Bom dia!

 

É possível utilizar textos memorialísticos como fonte de pesquisa histórica?

Como utilizar? Análise do discurso? 

Exibições: 221

Respostas a este tópico

Certamente. Os historiadores trabalham com uma multiplicidade de fontes e os textos produzidos por memorialistas são importantes fontes para a investigação histórica. Geralmente estes textos contribuem para preencher lacunas na pesquisa, em muitos momentos são complementares das fontes orais, onde encontramos uma estrita relação entre ambas; os textos memorialísticos podem também reforçar fatos oficialmente documentados. Obviamente, estes textos são carregados de juízos de valor e, como toda fonte histórica, não deve ser analisada pelo pesquisador com ingenuidade, porém, com criticidade, afinal, o Moderno pai da História (Marc Bloch) já nos ensinava isso. Como vc já apontou a análise do discurso pode ser um excelente caminho metodológico para trabalhar nestes textos.

Sugiro que consulte:

RICOEUR, Paul. A memória, a história e o esquecimento. São Paulo: UNICAMP, 2007.

ROSSI, Paolo. O passado, a memória e o esquecimento: seis ensaios sobre a história das ideias. São Paulo: UNESP,

2010.

Saudações

É muito importante ler os memorialistas quando se trata de História Regional.

Mas seus escritos são carregados de grandes heróis, temas estritamente políticos e muito juízo de valor. É bom ler com seriedade, criticando as fontes e confrontando com outras. Eu particularmente estudo imigração e observo que a maioria dos memorialistas produzem ótimos discursos sobre a realidade histórica da época, mas sem um bom trato nas fontes.

Mesmo assim é importante respeita-los e utiliza-los na pesquisa, pois eles preservam a memória regional que é bem esquecida...

Acredito que não tem como fugir: como um fenômeno histórico e como um objeto de estudo. Peter Burke já fez essa observação em algum texto. Abs!

Como a história está cheia de lacunas, é importante veicularmos várias ferramentas de pesquisas, os textos memorialísticos devem fazer parte desse acervo do pesquisador.  

Mas, Antonio, não seria um erro encarar textos memorialistas como complementares de algo que falta?

Acredito que depende do contexto, afinal qualquer evidencia só ganha valor quando analisada em contexto.

 textos memorialistas nos dar um norte para uma pesquisa em campo, e nos ajuda bastante, mais a pratica em minha concepção nos dar mais prazer em sempre ir em busta de algo mais

abraços!

A resposta já foi dada na introdução do tópico. Os textos memorialistas têm sua carga de subjetividade tanto quanto qualquer outro documento. Pergunto se estes textos podem ser considerados fontes primárias?

Com certeza, Rafael.

Veja o campo que a história oral, por exemplo, se tornou atualmente. Super bem estabelecido e com uma metodologia muito bem definida. 

Textos memorialistas, neste mesmo sentido, são fontes primárias como outras que nós, historiadores, trabalhamos. Com suas particularidades, claro, mas são fontes, sim. 

RSS

LINKS PATROCINADOS

Conteúdo da semana

Palácio submerso de Cleópatra: o palácio inteiro foi engolido pelo Mar Mediterrâneo, com o passar dos séculos, e é um importante ponto de pesquisa sobre a cultura greco-romana influenciando construções no Egito Antigo pós-Alexandre.

Links Patrocinados

Cine História

A Memória que me contam - 2013

Entrou em cartaz o novo filme da diretora brasileira, Lúcia Murat, o drama "A Memória que me contam".

A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.

Enquete História

Você acredita que João Goulart foi assassinado por agentes da ditadura militar?

Sim
Não
Talvez


Resultado Parcial
Comentar esta Enquete
Recomendar esta Enquete

Em nossa enquete anterior, perguntamos: de 0 a 5, que nota você daria para a edição da ANPU regional (2012)? 638 pessoas votaram na enquete. O resultado foi o seguinte: 0 (27,90%), 5 (22,24%), 3 (16,14%), 4 (15,05%), 2 (7,99%) e 1 (7,68%).

Parceiros


NOSSOS OUTROS PROJETOS

Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

© 2013   Criado por Bruno Leal.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }