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Michel Foucault

Grupo voltado para o estudo das obras do francês Michel Foucault, em especial aquelas que estão mais diretamente a História. Seja bem-vindo!

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"Na História estamos preocupados com o que foi e com o que é; na Filosofia, por outro lado, estamos preocupados não com o que pertence exclusivamente ao passado ou mesmo ao futuro, mas com o que é, tanto agora como eternamente - isto é, com a Razão."

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yeda fajardo Comentário de yeda fajardo em 8 novembro 2009 às 11:41
Foucault em História da loucura : ao finl da Idade Média a lepra desaparece do mundo ocidental. O poder real assume o controle reorganização dessa imensa fortuna que representavam os bens fundiários dos leprosáriosEm Lipplingen, o leprosário é logo povoado por incuráveis e loucos Pobres, vagabundos, presidiários, alienados assumirão o local. O abandono é salvação, a exclusão lhes oferece uma nova forma de comunhão. Yêda Fjardo
yeda fajardo Comentário de yeda fajardo em 6 novembro 2009 às 14:23
Citação de Foucault : " para quem escreve o livro, é grande a tentação de legislar sobre todo esse resplendor de simulacros, prescrever-lhes uma forma, carregá-los com uma identidade, impor-lhes uma marca que daria a todos um certo valor constante. " Yêda Fajardo
Claudio Estevam Comentário de Claudio Estevam em 4 novembro 2009 às 15:11
CICLO DE PALESTRAS.
MARIGHELLA VIVE
UMA HOMENAGEM A ESTE GRANDE BRASILEIRO.
DEBATES E LANÇAMENTO DE LIVROS.
DIAS 11, 12 E 13 DE NOVEMBRO.
LOCAL: ASSOCIAÇÃO SHOLEM ALEICHEM (ASA) RUA São Clemente, 155 – BOTAFOGO -(próximo à estação do metrô BOTAFOGO) - RIO DE JANEIRO.
HORÁRIO: DAS 19h00min até 21h00min h.
INSCRIÇÕES GRATUITAS PELO EMAIL: cemobafluminense@terra.com.br
Ou na ASA, duas horas antes da abertura (dia 11/11 das 17h00min até 18h45minh). VAGAS LIMITADAS.

PROGRAMAÇÃO
11/11/09 - Quarta-feira – ESTADO, AUTORITARISMO E VIOLÊNCIA
JOÃO BATISTA DAMASCENO (MEMBRO DA ASSOCIAÇÃO JUIZES PARA A DEMOCRACIA).
12/11/09 – Quinta-feira – O ATO INSTITUCIONAL Nº 5 e a REPRESSÃO - Professor RUBIN S. LEÃO DE AQUINO (AUTOR DE LIVROS DE HISTÓRIA).
13/11/09 – Sexta-feira – “CARLOS, A FACE OCULTA DE MARIGHELLA” - EDSON TEIXEIRA – PROFESSOR E ESCRITOR e “MARIGHELLA E A ALN”
CARLOS EUGÊNIO PAZ – ESCRITOR, MILITANTE E DIRIGENTE DA ALN.

VENHA E PARTICIPE!
Para se inscrever envie: Nome, endereço, profissão, endereço de e-mail. E aguarde a confirmação da sua inscrição.
Visite nosso site: www.cemobafluminense.com.br
Apoio: Associação Sholem Aleichem.
yeda fajardo Comentário de yeda fajardo em 2 novembro 2009 às 15:57
considero a obra Historia da Loucura de Michel Foucault uma das mais brilhantes. Ele já percebia que o louco era utilizado como formade poder do Estado. Quando Pinel retirou as algemas dos loucos ele já sabia que isso já era decretado pelo poderda época. Foucault que temia os loucos foi capaz de trabalhar com loucos infratores, foi capaz de visitar diariamente Althusser quando este enforca sua esposa. Gosto muito de Eu, Pierre Riviere que matou sua mãe, estuprou... Gosto do panoptico como forma de vigiar os presos. Desde que Jeremias Bentham, arquiteto, construiu o primeiro presídio, Foucault sempre se interrogou sobre a vigilância, o poder de vigilância que fazemos sobre os outros. Não é à toa que os BBB fazem tanto sucesso. Yêda Fajardo
Viviane Nunes Comentário de Viviane Nunes em 18 outubro 2009 às 10:27
Site com textos de Foucault em português:

http://www.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/biblio.html
eduardo sousa cardoso Comentário de eduardo sousa cardoso em 28 setembro 2009 às 23:03
Foucault e a identidade: "creio que a identidade é uma das primeiras produções de pode, desse tipo de poder que conhecemos em nossa sociedade.Eu acredito muito, com efeito, na importância constitutiva das formas jurídico-político-policiais de nossa sociedade.Será que o sujeito, idêntico a sim mesmo, com sua historicidade própria, sua gênese, suas continuidades, os efeitos de sua infância prolongados até o último dia de sua vida, etc., não seria o produto de um certo tipo de poder que se exerce sobre nós nas formas jurídicas antigas e nas formas policiais recentes?" (foucault-entrevista-roger pol-droit)
eduardo sousa cardoso Comentário de eduardo sousa cardoso em 25 setembro 2009 às 23:41
vigiar e punir mostra os mecanismos de controle e disciplina dos corpos. mas há outros, como a história da sexualidade(a mulher/os rapazes) onde a literatura grega é largamente utilizada por foucault para saber como se desenvolvia as relações afetivas na grécia antiga.
jaqueline Comentário de jaqueline em 24 setembro 2009 às 15:39
simplismente genial
Gustavo Chalier Comentário de Gustavo Chalier em 24 setembro 2009 às 13:46
Bom dia amantes de Clio, a musa sempre fascinante e esquiva!

Eu me chamo Gustavo e sou argentino...portanto, desculpe o meu português!
Pra mim, eu acho que pra todos nos, Foucault é mais que um mero escritor ou historiador. Ele é a complexidade mesma do texto e do pensamento, ele é a história feita poesia e filosofía ao mesmo tempo.
Mais eu quero saber si em português há boas traduçâos da obra de Foucault, porque por desgraça em espanhol nâo há uma que seja decente, e deve-se ler em francês pra nâo mudar o sentido e fazer mais simple a sua leitura e comprençâo (será que sempre "traduttore tradittore"?).
Obrigado!
Gustavo
Marcela Souza Macêdo Smigura Comentário de Marcela Souza Macêdo Smigura em 15 setembro 2009 às 18:09
Olá a todos e a todas, como vcs sou amante das teorias focaultianas, a que mais utilizo como pesquisadora na área de ensino de história e representações, é as relações de poder tão bem teorizada em Microfísica do poder,o micropoder está em todas as partes,em sua forma capilar, O poder focaultiano, estabelece explicaçãoes na mediação entre o homem e as tecnologias, já que as relações de poder existem desde as relações culturais das sociedades ágrafas quando representavam por meio das pinturas rupestres a sua maneira de entender o mundo, a criação, a caça, as divindades, a fertilidade, e as relações de genêro, com isso,já faziam mediação na relação entre os símbolos, a cultura, o cotidiano, para se fazerem entendidos, sendo assim, a analogia que fiz do poder focaultiano e a mediação cultural, está no sentido da teoria do micropoder, a visão de micropoder é confirmada pelo próprio Focault na obra Microfísica do Poder , diz ele: " Mas quando penso na mecânica do poder, penso na sua forma capilar de existir, no ponto em que o poder encontra o nível dos indivíduos, atinge seus corpos, vêm se inserir em seus gestos, nas suas atitudes, seus discursos, sua aprendizagem, sua vida quotidiana"( FOCAULT,1999,P.131).

Na análise focaultiana o poder é algo presente nas relações humanas,pois somos produtos do meio e a mediação é o mecanismo que nos faz interagir com este, seja através da linguagem(vygotsky), através do meio( Barbero),meios midiáticos(Orozco).

Sendo assim, o poder aparece quando cada uma das partes sobrepõe sobre o outro as intenções,a mediação entra para nos tornar capazes de entender as intenções por detrás da linguagem dos símbolos, das mensagens que os meios de comunicação transmitem cotidianamente, tudo tém intenções, neste caso, está implicito as formas de controle do poder.

Neste sentido com a mediação as armadilhas do poder não caem, mas tornam-se explicitamente compreendidas
 

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Cidadão Boilesen

O documentário revela as ligações de Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do famoso grupo Ultra, da Ultragaz, com a ditadura militar, ajudando no financiamento da repressão violenta e também a sua participação na criação da temível Oban – Operação Bandeirante, espécie de pedra fundamental do Doi-Codi. (RC)

Cidadão Boilesen foi premiado no Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade, esteve no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo. Sempre aplaudido pelo público e pela crítica, levanta o véu sobre a Operação Bandeirantes.

A Oban, como era chamada, foi um centro de informações, investigações e de torturas montado pelo Exército brasileiro no fim dos anos 1960 para combater organizações de esquerda que confrontavam o regime ditatorial que vigorava desde 1964 no País. O filme deixa claro que era financiada por empresários e banqueiros. O caso de Henning Boilesen, o cidadão Boilesen, é exemplar. Dinamarquês naturalizado brasileiro, ele virou empresário no País. Anticomunista ferrenho, ligou-se a grupos militares e paramilitares. Outros empresários e banqueiros - nomeados no filme - também fizeram isso, mas Boilesen se destacava por uma particularidade fartamente debatida no filme. Sádico, ele tinha um prazer especial em seguir as sessões de tortura, chegando a fornecer carros da empresa Ultragaz, do grupo Ulbra, que presidia, para operações de repressão. Em 1971, foi vítima de uma emboscada e morto por guerrilheiros.

Foram mais de 15 anos de pesquisa, que agora se concluem na estreia. Litewski elaborou uma lista de 200 possíveis entrevistados. Um terço lhe bateu o telefone na cara, tão logo ele anunciava sua intenção. Outro terço admitia dar depoimento, sem que fosse gravado ou filmado, certamente temendo represálias. O terço final, finalmente, deu a cara e a voz às denúncias formuladas no filme. Elas de alguma forma corrigem a história oficial. Mostram que a famigerada ditadura foi, na verdade, uma aliança civil-militar, incentivada e sustentada por setores de peso na sociedade, e não apenas empresários da Fiesp ou banqueiros da Febraban. Nem a imprensa é poupada. Litewski, que se autodefine como ‘rato de pesquisa’, só cita empresários e organizações que tenham sido mencionados por no mínimo três fontes diferentes.

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