Tags:
Hildebrando, penso que essa concepção de tempo é um dos pontos básicos da discussão do historiador (ao lado dos de lugar, sujeito e objeto). A noção de tempo histórico é variável, de acordo com a concepção historiográfica que se esteja observando. A Nova História, vista como um resultado da 3ª geração do movimento dos Annales, relativiza o tempo cronológico do positivismo e a noção de "modos de produção" marxista, trabalha com a longa duração, através da história das mentalidades. Esse conceito vai ser relativizado e ressignificado por concepções diferentes, havendo um retorno da narrativa e da concepção de política, modificando a visão dos historiadores sobre o tempo.
Espero não ter respondido à sua pergunta, e sim sucitado novas reflexões. rs
Abraços!
Permalink Responder até Hildebrando Maciel Alves em 10 abril 2011 at 11:45
Fábio, como a historicidade da história exerce influência sobre a noção de tempo dentro dessa perspectiva ?
Permalink Responder até Hildebrando Maciel Alves em 10 abril 2011 at 11:53
Paulo, não precisa se preocupar. Tenho o maior prazer em dialogar, até porque isso é um exercício pra mim, por conta das leituras do Mestrado. rs
Bom, Foucault traz uma leitura inovadora para a História, porque propõe uma discussão da historicidade a partir dos discursos. Ele incomodava muitos historiadores, por propor uma concepção que chamou de "genealógica" em sua obra, estabelecendo uma análise das práticas discursivas em diversos campos de análise: a sexualidade, a loucura, os presídios e demais aparelhos repressivos. Isso acarreta uma nova concepção de temporalidade, visto que esses discursos perspassam momentos e acontecimentos históricos.
Quando à falta de embasamento, não acho que seja o seu caso. Só um estudante que busca crescer na discussão teórica faz essas proposições. Abraços e prossiga assim!
Permalink Responder até Hildebrando Maciel Alves em 10 abril 2011 at 13:03
Permalink Responder até Bruno Leal em 1 março 2012 at 9:42
Hildebrando, eu lhe dou duas indicações de leitura: o livro "O Homem do Castelo Alto", de Philip K. Dick (uma ficção científica) e qualquer artigo sobre regimes de historicidade do historiador francês François Hartog. Abraço!
Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
Ativado por

