E porque?

Tags: Foucault, livro

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Respostas a este tópico

Acredito que seja o Vigiar e Punir, pois neste livro ele coloca em questão assuntos importantes que teve seu inicio a muito tempo atrás e que ao longo do tempo sofreu varias modificações como por exemplo o sistema penitenciário que começou com as mortes em locais públicos para que todos pudessem ver e hoje o método é completamente diferente, mas em contrapartida os efeitos são parecidos... As instituições que vemos em algumas Igrejas, Hospitais, Escolas, Fabricas, Exércitos e outros, que são formados e estabelecidos com os mesmos métodos e modelos em que foi formado o sitema penitenciário.

Eu tenho lá minhas dúvidas quanto ao Foucault como historiador. Ele é mais um filósofo. Não creio que tem muito rigor não, é muito enfeitado, descontínuo e retórico. É visto com muita festa, cerimônia e complacência. Tem sido lido como marxista, mas não é. É um antileninista, é na melhor das hipóteses  um reformista de esquerda, foi maoísta, empolgou-se com Soljenistsin, etc. Entre Nietzsche e Marx, pratica a duplicidade política.

Chega a cometer erros banais como dizer que "o homem veio do macaco", assim como Nietzsche! Primário! O homem evoluiu dos hominídeos e tem um ancestral em comum com o macaco.

O livro mais importante hoje é Vigiar e Punir, atualíssimo no Brasil e citado até em Tropa de Elite.

Também concordo que seja o Vigiar e Punir, a idéia do panoptismo é bastante sedutora e permite dialogar com as idéias do Michel de Certeau no "A invenção do cotidiano", que aborda a sociedade de consumo de uma forma genial. Se bem que "As palavras e as coisas" continua desconcertante, principalmente por vivermos numa sociedade saturada de simulacros e representações. Enfim...pergunta difícil de responder.
A obra de michel Foucault pode ser dividida em fases. Na primeira delas, a obra principal é Arqueologia do Saber. Posteriormente ele concentrou suas innvestigações na questão do cuidado de si, na série A história da sexualidade e finalmente na Hermenêutica do sujeito.
Bruno e amigos, História da loucura , bom esses aspecto são interpretações culturais que variam ao longo do tempo e do espaço,portanto, merecem investigaçao histótica, quando ele diz que não dão ouvidos à loucura da propria existência, nós dentro deste universo nosso, perguntamos porque o ser humano e tão repetitivos nas suas barbarias de insanidade mental.
Sinceramente, não entendo bem a divulgação dessa turma do College de France no Brasil. Num país em que o ensino fundamental ignora Platão, Aristóteles, Tomás de Aquino, Pascal e Descartes, o aluno dá de cara com esse pessoal. Existencialismo, estruturalismo... A impressão que tenho é que acha-se que o mundo começa com Nietzsche. Ele e seu pensamento doente e depressivo, advindo da notória melancolia nórdica. Kant, Schoppenhauer e todo aquele chororô teutônico que parece tão caro à turma de Paris. São filósofos que se suicidam ou enlouquecem. Há uma super-valorização da negação. E no caso de Foucault e turma, da 'dúvida'... Ou da 'certeza' de Barthés. Sei que a culpa é dos professores que fazem a pauta. Os estudantes são forçados a digeri-la. São as chamadas 'Ciências Sociais' interferindo na verdadeira filosofia. Além do mais, O Brasil é um país latino e católico, por formação. Fala-se aqui pouco em Aquino, Bruno e Pascal e muito nessa turma do pessimismo pós-luterano. Acho que qualquer pessoa que leia Foucault, será uma pessoa mais triste depois... Será levado para o mundo das 'não-coisas'. O mundo das 'coisas' é outro.
Sandra Celani
"Os homens são tão necessariamente loucos, que não ser louco seria outra forma de loucura." Blaise pascal. e
Erneste Becker diz:
Tudo o que o homem faz em seu mundo simbólico é uma tenatativa de negar e sobrepujar seu destino grotesco. Ele literalmente se lança em um esquecimento cego por meio de jogos sociais, truques psicológicos, preocupações pessoais tão afastadas da realidade de sua situação que são formas de loucura; aceita, compartilhada, disfarçada e dignificada, mas mesmo assim loucura>

E tanto Filosofia como as outras construções acadêmicas humanas são fábricas de significados, para garantir a loucura da não aceitação da finitude humana. Da metafisica aristotélica ou cartesiana, das imortalidades agostiniana ou platonica-socrática,sonhamos com o vòo da imortalidade. Mas mesmo com todas as abordagens da eternidade, pairamos inevitavelmente diante da loucura não aceita e nem compartilhada de nosso destino grotesco e cruel.
O que seria a verdadeira filosofia? garantir a imortalidade?
haveria uma falsa filosofia que nos colocaria diante da nossa finitude inexorável e cruél?
As fábricas de significados e sentidos são canalizadas para a garantia da negação de nossa angústia coletiva. Religião, filosofias, deus ou Deus. Todas concorrendo para a catequese fraudulenta.
Creio que esse seu modo de ver à filosofia como ciência imortal é a partir do seu pensamento helenístico sobre a concepção da sociedade e sua reflexão. Vejo, além disso, que você já encontrou a "verdadeira filosofia", gostaria que me dei uma dica para encontrá-la também. Mas, se pensar não é duvidoso, neguemos tudo o que acontece e vivamos em harmonia, num plano ideal e cartesiano. Eu estudo Foucault e nem por isso sou depressivo, nem me considero mais Foucaultiano nem menos Aristotélico.
Olá, Sandra.
Estou chegando agora por aqui. Sou recém-formada em Filosofia e portanto, ainda não consegui me aprofundar melhor em nenhum destes que você citou. Porém, gostaria de te parabenizar pela linha crítica do seu pensamento. Li muito pouco do Nietzsche (frente a tudo o que preciso)e gostei do pouco que li sobre Foucault. MAs, passarei a ter um outro olhar diante das futuras leituras.
Grata.
"Acho que qualquer pessoa que leia Foucault, será uma pessoa mais triste depois..."

Estabelece-se um paradoxo: me sinto extremamente feliz por estar "mais triste".

(Estou pensando aqui quais estruturalistas e existencialistas se suicidaram)

Schopenhauer era avarento e megalomaníaco. Niezstche morreu de doença mental. Foucault morreu de aids e era homossexual. Pedir a função autor a coerência de sua obra é algo normal nos jogos discursivos, como Foucault disserta, mas invalidar com argumentos ad hominem um conjunto de pensamento, dizendo que eram todos depressivos suicidas que não devem ser ouvidos? Sandra, seu discurso estabelece a exclusão de algo, negando a turminha "do College de France" "que nega tudo", para afirmação da sua verdade, sua "verdadeira filosofia", e deixa esta última em meio a uma fumaça hermética.

A propósito de sua "verdadeira filosofia", ao meu ver, pode guarda-la para você.
vc é historiador??? cada escrita representa o seu tempo!!!e foucault foi impar no seu tempo, e acho que só na sua escola que não trabalha com os pensadores acima, eu trabalho com todos, não sou preso a normas ultrapassadas de ensino!!

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