Discussão sobre a regulamentação da profissão de historiador no Brasil.
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Comentário de Danilo Linard em 7 abril 2013 às 16:13 Divulgação de evento:
Segue abaixo link para divulgar evento de história. Para mais informações acesse nosso blog:
Comentário de André Vanderlei da Silva em 8 janeiro 2013 às 11:29 SOBRE AS CRÍTICAS A REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE HISTORIADOR:
Sou desportista e pratico atividade física, mas ñ posso lecionar Ed. Física e nem ser Preparador físico em clubes e academias, pois ñ sou formado na área. Tbm gosto mto de ciências jurídicas, mas ñ posso ser advogado! Porque em História podem ter os "profissionais por paixão" ou "por conhecimento", sem conhecimento científico e metodológico adquiridos na graduação?? O fato de uma pessoa ler mto sobre uma área do saber e adquirir "conhecimento" sobre ela, não faz desta pessoa um profissional na área!!!Eu continuo lendo bastante sobre filosofia, sociologia, geografia, economia, política, religião, direito... Mas para usar PROFISSIONALMENTE na pesquisa em História, a área q estudei e desenvolvi conhecimento científico teórico e prático, para produzir historiografia e oferecer aos apaixonados por História lerem e alimentarem o seu "conhecimento" na área.
Ontem (30/11/12) saiu na Folha de São Paulo a seguinte matéria do presidente da ANPUH prof. Benito Bisso Schmidt e do senador Paulo Paim:
http://www.anpuh.org/informativo/view?ID_INFORMATIVO=3639
Na matéria ele diz que a regulamentação visa "assegurar a presença de historiadores profissionais em espaços dedicados ao ensino e à pesquisa científica em história, para que esses possam, em colaboração com outros estudiosos, contribuir para o avanço da área".
Comentário de Fred em 15 novembro 2012 às 8:44 Não é bem assim...
A ANPUH não esclareceu nada. O que é vocalizado pela ANPUH é uma aspiração da entidade e só. O processo legislativo independe da vontade e das aspirações da ANPUH e o projeto pode sofrer tantas alterações quanto qualquer parlamentar queira fazer - é esse o ponto no qual estamos ! A ANPUH é parte interessada no projeto e por isso o defende (com os argumentos que lhe convém !) mas isso em momento algum nos permite ignorar o interesse de cunho político envolvido nesse interesse.
Ingenuidade não pega bem em assuntos que dependem essencialmente do trâmite burocrático legislativo.
Como já visto a reportagem da Folha de São Paulo já foi esclarecida pela ANPUH (http://www.anpuh.org/informativo/view?ID_INFORMATIVO=3607):
"Em nenhum momento este projeto veda que pessoas com outras formações, ou sem formação alguma, escrevam sobre o passado e elaborem narrativas históricas. Apenas estabelece que as instituições onde se realiza o ensino e a pesquisa de História contem com historiadores profissionais em seus quadros, por considerar que, ao longo de sua formação, eles desenvolvem habilidades específicas como a crítica documental e historiográfica e a aquisição de conhecimentos teóricos, metodológicos e técnicos imprescindíveis à investigação científica do passado. Da mesma maneira, a regulamentação pode evitar que continuem a se verificar, nos estabelecimentos de diversos níveis de ensino, situações como a de o professor de História ser obrigado a lecionar Geografia, Sociologia, Educação Artística, entre outras disciplinas, sem ter formação específica para isso (e vice-versa)".
Comentário de Fred em 11 novembro 2012 às 20:51 Áreas predominantemente técnicas diferem bastante do campo da História
É equívoco utilizar a comparação com outras áreas do conhecimento como exemplo para justificar a regulamentação de uma área de tão difícil delimitação epistêmica como é a história. História não é engenharia, medicina, arquitetura, física, contabilidade e outras. Estas são áreas predominantemente técnicas. O conhecimento preponderantemente técnico, procedimental e quantificável exige outros parâmetros de aferição e as competências necessárias para desenvolvê-lo podem ser mais facilmente delimitadas e definidas num enquadramento de exigência para exercício da função.
Em história o enquadramento não é tão evidente e a delimitação correspondente a técnica, aportes teóricos e metodologia menos ainda.
As ciências sociais em geral diferem muito das demais áreas do conhecimento e mesmo entre si, se considerarmos a taxionomia que elenca em seu rol um nicho para as ciências sociais aplicadas e outro para as preponderantemente teóricas, com nível mais elevado de subjetividade na enunciação interpretativa.
Mesmo os historiadores não tem um entendimento unívoco e inequívoco sobre a sua prática e a delimitação de seu campo e uns até questionam se ela seria de fato uma ciência strictu sensu.
Penso que o assunto não deve ser debatido com a mesma régua para todos os casos...
Comentário de Fred em 10 novembro 2012 às 20:44 A história é uma disciplina muito peculiar.
Definam de maneira unívoca a identidade disciplinar da História ! É uma tarefa difícil. E Por que? Porque a própria história faz uso, nas suas mais diversas dimensões e domínios das contribuições de outras disciplinas.
A partir dessa constatação pergunto...
Quando a obra sera considerada de história? Juristas, filósofos, sociólogos e tantos outros produzem textos e pesquisas cuja escrita e leitura tornam limítrofe a sua classificação.
Como definir o que é ou não história se e quando ocorrerem questionamentos na justiça sobre o assunto?
E se o historiador ultrapassar a área limítrofe ao seu nicho e for intimado por isso?
Quem definirá se ele ainda estaria fazendo história ou se a sua narrativa estaria numa numa região indefinivel entre os vários outros nichos das ciências sociais?
Como um historiador definiria e delimitaria a teoria/ metodologia pertinente a sua prática, sem, para tanto, se imiscuir no âmbito (conceitual e metodológico) de um outro campo de estudos? Ou seja, sem utilizar noções e conceitos como "cultura política", "poder", "imaginário" e tantos outros que originariamente pertencem a outras áreas...
Há muitas questões bem além das poucas linhas definidoras do projeto.
Pessoal,
Eis uma crítica pertinente na Folha de São Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/77070-historiador-so-com-d...
Na minha modesta opinião "quem pode escrever" seja lá o que for é:
(a) os alfabetizados;
(b) quem sabe escrever relativa e modestamente bem;
(c) e quem gosta de fazê-lo.
Os que não podem escrever se auto-excluem, de preferência na ordem (negativa) acima.
As demais lógicas são aceitáveis, mas esse é o básico. Alguma sugestão, que não seja fascista de esquerda ou de direita, de Estado ou de classe?
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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