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O conceito de mito não é univoco. tal premissa torna essencial a discussão sobre qualquer relação entre história e mito , uma definição preliminar do que entendemos por mitologia.
acredito particularmente que toda mitologia é essencialmente o exercicio de uma linguagem profundamente imagentica, uma modalidade de leitura e construção do real através de figurações simbolicas; fenômeno corrente entre os homens de sociedades arcaicas ou pré modernas, mas que de modo degradado também encontra-se presente na experiência do homem contemporâneo através do cinema, da literatura, da arte em geral e da experiência mais profunda e intima de "religiosidade".
Em outras palavras, pensar o mito como linguagem é vivencia-lo como experiência inconsciente , como manifestação da psique objetiva ( self) inerente a fenomenologia de toda sociedade humana

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Respostas a este tópico

A mitologia independentemente de qual nação e a fonte mais preciosa de dados em relação a um povo.Claro que temos que levar em consideração a ficcção , mas e justamente a criatividade ,a busca de respostas para explicar uma existência que fez com que atraves dos tempos o homem começasse a pensar , a evoluir a encontrar soluções para aquilo que se apresentava como uma barreira para sua evolução.Na mitologia encontra-se modo de vida, cultura,os valores da sociedade, forma de pensar e agir e o mais importante a identidade de uma nação.Na mitologia grega que talvez seja a mais fascinante de todas temos um exemplo claro disso como um povo desenvolveu uma relação de seus deuses com os mortais.

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A fim de compreendermos aqueles episódios, cumpre-nos, em primeiro lugar, compreender as ideias sobre a estrutura do universo, aceita pelos gregos- o povo de quem os romanos e as demais naçães receberam sua ciência e sua religião, a meu ver uma explicação bem fundamentada em registros poéticos, como dito a cima, uma modalidade de leitura e construção real através de figurações simbolicas.
Um exelente livro sobre o assunto "O livro de ouro da mitologia, thomas Bulfingh.
recomendo.

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Otima indicação assim como a coleção "As mais belas historias da antiguidade classica"
de Gustav Schwab, que aborda os mitos da Grecia e de Roma.

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Adorei seu notório coloquialismo a cerca do tema, em especial na sua frase; "-inerente a fenomenologia de toda a sociedade humana". Porquanto que, alguns nomes, principalmente da medicina moderna agregam nomes de DST, aos fenômenos surgidos por esta discussão antecessora ao cristianismo, uma vez que este último veio dissipar todas as formas existentes até então daquela "utópica" concepção. As origens de termos que hoje, são sinônimos populares a doenças. Por exemplo, “Venéria”, do latim venereus ou venerius, refere-se à Vênus. No tempo de Vênus se cultuava a luxúria, se realizavam as orgias, os bacanais, onde se contraía a doença. Sífilis vem de Syphilus, herói do poema latino intitulado “Syphilis sive morbus gallicus” (Sífilis ou mal gálico), escrito em 1530, pelo poeta Girolamo Fracastoro (1483-1553). Mas, para entender a origem do nome Sífilis, vejamos o caso da América, quando do seu descobrimento por Cristóvão Colombo. Seus marinheiros, que não eram nem um pouco ecológicos, melhor dizendo, eram uns destruidores da flora e da fauna. Abatiam pássaros favoritos do Deus-sol. Um dos pássaros escapa e faz uma profecia: “Não terão fim vossos sofrimentos; estranha doença, e das mais obscenas, dos vossos corpos se apoderá”. Syphillus é um pastor dos rebanhos do rei Alcithous e, durante uma seca terrível que estava dizimando o gado, amaldiçoa o Deus-sol e alicia o povo de Ofisa a não mais fazer sacrifícios a ele, passando a fazê-lo apenas ao rei. Deus-sol “com furioso desdém, envia raios malignos, semeando a infecção”. Syphillus é o primeiro a ser atingido. Foi o primeiro sifilítico. Daí o seu nome. Com a sua doença e as dos demais atingidos, cumpriu-se a profecia do pássaro, “não terá fim vossos sofrimentos...” pois naquela época a cura era desconhecida e o tratamento se estendia por longos anos. O tratamento desta infecção passou a ser feito com mercúrio, medicação bastante tóxica para o organismo, notadamente para os rins – afirmam médicos. Assim o adágio dizia: “Cinco minutos com Vênus, cinco anos com Mercúrio”. (Fonte: Deuses da Mitologia).

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Ernest Cassirer foi um dos mais importantes pensadores do séc.XX. Os três volumes de sua FILOSOFIA DAS FORMAS SIMBÓLICAS (1929) permanecem sendo ainda hoje uma fonte indispensável para a compreensão da fenomenologia da cultura e do empreendimento humano.
Para o momento, entretanto, interessa-me particularmente seus ENSAIO SOBRE O HOMEM (1944) que pode ser lido como uma introdução a sua FILOSOFIA DAS FORMAS SIMBÓLICAS, já que se ocupa dos mesmos temas de modo mais condensado.
A primeira parte do livro em questão, intitulada como O QUE É O HOMEM,compreende seus cinco primeiros capítulos. Enquanto a segunda parte, O HOMEM E A SOCIEDADE, seus sete capítulos finais. Essencialmente, para Cassirer, o homem não se define como um animal rationale, mas como um animal symbolicum, na medida em que o símbolo é o que poderíamos definir o modo próprio de ser do homem.
Seja através da arte, da linguagem, da ciência, da história ou do mito e a religião, o símbolo estrutura nossas configurações e representações de mundo. Tal leitura de mundo pressupõe evidentemente uma imagem secular da realidade incompativel com o pensamento religioso que, na verdade, diga-se de passagem, nada mais é do que pura mitologia enquanto codificação simbolica do real. Nesse sentido, o resgate e releitura do mito enquanto linguagem humana, demasiadamente humana, representa hoje em dia a consideração cuidadosa dessas grandezas da imaginação com a qual interagimos, bem como a identificação de seu papel, lugar e significado em nossas sociedades pos industriais e complexas de inicio de milênio. Afianl, o que ainda representam os mitos?

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O que sempre foram: modelos,cartilha para a trans-formação e realização de humanidades creadoras de mundos ,sistemas participantes ativos da expansão eterna do Universo.É meu modo de entender a razão dos mitos.

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Cinehistória

ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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