Materialismo Histórico

Informação

Materialismo Histórico

Grupo pra discutir a História através da concepção materialista.

Membros: 192
Última atividade: 8 Abr

Fórum de discussão

O Brasil é ou não um Estado laico?

Iniciado por Luciano Gomes. Última resposta de José Roberto Simões López 22 Fev, 2012. 1 Resposta

Atualidade Materialismo Histórico

Iniciado por anderson. Última resposta de Allan Russo Catto 9 Dez, 2011. 19 Respostas

Para além de Marx

Iniciado por Hugo Leonnardo Cassimiro. Última resposta de Marcelo Rodrigues 15 Abr, 2010. 11 Respostas

Caixa de Recados

Comentar

Você precisa ser um membro de Materialismo Histórico para adicionar comentários!

Comentário de Ильич em 23 outubro 2010 às 10:40
é por gente tipo esse Saraiva (ver colocações desse senhor e de outros como Alexandre Volk e Dino, em Holocausto), um racista declarado, que eu acho que a moderação deveria agir...
apesar de ter gostado de alguns diálogos, saio do Café História, porque não tô afim de aguentar esse tipo de gente... queria ter a oportunidade de te ver cara-a-cara, Saraiva, pra ouvir de sua boca esses absurdos... mas covardes não dizem isso em público... VOCÊ É UM LIXO NAZISTA!! Não dá pra estar num lugar onde esse tipo de pessoas proclama a violência e ninguém faz nada...
Comentário de Aluizio Franco Moreira em 8 agosto 2010 às 23:52
É isso! O marxismo continua vivo apesar do fim do chamado "socialismo real". O Grupo está de parabens.Abraços!
Comentário de Marcelo Andreatta em 3 abril 2010 às 19:24
Caro Marcelo Rodrigues, corroborando as palavras de Vagner V., o complementaria assinalando que o grande legado de Marx situa-se em fornecer-nos um qualificado quadro teórico-analítico do sistema capitalista, de sua emergência como modo de produção e de sua historicidade. Penso não haver melhor método de interpretação para compreender a dinâmica da sociedade capitalista. Refiro-me, vale notar, a um marxismo oxigenado, aberto às contribuições que o século XX produziu. Um referencial teórico só é superado quando 1.há outro mais qualificado para explicar dado fenômeno ou 2. quando o fenômeno não mais existe (não estamos em nenhum desses mundos...).Portanto, caro Marcelo, imiscuir-se em detalhes questionáveis da biografia de um autor como Marx significa afastar-se das grandes questões por ele levantadas. E obviedades são apenas obviedades. Nada mais. É evidente que ele aproveitou, em sua própria formação, dos autores que a ele chegaram em seu período histórico. Isso é da natureza da história. Evidente também que seu pensamento foi se transformando, ou evoluindo, ao longo de sua vida. Nada de novo no front.
Abraço a todos
Marcelo A.
Comentário de Vagner V. em 3 abril 2010 às 13:21
Companheiro "Marcelo Rodrigues", acredito que um homem com obra tamanha, não teria como passar "toda sua vida" a fazer campanhas difamatórias... Se naquele período a luta teórica não era tão salutar quanto é hoje, não é por culpa de Karl Marx. Se, por ventura, Karl Marx se referiu (por exemplo) a Bakunin de: "Pobre diabo, Monstro, Sem vergonha, Adulador, Elefante Gorducho, De quem gosto muito..." Bakunin, o chamava de: "Arrogante, mesquinho, mentiroso, destacada inteligência..." [apenas alguns adjectivos trocados por ambos]*... Sim, Marx não nasceu comunista, foi em sua juventude o que poderíamos chamar de "democrata radical" (ao estilo de Rousseau). Se foi, foi por muito pouco tempo, já em 1844, na Introdução... demonstrou claramente os pressupostos do "socialismo cientifico" (sugiro a leitura). Desafio o companheiro a demonstrar essa "contradição explicita" do pensamento de Karl Marx, que evidentemente evoluiu com o passar do tempo...

Deves tomar um pouco mais de cuidado com o que escreve, se Marx ficou conhecido por ter produzido a Ideologia Alemã, a Miséria da Filosofia, O Capital... Você, ao contrário, ficará conhecido por passar sua vida a tentar difamar um grande teórico. Abraços,

*NORTE, Sergio Augusto Queiroz. Bakunin: Sangue, suor e barricadas. Campinas: Papirus, 1988.
Comentário de João dos Santos Filho em 9 março 2010 às 18:35
Maringá cidade de Paul e Laura Lafargue

João dos Santos Filho

Entrevistando as pessoas que chegavam à cidade de Maringá pela rodoviária nova, deparamos com um casal de turistas da história universal o médico cubano Paul Lafargue e sua companheira Laura Marx, filha do pensador Karl Marx. Estavam vindo da França com o objetivo de se estabelecerem em nossa cidade, ele apresentava sinais de cansaço por ter saído da prisão de Saint-Pélagie a menos de quatro dias e ela por ser filha de quem era, apesar de seu semblante, demonstrar as marcas de uma mãe que havia perdido três filhos por culpa exclusiva da falta de higiene nos hospitais e pela proibição absurda de usar amas de leite.
Estava radiante em conhecer o Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Maringá e encontrar os marxianos sobreviventes da queda do muro. Imediatamente nos propomos a levá-los para a nossa casa, oferecendo a hospitalidade dos comunistas e admiradores que os respeitavam pelo seu trabalho de militante e de intelectual do lazer, turismo e do mundo do não trabalho. Muito gentilmente recusaram o convite, preferindo um hotel, resolvemos levá-los para o Bandeirantes pelo clima de nostalgia dos anos sessenta que o mesmo apresenta aos hospedes. Ao nos aproximamos do hotel houve uma sensação de familiaridade de nossos ilustres visitantes para com aquela estrutura, comentaram que a arquitetura recordava a parte americanizada da cidade de Santiago de Cuba na década de 60. Após conseguirmos as acomodações nos despedimos e marcamos para conversarmos pela manhã para ajudá-los em sua nova pátria.
De volta ao hotel, no dia posterior as nove da manhã, pudemos conversar e tomar um excelente café com Laura e Paul e conversarmos mais longamente sobre tudo e todos. De início elogiaram o verde da cidade, indagando se havia índios entre as matas, pois comentaram que em seu livro "O direito à preguiça" escrito em 1880 fizeram uma citação ao Brasil, relatando os costumes de seus primeiros habitantes. Em seguida perguntaram qual era a população da cidade, por mera coincidência o jornal "o Diário" que estava a disposição dos hospedes estava em nossa mesa e trazia em sua primeira pagina o resultado do censo 2000. Maringá havia contabilizado 288.467 mil habitantes. Espantados perguntaram qual era o numero e as condições das crianças e mulheres que trabalham nas fábricas, campos, comercio e serviços da região. Respondi que as condições eram semelhantes da Inglaterra do século XIX.
Em seguida perguntei a Laura sobre seu pai e com uma tonalidade de voz nostálgica, ela me disse que o Mouro estava em plena atividade intelectual e convivendo com suas doenças conhecidas por todos. Mas muito triste, por ter de ouvir interpretações errôneas de suas obras e ver seu nome sendo usado pelos sociais democratas com ares de comunistas. O que mais era preocupante para todos da família Marx é que Mouro tinha sentido demasiado a morte de sua mulher.
Imediatamente, procurei mudar de assunto, e reforçar as conquistas intelectuais de Marx. Quando perguntei sofre o manifesto comunista, ela me confidenciou que esse texto de seu pai e Engels, foi objeto de extrema perturbação para no cotidiano da família. Pois seus pais e suas irmãs sofreram a perseguição de agentes do governo belga que permaneceram vigiando os passos da família até surgir o pedido de expulsão. Laura comentou que Marx queria tomar satisfação com policiais. Engels teve que interceder e depois de duas horas de discussão conseguiu convencer Marx. Após tudo resolvido, Marx confidenciou a Engels que iria dar uma bengalada na cabeça desses agentes. Engels teve de ser duro com Mouro e não se agüentando começou a dar largas gargalhadas. Todos nós acabamos rindo do gigante de Trevéris e por conselho do General ( Engels ) resolvemos deixar Bruxelas e fomos morar em Paris.
Saímos do hotel e fomos para o centro da cidade, Lafargue demonstrava enorme interesse pela vida política em Maringá, perguntou-nos se o governo dos trabalhadores iria criar uma estrutura autônoma para ativar o lazer entre os trabalhadores. Eu lhe respondi que não, mas que o PT sempre foi um partido de ouvir as bases e que não tomaria decisões de cima para baixo. Lafargue ainda se ambientando no meio maringaense me interpelou, afirmando que tinha feito a escolha correta para morar. Mais uma vez, demonstrava entusiasmo em viver em Maringá.
Laura pensava em dar aulas de Francês e Inglês e ser professora da UEM, mas quando comentamos sobre o salário e a pratica da delação que havia sido implantada no interior da academia por parte de alguns grupos políticos, resolveu buscar novas saídas. Paul pensava em poder tornar seu sonho realidade, isto é, desenvolver junto aos trabalhadores um programa de lazer e turismo em que o município por meio de sua secretária de turismo estimula-se a criação de programas em parceria com as indústrias.
Comentei com Paul e Laura sobre os cadernos de Paris escritos por Marx em 1844 que são um marco para o estudo do lazer e do tempo livre, um texto pouco usado. Imediatamente Paul afirmou que esse foi um material fundamental para ele poder escrever "O Direito a preguiça". E completou sua idéia pedindo, para conversar com prefeito de Maringá. Será possível? respondi para ele, que iríamos tentar agendar para a semana.
* Os índios das tribos belicosas do Brasil matam seus inválidos e seus velhos; demonstram sua amizade pelo atingido pondo fim a uma vida que não se alegra mais com os combates, festas e andanças (Paul Lafargue. O direito à preguiça. São Paulo, editora Káiros, 1980. P. 26).
Comentário de Marcos Ferreira dos Prazeres em 9 março 2010 às 18:22
É uma satisfação muito grande fazer parte deste grupo. Principalmente porque na minha visão Marx vivendo no século XIX influenciou bastante as reflexões de cunho filosófico e histórico durante todo século XX. E ainda hoje é importantíssimo para uma análise de compreensão da realidade em que vivemos. Um abraço a todos.
Comentário de Marcelo Andreatta em 12 fevereiro 2010 às 15:11
Caros colegas,
cumprimento-os pela existência deste grupo. Não tenho dúvidas de que o MHD ainda se constitui no melhor instrumental teórico de análise do processo histórico, além de sua atualidade enquanto método analítico do mundo contemporâneo. Vida longa a este grupo! Abraço
Comentário de João dos Santos Filho em 11 fevereiro 2010 às 16:17
Achei um forum interessante. Abraços João
Comentário de Robson Leal Francisco em 23 agosto 2009 às 14:53
Sou historiador, professor e marxista. Acho muito estranho quando escuto historiadores atacarem segamente a obra deste grande gênio intelectual e militante das causa populares. Tal estranhesa se dá pelo fato de que Marx foi o primeiro filósofo a trazer a historia para filosofia - nas suas criticas a filosofia clssica e ao idealismo, influenciado pela teoria da identidade (vide " A Ideologia Alemã") Por fim, o mais importante, para nós historiadores, Marx foi o primeiro a trazer a história para própria história - valorizando os fenômenos históricos como construtos e produto do processo de movimento dialético da humanidade. Graças a Marx, tanto a filosofia, quanto a história deixaram de ser realidades em si e passaram a ser encaradas como construtos.
Comentário de Hugo Leonnardo Cassimiro em 23 abril 2009 às 16:45
Para quem não dissocia a teoria da prática as unindo em praxis, conheçam a rede social o Movimento Autogestionário. Tah rolando uma discussão sobre marxismo e historiografia, além de juventude e marxismo, o pensamento de Karl Korsk... http://movaut.ning.com/group/marxismoehistoriografia
 

Membros (192)

 
 
 

LINKS PATROCINADOS

Conteúdo da Semana

"El dia de los muertos"- A Noite dos Mortos é uma das mais tradicionais e alegres festas do México. Ao contrário de países como o Brasil, não é um dia de luta, mas de reverência e diversão. Os entes queridos são lembrados, em casa e nos cemitérios, com muita festa e música.

Links Patrocinados

Cine História

O Grande Gatsby

Está em cartaz nos cinemas brasileiros a mais nova adaptação do celebrado romance do autor americano F. Scott Fitzgerald. A obra destaca-se por ser fiel ao romance - mantendo falas originais - e, ao mesmo tempo, quebrando a ortodoxia musical da época, ao juntar hip-hop ao jazz do início do século XX. Na parte visual, um desfile de cores e tomadas.

Nick Carraway (Tobey Maguire) tinha um grande fascínio por seu vizinho, o misterioso Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio). Após ser convidado pelo milionário para uma festa incrível, o relacionamento de ambos torna-se uma forte amizade. Quando Nick descobre que seu amigo tem uma antiga paixão por sua prima Daisy Buchanan (Carey Mulligan), ele resolve reaproximar os dois, esquecendo o fato dela ser casada com seu velho amigo dos tempos de faculdade, o também endinheirado Tom Buchanan (Joel Edgerton). Agora, o conflito está armado e as consequências serão trágicas.

Enquete História

Você acredita que João Goulart foi assassinado por agentes da ditadura militar?

Sim
Não
Talvez


Resultado Parcial
Comentar esta Enquete
Recomendar esta Enquete

Em nossa enquete anterior, perguntamos: de 0 a 5, que nota você daria para a edição da ANPU regional (2012)? 638 pessoas votaram na enquete. O resultado foi o seguinte: 0 (27,90%), 5 (22,24%), 3 (16,14%), 4 (15,05%), 2 (7,99%) e 1 (7,68%).

Parceiros


NOSSOS OUTROS PROJETOS

Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

© 2013   Criado por Bruno Leal.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }