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Comentário de Juliana Rocha Serafim em 13 maio 2012 às 22:23

Olá,

Apesar de estar no 2º período da faculdade de história, já estou muito interessada pelo estudos das religiões. Tenho uma questão que pretendo tentar responder ao longo do curso , mas gostaria de levantá-la aqui: O que há de comum entre todas as religiões?

abçs

Comentário de Luiz Bento Pereira em 13 maio 2012 às 16:37

A verdade, a lógica e a razão, trilham caminhos unicos e não se desdobram. Não existem encruzilhadas como existe no caminho da fé cega e das suposições. Desculpem então, meus amigos e meus desafetos por aqui. Sou muito lógico e muito prático pra ficar discutindo aqui no jardim das retóricas milenares e assim como já me considero totalmente resolvido nessa questão, me retiro de forma mais educada possivel desse bombardeio inútil (pelo menos pra mim). Obrigado Silvaniza pelas palavras, mas creia: Vamos findar nossas existencias em breve, com a mesma estatura e com o mesmo grau de dignidade e educação. Existem diferenças entre nós dois como seres humanos, deixando bem claro que tudo que conheço de você é aqui nesse espaço é por troca de palavras, mas acredite sinto em sua pessoa muito mais lealdade do que em tantas outras que conheço pessoalmente e há muitos anos. Seja feliz a sua maneira com seus sonhos e com as suas justas ilusões como ser humano. Eu prefiro continuar realista, como o pé no chão firme com tudo aquilo que posso ver até onde a linha do horizonte me permite. Além desse horizonte, os pensamentos se desdobram e vale tudo para que a simulação do ser feliz e conseguir aquilo que se deseja possa estar num turbilhão de mentes que preferem a cegueira de verdade, dizendo elegantemente que o outro que não crê é que é o cego.

Mas creia você e creiam todos aqui que me lêem: Sou humano, sou igual a todos voces, não sou do mal, não sou politico corrupto, não sou estuprador, sou um pai de familia, nunca usei drogas ilicitas a não ser uma cervejinha ou o maldito cigarro que somente fez mal a mim mesmo, nunca fui um traficante, nunca matei ninguem, mas tenho o orgulho de dizer que nunca pedi nada do além para não ter que agradecer, mais exatamente porque acho que se tivesse que pedir ou implorar algo de algum superior, seria para que o mundo melhorasse, fosse mais justo, que não nascessem pessoas muito mais inteligentes do que as outras ou mais forte fisicamente para que a escravidão fosse evitada ou as guerras sangrentas, onde o egoismo prevalece. Como podem ver, penso igual a muitos de nós aqui e Deus não precisa absolutamente estar presente em todos esses anseios, mesmo porque seria um contrassenso imaginá-lo permitindo coisas erradas para depois conserta-las, a nosso pedido.

 

Sejam felizes pois, e reflitam considerando a mim, não um espirito de porco, uma pessoa indesejável porque não crê em Deus, mas sim, alguém que deseja e muito um equilibrio maior de forças em cada individuo para que um não se sobreponha ao outro com cercas de arames farpados, cercando terras e apropriando-se de riquezas naturais e sendo listados em livros malditos de Guineess como melhores nisso, melhores naquilo, ou outros que figuram pessoas que ficaram tão ricas que podem comprar pequenos paises duas tres vezes, como se isso fosse um espetaculo digno de ser publicado.

Se acreditam num Deus que é também um olheiro superior e que vê tudo isso e permite a continuidade e o surgimento de novas demonstrações de arrongancia, então todos devem se merecer. Eu não concordo com essas desigualdades e por isso me reservo o direito de preferir não crer em Deus, porque se eu optar por essa ideia, terei que enfrentá-lo e lutar contra essa promiscuidade social com a qual ele tem sido conivente e sofreria muito mais por saber não ter forças para enfrentá-lo.

Prefiro admitir que somos um monte de qualquer coisa em movimento e mutação constante de forma simetrica ou desordenada, com fim, ou sem fim previstos e sem controle, até que algo mais interessante que 4 letras possa nortear minha existencia.

 

Sou muito exigente, me perdoem todos.

Comentário de Silvaniza Maria Vieira Ferrer em 10 maio 2012 às 7:49

Caríssimo Luiz Bento, que esse caríssimos seja entendido como extensão de uma carinho (que nutro naturalmente por voce) e não como uma ironia. É verdade, as vezes me destempero, mas não sou a única. Já me retirei de vários debates do Café História quando vejo para qual lado ele está pendendo: o das disputas das palavras como se fôssemos sofistas no sentido pejorativo do termo. Obrigada por não reagir à altura do meu destempero e com sua brandura me chamar de volta ao meu habitual que é o de partilhar conhecimentos e experiências. Se olhar um pouco os comentários anteriores verá que eu falei no eterno paradoxo que rondam as discussões sobre o espiritual e o material. Acredito que não saimos tão cedo desse labirinto de questões. Quanto à sua busca pessoal da verdade, me permita insistir num ponto. A de que voce pode estar errado. Pelo menos admita essa possibilidade. Voce diz que "concluiu muito cedo por razões óbvias e diversas que Deus não existia porque ele com tudo o que pregavam, não era suficiente para esclarecer as minhas dúvidas". Há dois fatores que podem te levar ao erro nessa afirmação: primeiro, a de que voce concluiu cedo demais o que levaria uma vida toda. Segundo: o Deus fruto da pregação humana por vezes, como voce mesmo falou, pode ser sim a criação meramente humana. Mas esse não é o único caminho para conhecê-lo. Acredito que voce nunca deve ter tentado procurar de voce para Deus, sem mediador, a respostas para suas dúvidas. Terceiro: Voce percebeu as coisas (sofrimento, perdas, doenças) numa ordem e concluiu, baseado nas suas premissas (lógica, razão) que essa seria a única explicação. Infelizmente, essa espécie de cegueira unilateral e de uma mão só, te impediu de ver uma outra ordem, que voce, ou nega ou não quer ver: de que existe uma ordem própria de Deus que explica todas as coisas segundo a misericórdia e a justiça. Mas não vou me alongar nessa discussão porque sei que não serei eu a te convencer nem a te fazer mudar de idéia. Apenas pedirei a Deus por voce (se me permitir ou mesmo sem o permitir..rsrsr) para que antes de terminar sua viagem nessa vida, voce obtenha mais respostas ou respostas diferentes das que voce obteve até agora. E seja tão feliz quanto eu, por ter, desde cedo, deixado de procurar respostas erradas nos lugares errados e com as pessoas erradas. Um grande abraço.

Comentário de Rogério Fernandes da Silva em 9 maio 2012 às 20:48

Ad hominem puro.

Comentário de Luiz Bento Pereira em 9 maio 2012 às 18:58

Silvaniza, não afirme aquilo que não tens certeza. Meu pensamento é claro, nitido. Se nada vejo, não creio. É simples, honesto, puro, verdadeiro. Não sou bobo de cair em conversa de pregadores. Perco tempo com você ou perderia (sinceramente) porque conheço a sua classe e você tem muita e raramente perde as estribeiras como fez aqui. Quanto a esse doente mental que insiste em pronunciar meu nome faz aquilo que todo fanático faz: Na falta de argumentos parte para ofensas pessoais. Creiam todos, eu nasci e obviamente até que começou a surgir em mim a consciencia, na idade das perguntas (6 aos 10 anos) eu recebi muitas respostas, mas jamais me dei por satisfeito com todas elas, pois percebi desde muito cedo que muita gente queria enfiar coisas prontas na minha cabeça. Só isso. Conclui muito cedo, por razões diversas e óbvias que Deus não existia porque ele com tudo que pregavam, não era suficiente para esclarecer minhas dúvidas. Eu, na tenra idade queria entender respostas, queria entender aquilo que me diziam e tudo se resumia em fé cega, tudo se resumia em crer e pronto. Não se pode contestar, não se pode duvidar. Você tem que olhar, não ver nada e dizer que vê. Você tem que olhar uma pedra e ver deus nesse mineral. Você tem que olhar uma flor e ver deus nessa flor. Voce tem que olhar o céu e ver Jesus sentado à direita de Deus. (porque não à esquerda?) rsss. Então eu comecei a fazer testes e transformei minha sala de pensar (minha massa cefálica) em um pequeno laboratório. Eu olhava pro meu barbeiro recem-suicida puxando as tripas da barriga pra fora e vi deus, o seu deus misturado naquele sangue todo (eu tinha 9 anos) Eu vi pessoas apodrecendo, morrendo de cancer e via deus de mãos dadas com o morto. Agora recente, eu também vejo deus em tudo que acontece nesse mundo cão e eu que sou "neo ateu burro". Burro se me permitem é quem cre num deus bonzinho. Tudo que é bonitinho, aruumadinho, certinho é coisa dele, furou é coisa do Diabo. E o conceito de bonzinho e de mau, quem fez? quem construiu esse conceito,? Quem determina a verdade absoluta da bondade e da maldade, cara Silvaniza? São vocês os crentes que moldam deus e todas as suas virtudes. Creiam apenas numa coisa: Nós somos apenas parte de uma engrenagem cruel, o resto é pura ignorancia. Somos aquilo que queremos ser e moldamos e fabricamos em nossas mentes o deus que queremos. Nada mais. Quanto a voce, Luiz Fernando, agora diante de suas respostas eu não o acho mais engraçado e sim uma gracinha. Eu hein, beijos, sai fora cara, tá me confundindo.

Comentário de Rogério Fernandes da Silva em 9 maio 2012 às 18:27
Comentário de Luís Fernando de Almeida em 9 maio 2012 às 18:25

Muito profunda e poética a oração, Rogério. Só podia vir de Nietzsche mesmo.

Comentário de Rogério Fernandes da Silva em 9 maio 2012 às 17:20

É, Nietzsche era teísta.

Alguém dúvida?

Comentário de Rogério Fernandes da Silva em 9 maio 2012 às 17:11

Muitos só conhecem de Nitzsche a frase “Deus está morto”. Não se trata do Deus vivo que é imortal. Mas do Deus da metafísica, das representações religiosas e culturais, feitas apenas para acalmar as pessoas e impedir que se confrontem com os desafios da condição humana. Esse Deus é somente uma representação e uma imagem. É bom que morra para liberar o Deus vivo. Mas não devemos confundir imagem de Deus com Deus como realidade essencial. Nietzsche estudou teologia. Eu pude dar uma palestra na Universidade de Basel na sala em que ele dava aulas, quando fui professor visitante em 1998 lá. Essa oração que aqui se publica é desconhecida por muitos, até por estudiosos do filósofo. Por isso no final indico as fontes em alemão de onde fiz a tradução. No original, com rimas, é de grande beleza. LB

Oração ao Deus desconhecido

Antes de prosseguir no meu caminho
E lançar o meu olhar para frente
Uma vez mais elevo, só, minhas mãos a Ti,
Na direção de quem eu fujo.
A Ti, das profundezas do meu coração,
Tenho dedicado altares festivos,
Para que em cada momento
Tua voz me possa chamar.

        Sobre esses altares está gravada em fogo
Esta palavra: “ao Deus desconhecido”
Eu sou teu, embora até o presente
Me tenha associado aos sacrílegos.
Eu sou teu, não obstante os laços
Me puxarem para o abismo.
Mesmo querendo fugir
Sinto-me forçado a servi-Te.

u quero Te conhecer, ó Desconhecido!
Tu que que me penetras a alma
E qual turbilhão invades minha vida.
Tu, o Incompreensível, meu Semelhante.
Quero Te conhecer e a Ti servir.

Friedrich Nietzsche (1844-1900) em Lyrisches und Spruchhaftes (1858-1888). O texto em alemão pode ser encontrado em Die schönsten Gedichte von Friederich Nietzsche, Diogenes Taschenbuch, Zürich 2000, 11-12 ou em F.Nietzsche, Gedichte, Diogenes Verlag, Zurich 1994.

Comentário de Rogério Fernandes da Silva em 9 maio 2012 às 17:03

Cita um monte de neoateu burro.

Nãos sei se choro ou rio.

 

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