Informação

Pará

Grupo destinado à conversas,debates, opiniões e a história de modo geral de Belém do Pará.

Local: Belém
Membros: 31
Última atividade: 16 Abr, 2012

História de Belém capital do estado do Pará.

O Forte do Presépio, fundado em 1616 pelos portugueses, deu origem a Belém, mas a ocupação do território foi desde cedo marcada por incursões de Neerlandeses e Ingleses em busca de especiarias. Daí a necessidade dos portugueses de fortificar a área.
No século XVII, a região, integrada à capitania do Maranhão, conheceu a prosperidade com a lavoura e a pecuária. Em 1751, com a expansão para o oeste, cria-se o estado do Grão-Pará, que abrigará também a capitania de São José do Rio Negro (hoje o estado do Amazonas).

Em 1821, a Revolução Constitucionalista do Porto (Portugal) foi apoiada pelos paraenses, mas o levante acabou reprimido. Em 1823, o Pará decidiu unir-se ao Brasil independente, do qual estivera separado no período colonial, reportando-se diretamente a Lisboa. No entanto, as lutas políticas continuaram. A mais importante delas, a Cabanagem (1835), chegou a decretar a independência da província do Pará. Este foi, juntamente com a Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul, o único levante do período regencial onde o poder foi tomado, sendo que a Cabanagem foi a única revolta liderada pelas camadas populares.

A economia cresceu rapidamente no século XIX e início do século XX com a exploração da borracha, pela extração do látex, época esta que ficou conhecida como Belle Époque, marcada pelos traços artísticos da Art Nouveau. Nesse período a Amazônia experimentou dois ciclos econômicos distintos com a exploração da mesma borracha.

Estes dois ciclos (principalmente o primeiro) deram não só a Belém, mas também a Manaus (Amazonas), um momento áureo no que diz respeito à urbanização e embelezamento destas cidades. A construção do Teatro da Paz (Belém) e do Teatro Amazonas (Manaus) são exemplos da riqueza que esse período marcou na história da Amazônia.

O então intendente Antônio Lemos foi o principal personagem da transformação urbanística que Belém sofreu, onde chegou a ser conhecida como Paris N'América (como referência à influência da urbanização que Paris sofrera na época, que serviu de inspiração para Antônio Lemos). Nesse período, por exemplo, o centro da cidade foi intensamente arborizado por mangueiras trazidas da Índia. Daí o apelido que até hoje estas árvores (já centenárias) dão à capital paraense.

Com o declínio dos dois ciclos da borracha, veio uma angustiante estagnação, da qual o Pará só saiu na década de 1960, com o desenvolvimento de atividades agrícolas no sul do Estado. A partir da década de 1960, mas principalmente na década de 1970, o crescimento foi acelerando com a exploração de minérios (principalmente na região sudeste do estado), como o ferro na Serra dos Carajás e do ouro em Serra Pelada.

Fórum de discussão

Arquitetura

Iniciado por N. Saint-clair. Última resposta de N. Saint-clair 20 Jan, 2012. 2 Respostas

Que patrimônio histórico-cutural mais lhe chama atenção em aspecto de arquitetura em Belém?

porque

Iniciado por Marcus Vinicius Moura 20 Jul, 2011. 0 Respostas

porque o boom da borracha no Pará não surtiu efeitos prolongados, porque não foram criados meios para o beneficiamento do produto no estado, quando nosso latex perdeu espaço comercial para o…Continuar

Colares, cidade dos ovnis?

Iniciado por N. Saint-clair. Última resposta de N. Saint-clair 21 Abr, 2010. 2 Respostas

Colares é um município do estado do Pará, no litoral do continente na baía de Marajó, na microrregião de Salgado, mesorregião do Nordeste Paraense. O município tem cerca de 11 mil habitantes e 613…Continuar

Caixa de Recados

Comentar

Você precisa ser um membro de Pará para adicionar comentários!

Comentário de N. Saint-clair em 20 janeiro 2012 às 8:27

NÃO A BELO MONTE!

Comentário de N. Saint-clair em 20 janeiro 2012 às 8:21

Pessoal, quaisquer informações sobre seminários , palestras, indicações de livros e afins relacionados a História, podem postar aqui na comunidade!

O PARÁ PRECISA CONHECER O  PASSADO E SUAS CONSEQUÊNCIAS NO PRESENTE!

Comentário de Pedro Monteiro Neves em 8 novembro 2011 às 15:16
Comentário de Pedro Monteiro Neves em 8 novembro 2011 às 15:07

O Grupo de Estudos do "OITOCENTOS" da UFPA. estará promovendo a sua Iª Jornada.

As inscrições para a I Jornada Oitocentista podem ser feitas pelo

e-mail: gpoitocentosinscricao@gmail.com, enviando nome completo, instituição que trabalha/estuda e comprovante de depósito em anexo (nos formatos PDF/JPEG). Não esqueça de sinalizar na caixa de assunto do e-mail que tipo de inscrição será solicitada

Para os ouvintes e mini-curso:

- 1º de novembro até 13 de dezembro (dia do evento).

Para a inscrição de trabalho e mini-curso: 

- 1º a 18 de novembro.

As inscrições custarão:
Estudante
R$ 15,00 - evento e minicurso
R$ 20,00 - evento, minicurso e apresentação de trabalho

Profissional
R$ 30,00 - evento e minicurso
R$ 40,00 - evento, minicurso e apresentação de trabalho

Conta para depósito:

Conta da Caixa Econômica - Agência: 1315, Operação: 013, Conta poupança: 59.656-3

Em nome de Luiz Carlos Laurindo Júnior

Qualquer dúvida ou pergunta, entre em contato pelo blog ou pelo e-mail: gpoitocentosinscricao@gmail.com.

Comentário de Pedro Monteiro Neves em 21 julho 2011 às 9:51

oi Aninha.

porque também trato do período, especificamente sobre a organ. e funcionamento do Fundo de Emancipação no Para. gostaria de trocar informações quanto às fontes, jornais trabalhados, bibliografia. o que tá sendo lido e produzido sobre o tema.

 

 

Comentário de Marcus Vinicius Moura em 20 julho 2011 às 11:38

Paraoaras, salve a terra de rios gigantes, nossa princesa louçã, do imaginario folclorico e das belezas infinitas, de um sorriso largo e de alegrias constantes, vivas pra historia,historiadores  a historiografia e pro  PARÀ.

Comentário de Aninha Cravo em 20 julho 2011 às 11:31

Olá, Pedro Neves

Eu pesquiso a escravidão negra na Amazônia no século XIX, mais especificamente o abolicionismo e suas implicações no processo de libertação da mão de obra escrava na Província. Mas, porque?

Comentário de Pedro Monteiro Neves em 5 junho 2011 às 19:04

Alguém do grupo está pesquisando algo sobre escravidão no XIX?

 

Comentário de Pedro Monteiro Neves em 20 maio 2011 às 17:18

Informe: O debate historiográfico na Amazônia precisa de novos olhares, por isso se criam grupos de interesses comuns e de diferentes perspectivas de pesquisa. Na UFPA surgiu o grupo "Colônia" e o grupo "Oitocentos", que discutem temas referentes a esses períodos.

 

Comentário de Pedro Monteiro Neves em 5 abril 2011 às 21:25

Ola pessoa estou feliz que o espaço sobre o conhecimento da relaidade amazonida exista e possa ser utilizado para engrandecer a pesquisa e o debate. Um abraço de mais um do papachibé amazonico.

 

 

Membros (31)

 
 
 

LINKS PATROCINADOS

Conteúdo da Semana

O historiador Fábio Koifman (UFRRJ) conta ao Café História como transformou mais de sete mil documentos em uma pesquisa histórica bem sucedida e conversa sobre outros assuntos, como a sua relação com os arquivos no Brasil

Links Patrocinados

Cine História

Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

Enquete História

Você acredita que João Goulart foi assassinado por agentes da ditadura militar?

Sim
Não
Talvez


Resultado Parcial
Comentar esta Enquete
Recomendar esta Enquete

Em nossa enquete anterior, perguntamos: de 0 a 5, que nota você daria para a edição da ANPU regional (2012)? 638 pessoas votaram na enquete. O resultado foi o seguinte: 0 (27,90%), 5 (22,24%), 3 (16,14%), 4 (15,05%), 2 (7,99%) e 1 (7,68%).

Parceiros


NOSSOS OUTROS PROJETOS

Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

© 2013   Criado por Bruno Leal.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }