Comunidade para o debate das relações entre mito, rito e história, estudo e troca de informações sobre as mitologias e os folclores de todos os tempos e culturas.
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Concordo contigo Leonardo! Estamos nas apalpadelas, mas um dia chegamos lá...RssRsss
Valeu...
Perfeito amigo Leandro. O que importa é que estejamos à busca de conhecimentos e, conforme nossa humilde mas sincera condição, estamos municiando o tópico com questões pertinentes, mesmo que partam de pessoas "consideradas" leigas pela academia.
Este é um dos problemas de foruns deste tipo, temos por aqui três tipos de pessoas participantes (os que realmente escrevem), aqueles que tem o conhecimento do todo, que não somos nós dois, aqueles que buscam os conhecimentos, mesmo que às apalpadelas, que é o nosso caso, e os que não conhecem, não buscam e só se apresentam com questões sem sentido.
Mas continuemos amigo.
A idéia do texto do qual falei não visa tirar o valor do mito na realidade de seus povos, mas a busca por um explicação diante da falta de outra. A ciência busca por via empirica, mas de modo algum procurei desmerecer o valor formador do mito para suas sociedades. É como o Leonardo demostra do texto apresentado: "o mito não é lógico" e nem deve ser, pois se assim o fosse, deixaria de cumprir seu real papel na mente humana.
Abraços
Olá a todos.
Na obra: Mitologia Grega de Junito de Souza Brandão, volume I, Vozes, Petrópolis, 1986, temos:
[...] ..., mito, consoante Mircea Eliade, é o relato de uma história verdadeira, ocorrida nos tempos dos princípios, illo tempore, quando, com a interferência de entes sobrenaturais, uma realidade passou a existir, seja uma realidade total, o cosmo, ou tão-somente um fragmento, um monte, uma pedra, uma ilha, uma espécie animal ou vegetal, um comportamento humano. Mito é pois, a narrativa de uma criação: conta-nos de que modo algo, que não era, começou a ser.
De outro lado, o mito é sempre uma representação coletiva, transmitida através de várias gerações e que relata uma explicação do mundo. Mito é, por conseguinte, a parole, a palavra "revelada", o dito. E, desse modo, se o mito pode se exprimir ao nível da linguagem, "ele é, antes de tudo, uma palavra que circunscreve e fixa um acontecimento". Maurice Leenhardt precisa ainda mais o conceito: "O mito é sentido e vivido antes de ser inteligido e formulado. Mito é a palavra, a imagem, o gesto, que circunscreve o acontecimento no coração do homem, emotivo como uma criança, antes defixar-se como narrativa".
O mito expressa o mundo e a relidade humana, mas cuja essência é efetivamente uma representação coletiva, que chegou até nós através de várias gerações. E, na medida em que pretende explicar o mundo e o homem,isto é, a complexidade do real, o mito não pode ser lógico: ao revés, é ilógico e irracional. Abre-se como uma janela a todos os ventos; presta-se a todas as interpretações. Decifrar o mito é, pois,decifrar-se. E, como afirma Roland Barthes, o mito não pode, consequentemente, "ser um objeto, um conceito ou uma idéia: ele é um modo de significação, uma forma". Assim, não se há de definir o mito "pelo objeto de sua mensagem, mas pelo modo como a profere".
[...].
Abraços
Comentário de Maria Inez do Espirito Santo em 25 março 2011 às 11:47 Otimo Inez! Vou procurar as obras de Mircea Eliade e também beber desta fonte.
Obrigado!
Comentário de Maria Inez do Espirito Santo em 25 março 2011 às 10:52 Mas para os estudiosos de mitos, a compreensão dos conteúdos mitológicos é diferente. Afinal, em termos de conhecimento, a ciência se estruturou a partir do conhecimento empírico, passado de geração a geração através da transmissão oral.
Vale olhar um pouco o que o Mircea Eliade ensina sobre mito. Porque a posição científica é, sem dúvida, tendenciosa...
Inez, eu entendo que essa "falta de conhecimento" que o Leandro se refere, está ligado diretamente a ignorancia cientifica das sociedades em detrimento da criação de mitos para explicar o improvável.
Creio que seja isso que ele quer dizer.
Comentário de Maria Inez do Espirito Santo em 25 março 2011 às 9:55
Comentário de Breno Araujo em 25 março 2011 às 9:33 Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
A Memória que me contam - 2013
Entrou em cartaz o novo filme da diretora brasileira, Lúcia Murat, o drama "A Memória que me contam".
A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.
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