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Permalink Responder até Denis Guedes Jogas Junior em 12 junho 2008 at 14:13
Permalink Responder até Moreno Pacheco em 16 junho 2008 at 13:34
Permalink Responder até Sheila Cruz em 12 agosto 2009 at 21:44
Permalink Responder até Denis Guedes Jogas Junior em 28 junho 2008 at 12:45
Permalink Responder até Martin Kreuz em 28 agosto 2009 at 16:21
Permalink Responder até Bruno Leal em 20 janeiro 2012 at 11:02
Concordo com o Martin. Não é desmerecer o tópico de fórum. Mas esta é uma pergunta que não tem mais espaço na discussão historiográfica. História e literatura são coisas bem diferentes. Também gosto de pensar no termo "contrato de verdade", embora isso não signifique o mesmo que nós, historiadores, escrevemos "A Verdade". abs a todos!
Olá!
Adorei a discussão.
Primeiro devo, infelizmente, discordar da opnião de Martin Kreuz, principalmente da questão do trabalho exaustivo com fontes. Um literato, um romancista, poeta, enfim um escritor, faz sim (e muita) pesquisa em fontes para a escrita de seu trabalho. Veja o trabalho do Acervo de Escritores Mineiros - http://www.ufmg.br/aem/inicial/inicial.htm, da faculdade de letras da UFMG. Quando você conhecer este acervo você ficará impressionado com a quantidade de materiais para a escrita de um livro. Os melhores escritores que conheço foram/são exímios pesquisadores, a riqueza de seu trabalho advem de sua capacidade de imaginar e traçar relações.
Então, para mim, isso não é o que diferencia o discurso ficcional do não-ficcional. O problema não esta necessariamente no discurso e sim no estatuto de cientificidade que a História, enquanto disciplina, quer afirmar.
Observe que Hayden White em Meta-História aponta para o caráter experimental da escrita da história, o historiador conhece seu objeto de estudos de forma mediada, através de suas fontes, que conseqüentemente são vestígios de uma representação do passado. Ou seja, o trabalho do historiador é uma representação do passado que se afirma a partir de outra representação do passado (as fontes). Dessa forma, o discurso não seria realista, a “realidade” não estaria nos eventos exaustivamente agrupados pelo historiador e sim na construção da linguagem e se o que os historiadores fazem é uma construção de versões, então a história estaria mais próxima da Arte do que da Ciência.
Já Jörn Rüsen em seu livro Razão Histórica procurou responder as provocações de Hayden White, Paul Veyne e Michael Foucault sobre a questão da narrativa no discurso do historiador e ao mesmo tempo ele procura pensar sobre o estatuto de cientificidade e da racionalidade no discurso histórico. Para Rüsen “Ciência é método” e a história é científica porque há uma metodologia envolvida durante a pesquisa, a procedimentos que o pesquisador deve exercer, há uma “matriz disciplinar”, composta de 5 elementos (idéias, métodos, formas, funções e interesses), na qual, o historiador articula suas reflexões e constrói sua racionalidade.
Nesse sentido, o problema da narratividade, da aproximação com a literatura, é diluído, porque para Rüsen “narrar é uma prática cultural de interpretação do tempo, antropologicamente universal” (2001: 149). O que se aproxima de Paul Ricoeur, em Tempo e Narrativa (tomo 3), para ele, a diferença entre Ficção e História está na forma em que a temporalidade é pensada e articulada. O problema passa então para uma questão metodologica e não de exposição.
Acredito que o que precisamos pensar é sobre o que esse discurso "intímo" representa para o historiador e como ele o ameniza e controla. Então não é uma questão de estar próximo ou não da literatura ou de uma escrita composta pela narrativa (se alguém conseguir escrever sem ela), não é, também, uma questão de expor mentiras ou verdades (história não é Quizz Show) e sim uma questão de metódo; e se tem metódo é ciência.
Permalink Responder até Sheila Cruz em 18 junho 2011 at 21:10
Sendo ciência ou não... há na história ocultação, escolha desse em detrimento daquele assunto ou fonte, manipulação, construção e representação baseada em poderes instituidos.
Diante disso o que fazer? Como é possível construir uma história desvinculada dos agentes do tempo em que se escreve essa história? Ou mesmo dos agentes que se opõem à ordem estabelecida nesse tempo?
E será que essa História desvinculada, além de utopia, não seria também, caso fosse possível, uma história pouco crítica... ou não?
Apenas botando lenha nessa fogueira.. que pode ser muito proveitosa na nossa reflexão.
Permalink Responder até Carlos Mizael dos Santos Silva em 19 junho 2011 at 1:30
Permalink Responder até Sheila Cruz em 28 fevereiro 2012 at 17:15
Quando digo ocultação, estou me referentindo à preterição de fontes e prol de uma interpretação.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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