Caros colegas,

conforme o proprio nome do grupo, estamos aqui para estudarmos as religiões.
Então para começarmos um discussão em nosso forum gostaria de expor uma pergunta;

Para você o que seria o Arianismo?

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Respostas a este tópico

Sem nenhum pudor lhe respondo que não sei!Por favor,se me puder explicar...

Um Abraço!
Sim tentarei lhe explicar:
O arianismo foi uma visão Cristológica sustentada pelos seguidores de Arius nos primeiros tempos da Igreja primitiva, que negava a existência da consubstancialidade entre Jesus e Deus. Para Arios Jesus seria subordinado a Deus, e não o próprio Deus. Segundo o mesmo só existe um Deus.
Arios afirmava que Deus seria um grande eterno mistério, oculto em si mesmo, e que nenhuma criatura conseguiria revelá-lo, visto que Ele não pode revelar a si mesmo. Com esta linha de pensamento, o historiador Henry Melvill Gwatkin afirmou em seu livro A Disputa Ariana que "O Deus de Ário é um Deus desconhecido, cujo ser se acha oculto em eterno mistério.

Mas quem foi ÁRIOS?

Foi um teólogo líbio e presbítero cristão de importante igreja de Alexandria, criador da doutrina cristã do arianismo, doutrina que sustentava que o filho de Deus foi criado do não-ser como todo o resto.

Fonte de Respota: Site do Google (comparado por 3 pesquisadores)

Bem colega espero ter respondido a sua questão.
estarei aqui para debater, responder e atender criticas.

Um Abraço!
Olá Diego,

Há um obséquio em sua colocação: a história de que Jesus seria o próprio Deus não se encontra nos ensinamentos dos primeiros cristãos. Isso só vem surggir após a oficialização do cristianismo pelo Estado Romano no reinado de Constantino e é um dos pontos centrais da Carta do Concílio de Constantenopla, pois o rei sabia que seria mais fácil implantar uma nova religião, ainda que monoteísta (numa sociedade politeísta por tradição), se o seu ícone fosse associado diretamente à própria divindade.

Abraço.
O que seria o Arianismo?

O Arianismo é uma instituição fundada por Ários um Teólogo líbio e presbítero cristão de importante igreja de Alexandria. Foi aluno de Luciano de Antioquia, um professor e mártir da sua fé cristã de cujos ensinamentos derivaram suas convicções. Homem de um caráter ascético, de moral pura, e de convicções, suas pregações fe-lo entrar em conflito com o Bispo Alexandre de Alexandria, a quem acusou de Sabelianismo. Esta disputa desencadeou a grande discussão trinitária que levaria o Imperador Constantino I convocar o Primeiro Concílio de Nicéia para restabelecer a união entre os cristãos. O concílio foi secretariado por santo Atanásio, ardoroso defensor da Santíssima Trindade, com o Filho idêntico ao Pai em substância. Seguia, pois, os ensinamentos de Orígenes, pelos quais Jesus Cristo era um ser criado e, portanto, não eterno e de natureza diferente da do Pai. O arianismo foi condenado pelo Concílio de Nicéia, mas a disputa teológica sobre a divindade de Cristo não terminou e continuou sendo objeto, no Oriente e no Ocidente, de diferentes orientações doutrinárias. Com o apoio do imperador Constantino, interessado numa solução política para a unificação da igreja oriental e ocidental, à decisão de Nicéia foi aplicada e o arianismo foi banido como heresia, e seus adeptos, desacreditados. Seu criador encontrou o apoio de Eusébio de Cesareia e seus numerosos seguidores fizeram a disputa espalhar-se desde Alexandria por todo o Oriente. Com seu banimento anulado pela influência do Bispo Eusébio de Nicomédia, e o criador do arianismo reabilitado. Ele declarou aceitar a doutrina de Nicéia, anteriormente recusada, mas antes de receber a comunhão em Constantinopla, morreu subitamente nesta cidade, talvez envenenado. Sua doutrina teve seguidores até ao século VII, mas a problemática da trindade ainda hoje é discutida.
Esta explicação é um pouco complicada e que merece uma abordagem cuidadosa. Principalmente no que se refere ao pobre Arius. Este até que tentou inequivocadamente expôr um Deus misterioso, que de fato o é, inalcansável por outros seres e incapaz de ser revelado. É confuso e deve ser mesmo um grande tema para debate.
Sou um ministro e teólogo unitarista. Em minha tradição religiosa, o que os cristãos ortodoxos (=significando: os cristãos trinitaristas de qualquer tradição, ou seja, católicos romanos ou ortodoxos e demais protestantes) chamam de "arianismo" é parte de nossa história teológica. Me permitam, então, fazer algumas correções: o "arianismo" não é uma "instituição fundada por Ário". O que se chamou de arianismo é um conjunto de noções teológicas que eram contrárias ao que uma parte da Igreja Cristã - especialmente aquela na parte ocidental do Império Romano - acreditava. Ário não criou essas concepções, elas já eram parte da tradição cristã. O que aconteceu é que ele se envolveu em disputas políticas com seu Bispo, que, como consequência, iniciou uma verdadeira "guerra" teológica e política contra Ário. O unitarismo de Ário, assim como o trinitarismo de Alexandre, tem sido parte da história teológica cristã desde muito cedo. É importante lembrar também que o unitarismo (mesmo em sua forma ariana) sempre esteve vivo. Como uma denominação cristã independente, existimos desde o século XVI, e há desde o século XVIII uma forte corrente unitarista dentro das principais denominações protestantes de língua inglesa, por exemplo. O arianismo perdeu força, mas não deixou de existir no século VII - só não era mais apoiado por grandes forças políticas (ao menos, não fora do leste europeu).

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