O Golpe Militar de 1° de Abril de 1964

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O Golpe Militar de 1° de Abril de 1964

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O Golpe de Abril

A Inversão de Valores

A pretexto de “subversão da ordem e da ameaça comunista”, políticos udenistas, empresários e latifundiários articulam-se com militares identificados com as teses da Segurança Nacional. Respaldados por ajuda externa - financeira, logística e até militar, se necessário fosse - desferem um golpe militar no dia 1° de Abril, que denominaram “Revolução Democrática de 31 de Março".

1ª Aberração Sociológica: Golpe vira Revolução.

Em nome da “salvação do país e da preservação dos valores democráticos e cristãos”, os auto-proclamados “revolucionários” rasgam a Constituição à qual juraram fidelidade. Instaura-se a prepotência, o arbítrio, a censura, as cassações políticas, as prisões dos líderes sindicais, políticos e estudantis. Tentam calar a consciência da nação.

2ª Aberração Sociológica: Ditadura vira Democracia.

Muitos são os desatinos cometidos ao longo dos 21 anos em que poder legítimo foi usurpado. Para quem gosta de cifras, em 1964 tínhamos uma inflação que ainda não atingira os 100% a-n-u-a-i-s. De lá para cá a dívida externa atingiu patamares estratosféricos.

Conseqüências

Miséria, desemprego, fome, violência, ausência total de valores éticos. De “País do Futuro”, o Brasil se transforma em país sem presente, no “País da Lei de Gerson”.
Parodiando Nietzsche, “quem virá salvar-nos de nossos salvadores”?

Contribuição para um Projeto de Nação

Assista, entre outros, “Os Anos JK” , “Jango” “Josué de Castro, Cidadão do Mundo”, “Marighella – Retrato Falado do Guerrilheiro” e “Glauber – Labirinto do Brasil”, do cineasta Silvio Tendler (disponíveis em DVD). Mergulhe nos últimos 50 anos de nossa História Política e resgate a Memória da Crise Brasileira.

Juscelino: Democracia & Desenvolvimento.

Jango: Justiça Social & Política Externa Independente.

1° de Abril de 1964:

Atrelamento do país aos interesses econômicos e ideológicos norte-americanos. “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil” (Juracy Magalhães, Ministro das Relações Exteriores, nos primeiros momentos da ditadura militar);

A repressão ao movimento estudantil;

O esmagamento das liberdades;

A humilhação da inteligência;

O terrorismo de Estado;

A luta armada;

A reação da Igreja;

O endividamento externo.


Curiosidades

Eu sou uma vaca fardada”! (Declaração do general Olímpio Mourão Filho, um dos “líderes” da “Redentora”, como também era conhecida a “Revolução de 31 de Março” - leia-se Golpe de 1° de Abril - a propósito de sua cultura política).

O famigerado DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) invade a casa de Ferreira Gullar e apreende livro sobre Cubismo como material “subversivo”, isto é, imaginavam tratar-se de propaganda comunista importada de Cuba.

O livro "Em Cima da Hora”, de autoria de uma intelectual francesa anti-comunista, tradução do ex-governador do RJ, Carlos Lacerda, a fina flor do fascismo brasileiro, também é apreendido pela polícia política nas livrarias de todo o país porque sua capa ostentava a foice e o martelo.

Enfim, para os interessados, Sergio Porto, o saudoso Stanislaw Ponte Preta, escreveu a esse respeito o FEBEAPÁ (Festival de Besteiras que Assola o País), registrando de forma bem-humorada um capítulo negro de nossa História.

Sugestões para Montar um Painel Amplo da História Brasileira Recente

Getúlio Vargas (1974), direção de Ana Carolina. Narração de Paulo César Pereio.
Música: Jards Macalé.


A partir de filmagens do afamado DIP - Departamento de Imprensa e Propaganda, órgão do Estado Novo - e da Agência Nacional, a talentosa cineasta monta um painel sensível das imagens que cinegrafistas anônimos registraram nas ruas, nos estádios de futebol, nos comícios políticos e nas manifestações populares que sacudiram as décadas de 30 e de 50.
Documentário emocionante, resgata o fenômeno político de Vargas - uma das personalidades mais controvertidas de nossa História - limitando-se a recuperar toda a emoção de uma época.
Duração: 76 minutos.

Os Anos JK – Uma Trajetória Política (1980), direção de Silvio Tendler.

Brilhante e competente painel de nossa História Política recente - de 1945 aos anos 70 - analisada paralelamente à ascensão de Juscelino à presidência e ao ostracismo a que foi submetido depois do golpe militar de 64.
As três pedras angulares de seu projeto político,

a) A filosofia desenvolvimentista de seu mandato, resumida no slogan “50 Anos em 5”;
b) A construção de Brasília como marco e monumento à nacionalidade;
c) A estabilidade democrática de seu governo.


resumem a importância de um momento histórico em que o Brasil inicia o processo de industrialização e cria as bases para a emancipação econômica.
Dono de invejável otimismo, fruto de uma concepção histórica progressista, Juscelino dirigiu o país com extrema habilidade para integrá-lo à modernidade a partir de seus próprios recursos. Ao deflagrar um movimento de dentro para fora, ele buscava conferir autenticidade e irreversibilidade ao processo histórico.
Tendo a dimensão da grandiosidade e a ótica de um estadista, Juscelino cercou-se de cientistas, de intelectuais e de pessoas extremamente talentosas. Prestigiou a inteligência e investiu na Cultura.
O documentário mostra um Brasil com identidade e enormes perspectivas em oposição ao Brasil da boçalidade carrancuda e da truculência dos “governos” militares que gerou o Brasil de nossos dias: o Brasil da violência, da miséria absoluta, da falta de perspectivas e da ausência total de valores éticos.
Obra imprescindível para todos que desconhecem o exercício da democracia e das liberdades.
Duração: 110 minutos.


Jânio a 24 Quadros (1981), direção de Luiz Alberto Pereira. Elenco: David
Pennington, Luiz Alberto Pereira, Lana Bartman, Augusto Sevá.


O cineasta usou atores para fazer um balanço bem-humorado de trinta anos de História, cujo personagem central é Jânio Quadros.
Faz ressurgir, entre outros protagonistas da vida nacional, a UNE, João Goulart, Juscelino Kubitschek, o ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, Ademar de Barros, eterno presidenciável cujo lema de campanha -“Roubo, mas faço”! - já anunciava os germes da desfaçatez.
O título do filme faz alusão ao dia da renúncia de Jânio: 24 de agosto. Remete-nos, também, ao suicídio de Getúlio Vargas, na mesma data, só que em 1954.
Como assinalou Marx na abertura de “O 18 Brumário de Luis Bonaparte”, Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na História do Mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”.
Duração: 70 minutos.

Jango (1984), de Silvio Tendler.

Mais uma formidável realização do excepcional cineasta, que também assina “Os Anos JK”.
Com excelente trilha sonora, o filme inspira-se em rigorosa coletânea de filmes caseiros, fotos, documentários e entrevistas sobre a polêmica carreira de João Goulart, único presidente brasileiro a morrer no exílio.
O percurso compreende a projeção de Jango como Ministro do Trabalho de Getúlio Vargas até o exílio no Uruguai e na Argentina, após o golpe militar de 64.
Reconstrução declaradamente simpática ao presidente deposto e aos tempos da legalidade democrática e à perspectiva de mudanças sociais num país de profundas desigualdades sociais.
Seqüências raras e bem editadas como o comício da Central do Brasil, em 13 de maio de 1964, que serviu de pretexto e de justificativa para a deflagração do golpe que mudou a face do Brasil.
De país respeitado nas assembléias internacionais pela postura progressista e independente, transforma-se em palhaço do mundo, alvo de chacotas de toda espécie. Em visita ao Brasil nos primeiros tempos da ditadura militar, o então presidente da França, Marechal Charles De Gaulle, chegou a afirmar: “O Brasil não é um país sério".
Depoimentos preciosos do general golpista Antonio Carlos Muricy, do ex-governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, do líder estudantil Aldo Arantes, de representantes da assim denominada “Sorbonne”, grupo fascista que atuava dentro da Escola Superior de Guerra, entre outros, ajudam a compreender as motivações mais profundas do intrincado jogo do poder.
O golpe de 64 não representa a deposição de um presidente. Foi uma tentativa de destruir, pela base, todo um projeto de nação. De enquadrar um povo, suas tradições, sua economia, a um modelo alienígena: a execrável “Doutrina de Segurança Nacional”.
Em seu nome, justificaram a prática do terror; perseguiram e sufocaram a inteligência; promoveram a mediocridade e a incompetência. Legaram o “País da Lei de Gerson” às novas gerações, numa tentativa patológica de impedir mudanças sociais, de deter e/ou de alterar os rumos da História, fazendo-a caminhar para trás, adeptos de uma mentalidade de curupiras.
A trilha sonora, muito bem usada, acentua mais ainda o caráter de época das imagens.
Duração: 117 minutos.

Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho.

Eduardo Coutinho rodava, com o mesmo título, um filme no nordeste do país quando eclodiu o golpe militar de 64.
Equipe e personagens foram desagregados, mas ele retomou o projeto em 1981, retornando aos mesmos lugares, procurando as mesmas pessoas, mostrando o que havia acontecido com elas, tentando reunir novamente uma família cujo chefe - líder de uma Liga Camponesa - fora assassinado.
Vencedor do 1° FestRio e de pelo menos duas dezenas de prêmios internacionais, este é um filme sem paralelo em toda a História do Cinema mundial.
Retrato vivo, profundo e verdadeiro do Brasil.
Duração: 119 minutos.

Que Bom te Ver Viva (1989), de Lúcia Murat. Narração e Interpretação: Irene Ravache

Registro das experiências de oito ex-presas políticas brasileiras que sofreram torturas durante os assim denominados “anos de chumbo”.
Os depoimentos são entremeados a uma narrativa de Irene Ravache em excelente interpretação, alter-ego da própria cineasta, jornalista e ex-ativista política, também presa, seqüestrada e exilada durante a ditadura.
Mais do que descrever e enumerar sevícias, as imagens mostram o preço que elas pagaram, e ainda pagam, por terem sobrevivido àquela cruel experiência.
Segundo Eduardo Escorel, “o título do filme de Lúcia Murat exprime a alegria de descobrir que há sobreviventes. Trata-se, no caso, do reencontro de mulheres que passaram por uma dolorosa vivência comum. Ao final, elas nos permitem entender que não estão mortas por terem conseguido preservar um de seus bens vitais mais preciosos: a capacidade de lidar com os traumas do passado. Essa parece ser a resposta possível para a pergunta feita logo no início do filme: ´como sobrevivemos´?, pois o que atesta que estão vivas não é apenas a sobrevivência física, mas a integridade moral. Elas mantiveram os ideais, a dignidade e o espírito de luta, graças justamente à coragem de não esquecer os seus piores sofrimentos”.
Um documentário de grande impacto emocional, com depoimentos pungentes e que arrebata o público, especialmente aquele que viveu essa época triste e negra de nossa História.
Em 25.10.64, o artigo de fundo assinado por Edmundo Moniz no extinto Correio da Manhã - único jornal a combater frontalmente a ditadura - estampava o seguinte título: "Reação e Revolução".
Hegel observa que ´a História não é o teatro da felicidade´. Os períodos felizes são páginas em branco. A História, em sua auto-realização, exige o esforço, a luta e o sacrifício de gerações inteiras. Só assim, vencendo etapa por etapa, a sociedade poderia chegar ao que chegou e vir a ser aquilo que será, com a plena e livre expansão dos indivíduos e das massas.
Os vencedores do momento apenas se satisfazem com o sucesso imediato, com a força pela força, com o esmagamento brutal dos adversários. Mas esses vencedores, depois de desempenharem o seu ingrato papel, como ainda Hegel assevera `caem dos troncos como cascas vazias´. Morrem cedo como Alexandre, terminam assassinados como César, são levados a Santa Helena como Napoleão.
É necessário, entretanto, separar os heróis autênticos de suas caricaturas, quando a História se repete. A repetição é a farsa, dizia Marx, embora a farsa, sem nenhuma grandeza, seja, por vezes, mais dramática do que a própria tragédia”.

Duração: 100 minutos.

Conclusões

Em “O Homem como Possibilidade”, Ernst Bloch - arauto da Utopia e profeta da Esperança - um dos mais instigantes pensadores do século XX, acentuou:
Senhoras e Senhores, vamos começar moderadamente. Mas também com vigor e ousadia. Vamos começar com os sonhos.
Apesar do caráter sóbrio, Lênin queixou-se certa vez que o movimento comunista havia perdido a capacidade de sonhar.
A realidade é uma categoria sujeita à dúvida e destinada à transformação.
A realidade dialética é a realidade crítica. Nela acontece, de fato, algo de realmente novo. Não só o que nunca passou pela mente do homem mas também pela mente da realidade. A dialética é o método crítico do próprio mundo. Não é o solilóquio do Espírito consigo mesmo, em que ele se recorda complacentemente de suas transformações históricas.
Enquanto método crítico das transformações, a dialética deve ser posta em pé. Em primeiro lugar para que algo aconteça e não apenas na cabeça debaixo da cabeleira. Em segundo lugar, para se saber o que acontece de contraditório. Para que a utopia, em busca do que ainda não foi, ganhe fundamentos debaixo dos pés. Torne-se concreta e se concilie com o mundo numa mediação.
O homem, como fator ativo e subjetivo, precisa estar antenado com a marcha da realidade. Deve auscultar-lhe os passos quase em sentido musical, ouvindo para onde se dirige a sua melodia.
O ser presente, que se costuma chamar realidade, está cercado por um mar muito maior de possibilidades objetivamente reais. Possibilidade não é palavrório. É um conceito que se pode determinar exatamente: um condicionamento parcial. O mundo ainda não está inteiramente determinado. Ainda há possibilidades deixadas em aberto, como o tempo de amanhã. Há condições que ainda não conhecemos ou que ainda não se apresentaram, e por isso amanhã poderá chover ou fazer sol. Vivemos cercados de possibilidades, não só de realidade. Na prisão da simples realidade, não nos poderíamos tocar. Nem mesmo respirar.
O ainda-não-ser se apresenta duplamente (de vez que ainda teremos por muito tempo a separação de sujeito e objeto): como ainda-não-consciente e como ainda-não-atualizado. O ainda-não-consciente em nós, o pré-consciente criador, representa o ainda-não-atualizado no objeto, enquanto contém em si o verdadeiro futuro
".
Em "O Espírito das Épocas", Edmundo Moniz sublinha:
Cervantes percebeu que os piores sonhadores são os sonhadores reacionários, aqueles que sonham para trás, os caranguejos da utopia, que, incapazes de se projetarem para o futuro, rasgando novos horizontes, procuram restabelecer ou conservar, indefinidamente, um estado de coisas que já perdeu de todo a razão de existir.
Em discurso famoso, Anatole France proclamou: `Prolongando no porvir a curva iniciada, podemos determinar desde já o estabelecimento de mais freqüentes e perfeitas comunicações entre todos os povos e todas as raças, a organização racional do trabalho e a fundação dos Estados Unidos do Mundo. Ó não, isto não é um sonho que a luz do dia dissipa! Ao contrário. Os que sonham, os que se enganam, são os que, vivendo do militarismo e da colonização brutal, crêem que a ordem atual, ou melhor dito, a desordem atual durará para sempre´”.






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Comentário de luiz carlos costa de moura em 7 fevereiro 2014 às 6:49

Podemos dizer que havia uma "ânsia" da direita brasileira(militares e outros) em tomar o poder e que isso vinha de décadas anteriores,era uma determinação inicial de tirar o poder de Getúlio Vargas,com sua morte os ânimos se acalmaram até a chegada ao poder um homem do povo, ex-ministro do Trabalho de Getúlio.Naquele momento a direita se rearticulou e forçou a tomada do poder em 1964. 

Comentário de Anelise Barros em 21 janeiro 2014 às 18:43

Já ia me esquecendo,

muito obrigada Wladimir, ótimas dicas de filmes! Valem realmente a pena assistir... 

Comentário de Anelise Barros em 21 janeiro 2014 às 18:41

Muitos comentários confusos e cheios de opiniões das mais diversas...

Me perdoem, mas não consegui encontrar uma discussão estabelecida e até agora estou tentando entender se  senhorita Ingrid está devendo o golpe atribuindo a ele uma importância surreal par a expansão do capitalismo...

Vale sempre lembrar que Jango não era comunista, então a intenção dele não era tornar o Brasil comunista!

E me questiono como depois de tanto tempo as pessoas ainda veem a guerra fria como os bons americanos defendendo o mundo dos cruéis soviéticos... Numa guerra ambos os lados sofrem e tem perdas!

Por favor, me corrijam se discordaram.

Comentário de João Roberto Laque em 18 abril 2013 às 23:09

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Comentário de Ingrid Schmidt em 31 março 2013 às 6:56

Na minha opinião o Golpe Militar de 1964 no Brasil foi importante para os países capitalistas   na época da Guerra Fria. Cuba em 1962 virou socialista, se o Brasil também caísse nas mãos do comunismo corria o risco da América Latina também e o Bloco Capitalista perderia a Guerra Fria.

A URSS nas mãos de Stálin era uma Quimera!!

Comentário de Edilson Pedro Araujo da Silva em 12 março 2013 às 11:27

Estou no último período do Curso de História Bach. E estou com uma grande dificuldade em escrever a minha monografia. O meu tema visa mostrar o olhar do período Diário de Natal para o regime, de que forma o jornal veiculou o golpe. Tenho dificuldade pois não estou tento inspiração para dialogar com o meu objeto de pesquisa, que é o jornal.Não estou sabendo dialogar com o meu objeto de pesquisa.

Alguém pode me ajudar?

Comentário de Tita Ferreira em 8 fevereiro 2013 às 21:27

Andrea Barros, a denominação correta é "golpe civil-militar". Leia o artigo "Delfim Netto ainda é aquele" (está no blog também) e vai entender que os militares são o braço armado da direita, e que direita não tem nacionalidade. Vai entender também que o golpe de 64 foi só o início de um projeto que se consolida atualmente graças a um governo dito popular, donde se conclui que também está mancomunado. Boa leitura.

Comentário de umbelina rosa em 28 novembro 2012 às 12:57

Los golpes militares aparecen desde sus inicios como salvadores de lo que ellos llaman democracia ,de esa forma mediante un proceso permanente de represion basado en la doctrina de la seguridad nacional surgieron dictaduras militares llamados en muchos lugares procesos cívicos militares que de alguna manera muchas veces o no con una patina de democracia pretendieron establecerse y mantenerse en el poder.No podemos olvidar que los ejércitos profesionales surgidos en la órbita de los procesos de modernización en la segunda miitad del S XIX ,caracterizados en un amplio  espíritu de  cuerpo comenzaron de una manera u otra a gravitar en la política de los países latinoamericanos,como socios de los grandes latifundistas,comerciantes y de la naciente burguesía industrial todo eso concatenado con el poder de la iglesia  católica,por eso cuando la guerra fría y el surgimiento de un régimen comunista en cuba EE.UU ccomienza a cuidar su patio trasero enccuentra en los militares adoctrinados  en ,la Escuela de las Américas sus socios para realizar un amplio proceso de represión que conducirá a la conformacion de gobiernos autoritarios

Por eso fue común la participación de las embajadas en los golpes,que de alguna manera fomentaron y uutilizaron las figuras  fuertes en las respectivas fuerzas armadas para llevar adelante dichos quiebres institucionales .La conformación del plan cóndor después de una reunión de representantes militares en 1975 ,propiciada por el entonces coronel Contreras  donde la delegación uruguaya pidió que en honor a los huéspedes y por ser dicha ave parte del escudo de ese país su denominación comenzó un periodo negro para la historia de nuestros paises. En algunos países como Argentina una guerra fue necesario para que salieran del poder,en Uruguay en 1980 un plebiscito les dijo NO a los militares ,y en Brasil el coraje y la lucha de su pueblo liderados  por figuras como Tancredo Neves los llevo por la senda de la democracia pero los males que esas dictaduras causaron en estos países como la introducccion de políticas Neo Liberales hasta de una manera u otra  se sienten.

Comentário de José Sampaio T. Coelho em 6 novembro 2012 às 13:06

Prezados,

Uma pessoa que é aceita em um blog de História e escreve: 

"Comentário de Carlos quarta-feira

Se a "Justiça Social" que João Goulart pretendia fazer aqui no Brasil, era a mesma que Mao e seu bando fizeram aos chineses, então o General Mourão filho e os militares foram redentores, mesmo."

Não pode continuar frequentando o site pois quem apóia um grupo que desmantelou a economia, dilacerou a democracia e , principalmente, assassinou      centenas de pessoas com o pretexto de eliminar um perigo mais do que "banguela" não tem condições de discernir o que realmente aconteceu com o nosso país.

 

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