Primeiro paradigma: estudar para o dia da prova para assim se passar de ano - Parte I

Certamente o título chama a atenção e parece uma provocação. E é. Uma provocação à reflexão a uma prática que nós aprendemos como certa, igual nossos pais e nossos avós e que os que tenham filhos ou venham a ter, certamente passarão isso como verdade: Estudar para o dia da prova. Com certeza todos já vimos alunos memorizando informações do caderno ou do livro para tirar a maior nota possível na prova. Mas e depois?

A pedagogia hoje ataca muito o ensino chamado decoreba, mas tem dificuldade de apontar porque ele permanece por tanto tempo. Mesmo não sendo um mestre ou doutor em educação, arrisco dizer uma opinião. Nem como alunos e nem como professores fomos ensinados a compreender realmente determinados saberes. Conceitos básicos somos ensinados a repeti-los com termos complexos e não a compreendermos realmente a ele. Exemplos não faltam dessa afirmação em todas as áreas do saber. Mas vou usar alguns da área que tanto tento fazer diferente: a História.

Todos os colegas que tive e professores meus de história colocavam-nos alguns conceitos:

Ao falar de religiões; falam muito em cristianismo, islamismo, judaísmo, etc. de modo que nos é difícil entender realmente o que são esses conjuntos de crenças diversas que a muitos parecem ser apenas um só fé o cristianismo ou o islamismo.  Tanto que não foram poucas as vezes que vi como os alunos não sabem bem ao certo se fazem parte do cristianismo, uma vez que não a preocupação sempre de se explicar que católicos, evangélicos, ortodoxos, mórmons e outras crenças que aceitam Jesus Cristo como Salvador da Humanidade são cristãs, cristianismo.

Outro exemplo é ao tratarmos do assunto Reforma Protestante que comumente se ensina que foi "Reforma Protestante foi apenas uma das inúmeras Reformas Religiosas ocorridas após a Idade Média e que tinham como base, além do cunho religioso, a insatisfação com as atitudes da Igreja Católica e seu distanciamento com relação aos princípios primordiais" ou que foi A Reforma Protestante foi um movimento de caráter religioso que marcou a passagem do mundo medieval para o moderno. Entre um dos fatores de grande relevância que assinalaram esse período de transformações podemos destacar o novo contexto econômico do período" ou " Reforma Protestante foi um movimento reformista cristão iniciado no século XVI por Martinho Lutero, que, através da publicação de suas 95 teses, protestou contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica, propondo uma reforma no catolicismo". Mas se expormos que a Reforma foi um movimento de rompimento com a Igreja Católica, que aconteceu no século XVI dando origem às primeiras igrejas evangélicas, já não é algo correto e mais compreensível?

Exemplos podemos citar também sobre temas como Guerra Fria, Crise de 1929, etc, mas acredito que tenham entendido que muito do que ensinamos é formal e mais abstrato, não por nossa culpa, mas porque aprendemos que deveria ser assim, algo só mudará se tivermos coragem de reconhecer isso. O que é difícil, tanto que só agora escrevo essas linhas e ainda assim tomado de receios de ser mal compreendido.

Mas que pretendo continuar, caso perceba que essas linhas ajudem ao menos um outro colega a ampliar seus horizontes ou mesmo sirva a provocar alguém para isso de buscar a meta de ampliar de um modo diferente o ver de todos nós sobre alguns rumos de nossa educação.

Os temas que coloco são complexos e extensos e assim esse primeiro paradigma não encerro aqui, mas o continuo nas páginas seguintes com o objetivo de tentar buscar construir um discurso coerente para um debate realmente construtivo que assim acrescente algo a mais na preparação de nossos educando. Afinal todos nós temos experiências e saberes a expôr para melhorar isso que acreditamos. Mas nos sentimos pequenos muitas vezes para dizer o que pensamos, talvez por não estarmos em altas hierarquias do meio educacional.

Mesmo que isso não nos faça nem melhor e nem pior que as demais hierarquias de educadores que querem uma educação cada vez vez melhor. Desse modo então fico no aguardo de comentários e em breve nos veremos também em novas páginas sobre esse primeiro paradigma que coloco e que certamente serão muitas, mas todas procurando chamar pela razão e coerência cada explanação seja de crítica ou de sugestão. Como tenho tentado fazer e esperando lapidar cada vez mais nos textos seguintes.

Até lá.

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