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Permalink Responder até SERGIO CABELERA em 10 fevereiro 2011 at 22:54
Bom dia a todos e todas,
esse tópico não tem a intenção de discutir as instituições religiosas em si, mas o pressuposto para o qual elas existem diante do que temos assistido nos noticiários pelo mundo afora envolvendo não apenas membros das mesmas, mas propriamente elas. como já dito, tudo o que é criação humana, ou envolve a participação humana tende a ter defeitos...
Assim, será realmente que a religião é "um mal necessário" Alcides? Lembremo-nos da origem do termo religião do latm RELIGIO, que por sua vez derivaria de RELIGARE, ou religar a DEUS, ao CREADOR (sgdo o pensador Huberto Hoden, in: Jesus Nazareno - introdução).
O que aconteceu na era moderna, na verdade desde a oficialização do Cristianismo pelo Estado Romano, é que as instituições religiosas tomara para si o direito e a "obrigação" de reconduzir os filhos de Deus até ele. A meu ver aí se encontra o início do esvaziamento do sentido de religiosidade tal qual entendemos hoje, inclusive porque vivemos tempos em que o ter tornou-se mais importante que o ser.
Permalink Responder até Fábio Luiz Firmino em 20 abril 2011 at 11:08
Um bom dia a todos,
A Religião não me parece ter perdido de vez o sentido para a sociedade, visto ser crescente o número de pessoas em grupos fundamentalistas sectários como o islamismo radical e alguns grupos neopentecostais. O que eu vejo é uma modificação da própria postura individual frente às religiões. Em uma análise fria, o que tem mudado realmente a visão religiosa das pessoas nesses tempo é uma coisa que não é nem um pouco espiritual: o acesso facilitado às informações.
Com a cultura cada vez mais globalizada, a diversidade passa a ser vista como uma grande possibilidade de abertura de pensamento ou uma grande ameaça à ordem e à paz. Além disso, as notícias de escândalos em grandes instituições religiosas circulam pelo mundo inteiro muito mais rápido. Ficou muito mais difícil esconder o que sempre aconteceu mas ninguém comentava. O ser humano moderno tem ao seu alcance uma série de informações que não dispunha e a possibilidade de discutir essas informações com um número maior de pessoas fora de seu grupo social. Com isso, ele pode trocar idéias com pessoas que possuem um pensamento e uma religiosidade bem diferente da que está acostumado.
O resultado parece ser o aparecimento de grandes forças de pensamento individuais e conflitantes: ou rever a visão religiosa atual, correndo-se o risco de se abandonar sua antiga orientação espiritual e até cair na descrença (ateísmo); ou se apegar às suas convicções religiosas e ligar-se a grupos fundamentalistas que deem a segurança espiritual que falta frente as crescentes adversidades do mundo. Esses grupos tem surgido em abundância e conseguem adequar o seu pensamento fundamentalista às perspectivas atuais das pessoas, como os grupos neopentecostais com sua ideologia progressista. Os que se mantém no meio termo parecem ser aqueles que possuem maior tolerância a essas mudanças, ou os que simplesmente não se importam com isso.
Não vejo uma diminuição da força religiosa nos dias de hoje. A religião sempre foi (e parece que sempre será) um aspecto importante na sociedade humana. O que há agora é um reposicionamento das peças (nós) no tabuleiro por conta do surgimento de novos grupos que se dispõe a atender às perspectivas espirituais modernas (um nova Reforma, talvez) e da mudança forçada de mentalidade dos grupos antigos para se apor a esses fatores, talvez uma nova Contra-Reforma.
Permalink Responder até Gibson da Costa em 4 maio 2011 at 20:11
Pedro,
Não posso deixar de criticar algo que você escreveu em sua postagem:
“...por que lá a fé da massa é tão grande ao ponto de fiés se suicidarem em nome de deus? e isso é fé não é loucura não! já onde a "democracia" reina na grande maioria não acontece isso e se acontece quase sempre se trata de pessoas que nunca leram nada além do seu "livro sagrado", porque quanto mais se estuda mais se tira o fardo da igreja e da religião de suas costas.”
A massa dos muçulmanos não se suicida em nome de deus. O suicídio e o assassinato são condenados pelo Corão e pela Suna – logo, são condenados pelo islã. Os desequilibrados que cometem atos terroristas em “nome do islã” traem sua tradição religiosa, por não possuírem eles mesmos nenhum conhecimento de sua própria religião. O que fazem não tem relação com o islã, tem a ver com um movimento minoritário e “herético” que reinterpreta a tradição muçulmana à luz de crenças políticas reacionárias. Essas crenças político-religiosas só os levam a fazer o que fazem por eles terem sérios problemas psicológicos. Logo, você está equivocado em sua interpretação deste aspecto.
E você ainda está equivocado a respeito do outro aspecto: a “democracia” não evita loucuras como o terrorismo “em nome de” uma religião. É só olhar para as atrocidades cometidas no mundo ocidental moderno em nome de religião: EUA, Brasil, Finlândia, Sérvia, Kosovo, Guiana, Irlanda, Escócia, Alemanha, Países Baixos... estamos cheios de exemplos nas últimas quatro décadas!
Permalink Responder até Fábio Luiz Firmino em 5 maio 2011 at 9:55
Prezado Pedro, também não posso me abster de criticar o último parágrafo da sua colocação, bem como o PS.
Não são todos hoje que riem dos "bárbaros" que acreditavam em vários deuses, pois há alguns segmentos religiosos bem atuais que mantém os mesmos costumes dos povos que você chama de "bárbaros". O hinduísmo e suas diversas (e são muitas mesmo) variações é encontrado na Índia até hoje com costumes milenares que são mantidos quase intactos. Aqui mesmo no Brasil há o Candomblé, religião politeísta derivada da religião iorubá, que tem entre seus adeptos pessoas do mais alto nível intelectual e cultural brasileiro (uma inclusive já foi Ministro da Cultura) que praticam rituais ainda mais "bárbaros", segundo a sua colocação, que comer o trigo e beber vinho para se reconectar com seu deus.
Permalink Responder até Eber Batista Vieira em 1 fevereiro 2012 at 21:57
O Que É D'us?
O Não-Ser
O fluxo é real. As coisas não são reais. Pergunte a um médico: quanto mais examinamos as coisas – aquilo que eles chamam de matéria – vemos que não estão ali. Tudo que realmente existe são os eventos: ondas, vibrações, campos de energia. A vida é um concerto, não um museu. Continue em http://www.pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/1729092/jewish/O-Q...
Por Tzvi Freeman
Permalink Responder até Silvaniza Maria Vieira Ferrer em 23 abril 2012 at 8:18
Vivemos em uma sociedade e tentamos, à medida que crescemos nos inserir em grupos sociais de diversos gêneros. Um deles, um grupo religioso. Geralmente começamos com a que nossos pais escolheram para eles próprios, porém, decidindo sobre nossas escolhas, as vezes queremos mudar de galho ou por vezes decidimos não ficar em galho algum. Sempre que esses foruns começam com denúncias sobre alguma religião eu questiono: de que é formado o tecido religioso? De leis que vêm em algum livro considerado sagrado, de pessoas que estudam e interpretam essas leis e as repassa "mastigado" para os seguidores e dos próprios seguidores. Ora, um seguidor pode se tornar um intérprete a qualquer momento. E assim, pode também desvirtuar o ensinamento. O ensinamento geralmente é milenar, cheio de sabedoria e hoje, com livre acesso~. Como no direito, se voce tem dúvida ou questiona algo em uma religião, vá atrás de suas fontes, veja o que diz na íntegra e como historiador principalmente, contextualize. A transparência de uma doutrina é uma busca individual bem como a coerência de como voce se comporta diante do imaterial, do espiritual e do sagrado. Lutero só pôde criar as 95 teses porque ele conhecia tanto a Bíblia como a doutrina da Igreja. Só assim pôde comparar o que dizia as Escrituras e o que os homens estavam fazendo delas. Façamos o mesmo com nossas denúncias, sem deixarmos de lado a importância de tantos ensinamentos.
Permalink Responder até Luís Fernando de Almeida em 25 abril 2012 at 18:34
Excelente, Silvaniza.
Permalink Responder até Luís Fernando de Almeida em 25 abril 2012 at 18:43
A ideia de que a religião é o ópio do povo pode ser remontada a Marx, mas na atualidade compõe as denúncias do movimento neoateu. Para não sair do campo social, podemos dizer que não convém fazer vista grossa aos movimentos pastorais da igreja católica no Brasil, por exemplo, que em grande parte estão engajados em lutas sociais ou mesmo comparecendo com uma assistência que vem suprir a ausência do Estado. Ademais, imagino que as novas formas de religiosidade nos vêm mostrando um mundo plural, que já não cabe de todo no cristianismo. Muitos teólogos cristãos têm percebido isso e procurado dialogar com a sociedade, com as ciências e todos os ramos do saber.
Permalink Responder até Analú Ribeiro em 30 abril 2012 at 13:41
Creio que o problema maior das religiões é a maneira como cada um utiliza a doutrina na sua vida. As pessoas na maioria das vezes se cegam ao ponto de esquecerem de si e de seus valores por conta da religião que possuem.
Acreditar na existência de uma força maior pra mim é fundamental, porém isso não significa que para ter fé eu necessite me afastar dos meus ideais e de minha visão de vida. A religião me auxilia nas decisões que tomo e não as determina.
Permalink Responder até Mateus Cruz em 11 novembro 2012 at 7:23
A doença.
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O Grande Gatsby
Está em cartaz nos cinemas brasileiros a mais nova adaptação do celebrado romance do autor americano F. Scott Fitzgerald. A obra destaca-se por ser fiel ao romance - mantendo falas originais - e, ao mesmo tempo, quebrando a ortodoxia musical da época, ao juntar hip-hop ao jazz do início do século XX. Na parte visual, um desfile de cores e tomadas.
Nick Carraway (Tobey Maguire) tinha um grande fascínio por seu vizinho, o misterioso Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio). Após ser convidado pelo milionário para uma festa incrível, o relacionamento de ambos torna-se uma forte amizade. Quando Nick descobre que seu amigo tem uma antiga paixão por sua prima Daisy Buchanan (Carey Mulligan), ele resolve reaproximar os dois, esquecendo o fato dela ser casada com seu velho amigo dos tempos de faculdade, o também endinheirado Tom Buchanan (Joel Edgerton). Agora, o conflito está armado e as consequências serão trágicas.
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