Pessoal, esse é um debate que perdura a muito tempo as pesquisas em história. Na minha visão, a hipótese não se faz tão necessária, pois a mesma pode não ser comprovada ao término da pesquisa, o que segundo o método científico utilizado nas ciências tidas como exatas, isso seria um erro grande. Queria saber o que vocês acham sobre.

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Respostas a este tópico

Olá João Gabriel,
Pessoalmente, julgo que a busca da possível comprovação de uma hipótese em um projeto de pesquisa histórica, deverá ser descartada Veja que a hipótese, a priori, é apenas um suposição admissível que, no campo da História, torna-se algo um tanto hipotético, pois o historiador trabalha com fatos, a História é composta de fatos e reais, concretos. Assim sendo, a fronteira entre uma hipótese a trabalhar no campo da história e a especulação ficaria, perigosamente, tênue.
Outros poderão julgar procedente a possibilidade de se trabalhar hipoteses no estudo do passado, eu não.
Olá, João Gabriel.
Concordo com o José, a hipótese para o historiador não é fundamental!
Além disto, acho que o uso de hipóteses acaba limitando muito o trabalho, pois pode levar o pesquisador a fazer seu trabalho em cima desta possibilidade.
Acredito que um projeto bem feito precisa sim, ter uma problemática e os objetivos BEM definidos. Algo que também pode ser questionado... Enfim, não existe receita de bolo!
Cada um vai encontrar na prática a melhor forma de fazer seu projeto de pesquisa.
Fiquei confusa. Não é a partir da hipótese que você justifica a aplicabilidade do trabalho? É a partir da hipótese estabelecida que o projeto ganhará corpo. Todas pesquisas, livros e palestra que me deparei o autor e o palestrante sempre partem de uma hipótese. Você está afirmando que a hipótese pode não ser comprovada, porém você não considerou a posição positiva. Ela pode ser comprovada, avaliada e disseminada com sucesso.

acredito que seja a partir dos objetivos  do problema que conseguimos construir um trabalho monográfico.

A hipótese serve também para melhorar os objetivos específicos, é um elemento importante para direcionar melhor a pesquisa. O trabalho será  científico se esta hipótese for refutada em alguma medida pelo próprio pesquisador. A hipótese inclusive poderá moldar a problemática, que é o direcionamento essencial de uma pesquisa séria. Se tu que estás lendo este breve comentário achar que estou "ensinando padre a rezar missa", peço que leve o que por ora digito como ideias em comum!

João, acho que é fundamental. 

A hipótese é aquela "pulga atrás do orelha", aquilo que nos joga em uma primeira direção. No decorrer da pesquisa, podemos nos afastar, nos aproximar, confirmar e até mesmo rechaçar hipóteses do início do trabalho. Finalmente, acho que não estamos tentando provar ou comprovar hipóteses. Estamos testando-as, verificando hipóteses. Há uma grande diferença, não acha?

Acredito que a hipótese, pelo menos do jeito como a formulamos num projeto de pesquisa -- fazemos uma afirmação provisória --, é um resquício da disciplinarização do conhecimento histórico. Concordo que sua necessidade não é absoluta para que a história seja escrita. No entanto, deve-se admitir que sem ela nossa disciplina ficaria muito mais afastada do que se convencionou chamar ciência. Portanto, as hipóteses são convenientes para o ainda em andamento processo de institucionalização da nossa disciplina. Contudo, quem duvida que jamais um historiador escreveu algo sem, antes, formular uma questão e, depois, mesmo provisoriamente, respondê-la na própria cabeça? Esse movimento intelectual precede a escrita da história. Antes de escrever o seu famoso folheto, Rousseau já tinham em mente a resposta capaz de dar conta da pergunta sobre a origem da desigualdade entre os homens. Às vezes o movimento é invertido: parte-se de uma resposta presumível e a vontade de enunciá-la faz com que seja encontrada a pergunta que a justifique. Enfim, João Gabriel, mesmo que você ache a hipótese algo pouco necessário, pelo menos do jeito que a formulamos nos projetos, seria impossível contar qualquer história sem a antecipação hipotética do que você pretende dizer com ela.   

Ótima contribuição, Rafael. Abraço!

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