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Mitos e Mitologias

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Comentário de LEANDRO CLAUDIR em 25 março 2011 às 15:18

Concordo contigo Leonardo! Estamos nas apalpadelas, mas um dia chegamos lá...RssRsss

Valeu...

Comentário de Leonardo Stuepp em 25 março 2011 às 14:38

Perfeito amigo Leandro. O que importa é que estejamos à busca de conhecimentos e, conforme nossa humilde mas sincera condição, estamos municiando o tópico com questões pertinentes, mesmo que partam  de pessoas "consideradas" leigas pela academia.

Este é um dos problemas de foruns deste tipo, temos por aqui três tipos de pessoas participantes (os que realmente escrevem), aqueles que tem o conhecimento do todo, que não somos nós dois, aqueles que buscam os conhecimentos, mesmo que às apalpadelas, que é o nosso caso, e os que não conhecem, não buscam e só se apresentam com questões sem sentido.

Mas continuemos amigo.

Comentário de LEANDRO CLAUDIR em 25 março 2011 às 14:25

 A idéia do texto do qual falei não visa tirar o valor do mito na realidade de seus povos, mas a busca por um explicação diante da falta de outra. A ciência busca por via empirica, mas de modo algum procurei desmerecer o valor formador do mito para suas sociedades. É como o Leonardo demostra do texto apresentado: "o mito não é lógico" e nem deve ser, pois se assim o fosse, deixaria de cumprir seu real papel na mente humana.

Abraços

Comentário de Leonardo Stuepp em 25 março 2011 às 11:51

Olá a todos.

Na obra: Mitologia Grega de Junito de Souza Brandão, volume I, Vozes, Petrópolis, 1986, temos:

[...] ..., mito, consoante Mircea Eliade, é o relato de uma história verdadeira, ocorrida nos tempos dos princípios, illo tempore, quando, com a interferência de entes sobrenaturais, uma realidade passou a existir, seja uma realidade total, o cosmo, ou tão-somente um fragmento, um monte, uma pedra, uma ilha, uma espécie animal ou vegetal, um comportamento humano. Mito é pois, a narrativa de uma criação: conta-nos de que modo algo, que não era, começou a ser.

De outro lado, o mito é sempre uma representação coletiva, transmitida através de várias gerações e que relata uma explicação do mundo. Mito é, por conseguinte, a parole, a palavra "revelada", o dito. E, desse modo, se o mito pode se exprimir ao nível da linguagem, "ele é, antes de tudo, uma palavra que circunscreve e fixa um acontecimento". Maurice Leenhardt precisa ainda mais o conceito: "O mito é sentido e vivido antes de ser inteligido e formulado. Mito é a palavra, a imagem, o gesto, que circunscreve o acontecimento no coração do homem, emotivo como uma criança, antes defixar-se como narrativa".

O mito expressa o mundo e a relidade humana, mas cuja essência é efetivamente uma representação coletiva, que chegou até nós através de várias gerações. E, na medida em que pretende explicar o mundo e o homem,isto é, a complexidade do real, o mito não pode ser lógico: ao revés, é ilógico e irracional. Abre-se como uma janela a todos os ventos; presta-se a todas as interpretações. Decifrar o mito é, pois,decifrar-se. E, como afirma Roland Barthes, o mito não pode, consequentemente, "ser um objeto, um conceito ou uma idéia: ele é um modo de significação, uma forma". Assim, não se há de definir o mito "pelo objeto de sua mensagem, mas pelo modo como a profere".

[...].

Abraços

Comentário de Maria Inez do Espirito Santo em 25 março 2011 às 11:47
Tenho certeza de que você vai gostar. Mas quero continuar esse diálogo. Vou buscar um texto para compartilhar também. Abraço amigo e grata por sua interlocução.
Comentário de Phelipe Chiarelli em 25 março 2011 às 11:44

Otimo Inez! Vou procurar as obras de Mircea Eliade e também beber desta fonte.

Obrigado!

Comentário de Maria Inez do Espirito Santo em 25 março 2011 às 10:52

Mas para os estudiosos de mitos, a compreensão dos conteúdos mitológicos é diferente. Afinal, em termos de conhecimento, a ciência se estruturou a partir do conhecimento empírico, passado de geração a geração através da transmissão oral.

Vale  olhar um pouco o que o Mircea Eliade ensina sobre mito. Porque a posição científica é, sem dúvida, tendenciosa...

Comentário de Phelipe Chiarelli em 25 março 2011 às 10:38

Inez, eu entendo que essa "falta de conhecimento" que o Leandro se refere, está ligado diretamente a ignorancia cientifica das sociedades em detrimento da criação de mitos para explicar o improvável.

Creio que seja isso que ele quer dizer.

Comentário de Maria Inez do Espirito Santo em 25 março 2011 às 9:55
Leandro, não vejo como você. Nem o Mircea Eliade, nem o Campbell. Penso que chamar de falta de conhecimento um tipo de conhecimento diferente do nosso é muito radical e empobrecedor.
Comentário de Breno Araujo em 25 março 2011 às 9:33
Excelente texto, usando a explicação mistica para entender o universo dos mitos.
 

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