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Robson Leal Francisco Comentário de Robson Leal Francisco em 23 agosto 2009 às 14:53
Sou historiador, professor e marxista. Acho muito estranho quando escuto historiadores atacarem segamente a obra deste grande gênio intelectual e militante das causa populares. Tal estranhesa se dá pelo fato de que Marx foi o primeiro filósofo a trazer a historia para filosofia - nas suas criticas a filosofia clssica e ao idealismo, influenciado pela teoria da identidade (vide " A Ideologia Alemã") Por fim, o mais importante, para nós historiadores, Marx foi o primeiro a trazer a história para própria história - valorizando os fenômenos históricos como construtos e produto do processo de movimento dialético da humanidade. Graças a Marx, tanto a filosofia, quanto a história deixaram de ser realidades em si e passaram a ser encaradas como construtos.
Hugo Leonnardo Cassimiro Comentário de Hugo Leonnardo Cassimiro em 23 abril 2009 às 16:45
Para quem não dissocia a teoria da prática as unindo em praxis, conheçam a rede social o Movimento Autogestionário. Tah rolando uma discussão sobre marxismo e historiografia, além de juventude e marxismo, o pensamento de Karl Korsk... http://movaut.ning.com/group/marxismoehistoriografia
Jean Paulo Pereira de Menezes Comentário de Jean Paulo Pereira de Menezes em 14 setembro 2008 às 17:50
Muito bem meus caros colegas... vejo que todos nós entendemos que o MHD é muito atual, que é extremamente válido e que o marxismo vulgar não deve ser entendido como o eixo central. Assim, proponho um debate acerca das classes sociais à luz do MHD.


Quando procurei entender a sociedade de classes, pautei-me em um período histórico bastante distante, mas não axiomático, para desenvolver a verificação de algumas hipóteses. A principal delas sendo a existência de classes sociais nas organizações pré-capitalistas. Tentadoramente fui levado a pensar qual seria o fator que poderia nos convencer, de ser elementar, para identificarmos a sociedade de classes ou não?
Uma sociedade organizada em Estado é uma sociedade de classes? Ou um império, sempre tem suas classes sociais?
Como pode observar o caro leitor, minhas preocupações estavam em saber/identificar em que tipo de organização a sociedade de classes se apresentaria indispensavelmente. Se o Estado é constituído para a representação da sociedade, como nos tentam creditar os filósofos europeus teóricos da filosofia política (N. Maquiavel, Thomas Hobbes, John Locke e J. J. Rousseau), teríamos então, ai, aqueles que representam e são representados. Portanto, classes sociais, uma vez que cada uma dessas contrai e possui relações singulares e concomitantes no Estado. Neste momento de minha abstração, notei que algo estava estranho, pois como teria surgido o Estado composto por classes? Certamente meu caminho inicial estava equivocado. As classes sociais precedem o Estado, uma vez que este é uma criação política do ser socialmente já constituído. Sendo o Estado um desdobramento do interesse de classes antagônicas. Assim como apresenta Engels em A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado:

“O Estado não é, de forma alguma, uma força imposta, do exterior, à sociedade. Não é, tampouco, “a realidade da Idéia moral", "a imagem e a realidade da Razão como pretende Hegel. É um produto da sociedade numa certa fase do seu desenvolvimento. É a confissão de que essa sociedade se embaraçou numa insolúvel contradição interna, se dividiu em antagonismos inconciliáveis de que não pode desvencilhar-se. Mas, para que essas classes antagônicas, com interesses econômicos contrários, não se entre devorassem e não devorassem a sociedade numa luta estéril, sentiu-se a necessidade de uma força que se colocasse aparentemente acima da sociedade, com o fim de atenuar o conflito nos limites da "ordem". “Essa força, que sai da sociedade, ficando, porém, por cima dela e dela se afastando cada vez mais, é o Estado”.

O Estado passa a existir para representar os interesses de classe: os que governam e os que são sujeitados como governados. E Lênin também nos dá a sua contribuição em O Estado e a Revolução quando se refere a mesma passagem de Engels citada por mim anteriormente:

“Eis, expressa com toda a clareza, a idéia fundamental do marxismo no que concerne ao papel histórico e à significação do Estado (referindo-se a Engels). O Estado é o produto e a manifestação do antagonismo inconciliável das classes. O Estado aparece onde e na medida em que os antagonismos de classes não podem objetivamente ser conciliados. E, reciprocamente, a existência do Estado prova que as contradições de classes são inconciliável das classes. O Estado aparece onde e na medida em que os antagonismos de classes não podem objetivamente ser conciliados. E, reciprocamente, a existência do Estado prova que as contradições de classe são inconciliáveis. “ (grifo meu)

Assim passei a me preocupar por um outro ângulo sobre a sociedade de classes: as relações do homem com a natureza. Este direcionamento pode me levar, cada vez mais, rumo a essência do homem em sua relação com a História. Observei que o Estado e as classes sociais também são desdobramentos fenomenais da criação da propriedade privada, e esta, por sua vez, da alienação do trabalho humano. Desta forma, passei a entender o trabalho como eixo central na História do homem. O homem só poderia ser mais bem entendido através das relações que este estabelece com a natureza e, diante dela, e nela, tornando-se emancipado ou alienador do trabalho como princípio nuclear da sociedade de classes antagônicas. De uma sociedade que ao passar da História, desenvolve relações de produção de acordo com os recursos técnicos e ideológicos que possui, gerando assim, a alienação do trabalhador no que concerne a sua capacidade produtiva de transformar-se em si, gerando desta forma um trabalho estranho ao trabalhador, agora estranhado, e promovendo a criação da propriedade privada, das classes e do Estado representativo da classe dominante.
 

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Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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