Racismo e escravidão negra no Brasil

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Racismo e escravidão negra no Brasil

Este grupo tem por objetivo discutir a escravidão no Brasil, os seus reflexos sobre as condições de vida da população negra na era republicana e a trajetória do racismo até o momento presente das ações afirmativas

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Última atividade: 9 Ago

O exemplo deixado por Martin Luther King para a luta contra o racismo em todo o mundo

Embora esta comunidade tenha por objetivo debater o racismo e a escravidão negra no Brasil, não posso deixar de fazer menção de um notável pastor norte-americano que, com sua incansável luta pela igualdade racial, deixou um grande exemplo para os movimentos sociais em todo o mundo.

Muitas foram as prisões, as ameaças e os atos de violência que Martin Luther King sofreu. E, embora ele pudesse ter tido a chance de desistir, preferiu permanecer lutando por sua causa. Certa vez, ao fazer uso da palavra numa reunião em Chicago, King assim discursou:

Permitam-me dizer que, se vocês estão cansados de protestos, eu estou cansado de protestar. Estou cansado da ameaça de morte. Quero viver. Não quero ser um mártir. E há momentos em que penso se vou conseguir escapar. Estou cansado de apanhar, cansado de receber golpes, cansado de ir para a cadeia. Mas o importante não é quanto eu estou cansado; a coisa mais importante é nos livrarmos da condição que nos leva a marchar. Senhores, vocês sabem que não temos muita coisa. Não temos dinheiro suficiente. Realmente não temos muito estudo e não temos pode político. Temos apenas nossos corpos, e vocês estão pedindo que abdiquemos da única coisa que possuímos quando dizem: Não marchem”.

Tal estratégia utilizada por King foi fantástica e teve um enorme efeito positivo para a luta dos negros norte-americanos pelos direitos civis. Pois, quando os ativistas, oferecendo a outra face, eram vistos por todo o mundo sendo vítimas da violência policial, sofrendo golpes de cassetetes, recebendo jatos de água e bombas de gás lacrimogênio, a nação dos Estados Unidos foi sendo tomada por um sentimento de indignação moral contra tais atrocidades, conforme relata Philip Yancey em seu livro “Alma Sobrevivente: Sou Cristão, Apesar da Igreja”, da editora Mundo Cristão:

Muitos historiadores apontam para um momento no qual o movimento no qual o movimento finalmente conquistou uma massa expressiva de apoio à causa dos direitos civis. Isto aconteceu numa ponte perto da cidade de Selma, Alabama, quando o xerife Jim Clark permitiu que seus homens, armados, avançassem sobre manifestantes negros desarmados. As tropas da cavalaria jogaram os animais a galope sobre a multidão dos manifestantes, açoitando as pessoas com seus cassetetes, rompendo cabeças e jogando pessoas no chão. Enquanto brancos gritavam em aprovação, as tropas jogaram bombas de gás lacrimogênio sobre a multidão em pânico. A maioria dos americanos teve a primeira visão dessa cena quando a rede de televisão ABC interrompeu seu filme de domingo, Julgamento em Nuremberg, para mostrar a cobertura do fato. O que os telespectadores viram sendo transmitido do Alabama guardava uma horrível semelhança com aquilo que estavam assistindo sobre a Alemanha nazista. Oito dias depois, o presidente Lyndon Johnson submeteu o projeto de Direito de Voto de 1965 ao Congresso americano.

Embora King tenha morrido assassinado em 4 de abril de 1968, a sua luta pelos direitos humanos alcançou grandes resultados. Na noite anterior à sua morte, ele proferiu as seguintes palavras:

Como qualquer pessoa, desejo uma vida longa. A longevidade tem seu lugar. Mas não estou preocupado com isto agora. Quero apenas fazer a vontade de Deus. E ele me permitiu que eu subisse ao monte. Olhei lá de cima e pude contemplar a Terra Prometida. Pode ser que eu não entre lá com você, mas quero que você saiba esta noite que, como povo, nós entraremos na Terra Prometida. É por isso que estou feliz esta noite. Não estou preocupado com nada. Não temo homem algum. Meus olhos viram a glória do Senhor que vem.

King baseou sua atuação não só em Gandhi, como também no Sermão da Montanha de Jesus Cristo que se encontra nos capítulos 5, 6 e 7 do Evangelho segundo Mateus. E, como disse Jesus, se o grão de trigo que cai na terra não morrer, fica ele só, mas, se morre, produz muito fruto. E esta foi este o resultado obtido por King quando preferiu permanecer lutando com fé e sem fazer uso da violência, tornando-se uma semente de um futuro onde as desigualdades raciais não mais existam.

No ano de 1986, foi estabelecido um feriado nacional nos Estados Unidos em sua homenagem em que toda terceira segunda-feira de janeiro é comemorado o dia de Martin Luther King.

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Comentário de luciano rocha pinto em 14 maio 2012 às 10:13

Confiram o link para baixar novos livros na Revista História.

Abraços

http://www.revistahistoria.com.br/download---ebooks

Comentário de Camila de Sousa Freire em 10 abril 2012 às 21:54

Olá...

Preciso de uma ajudinha... alguém sabe de algum livro ou artigo que fale sobre a hierarquia dentro do Quilombo dos Palmares para me indicar? Estou precisando muito! rsrs

Desde já, obrigada =)

Comentário de maria sonia em 12 fevereiro 2012 às 17:46

Olá...

Preciso de referências  de livros, artigos ou artigos sobre an relação escravos e urbanização no Rio de Janeiro.

Alguém poderia me ajudar?

Obrigado.

 

Comentário de Ocerlan F. Santos em 2 fevereiro 2012 às 10:48

Dimensões da vida escrava no sertão da Bahia: http://periodicos.uesb.br/index.php/politeia/issue/current/showToc

Comentário de Anna Anjos em 10 novembro 2011 às 18:08

Olá, pessoal! Meu nome é Anna Anjos, sou arte-ilustradora e tenho a cultura brasileira como uma das principais referências para o desenvolvimento de meu trabalho. Para aprofundar meu conhecimento sobre nosso folclore e mitologia resolvi criar o blog Cocada Preta, onde pesquiso um pouco mais sobre a origem dos mitos e histórias folclóricas de nossa cultura e a relação destes com as culturas de outros povos do mundo.

Gostaria de convidar a todos a visitar o Cocada Preta:
http://cocada-preta.blogspot.com/ 

Abs! Obrigada!

Anna Anjos
----------------------------
www.annaanjos.com

Comentário de luciano rocha pinto em 18 setembro 2011 às 21:44
Comentário de luciano rocha pinto em 18 setembro 2011 às 21:43
Participem do curso ESCRAVIDÃO URBANA, no SINPRO-Rio. Vagas limitadas. Maiores informações: http://www.lucianno.com/curso-escravidao-urbana
Comentário de Alessandro Hack em 8 agosto 2011 às 8:13

Estou muito satisfeito em ter encontrado um grupo de discussão do meu interesse, segue abaixo link de um livro muito interessante e de leitura fácil, que mostra um pouco da história da África, com uma perspeciva didática e escrito por Doutores, Mestres e estudantes de história.

Comentário de Ben-Perrusi Martins em 4 março 2011 às 23:51
Grite conosco no Facebook:
“ABAIXO O RACISMO NA AMÉRICA LATINA!” —
http://www.causes.com/causes/576003-abaixo-o-racismo-na-am-rica-latina
Comentário de Verônica Lima em 17 fevereiro 2011 às 9:04

Muito legal esse grupo. É justamente o tema que pretendo abordar em meu TCC. Ex-escravos e branqueamento na República Velha. Segue um trecho de meu projeto

 

O medo relacionado ao negro era expresso com os próprios castigos, como forma de controle das ações desta população numerosa. Segundo Balamarque, nas citações de LOURENÇO, "para que haja segurança e tranquilidade é necessário que uma das raças extremas se extinga ou que os membros de uma delas sejam pouco numerosos [...]

Sem lugar para trabalhar e sobreviver, o negro também ficará sem moradia. BASBAUM afirma-nos que a maior parte da população ( a negra) "desaparecia na vastidão do território" desconhecendo a realidade onde, segundo GIANOTTI, os negros foram varridos do centro urbano, local do avanço, para os cortiços, amontoando-se sem planejamento algum. [...]

A submissão forçosa ao estado e aos novos padrões republicanos será torturadora moral e psicológica destes ex-escravos.

 

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