Mudanças Práticas na Educação Brasileira

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Cada vez mais se fala em melhoria da educação, que é ela o caminho do futuro. Hoje quase como um enigma, igual à charge que ilustra esse grupo. Então os que quiserem buscar e analisar que mudanças reais podemos contribuir, sejam bem vindos.

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Última atividade: 13 Abr

Recorte de reportagem sobre a violência entre as meninas e trecho revista Ambito Juridico - interessante ser lido e o melhor, ser discutido

Texto de 29 de junho - jornal Folha Universal, material interessante de se analisar sobre a questão da violência entre as meninas, cada vez mais se igualando a dos meninos. Como educadores creio valer a pena uma analise que leve a reflexões sobre esse dilema que também afeta o ambiente escolar. Em seguida fragmento de um texto da Revista Ambito Juridico

Em busca de emoção e prestígio na roda de amigos, elas praticam vandalismos em grupos de pichadores de Brasília
Elas saem nos “rolês” (gíria usada para a reunião de grupos de jovens que saem de madrugada para pichar) com os meninos. Algumas picham lugares altos e perigosos, roubam se for preciso, começam brigas e estão cada vez mais presentes e atuantes nas gangues da capital do País, Brasília. Isso é mostrado no livro “Gangues, Gênero e Juventudes: Donas de Rocha e Sujeitos Cabulosos”, coordenado pela pesquisadora Miriam Abramovay da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), lançado pela secretaria dos Direitos Humanos em parceria com organizações como a Central Única de Favelas (Cufa). “Foram 3 anos de trabalho intenso, 150 horas de conversas com 73 integrantes de gangues entrevistados”, conta Max Maciel, coordenador da Cufa de Brasília, que participou do projeto. “A Miriam Abramovay já tinha começado a estudar gangues há algum tempo e nos chamou para participar desse estudo, que é inédito no Brasil. Isso possibilitou um novo olhar sobre essas organizações que, por exemplo, não são associadas ao tráfico de drogas, como se pensa. Há conflitos, há guerras, há mortes, há integrantes que usam drogas, mas o tráfico não é a função principal. Fazer esta pesquisa foi compreender melhor estes jovens até para criar políticas públicas mais específicas”, explica Maciel.
Para ele, o que mais chamou a atenção e acabou direcionando o trabalho foi a participação crescente de meninas, ainda que não existam gangues exclusivamente femininas ou líderes mulheres. “A relação das mulheres é muito ambígua”, afirma Marisa Feffermann, pesquisadora do Instituto de Saúde e autora de vários estudos sobre violência e juventude: “Ao mesmo tempo em que aparecem as chamadas ‘formadoras de casinha’ e as ‘pés de pano’, que são as que ficam com os meninos de uma gangue e de outra, criando guerras entre eles, e as meninas que vão junto para os ‘rolês’ de pichação só para segurar a barra com a polícia, nós descobrimos as ‘donas de rochas’ ou ‘cabulosas’, que picham e fazem as mesmas coisas que os meninos”.
Marisa diz que estas últimas são reconhecidas por serem destemidas e leais, respeitadas entre os meninos, mas ocupam uma posição nova na história das gangues. “O comportamento ainda é bastante machista”, completa. Isso se mostra nos depoimentos dados aos pesquisadores, como este: “Quem comanda são os homens. A relação da gente é bem machista mesmo. Não vai mudar não. É nós (que comanda), né, a gente nunca vai deixar elas começarem a reinar no meio dos pichadores, isso nunca vai acontecer (sic)”, diz um integrante de uma das 13 gangues entrevistadas.
“São as líderes do núcleo feminino que comandam e protegem as meninas e se reportam ao líder geral”, relata Maciel. Em depoimento, uma líder “F”, como é chamada a liderança feminina nas gangues, tenta mostrar sua autoridade: “Uma menina chegou para mim quase chorando: ‘Ah, por que não sei quem falou que ia me tirar da galera porque eu não dou lata’(...) Eu falei: ‘olha, eu não quero saber de nenhum menino querendo se dar bem em cima de menina. Quem é a líder das meninas sou eu’”. As latas citadas são as de spray, que são o principal motivo para os roubos feitos por esses grupos. Caras, são ferramentas indispensáveis para as marcações feitas nos muros.
Para os pesquisadores, os motivos que levam cada vez mais meninas às gangues de pichação são o anseio por fama, visibilidade e adrenalina. “

Em seguida, recorte de trecho da REVISTA ÂMBITO JURÍDICO com o texto "Uma reflexão crítica sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA", sem data que eu tenha encontrado
Hoje, os filhos são sujeitos de direito e de deveres também, pois a cada direito corresponde um dever, portanto, culpar o ECA pelo crescente número
de infrações infanto-juvenis é um grande equívoco de interpretação. Edson Sêda ratifica esse entendimento:
“Quem tem direitos, automaticamente tem deveres. Incluir crianças e adolescentes no mundo do Direito (como sujeitos de Direito, ou em outras
palavras, como sujeitos jurídicos) os transforma em sujeitos de direitos e de obrigações (deveres). Esse reconhecimento está na base interdisciplinar
da Convenção. É um erro grave de paradigma sequer pensar que no processo de formação (educação) de uma criança se venha a incutir-lhe o sentir
e o pensar de que é dotada de direitos (aquilo que ela pode exigir dos outros), sem incutir-lhe o pensamento e o sentimento de que é dotada de
deveres (aquilo que os demais, a começar por pai e mãe, irmãos e amigos, podem e devem dela exigir)”.[9]
Nesta ordem de idéias, pode-se perceber que o pensamento ultrapassado, de que a criança tudo pode é um grande equívoco. Alguns responsáveis
pelas crianças e adolescentes, consideram mais cômodo nada fazer do que dialogar, mencionar as regras de conduta familiar e social, aplicar
castigos (perda temporária do computador, saídas, televisão); quer seja, retirar o que o infante gosta, a fim de que aprenda que existem sanções para
o descumprimento das normas estabelecidas.
O desgaste aparente é maior, mas, as conseqüências futuras são promissoras; ao contrário, a omissão quanto ao dever de educar poderá acarretar o
uso de drogas, prostituição, vandalismo, enfim, a desestrutura psicológica e social do indivíduo.
Ainda, o inciso VII, do art. 1634, do Novo Código Civil, referenda: “Art. 1634. Compete aos pais, quanto às pessoas dos filhos menores (...) VII- exigir
que lhes prestem obediência, respeito e os serviços próprios de sua idade e condição”.
Desta forma, pode se evidenciar que tanto o Código Civil quanto o ECA deixam claro que as crianças e adolescentes devem ter deverem tanto
quanto direitos e que devem aprender e serem ocupados na proporção de suas faixas etárias.
A lei especial de proteção possui, conotativamente, dois braços: um que ampara crianças e adolescentes vítimas de maus tratos, através dos
Conselhos Tutelares, e outro que “pune” os adolescentes, quando estes forem os causadores de danos ou vitimizadores.

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Comentário de Carlos Theobaldo em 14 setembro 2012 às 12:53

Nos primeiros anos está a base, portanto é lá que deve ser solidificada a estrutura. Nosso currículo ainda é fraco em relação aos países da Europa, incluindo Portugal. Deve ser revisto, também.

Comentário de Bruno Leal em 14 setembro 2012 às 12:05

Luis, acho que melhorar bastante se você cortar um pouco o texto acima. aBS!

Comentário de Luis Marcelo Santos em 19 agosto 2012 às 13:26

Mas pouco a pouco você mesmo mostra como devagar vamos descobrindo a dimensão do iceberg. Sua colocação é ótima sobre uma descentralização do material didiático e seria ótima, excelente  ser debatida também por outras pessoas (até mesmo porque fala-se tanto na observação de outras realidades, mas os materiais didaticos seguem basicamente um mesmo formato de conteúdos - livros didaticos, apostilas, etc). Simplesmente digo que por menos que pareça que avançamos, estamos dando passos signficiativos no debate.

Comentário de Carlos Theobaldo em 19 agosto 2012 às 12:59

Vi seus tópicos, Luis, e sei que pensa exatamente desse modo. A nossa classe não é unida (exceto os federais em greve, no momento) e há que se sentar com autoridades ou estas (uma ideia apenas) realizarem uma pesquisa de campo para conhecerem melhor a realidade. A apostila usada em São paulo capital não pode ser a mesma utilizada por alunos e professores de pequenas cidades do interior de São Paulo, por exemplo. E isso é só uma amostra, a ponta do iceberg...

Comentário de Luis Marcelo Santos em 19 agosto 2012 às 11:55

Concordo Carlos. Mas esse é o ponto. E por isso que eu insisto na provocação positiva, ou seja, o instigar pela argumentação, pela refelxão, pelas busca de novos pontos de vista ou mesmo argumentos para embasar os velhos pontos de vista.

Os fóruns que propus se encaixam nessa ideia, como sobre a cumplicidade da classe dos professores nessa degradação do ensino, que admitindo ou não, ela continuará exisitindo. Igual exponho que o objetivo não é o de critica a colegas, mas sim o de analise de fatores que de um modo ou de outro, possamos trabalhá-los conforme as limitações naturais nos permitam isso.

Compreender e buscar alternativas, não apenas a critica pela critica, uma vez que esse ano de 2012 diante de todas as mobilizações que vemos, é rico demais em oportunidades para darmos visibilidade a novos discursos com novos olhares.

Sei que o objetivo é dificil, mas acredito em todos nós, sei que todos aqui acreditam na mudança e isso já é o bastante para nos encorajarmos em investir no grande potencial que todos aqui tem e certamente muito ainda tem a nos surpreender em alegrias a nos inspirarem fazer o mesmo.

Comentário de Carlos Theobaldo em 19 agosto 2012 às 11:38

A base está no Ensino Fundamental, Luis, mas parece que nem em ano eleitoral se pensa nisso (não d´´a voto, não aparece como obras públicas). Lá o professor deve incutir o gosto pela leitura, exigir um pouco mais do aluno, etc. Aí entra aquela velha discussão dos salários, dos alunos que não querem nada com educação...Há controvérsias, mas se nunca debaterem estas vão se perpetuar: quem perde é a sociedade, em futuro próximo (a educação fica restrita na mão das elites, que "gera" futuros condutores da sociedade)

Comentário de Luis Marcelo Santos em 19 agosto 2012 às 11:19

Você chegou ao ponto em questão, Carlos, justamente porque fiquei a pensar muito nos resultados do ultimo IDEB em que não vi praticamente pessoas comentarem a contradição entre os números satisfatórios no Ensino Fundamental e os números baixissimos no Ensino médio. Uma vez que o desempenho do Ensino médio é reflexo do aproveitamento das séries finais do Ensino Fundamental (6o ao 9o. ano) que por sua vez são reflexos das séries iniciais. Logo, isso não é algo a se pensar?

Comentário de Carlos Theobaldo em 19 agosto 2012 às 11:03

Há tanto a se dizer e fazer, mas em princípio as autoridades deviam olhar com mais atenção o Ensino Básico, onde brotam as sementes para a sociedade.

Comentário de Luis Marcelo Santos em 29 junho 2010 às 13:32
Nesse período de eleições creio que a CONAE - conferencia Nacional de Educação de abril de 2010 precisa ser relembrada. E analisado o que devemos ou não observar o que se encaixa ou nao com os planos de nossos candidatos. Veja as principais decisões da CONAE, tomadas em 03 de abril de 2010, segundo fonte site http://www.inclusaoediversidade.com/2010/04/conae-2010-resumo-das-d.... Quem tiver maiores informações, por favor, enriqueça, corrija, contribua para melhorarmos uma discussão e ação sobre esse evento de relevancia para todos os educadores :

- Criação do Sistema Nacional da Educação que vai articular as ações
educacionais em todos os níveis e todas as áreas

- Criação do Fórum Nacional da Educação que terá poderes mais amplos que o
Conselho Nacional da Educação.

- Mudanças dos Conselhos Nacional, Estadual e Municipal que deverá ter seus
membros eleitos de forma democrática e representar os segmentos da área da
educação.

- Gestão democrática da educação deve ser estendida também para o setor
privado;

- Melhoria dos programas de assistência ao estudante;

- Fortalecimento do ensino público e gratuito;

- Reserva de vagas nas universidades públicas para um mínimo de 50% de
alunos egressos do ensino médio, sendo respeitada a proporcionalidade de
negros(as) e indígenas de cada ente federado a que pertence a instituição.

- Ampliação do atendimento de creche, ensino fundamental em período integral
e ensino médio profissionalizante;

- Ampliação da Educação de Jovens e Adultos e de programas de combate ao
analfabetismo;

- Financiamento das matriculas públicas através do Custo Aluno/a Qualidade
(CAQ)

- Ampliação da gratuidade dos cursos do sistema “s”;

- Construção de um Referencial Nacional para a Formação de Professores;

- Formas de melhoria salarial dos profissionais da educação com piso
salarial de R$ 1.800,00;

- Sistema de dedicação exclusiva do professor num único cargo, sendo que até
2015, 1/3 da carga horária será destinada a horas-atividade;

- Licença automática e remunerada para cursas mestrado e doutorado;

- Formação inicial do professor de forma presencial e o EAD (Ensino á
distância) somente de forma excepcional e rigidamente regulamentado;

- Diretrizes de carreira sem o sistema de premiação/punição;

- Ampliação gradativa dos recursos da educação até que seja aplicado 10% do
PIB na educação pública;

- Ampliação dos recursos vinculados de 18% para 25% dos recursos da União e
de 25% para 30% dos recursos dos Estados e Municípios;

- Criação da Lei de Responsabilidade Educacional;

- Criação do programa de Educação Fiscal para a cidadania;

- Destinar 50% dos recursos do Fundo Social e dos royalties do petróleo e do
pré-sal para a educação;

- Fortalecimento das medidas de inclusão e de educação para a diversidade,
com a introdução da educação para comunidades quilombolas, o combate à
homofobia e outras formas de preconceito;

- Recursos públicos para a educação pública, sendo que à partir de 2018 os
recursos do FUNDEB não poderão mais financiar instituições privadas.
Comentário de Luis Marcelo Santos em 15 março 2010 às 13:18
P.S: Também compartilho um vídeo de uma das muitas reportagens que a Rede Paranaense de Comunicação (RPC - Tv globo) transmitiu no mês de janeiro de 2010 sobre a grande polemica das pressões que levam a aprovoções de alunos, independente de terem ou não o conhecimento minimo para avançarem em seu estudo numa nova série. Também um tema muito rico a ser analisado e discutido. Um abraço a todos.

http://www.youtube.com/watch?v=g6k4t8QvuRE
 
 
 

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Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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