...e com espada na mão na hora de minha partida, irei para o Grande Salão de Odin! A partir de uma frase como essa me pergunto, se eu não morrer com espada na mão, não vou para o Valhalla?

Em muitos textos e em letras de músicas com o tema Nórdico é possível notar esse tipo de preocupação em como morrer. E nos tempos de hoje em que não temos mais esses tipos de batalhas, qual tua opinião sobre isso? Não vamos para o Salão Dourado?

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Respostas a este tópico

Acho que nos dias de hoje a espada passa a ser um simbolismo da luta diária que travamos contra tudo aquilo que consideramos "o mal".
Penso na espada como a arma mais justa, pois quem a empunha deve ter habilidade para o manuseio e coragem para enfrentar o inimigo - por causa da necessidade de proximidade com seu opositor. Quem não precisa de habilidade e coragem para encarar os dias de hoje?
Quem tiver integridade em vida, terá uma boa pós-vida no melhor lugar que sua crença guardar para você.
Nossa, peguei pesado com a viagem... foi mal! x)
O verdadeiro guerreiro sempre está preparado com sua espada erguida.
Se vamos para o Valhala ou para o Céu vai depender da visão de mundo que cada um crê!!!
hehehe, viajou nada, foi legal! :)
Obrigado pela ajuda! Grande abraço
a todos!
SInceramente, do jeito que hoje em dia é muito raro alguém os conceitos de honra e gratidão, então acho dificil alguém fazer isso.
Boa noite!

Acredito que a frase em questão representava uma legitimação à guerra, basicamente o "meio de sobrevivência" dos vickings. Vivendo em terrenos inóspitos, precisariam vagar a outros cantos em busca de comida e, para tanto, conquistar territórios inimigos. Nisto cria o imaginário do guerreiro, sempre em busca de novas terras produtivas e riquezas. Assim como a Igreja Católica induzia o povo, na Idade Média principalmente, a pagar os dízimos e rezar sempre senão iria para o Inferno, há todo um discurso que ajudaria aos povos vickings manter sua sociedade existindo, mesmo que por meio de guerras. Era uma espécie de patriotismo. Tanto que, aqueles que morriam por doença ou velhice, deveriam se envergonhar e iriam para um outro mundo, creio ser Hell (semelhança a Inferno...), mundo obscuro da Deusa Hell... há livros sobre mitologia nórdica que bem explicam isso e lendo nas entrelinhas poderíamos tirar conclusões interessantes a respeito disso.

Grandes abraços!
Bom, faz sentido... Mas tu já leste algo semelhante
em algum livro? Ah, e duas correções: Vikings e o nome
da deusa do submundo é Hel... Obrigado pela participação!
Olá Thiago!
Li vários sites acerca disso, o que com certeza não é de grande confiança, mas também li o livro "Deuses e Mitos do Norte da Europa", de H.R.Ellis Davidson, Ph.D. e especialista em mitologia escandinava germânica. É um livro excelente sobre a mitologia nórdica que interpreta as visões místicas que os nórdicos tinham dos Deuses e da própria guerra. O que fiz foi mais uma interpretação material sobre o discurso que manteria a existência da sociedade e não posso dizer que isso é realmente a verdade, tanto que começo minha frase com "Acredito..."
O importante é discutirmos sobre esse assunto e trazermos cada vez mais fontes e novidades desse tema tão envolvente, não?

Longos dias e belas noites!

Olá amigos,

Acredito que a expressão "...e com a espada na mão", equivale à estar sempre batalhado pelo seu povo, por suas famílias e por suas terras. Acho que mesmo naquela época como nos dias atuais equivaleria a nunca desistir de seus ideais, mesmo diante de toda as adversidades que possam sobrevir ao guerreiro.

Em minha opinião, embora com raridade encontramos pessoas atualmente capazes de levar seu dever e honra até o fim!

Abraços,

Leandro CHH

Ótimas opiniões! Obrigado!

Na cultura Viking a noção de batalha se referia a tudo, a vida era travada em batalhas o poder da terra se media com mortes e isso pairava no ar; hoje a cultura cristã transformou a mentalidade humana, perpetuando a piedade e a aversão pela morte (não que não seja bom) mais determina a diferença com a cultura Nótica.

O homem que morria em batalha representava seu povo da melhor forma e se mostrava merecedor dos salões, isso porque não havia meio melhor de representar a figura do "homem perfeito", lembrando que era isso que se pregava na mentalidade do periodo e povo.

Boa tarde,

Na mitologia nórdica os guerreiros que morriam, com honra, em batalha eram recebidos nos Salões do Valhalla. Esses guerreiros eram chamados Einherjar. Pois, após demonstrarem em vida serem capazes de levar suas existências ao limite, e entregarem suas vidas pelo seu povo e sua cultura. Sua honra maior era ser aceito nos exércitos de Odin no Valhalla e aguardarem o grande Ragnarok, o destino final dos deuses. A última batalha, o apocalipse nórdico!

Mas a honra aceita pelos nórdicos era derrubar o maior número de adversários em combate, e deste modo, mostrar sua bravura para deus, e para sua sociedade.

Abraços,

Leandro CHH

Einherjar é isso mesmo?

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