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Wladimir Gomide

O Golpe Militar de 1° de Abril de 1964

Informação

O Golpe Militar de 1° de Abril de 1964

13.12.68. Decretado o AI-5. Eis o Boletim Metereológico do JB em letras miúdas: Tempo negro. Temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos. Máx.: 38º em Brasília. Mín.: 5º, nas Laranjeiras.

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O Golpe de Abril

A Inversão de Valores

A pretexto de “subversão da ordem e da ameaça comunista”, políticos udenistas, empresários e latifundiários articulam-se com militares identificados com as teses da Segurança Nacional. Respaldados por ajuda externa - financeira, logística e até militar, se necessário fosse - desferem um golpe militar no dia 1° de Abril, que denominaram “Revolução Democrática de 31 de Março".

1ª Aberração Sociológica: Golpe vira Revolução.

Em nome da “salvação do país e da preservação dos valores democráticos e cristãos”, os auto-proclamados “revolucionários” rasgam a Constituição à qual juraram fidelidade. Instaura-se a prepotência, o arbítrio, a censura, as cassações políticas, as prisões dos líderes sindicais, políticos e estudantis. Tentam calar a consciência da nação.

2ª Aberração Sociológica: Ditadura vira Democracia.

Muitos são os desatinos cometidos ao longo dos últimos 43 anos. Para quem gosta de cifras, em 1964 tínhamos uma inflação que ainda não atingira os 100% a-n-u-a-i-s. De lá para cá a dívida externa atingiu patamares estratosféricos.

Conseqüências

Miséria, desemprego, fome, violência, ausência total de valores éticos. De “País do Futuro”, o Brasil se transforma em país sem presente, no “País da Lei de Gerson”.
Parodiando Nietzsche, “quem virá salvar-nos de nossos salvadores”?

Contribuição para um Projeto de Nação

Assista, entre outros, “Os Anos JK” , “Jango” “Josué de Castro, Cidadão do Mundo”, “Marighella – Retrato Falado do Guerrilheiro” e “Glauber – Labirinto do Brasil”, do cineasta Silvio Tendler (disponíveis em DVD). Mergulhe nos últimos 50 anos de nossa História Política e resgate a Memória da Crise Brasileira.

Juscelino: Democracia & Desenvolvimento.

Jango: Justiça Social & Política Externa Independente.

1° de Abril de 1964:

Atrelamento do país aos interesses econômicos e ideológicos norte-americanos. “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil” (Juracy Magalhães, Ministro das Relações Exteriores, nos primeiros momentos da ditadura militar);

A repressão ao movimento estudantil;

O esmagamento das liberdades;

A humilhação da inteligência;

O terrorismo de Estado;

A luta armada;

A reação da Igreja;

O endividamento externo.


Curiosidades

Eu sou uma vaca fardada”! (Declaração do general Olímpio Mourão Filho, um dos “líderes” da “Redentora”, como também era conhecida a “Revolução de 31 de Março” - leia-se Golpe de 1° de Abril - a propósito de sua cultura política).

O famigerado DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) invade a casa de Ferreira Gullar e apreende livro sobre Cubismo como material “subversivo”, isto é, imaginavam tratar-se de propaganda comunista importada de Cuba.

O livro "Em Cima da Hora”, de autoria de uma intelectual francesa anti-comunista, tradução do ex-governador do RJ, Carlos Lacerda, a fina flor do fascismo brasileiro, também é apreendido pela polícia política nas livrarias de todo o país porque sua capa ostentava a foice e o martelo.

Enfim, para os interessados, Sergio Porto, o saudoso Stanislaw Ponte Preta, escreveu a esse respeito o FEBEAPÁ (Festival de Besteiras que Assola o País), registrando de forma bem-humorada um capítulo negro de nossa História.

Sugestões para Montar um Painel Amplo da História Brasileira Recente

Getúlio Vargas (1974), direção de Ana Carolina. Narração de Paulo César Pereio.
Música: Jards Macalé.


A partir de filmagens do afamado DIP - Departamento de Imprensa e Propaganda, órgão do Estado Novo - e da Agência Nacional, a talentosa cineasta monta um painel sensível das imagens que cinegrafistas anônimos registraram nas ruas, nos estádios de futebol, nos comícios políticos e nas manifestações populares que sacudiram as décadas de 30 e de 50.
Documentário emocionante, resgata o fenômeno político de Vargas - uma das personalidades mais controvertidas de nossa História - limitando-se a recuperar toda a emoção de uma época.
Duração: 76 minutos.

Os Anos JK – Uma Trajetória Política (1980), direção de Silvio Tendler.

Brilhante e competente painel de nossa História Política recente - de 1945 aos anos 70 - analisada paralelamente à ascensão de Juscelino à presidência e ao ostracismo a que foi submetido depois do golpe militar de 64.
As três pedras angulares de seu projeto político,

a) A filosofia desenvolvimentista de seu mandato, resumida no slogan “50 Anos em 5”;
b) A construção de Brasília como marco e monumento à nacionalidade;
c) A estabilidade democrática de seu governo.


resumem a importância de um momento histórico em que o Brasil inicia o processo de industrialização e cria as bases para a emancipação econômica.
Dono de invejável otimismo, fruto de uma concepção histórica progressista, Juscelino dirigiu o país com extrema habilidade para integrá-lo à modernidade a partir de seus próprios recursos. Ao deflagrar um movimento de dentro para fora, ele buscava conferir autenticidade e irreversibilidade ao processo histórico.
Tendo a dimensão da grandiosidade e a ótica de um estadista, Juscelino cercou-se de cientistas, de intelectuais e de pessoas extremamente talentosas. Prestigiou a inteligência e investiu na Cultura.
O documentário mostra um Brasil com identidade e enormes perspectivas em oposição ao Brasil da boçalidade carrancuda e da truculência dos “governos” militares que gerou o Brasil de nossos dias: o Brasil da violência, da miséria absoluta, da falta de perspectivas e da ausência total de valores éticos.
Obra imprescindível para todos que desconhecem o exercício da democracia e das liberdades.
Duração: 110 minutos.


Jânio a 24 Quadros (1981), direção de Luiz Alberto Pereira. Elenco: David
Pennington, Luiz Alberto Pereira, Lana Bartman, Augusto Sevá.


O cineasta usou atores para fazer um balanço bem-humorado de trinta anos de História, cujo personagem central é Jânio Quadros.
Faz ressurgir, entre outros protagonistas da vida nacional, a UNE, João Goulart, Juscelino Kubitschek, o ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, Ademar de Barros, eterno presidenciável cujo lema de campanha -“Roubo, mas faço”! - já anunciava os germes da desfaçatez.
O título do filme faz alusão ao dia da renúncia de Jânio: 24 de agosto. Remete-nos, também, ao suicídio de Getúlio Vargas, na mesma data, só que em 1954.
Como assinalou Marx na abertura de “O 18 Brumário de Luis Bonaparte”, Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na História do Mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”.
Duração: 70 minutos.

Jango (1984), de Silvio Tendler.

Mais uma formidável realização do excepcional cineasta, que também assina “Os Anos JK”.
Com excelente trilha sonora, o filme inspira-se em rigorosa coletânea de filmes caseiros, fotos, documentários e entrevistas sobre a polêmica carreira de João Goulart, único presidente brasileiro a morrer no exílio.
O percurso compreende a projeção de Jango como Ministro do Trabalho de Getúlio Vargas até o exílio no Uruguai e na Argentina, após o golpe militar de 64.
Reconstrução declaradamente simpática ao presidente deposto e aos tempos da legalidade democrática e à perspectiva de mudanças sociais num país de profundas desigualdades sociais.
Seqüências raras e bem editadas como o comício da Central do Brasil, em 13 de maio de 1964, que serviu de pretexto e de justificativa para a deflagração do golpe que mudou a face do Brasil.
De país respeitado nas assembléias internacionais pela postura progressista e independente, transforma-se em palhaço do mundo, alvo de chacotas de toda espécie. Em visita ao Brasil nos primeiros tempos da ditadura militar, o então presidente da França, Marechal Charles De Gaulle, chegou a afirmar: “O Brasil não é um país sério".
Depoimentos preciosos do general golpista Antonio Carlos Muricy, do ex-governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, do líder estudantil Aldo Arantes, de representantes da assim denominada “Sorbonne”, grupo fascista que atuava dentro da Escola Superior de Guerra, entre outros, ajudam a compreender as motivações mais profundas do intrincado jogo do poder.
O golpe de 64 não representa a deposição de um presidente. Foi uma tentativa de destruir, pela base, todo um projeto de nação. De enquadrar um povo, suas tradições, sua economia, a um modelo alienígena: a execrável “Doutrina de Segurança Nacional”.
Em seu nome, justificaram a prática do terror; perseguiram e sufocaram a inteligência; promoveram a mediocridade e a incompetência. Legaram o “País da Lei de Gerson” às novas gerações, numa tentativa patológica de impedir mudanças sociais, de deter e/ou de alterar os rumos da História, fazendo-a caminhar para trás, adeptos de uma mentalidade de curupiras.
A trilha sonora, muito bem usada, acentua mais ainda o caráter de época das imagens.
Duração: 117 minutos.

Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho.

Eduardo Coutinho rodava, com o mesmo título, um filme no nordeste do país quando eclodiu o golpe militar de 64.
Equipe e personagens foram desagregados, mas ele retomou o projeto em 1981, retornando aos mesmos lugares, procurando as mesmas pessoas, mostrando o que havia acontecido com elas, tentando reunir novamente uma família cujo chefe - líder de uma Liga Camponesa - fora assassinado.
Vencedor do 1° FestRio e de pelo menos duas dezenas de prêmios internacionais, este é um filme sem paralelo em toda a História do Cinema mundial.
Retrato vivo, profundo e verdadeiro do Brasil.
Duração: 119 minutos.

Que Bom te Ver Viva (1989), de Lúcia Murat. Narração e Interpretação: Irene Ravache

Registro das experiências de oito ex-presas políticas brasileiras que sofreram torturas durante os assim denominados “anos de chumbo”.
Os depoimentos são entremeados a uma narrativa de Irene Ravache em excelente interpretação, alter-ego da própria cineasta, jornalista e ex-ativista política, também presa, seqüestrada e exilada durante a ditadura.
Mais do que descrever e enumerar sevícias, as imagens mostram o preço que elas pagaram, e ainda pagam, por terem sobrevivido àquela cruel experiência.
Segundo Eduardo Escorel, “o título do filme de Lúcia Murat exprime a alegria de descobrir que há sobreviventes. Trata-se, no caso, do reencontro de mulheres que passaram por uma dolorosa vivência comum. Ao final, elas nos permitem entender que não estão mortas por terem conseguido preservar um de seus bens vitais mais preciosos: a capacidade de lidar com os traumas do passado. Essa parece ser a resposta possível para a pergunta feita logo no início do filme: ´como sobrevivemos´?, pois o que atesta que estão vivas não é apenas a sobrevivência física, mas a integridade moral. Elas mantiveram os ideais, a dignidade e o espírito de luta, graças justamente à coragem de não esquecer os seus piores sofrimentos”.
Um documentário de grande impacto emocional, com depoimentos pungentes e que arrebata o público, especialmente aquele que viveu essa época triste e negra de nossa História.
Em 25.10.64, o artigo de fundo assinado por Edmundo Moniz no extinto Correio da Manhã - único jornal a combater frontalmente a ditadura - estampava o seguinte título: "Reação e Revolução".
Hegel observa que ´a História não é o teatro da felicidade´. Os períodos felizes são páginas em branco. A História, em sua auto-realização, exige o esforço, a luta e o sacrifício de gerações inteiras. Só assim, vencendo etapa por etapa, a sociedade poderia chegar ao que chegou e vir a ser aquilo que será, com a plena e livre expansão dos indivíduos e das massas.
Os vencedores do momento apenas se satisfazem com o sucesso imediato, com a força pela força, com o esmagamento brutal dos adversários. Mas esses vencedores, depois de desempenharem o seu ingrato papel, como ainda Hegel assevera `caem dos troncos como cascas vazias´. Morrem cedo como Alexandre, terminam assassinados como César, são levados a Santa Helena como Napoleão.
É necessário, entretanto, separar os heróis autênticos de suas caricaturas, quando a História se repete. A repetição é a farsa, dizia Marx, embora a farsa, sem nenhuma grandeza, seja, por vezes, mais dramática do que a própria tragédia”.

Duração: 100 minutos.

Conclusões

Em “O Homem como Possibilidade”, Ernst Bloch - arauto da Utopia e profeta da Esperança - um dos mais instigantes pensadores do século XX, acentuou:
Senhoras e Senhores, vamos começar moderadamente. Mas também com vigor e ousadia. Vamos começar com os sonhos.
Apesar do caráter sóbrio, Lênin queixou-se certa vez que o movimento comunista havia perdido a capacidade de sonhar.
A realidade é uma categoria sujeita à dúvida e destinada à transformação.
A realidade dialética é a realidade crítica. Nela acontece, de fato, algo de realmente novo. Não só o que nunca passou pela mente do homem mas também pela mente da realidade. A dialética é o método crítico do próprio mundo. Não é o solilóquio do Espírito consigo mesmo, em que ele se recorda complacentemente de suas transformações históricas.
Enquanto método crítico das transformações, a dialética deve ser posta em pé. Em primeiro lugar para que algo aconteça e não apenas na cabeça debaixo da cabeleira. Em segundo lugar, para se saber o que acontece de contraditório. Para que a utopia, em busca do que ainda não foi, ganhe fundamentos debaixo dos pés. Torne-se concreta e se concilie com o mundo numa mediação.
O homem, como fator ativo e subjetivo, precisa estar antenado com a marcha da realidade. Deve auscultar-lhe os passos quase em sentido musical, ouvindo para onde se dirige a sua melodia.
O ser presente, que se costuma chamar realidade, está cercado por um mar muito maior de possibilidades objetivamente reais. Possibilidade não é palavrório. É um conceito que se pode determinar exatamente: um condicionamento parcial. O mundo ainda não está inteiramente determinado. Ainda há possibilidades deixadas em aberto, como o tempo de amanhã. Há condições que ainda não conhecemos ou que ainda não se apresentaram, e por isso amanhã poderá chover ou fazer sol. Vivemos cercados de possibilidades, não só de realidade. Na prisão da simples realidade, não nos poderíamos tocar. Nem mesmo respirar.
O ainda-não-ser se apresenta duplamente (de vez que ainda teremos por muito tempo a separação de sujeito e objeto): como ainda-não-consciente e como ainda-não-atualizado. O ainda-não-consciente em nós, o pré-consciente criador, representa o ainda-não-atualizado no objeto, enquanto contém em si o verdadeiro futuro
".
Em "O Espírito das Épocas", Edmundo Moniz sublinha:
Cervantes percebeu que os piores sonhadores são os sonhadores reacionários, aqueles que sonham para trás, os caranguejos da utopia, que, incapazes de se projetarem para o futuro, rasgando novos horizontes, procuram restabelecer ou conservar, indefinidamente, um estado de coisas que já perdeu de todo a razão de existir.
Em discurso famoso, Anatole France proclamou: `Prolongando no porvir a curva iniciada, podemos determinar desde já o estabelecimento de mais freqüentes e perfeitas comunicações entre todos os povos e todas as raças, a organização racional do trabalho e a fundação dos Estados Unidos do Mundo. Ó não, isto não é um sonho que a luz do dia dissipa! Ao contrário. Os que sonham, os que se enganam, são os que, vivendo do militarismo e da colonização brutal, crêem que a ordem atual, ou melhor dito, a desordem atual durará para sempre´”.






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Fabiana Lia Comentário de Fabiana Lia em 26 novembro 2009 às 10:35
Olá! Gostaria de saber se alguém tem como me ajudar com imagens (ou fontes) referentes ao Gope de 1964, seja quais forem, inclusive de artista da época e questões culturais. Se houver, por favor me enviem para o e-mail espocar@bol.com.br , preciso dessas imagens até o dia 29 de novembro agora (2009), obrigada!
Claudio Estevam Comentário de Claudio Estevam em 4 novembro 2009 às 15:15
CICLO DE PALESTRAS.
MARIGHELLA VIVE UMA HOMENAGEM A ESTE GRANDE BRASILEIRO.
DEBATES E LANÇAMENTO DE LIVROS.
DIAS 11, 12 E 13 DE NOVEMBRO.
LOCAL: ASSOCIAÇÃO SHOLEM ALEICHEM (ASA) RUA São Clemente, 155 – BOTAFOGO -(próximo à estação do metrô BOTAFOGO) - RIO DE JANEIRO.
HORÁRIO: DAS 19h00min até 21h00min h.
INSCRIÇÕES GRATUITAS PELO EMAIL: cemobafluminense@terra.com.br
Ou na ASA, duas horas antes da abertura (dia 11/11 das 17h00min até 18h45minh). VAGAS LIMITADAS.

PROGRAMAÇÃO
11/11/09 - Quarta-feira – ESTADO, AUTORITARISMO E VIOLÊNCIA
JOÃO BATISTA DAMASCENO (MEMBRO DA ASSOCIAÇÃO JUIZES PARA A DEMOCRACIA).
12/11/09 – Quinta-feira – O ATO INSTITUCIONAL Nº 5 e a REPRESSÃO - Professor RUBIN S. LEÃO DE AQUINO (AUTOR DE LIVROS DE HISTÓRIA).
13/11/09 – Sexta-feira – “CARLOS, A FACE OCULTA DE MARIGHELLA” - EDSON TEIXEIRA – PROFESSOR E ESCRITOR e “MARIGHELLA E A ALN”
CARLOS EUGÊNIO PAZ – ESCRITOR, MILITANTE E DIRIGENTE DA ALN.

VENHA E PARTICIPE!
Para se inscrever envie: Nome, endereço, profissão, endereço de e-mail. E aguarde a confirmação da sua inscrição.
Visite nosso site: www.cemobafluminense.com.br
Apoio: Associação Sholem Aleichem.
Duetto Editorial Comentário de Duetto Editorial em 26 outubro 2009 às 14:39
Confira na revista História Viva:

A face civil da ditadura militar
Documentário conta a vida do empresário dinamarquês Henning Albert Boilesen, que nos anos 60 financiou e apoiou politicamente a Operação Bandeirante. Leia mais aqui.
cecília paes tavares Comentário de cecília paes tavares em 19 outubro 2009 às 12:33
Tem um livro chamado.."A ditadura envergonhada" Elis Gaspari.
ótimo.
Duetto Editorial Comentário de Duetto Editorial em 9 setembro 2009 às 16:02
ANISTIA EM DEBATE NA SALA DE AULA

Exposição virtual organizada pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo fornece subsídios aos professores para tratar dos 30 anos da Lei de Anistia nas aulas de história. Para saber mais no site da revista História Viva, clique aqui.
Claudio Estevam Comentário de Claudio Estevam em 12 agosto 2009 às 20:14
MOVIMENTOS E RESISTÊNCIAS À DITADURA MILITAR - 1964/1985

Objetivos: Proporcionar aos participantes o conhecimento sobre o período da ditadura militar-burguesa através das diferentes formas de reação social ao autoritarismo estabelecido. Contribuir para uma reflexão sobre o período e as diferentes formas de manifestações do povo brasileiro na busca de uma sociedade mais justa e igualitária.

Investimento: R$ 105,00 (ou em TRÊS parcelas de R$35,00). Sindicalizados R$90,00 (ou em TRÊS parcelas de R$30,00). INSCRIÇÕES AOS SÁBADOS (durante o mês de agosto) DAS 09h00min ATÉ 12h00min HORAS no Monteiro Lobato

LOCAL – ESCOLA MUNICIPAL MONTEIRO LOBATO – RUA LUIZ DE LIMA, S/N – NOVA IGUAÇU – CENTRO – AO LADO DA VILA OLÍMPICA.

Carga Horária: 80 horas/aula – aos sábados das 09h às 13h - CERTIFICADO EMITIDO PELO SINPRO-BAIXADA. Parceria com o Centro de Memória Oral da Baixada Fluminense (cemobafluminense - CNPJ: 05.383.467/0001-81).
Informações - 9357-8983 (Prof. ESTEVAM) ou pelo e-mail: cemobafluminense@terra.com.br


MÓDULOS
12/09/09 – Memória, Esquecimento e Silêncio: dilemas da ditadura brasileira. – Professora Joana Ferraz (Doutora em História)
19/09/09 – A Questão Agrária – Professora Lucia Naegeli – (Professora de Geografia e autora de livros).
26/09/09 – A Guerrilha de Caparaó – Professora Esther Kuperman (Doutora em Ciências Sociais).
03/10/09 – O Brasil do AI 5 – Professor Adriano Freixo (Doutor em História)
10/10/09 - A Guerrilha do Araguaia – Professor Rubim S. Leão de Aquino (Professor de História e autor de livros).
17/10/09 – Carlos Marighela e a Luta pelo Socialismo – Professor Edson Teixeira (Doutor em História).
24/10/09 – O Movimento Estudantil – Professor Frederico Falcão (Doutorando em Serviço Social).
31/10/09 - A Luta Desarmada: As Opções da Esquerda Após 1970 - Professor Mário Grabois (Mestre em História).
07/11/09 – A Lei de Anistia – Modesto da Silveira – Advogado de Presos Políticos e Relator da Lei de Anistia (1979).
14/11/09 - O Grupo Tortura Nunca Mais: Resistência, Memória e a Luta pelos Direitos Humanos – Professores Vitória Grabois (Professora e Pesquisadora do Núcleo de Estudo de Políticas Públicas dos Direitos Humanos da UFRJ) e Rafael Maul (Mestre em História).
21/11/09 – A Grande Partida: Anos de Chumbo – Francisco Soriano – (Sindicalista, Economista e autor do livro A Grande Partida).
28/11/09 – Socialismo e Utopia - Vladimir Palmeira – (Doutor em História).

APOIO CULTURAL: IMOBILIÁRIA FORTE OPÇÃO** E **LEONARDO STASSEN – FOTO E VÍDEO
(E-mail: forteopc@forteopc.com.br ) (leonardostassen@hotmail.com)
Tel.: 8756-4132 ou 2668-6401

Carlos Marighella – foto Braz ‘Arco da Maldade’ – criação de Oscar Niemeyer Vladimir Palmeira
Bezerra/ agência JB –1964 para o GrupoTortura Nunca Mais. - Movimento Estudantil –

*** Visite: http://cloviscorreia.blogspot.com **** Visite: www.cemobafluminense.com.br
Duetto Editorial Comentário de Duetto Editorial em 4 agosto 2009 às 15:13
"Estamos entre a ditadura e a democracia"

Em seu novo livro, Olho por olho, o jornalista Lucas Figueiredo trata da competição entre apoiadores e opositores da ditadura militar pelo triunfo de suas versões da história. A da esquerda ficou gravada no volume Brasil: nunca mais, projeto liderado por D. Paulo Evaristo Arns. A versão escrita dos militares, porém, custou a aparecer. Chama-se Orvil (a palavra “livro” escrita ao contrário) e tem apenas 15 cópias cuidadosamente escondidas. Figueiredo teve acesso a uma delas e escreveu uma obra abrangente sobre um período pouco estudado: os anos imediatamente posteriores à anistia.
Clique aqui para conferir a entrevista do autor à revista História Viva.
Wladimir Gomide Comentário de Wladimir Gomide em 11 junho 2009 às 21:27
Assisti-os todos em VHS na década de 80-90. Naquela época, difíceis de encontrar.
Com o advento do DVD - até onde estou informado - somente encontrarás os de Silvio Tendler. Os listados e outros de sua autoria que não inclui em meu texto sobre o Golpe de 64.
Quem sabe, encontres também o de Eduardo Coutinho, que, com Silvio e João Moreira Salles, formam a Santíssima Trindade dos Documentaristas Brasileiros.
Segue uma listagem de distribuidoras, lojas de departamentos, livrarias e site de busca.
Terás bastante trabalho, acredito. A única facilidade que te concedo é a da Caliban, produtora-distribuidora do próprio Silvio Tendler.
Resta o recurso dos programas que baixam filmes pela Internet. Se ali estiverem disponíveis poderás baixá-los gratuitamente.
Eis a listagem:

http://www.americanas.com.br/cgi-bin/WebObjects/AcomHome.woa/wa/default?par=googleb12

www.submarino.com.br

www.dvdversatil.com.br

www.2001video.com.br

www.pacificmusic.com.br

www.modernsound.com.br

www.dvdworld.com.br/dvdworld.hts

www.livrariasaraiva.com.br

www.livrariacultura.com.br

http://www.fnac.com.br/index.html

www.buscape.com.br


Caliban Produções Cinematográficas
Av. Augusto Severo, 292 Sala 603
Glória - Rio de Janeiro, RJ
Tel.: (021) 2508-6871
E-mail: contato@caliban.com.br
www.caliban.com.br

Trata-se da distribuidora do próprio Silvio Tendler. Ali, com certeza, encontrarás todos os filmes que comentamos, além de outros documentários antológicos de sua autoria.

Boa sorte!
Luis Antoni Pires de Campos Comentário de Luis Antoni Pires de Campos em 11 junho 2009 às 14:50
Prezados colegas.
Gostaria de saber onde posso adquirir esses documentários que retratam a Ditadura no Braisl.
Obrigado e um grande abraço a todos.
Alvaro Pacheco Rodrigues Comentário de Alvaro Pacheco Rodrigues em 5 janeiro 2009 às 22:38
Pelo menos diga-se em favor de Passarinho que ele é coerente: reacionário assumido, ontem e hoje. Que dizer dos servidores da ditadura que, quando o regime começou a ruir, trataram de pular fora e se travestiram de democratas (Sarney, ACM, etc)? Como diz um adágio náutico, quando o navio está afundando, os ratos são os primeiros a abandoná-lo.
 

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ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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