos luteranos e os outros pequenos vao andando sem dar nas vistas .

Claro que aqui exitem uma denominacoes religiosas ,mas nao se podem exprimer livremente como as duas grandes ao ponto de nem serem reconhecidas como religiao .

Mas se dizes que é possível que os evangelhìcos sao os seguidores de Calvin ,entao já conheco e espero participar e dar um elogio ao Israel pelo seu excelente trabalho como sempre muito bom ,embora alguns probelmas com a lingua de Camoes ,por ter sido educado em Espanha e minturar um pouco as duas linguas.

 

Comentário de Rômulo da Gana Silva Felipe em 3 maio 2012 às 0:03

Em 1541, Genebra fraquejava na adoção da Reforma, no que se aproveitou da oportunidade o cardeal Jacopo Sadoleto, escrevendo uma carta aos Conselhos e ao povo da cidade para que retornassem à religião Romana.

Sem pregadores que respondessem à altura, e capazes de conduzir o empreendimento religioso na cidade, os Conselhos de Genebra pediram a Calvino que retornasse.

O retorno de Calvino foi sob condições, de que tivesse supremacia nos negócios religiosos, e na aplicação da disciplina religioso, além disso, o Estado deveria proteger a Igreja e colocar-se à disposição dela. As condições foram acatadas.

Naquele mesmo ano, foram publicadas: Tratado sobre a Santa Ceia, Ordenanças Eclesiásticas - com o detalhamento do governo eclesiástico a ser estabelecido na cidade, aceito como condição pelos Conselhos de Genbra - e a Resposta ao Cardeal Sadoleto, considerado uma das defesas mais belas da fé evangélica no mundo.

A autoridade de Calvino em Genebra não se firmou da noite para o dia; e foi se estabelecendo aos trancos e barrancos.

Primeiro, Calvino instalou um "Consistório", um órgão fiscal e diciplinar que observava o cumprimeiro das pessoas às ordens eclesiásticas. Várias práticas comuns foram banidas, como jogos de azar, danças, músicas e cantos considerados obscenos, etc.

Dentre alguns problemas que enfrentou Calvino enfretou, vitorioso, o processo contra as famílias patrícias dos Perrin e dos Favre, em 1544. A esposa de Monsieur Favre fora denunciada por dançar de forma obsena em um casamento, no que toda sua família fora excluída da comunhão. O genro de Monsieur Fravre, Monsieur Perri, denunciou a autoridade de Calvino e do Consistório como tirânica e anti-patriótica, visto que havia um suposto favorecimento de franceses, ao invés de genebrinos nativos, nas nomeações para o cargo de pastor.

Por fim, os Favre foram disciplinados e se dobraram, e Perrin, posteriormente, fora preso acusado de espionar a serviço do inimigo, quando estava em um missão diplomática.

Em 1553, ocorreu um outro caso emblemático, considerado o ponto culminante do fanatismo calvinista, e a consumação da autoridade tirânica de Calvino: foi o caso Serveto.

Entretanto, podemos apresentar questionamentos quanto a colocarmos a questão nestes termos - se a narrativa de Lindberg Carter estiver correta, e é claro que ela não se resume a isto; pois  o caso bem que merece uma postagem própria aqui, e estudos aprofundados - pois, segundo autores, a negação da trindade fez com que Serveto fosse ferozmente perseguido pelas autoridades eclesiásticas de diversos países, desde de católicos e protestanes, que chegaram ao ponto de se ajudar, para capturarem este homem tão detestado.

A heresia de Serveto deve ser melhor compreendida, pois, de acordo com Trevor-Roper, foram as posições dos anti-trinitários, e os processos de perseguição pelos quais passaram, que levaram a uma luta por ambientes de liberdade intelectual e religiosa, que levaram ao surgimento do Iluminismo. Entretanto, pode-se aobservar que as redes de espionagem da Inquisição Católica ultraprassaram as fronteiras tanto de nação quanto a de religião, ao denunciar aos calvinistas de Genebra que o herege que havia escapado de suas mãos em Lyon (para onde fugira, depois de passar por Paris, tendo fugido da Espanha), estava a caminho da sua cidade. Ao saber disso, Calvino estava decido a pegá-lo.

Comentário de Rômulo da Gana Silva Felipe em 2 maio 2012 às 23:40

Continuação:

(A título de observação: levanto a questão, a ser sanada com vastos estudos, se não terá sido a estada na Suíça que levou calvino para uma maior proximidade com a Reforma Zuingliana, do que a Luterana. De acordo com informações, Zuínglio e Lutero tinham quase a mesma idade, aquele nascido em 1485, e este em 1483, aquele morto em campo de batalha, contra os católicos, em 1530, este com uma morte tranquila, rodeado pela família, em 1547. Asbos se envolveram na querela acerca do caráter da Ceia do Senhor (a Eucaristia), na qual Lutero considerava uma presença real de Cristo, e Zuínglio apenas um rito memorial. Calvino abraçou a posição de Zuínglio, e herdou estas questões, debatendo com os sucessores de ambos os reformadores (Bucer, e Melanchton, respectivamente).

Sua primeira estadia em Genebra, iniciada em 1536, foi marcante. A cidade estava passando por um processo complicado de adoção da Reforma, liderado pelo pregador Guillaume Farel. Quando soube da presença de Calvino na cidade, procurou-o e implorou que ficasse, e contribuísse com os trabalhos da Reforma. Calvino teria se recusado, dando a desculpa de que não fora talhado para o trabalho com o público, e que preferia prosseguir com seus estudos, na santa paz e no silêncio, como seriam de seu feitio. Reza a lenda que Farel se enfureceu, e teria gritado: "Que Deus amaldiçõe seus estudos, se estes lhe impedirem de cumprir Seu propósito!". Calvino tremeu e cedeu.

O processo enfrentado por Calvino, para a implantação da Reforma em Genebra não foi fácil, o que demanda algumas explicações sobre o cenário de Genebra na época (fonte, Carter, Lindberg).

Acontecia que a cidade de Genebra já estava em um processod e independência política da casa ducal de Savóia, do norte da Itália, desde os anos 1520. A autoridade de Savóia era afirmada através da nomeação de um bispo, que havia sido expulso. E Genebra desejava se aliar à confederação Suíça, e adquirira a proteção das cidades de Friburgo, católica, e Berna, Protestante. Porém, estas cidades, logo entraram em guerra religiosa, e Genebra obtou por permanecer ao lado de Berna, e sob sua proteção, adotando, para isso, a Religião Reformada, segundo o modelo de Berna.

A cidade era governada por dois conselhos, o Grande e o Pequeno. O Grande Conselho era um órgão legislativo amplo, eleito pelos cidadãos, e o Pequeno Conselho, fazia as funções de um órgão executivo, dominado pelas famílias patrícias, mas que era sujeito à nomeação do Grande conselho.

Os dois conselhos demandaram os serviços de pregadores como Farel e Calvino para fazerem o trabalho de missões e propaganda da Reforma, para convençer a população da nova Religião, e dos benefícios da independência política. Porém, Calvino via as coisas de modo diferente. Não demorou muito para sua visão religiosa divergir da vigente em Berna, e a partir daí, sentir uma interferência excessiva dos Conselhor, e passou a demandar autonomia nos assunto religiosos. Como os conselhos achavam por bem manter uma estrita conformidade com a prática religiosa de Berna, para melhor manter a aliança, Calvino e Farel terminaram por serem explusos da cidade, em 1538.

Saindo de Genebra, Calvino rumou para Estrasburgo, onde pastoreou uma igreja de refugiados. Neste período, publicou sua segunda edição das "Institutas", com 17 capítulos, aprimorou sua visão sobre governo eclesiástico, e ainda se casou. A escolhida foi a viúva Idelette de Bure, cujo marido fora um anabatista convertido à Reforma por Calvino. Viveram juntos nove anos, até a morte dela, e não tiveram filhos sobreviventes.

Comentário de Rômulo da Gana Silva Felipe em 2 maio 2012 às 23:14

Contribuição maravilhosa Leonardo! Gratíssimo mesmo!

Bom, estou a algum tempo tentando postar este pequeno resumo biográfico de Calvino, inclusive para esclarecer alguns pontos colocados pelo Israel.

As obras que consultei são:

"As Reformas da Europa", de Lindberg Carter, de Oxford, edição brasileira pela Editora Sinodal (da Igreja Luterana).

Alguns artigos da revista "Fides Reformata", do Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper, de São Paulo (da Igreja Presbiteriana do Brasil), Vol V, n°2, 2009, Edição Comemorativa dos 500 anos do nascimento de Calvino (inclui um artigo com questões sobre a vida de Calvino, que em breve será postado aqui). Informações da obra "A Vida de João Calvino", de Alister MacGrath, publicado pela Casa Editora Presbiteriana.

Alguns pedaços do "Nascimento e Afirmação da Reforma", de Jean Delumeau, e de artigos da obra "Religião, a Reforma, e Mudança Social no século XVII", de Hugh Trevor-Roper, pubicado pela Topbooks.

Nascido em 10 de Julho de 1509, João Calvino era o filho primogênito de Gérard Cauvin e de Jeanne LeFranc. O pai era secretário e tesoureiro do bispado local, o que proporcionou ao seu filho mais velho o usufruto de benefícios eclesiásticos, que financiaram seus estudos. Primeiramente, aos 11 anos, ingressou no Collége des Capettes ("dos Capuzes"), beneficiado pelos rendimentos de um capela. Foi colega dos sobrinhos do bispo. Aos 13 anos foi enviado a Paris para estudos superiores, tendo ingressado no Collége de La Marche, e depois no famoso Collége de Montaigu. Aos 19 anos, foi enviado a Orléans para prosseguir seus estudos e tornar-se advogado, conforme eram os desejos de seu pai. Entretanto, a morte súbita deste, em 1531, fez com que Calvino pudesse seguir sua verdadeira vocação: os estudos humanísticos. Seu sonho era tornar-se um novo Erasmo de Roterdã (segundo o historiador Trevor-Roper, algumas obras de Calvino são "praticamente" plágios de Erasmo).

Não obstante seu pai ter morrido excomungado, pois tivera desentendimentos financeiros com o clero de Noyon, Calvino retornou a Paris com um benefício eclesiástico ainda maior: da paróqui de Saint-Martin de Martheville. Em 1532 publica sua primeria obra: um comentário ao "De Clementia", de Sêneca.

Entretanto, o destino quis que o mundo perdesse um humanista, e ganhasse um religioso.

Foi em 1533 que provavelmente se deu a conversão de Calvino. Tal se deu mediante seu primo, Pierre Robert, conhecido como Olivétain, um luterano. Na época, em Paris, havia grande penetração do luteranismo, sendo bastante frequente a presença de pregadores na Côrte, sob proteção da irmã do rei Francisco I, Marguerite de Angoulême, uma conhecida simpatizante do luteranismo - mas que nunca abandonou a igreja católica.

Quando Nicolas Cop assumiu o cargo de reitor da Unversidade de Paris, pronunciou um discurso abertamente favorável à reforma e ao protestantismo luterano, o que provocou sua imediata perseguição, e de seus partidários. Calvino foi logo identificado como co-autor do discurso, e fugiu para Angoulême.

Saindo de Angoulême, retornou a Noyon para abrir mão de seu benefício eclesiástico, e viajou por diversos lugares, como Estrasburgo, Ferrara e Basiléia.

Comentário de Leonardo Stuepp em 2 maio 2012 às 20:14

Olá amigos do grupo.

Tirei hoje um tempo para debruçar-me mais demoradamente sobre o tema deste grupo.

Peço ao Rômulo permissão, para, à minha maneira de professor dos bons tempos de muita leitura e pesquisas, aprofundar a questão, buscando apresentar "o leito" em que germinou o pensamento e a doutrina de Calvino. Será um estudo bem vasto que necessitará de inúmeras postagens e com certeza vários meses de estudo.

Abraços.

Leonardo

João Calvino

Capítulo VI. O Êxito de João Calvino

Obra.: História da Igreja de Cristo, de Daniel-Rops, da Academia Francesa.

Volume IV – A Igreja da Renascença e da Reforma (I) – A Reforma Protestante, pgs 343-422.

A reforma protestante alcançaria a França?

Quadrante, São Paulo 1996, com tradução de Emérico da Gama

O abalo provocado por Lutero repercutiu em todo o Ocidente. Em todas as nações batizadas, por volta do primeiro quartel do século XVI, perguntava-se em maior ou menor escala se as novas ideias provenientes de Wittenberg não trariam a resposta aos problemas que preocupavam tantas consciências, e se não seria necessário procurar a salvação fora dos quadros carcomidos da Igreja romana. Sinal vivo de contradição, o heresiarca ia obrigar a uma opção formal todo aquele que refletisse sobre o drama do seu tempo; seria preciso escolher: a favor ou contra.

De todos os países cristãos, aquele cuja opção podia ser mais decisiva era incontestavelmente a França. Cobrindo um território contínuo de quatrocentos mil quilômetros quadrados, contando vinte milhões de habitantes numa Europa que não tinha mais de cem, bem organizado em torno dos seus príncipes, o reino das flores-de-lis ocupava materialmente o primeiro lugar. Preservada desde há muito tempo das devastações militares – as guerras só se travavam nas suas fronteiras ou para além delas -, a França encontrava-se num período de prosperidade. Produzia trigo e vinho suficientes para vender; também exportava tecidos, móveis, produtos metalúrgicos e livros; as suas feiras tinham ampla freguesia e os seus banqueiros rivalizavam com os grandes milionários da Alemanha ou da Itália; banhada por três mares começava a desenvolver em direção ao Atlântico uma atividade que o declínio do Mediterrâneo tornava viável. Se um reino dessa natureza pusesse a serviço da heresia o seu poder material e também todo o vigor do seu gênio intelectual, o catolicismo na Europa haveria de sofrer rudemente.

As circunstâncias eram ali tão favoráveis a um triunfo das novas doutrinas como o tinham sido no mundo germânico? Não era tão fácil. Para começar, impunha-se à observação um dado capital: na França, nada se assemelhava ao retalhamento anárquico do Império. Muito pelo contrário, restaurado na sua disciplina pelo punho de ferro de Luís IX e depois pela sábia suavidade de Carlos VIII e do “Pai do povo”, Luís XII, o reino dos Valois apresentava-se como um verdadeiro modelo dessa “monarquia absoluta” para a qual tendiam em maior ou menor grau todas as coroas: um reino em que o príncipe, rodeado de uma corte suntuosa e servido por uma administração centralizada, reinava sobre um povo cujas classes sem exceção alguma lhe estavam estritamente subordinadas. Educado por sua mãe, Luísa da Savóia, na convicção de uma inata onipotência – “meu César”, chamava-lhe ela -, Francisco I (1515-1547), déspota bem-humorado, esforçava-se ardentemente por firmar a autoridade da sua coroa. A Reforma não se beneficiaria, na França, da contingência de um imperador eletivo e discutido.

Continua ...

Comentário de Rômulo da Gana Silva Felipe em 2 maio 2012 às 19:05

Boa noite caríssimos.

Ao que chegou primeiro; bem vindo Joaquim. Não sei se me considero surpreso, ou se compreendo o fato de você nunca ter conhecido um calvinista. Eu mesmo, por exemplo, nunca conheci um luterano ou um anglicano, mesmo estas sendo religiões tão expressivas quanto aquela, tanto no mundo afora quanto no Brasil.

Pelo que vejo em seu perfil, você reside em Munique, na Alemanha; não sei como é a pluralidade religiosa aí, mas garanto que se você residisse no Rio de Janeiro, poderia, se quizesse, conhecer algum calvinista (ou seja, não conheço luteranos e nem alglicanos por pura preguiça).

Mas esclarecendo melhor, até onde sei, não existe nenhuma igreja que siga a orientação calvinista, e que, consequentemente, adote esta nomenclatura (algo como "Igreja Evangélica Calvinista", etc). Várias das Igrejas calvinistas históricas adotaram, e adotam, o nome de "Igrejas Reformadas", como a Francesa, a Holandesa, ou a Suíça. Além disso, todos os calvinistas históricos autodenominam-se "Reformados", independente de adotarem este nome em sua nomenclatura denominacional ou não. No Brasil, e que eu conheço, por exemplo, existe a Igreja Presbiteriana, com suas diversas ramificações (a "Igreja Presbiteriana do Brasil", IPB, a mais antiga, a "Independente, IPI, a "Unida", IPU, dentre outras), creio que a Metodista e a Congregacional pertençam ao mesmo rebanho.

Confesso minha ignorância se Igrejas evangélicas importantes como a Bastista ou a Assembléia de Deus adotam a doutrina calvinista, ou até que ponto se aproximam dela, ou até mesmo se consideram-se calvinistas, ou se reconhecem alguma ligação com o calvinismo. Pretendo sanar esta ignorância o mais rápido possível; são questões que fazem parte de minhas curiosidades e do meu plano de estudos.

Ao caríssimo Leonardo. Nem posso expressar a imensa satisfação em tê-lo no grupo. Realmente lamento as limitações pelas quais passas, e seria de enorme satisfação para mim que pudesses participar mais. Enquanto isso, prosseguimos com nosso trabalho, aguardando momentos da sua sabedoria e erudição.

Ao Israel: Agradeço imensamente as contribuições que já fazes para o grupo; ao mesmo tempo que me poupa algum trabalho, me força a já iniciar alguma coisa.

Primeiramente, com todo o respeito, gostaria que aprimorasses tua escrita e o formato do seu texto. Um texto claro, limpo e fluente dá muito mais gosto para a leitura, e como posso perceber que tens muitos conhecimentos (estou até parecendo o Leonardo!rsrs) creio que potencializarias suas contribuições ao aprimorar sua escrita.

Vamos lá; alguns adendos iniciais à sua postagem.

Em um momento do seu texto, relacionas, de forma imprópria, creio, a excomunhão de Lutero (que foi em 1520), com a fuga de Calvino, por ter se convertido à fé protestante (que foi em 1533).

Bom, deixando entre parênteses o fato de que Calvino era uma criança de 11 anos quando da excomunhão de Lutero, farei já um breve resumo da biografia de Calvino na postagem seguinte.

Um grande abraço.

Comentário de Leonardo Stuepp em 2 maio 2012 às 8:24

Olá Rômulo.

Espero poder contribuir um pouco neste teu grupo. Como já sabes, estou sem tempo e não poderei dedicar atenção ao mesmo. Vou lendo as postagens dos outros amigos do grupo e tão logo tenha tempo, poderei postar alguns conteúdos, pois tenho algumas obras que tratam sobre Calvino, suas relações com o luteranismo, suas posições religiosas e como as mesmas influenciaram as questões de uma nova ética econômica.

Abraços.

Comentário de joaquim schieder da silva em 2 maio 2012 às 8:04

Boa tarde,Romulo .

Já cá estou ,só preciso de material para trabalhar .

Creio que esta fé é muito semelhante aos luteranos ,mas nao conheco ninguém que a profece .

Ficamos á espera .

Um abraco

Comentário de Rômulo da Gana Silva Felipe em 1 maio 2012 às 21:26

Mais:

  • Bibliografia sobre Calvinismo.
  • Calvinismo no Brasil: A França-Antática, o Brasil Holandês, as missões estrangeiras do século XIX, a tragetória das denominações calvinistas e sua localização no contexto evangélico atual.
  • O Calvinismo é importante hoje?

Por enquanto é só. E boas vindas aos novos membros!

Abraços!

 

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Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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