Tags:
Permalink Responder até Rodrigo Phanardzis Ancora da Luz em 16 janeiro 2010 at 13:36
Permalink Responder até Iracelio em 17 fevereiro 2011 at 12:38
Permalink Responder até Rubens Xavier Lima em 17 maio 2012 at 7:54
No ano que eclodiu a revolta dos Malês em Salvador, 1835, a situação social nessa cidade apresentava bastante tensa. Metade de sua população era formada por negros. O medo do processo de haitização no Brasil consolidou alianças políticas, buscando evitar uma revolta generalizada dos negros no país, fortalecidos pelo seu grande número.
Uma grande parte desses escravos pertenciam a nação de cultura islãmica, como os haussas e os nagôs. O nome Malê designava os negros que sabiam ler e escrever em árabe.
Rubens Xavier - Um baiano sem preguiça - att. A preguiça na Bahia é um estado de espírito - o baiano não é desesperado.
"algo importante que descobri foi que na realidade esse mito é realmente um mito". Me diz... Isso quer dizer q vc acreditava que era verdade? Sinceramente, não entendi! Há algum tempo circula na internet uma tese da USP sobre a suposta preguiça do baiano. Parece um tratado pra justificar que o baiano não é preguiçoso. Não acho que esta linha seja interessante. Sugere algo como a necessidade de provar que homossexual não é doente, que gaúcho não é sinônimo de gay ou que negro não é inferior, ou seja, é uma estranha necessidade de provar o que não precisa ser provado. Penso que o que se precisa é seguir mais ou menos o que Rodrigo sugere: discutir os elementos que permitiram a criação do mito e analisá-los dentro de todo um contexto sócio-histórico. Isso é interessante, mas "descobrir que na realidade é realmente um mito"... sem comentários!
Permalink Responder até Verônica Lima em 22 fevereiro 2011 at 9:59
Seria interessante que você abordasse o período, por que se esse "mito" foi criado em fins do século XVIII, pode ter certeza que foi influenciado pelo ideal de branqueamento, que também influenciará a migração de europeus e a miscigenação, ou mesmo a eliminação das populações negras.
Permalink Responder até Taisa Ladeira Santos em 23 fevereiro 2011 at 19:20
Esse mito surgiu influenciado pelas idéias do Conde de Gobineau (considerado um dos precursores do racismo nazista), chefe da missão francesa no Rio e interessado pela mestiçagem no Brasil. Ele disseminou o pensamento de que a mistura de raças acabaria levando à extinção da população brasileira.
Se apenas ele pensasse assim não haveria tanto problema, mas terminou por influenciar cientistas brasileiros como Nina Rodrigues, catedrático na Faculdade de Medicina da Bahia e autor de O animismo fetichista dos negros na Bahia. E que defendia que os mulatos eram sujeitos a tuberculose (claro, eram pobres, moravam mal e não possuíam assistência médica adequada) e a neurastenia (fraqueza nervosa).
Isso ocorreu por volta de 1890, quando classificaram o mulato como "ínfimo e suspeito, avesso ao trabalho", seguindo o pensamento político da época que era voltado para o branqueamento da população, idéia essa defendida com estudos antropológicos pela Faculdade de medicina da Bahia, pelo Museu nacional e pela Escola Militar, no Rio de Janeiro.
Esse assunto é citado no livro "Saturno nos Trópicos" de Moacyr Scliar.
Permalink Responder até Verônica Lima em 24 fevereiro 2011 at 9:51
Permalink Responder até Taisa Ladeira Santos em 24 fevereiro 2011 at 11:07
O nome completo do cientista brasileiro é Raimundo Nina Rodrigues (1862-1906), nascido em Vargem Grande, Maranhão. Inclusive a cabeça de Antonio Conselheiro foi enviada para que ele analisasse, pois medir e estudar os crânios era uma obsessão da época, por conta da teoria do "criminoso nato", cujas características se manifestavam no tipo da face e na conformação do crânio.
Caso encontre mais sobre o assunto lhe enviarei.
Permalink Responder até Denison Ribeiro de Cerqueira em 14 agosto 2012 at 21:46
Em seu Blog o Pr. Luciano Costa - A verdade a tudo vence! Nos da um bom relato sobre esse tema!!
A imagem de preguiçoso que o baiano tem, seja na literatura ou no imaginário popular, foi construída ao longo da história. Foi este o ponto de partida da pesquisa da antropóloga Elisete Zanlorenzi, em sua tese de doutorado defendida em 1998, na USP, sobre "O mito da preguiça baiana", que deve transformar- se em livro este ano. O interesse pelo tema começou quando Elisete morava em Salvador, entre 1980 e 1984, e acompanhou uma campanha difamatória comandada pela mídia local sobre o movimento do bairro Calabar, criado a partir de uma ocupação na década de 1940 em uma região nobre da capital baiana. "Os moradores batalharam e conseguiram água, esgoto e luz para Calabar. Mas a imprensa mantinha a imagem de que eram vagabundos, preguiçosos e criminosos", lembra Elisete, que focou seu trabalho na representação do trabalho e do tempo.
DISCURSO DA ELITE A preguiça baiana foi um perfil construído historicamente e reforçado pela mídia, que reproduz os interesses da elite. Desde o século XVI, a elite local depreciava os negros escravos, descritos como desorganizados e sujos, depois como analfabetos e sem conhecimento, e, finalmente, como preguiçosos. A famosa Ladeira da Preguiça, em Salvador, ganhou este nome por ter sido a via de acesso de mercadorias vindas do porto para a cidade, levadas em carretões puxados a boi e empurrados por escravos. Do alto de seus casarões, ao verem os escravos tomando fôlego para subir com sacos de 60 quilos nas costas, as elites gritavam: "sobe, preguiça! sobe, preguiça!".
Essa foi uma forma de interiorização da dominação, no período da escravidão. Depois, a depreciação assumiu a forma da exclusão. O mesmo aconteceu com negros, índios e imigrantes nordestinos, nas regiões Sul e Sudeste, quando, a partir da década de 1950, intensificou- se a imigração. A imagem de preguiçoso espalhou-se. Chamados genericamente de "baianos", os imigrantes eram, em sua maioria, mestiços, afro-descendentes, oriundos de fazendas afetadas pela seca e sem qualificação profissional. O nordestino foi responsabilizado por todo o caos urbano sem, ao mesmo tempo, ser lembrado em nenhum projeto de inclusão social.
Permalink Responder até Rubens Xavier Lima em 15 agosto 2012 at 9:32
Permalink Responder até Rubens Xavier Lima em 15 agosto 2012 at 9:36
Permalink Responder até Denison Ribeiro de Cerqueira em 15 agosto 2012 at 11:55
Olá Rubens, não sei se me fiz entender direito, o que postei foi um comentário sobre uma tese de doutorado da Professora Elisete Zanlorenzi, (defendida na USP), onde ela discorre sobre a sua teoria sobre a "preguiça baiana", mas ela fala desde os tempos dos escravos e não dos dias atuais e é totalmente contra, como eu, esse mito de baiano ser preguiçoso e minha intenção foi mostrar mais uma opção de pesquisa para Tânia Oliveira, onde ela pudesse ter algo mais para montar sua tese.
Obrigado pelo convite, mas lhe informo que sou Soteropolitano, eu e minha família somos todos negros e amo minha Bahia, adoro Salvador e suas praias, conheço sim a Chapada Diamantina e outras tantas cidades lindas da minha terra, jamais concordei com esse mito, e olha que já tive muitas discussão com muita gente defendendo minha querida terra quaando vieram me falar bobagens desse tipo, pois convivo com meus conterrâneos e há 52 anos e sei o quanto trabalham, estudam e gostam de se divertir de um jeito alegre e especial que só nos baianos temos!!
Um grande abraço!!
Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
Ativado por

