Qual a maior ou as maiores críticas (ainda que indiretas e veladas) ao marxismo que podemos encontrar nas obras de Foucault?

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Respostas a este tópico

Não sei a maior mais uma bem latente é a critica a concepção economicista do nosso amigo Marx. Posteriormente- na microfisica do poder - foucault fara uma critica velada a metedologia marxiana e marxista de abordar o poder como uma superestrutura da economia, tratando ,assim, o pode como posse e não como um eeterno exercicio.
Uma que também não sei se maior, mas que é muito presente em sua obra é a ruptura a maneira marxista de abordar a história, como se ela não tivesse uma dinâmica própria. E o próprio materialismo histórico, que se ele não nega em teoria ele nega em prática, pois as análises contidas em História da sexualidade são sobre que discursos os homens produzem de si. E isso, numa perspectiva marxista, não importaria para entender uma realidade, uma vez que só a maneira como os homens produzem que explicam a maneira como eles se vinculam.
Começei a pouco a estudar a obra deste grande autor... Pude refletir sobre velhos preconceitos impregnados desde o ensino médio e que faziam parte da minha realidade filosófica...

Sobre a estrutura de seu pensamento e sua ligação com as teorias de cunho marxista , estou desenvolvendo uma pesquisa focada na força que da substancia a condiçaõ humana..Tema tão tratado em tantas obras de Foucault...Ainda não desenvolvi muita coisa, minha bagagem literaria é falha...(Como a de todos os historiadores que resolvem se aventurar pelas esferas filosóficas)...Mas posso dizer, embasada por grandes autores estudiosos da obra foucaultiana, (não importa o que digam,sempre qd uso este termo lembro de alienigenas..)..Enfim, posso dizer que existe um ponto que mescla as teorias de afirmação de individualidade partindo de Foucault para os questionamentos do que torna o individuo realmente humano (nos escritos do jovem Marx)...

Bom ainda estou no processo de construção deste conhecimento ...Mas agradeço a colaboração de vcs para esta questão...Ou para esta colocação...
Por mais que possa causar estranheza em alguns, além das diferenças latentes entre Foucault e Marx, existem pontos onde suas teorias podem ser utilizadas concomitantemente.

Um exemplo disso é a análise sobre a questão da subjetivação do trabalhador nas teias engendradas pelas filosofias (especialmente o darwinismo social) ligadas ao liberalismo e seu remendo, o neoliberalismo. Uma obra que exemplifica muito bem a questão é "Foucault e a Constituição do Sujeito", de Marcio Fonseca.
Apesar de ingressar agora no estudo de Foucault, acredito que talvez não a maior mas talvez uma das maiores críticas do autor em relação ao marxismo é a questão do poder. Ao meu ver, Foucault diz que o poder é descentralizado, ou seja, não esta localizado nas maos de apenas uma pessoa ou órgão. Sendo assim, é impossivel acabar com o poder da burguesia atacando o Estado como propoe o socialismo. para Marx, acabar com o capitalismo é acabar também com o Estado, este que detem o poder. Entendem, se o poder não se encontra apenas num lugar, não será com a destruição do Estado capitalista, que conseguiriamos destruir o proprio capitalismo!!

É verdade. Para Foucault, não se deve tomar o estado burguês, porque não resolveria nada. Ele termina sendo um tipo sofisticado de reformista do capitalismo.

Meu caro Bruno Leal,

penso que isso que chamamos de "crise de paradigmas" que tanto evocamos no final do século XX
está estreitamente ligada à obra foucaltiana. A concepção de poder apresentada por Foucault e, principalmente, a reelaboração dos elementos que participam da relação sujeito e objeto. Há a relativização do sujeito e não apenas
do objeto.
Foucault põe fim ao pensamento "moderno" e horizontal do marxismo que foi o paradigma predominante durante dois séculos. Pensamos hoje, graças a Foucault, numa historia que passa da modernidade para uma suposta pós-modernidade.

Um Abraço!!!

Caros colegas,

 

No meu entendimento, há duas divergências principais entre o pensamento de Foucault e o marxismo.

1) Para Foucault, o poder é algo que circula, só existe em ato, só funciona em cadeia. Portanto, o poder não se dá, não se troca, tampouco se exerce em termos de dominação de um indíviduo sobre o outro, ou de uma classe para outra. Assim, a luta de classes marxista e as relações de poder de Foucault seriam incompatíveis.

2) A questão da ideologia, no marxismo, pressupõe a existência de um discurso que distorce a realidade face a uma verdade. Para Foucault, a verdade é sempre uma construção mundana, e o discurso deve ser compreendido como um elemento a mais no jogo da história.

Acredito que falta a muitos colegas ler um pouco mais da obra de Marx. Muitos pontos do marxismo abordados aqui são genéricos, simplistas, típico de quem leu pouco, e de quem leu sobre, e não o próprio autor.
Faço uma crítica construtiva. Para que se entenda algo, é necessário que se estude a respeito.
Abraços.

Concordo. Marx possui muitas obras voltadas para a interpretação da sociedade em seu aspecto cultural. Não é à toa que é dele a afirmação: "a religião é o ópio do povo". Não fosse pela compreensão do poder que emana a partir da produção de um imaginário emotivo e sensorial, como o é a religião, ele não teria feito essa afirmação. Acredito que relações de poder, segundo Foucault, também ocorrem na esfera econômica.

Foucault é contra Lênin, diretamente. Essa é a maior crítica. O marxismo do século XX é o leninismo.

Cite exemplos Guilherme!!

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