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Comunidade para discutir questões filosóficas, teóricas e históricas acerca do marxismo e suas relações na historiografia.

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Comentário de Luiz Fernando Almeida em 24 outubro 2012 às 18:31

É um grande prazer constatar que, embora, a teoria marxista seja considerada ultrapassada por algumas pessoas, nos deparamos com ela quase que em todas as disciplinas dos cursos de ciências humanas e, com sempre, nos arrebatando e nos levando a uma consciência crítica, através de seus escritos sobre os desdobramentos do mundo e em maior escala as revoluções da Europa, as quais nos deixaram um legado para que pudéssemos criar um estado de emancipação. Ainda que seja difícil essa façanha, devido à perpetuação do capitalismo, ao menos teremos a consciência de poder vomitar, como disse a nossa amiga Sara.

PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES! UNI-VOS!

KARL MARX.

Comentário de Sarah Rodrigues em 13 setembro 2012 às 16:12

Se hoje posso compreender um pouco mais sobre o sentido de uma sociedade vivenciadora do sistema capitalista e as relações de classes, sem dúvidas devo isso a proximidade criada com a teoria marxista. É duro saber que somos soldados mais é gratificante aprender a vomitar.....Aos que já conhecem a profundidade da visão de Marx dentro da nascente sociedade industrial e que perpetua, ao contrario do que muitos afirmam, até os dias atuais entendem que uma teoria valida é a que não se limita a um contexto histórico mais sim cria as possibilidades para se adentrar a história por seus viés ideológicos. A teoria de Marx é viva...e viva a teoria de Marx!!

Comentário de Valdeir C Salvador Soares em 24 maio 2012 às 16:59

Ola camaradas do grupo, estou recolhendo material para a “construção” de minha monografia que terá o seguinte tema “o marxismo fora do continente europeu” quem puder me mandar algum material ligado a essa temática por  favor mande para o e-mail valdeir.s.salvador@gmail.com

Agradeço desde já o apoio

Comentário de Luiz Fernando Almeida em 9 abril 2012 às 21:14

A UTOPIA MAIS DURADOURA E ARREBATADORA QUE EXISTE, IDEALIZADA PELO MAIOR SOCIALISTA QUE JÁ EXISTIU!

Comentário de Demian Bezerra de Melo em 28 fevereiro 2012 às 1:51

Caro Bread Soares, espero conseguir te responder. Você pode encontrar as noções de "natureza", "ser humano", "natureza humana" etc. nos Manuscritos Econômico-Filosóficos de 1844 do Marx. Lá está desenhada aquilo que Lukács definiu como uma "ontologia do ser social", o processo de hominização, a relação do homem com a natureza (que acredito que deve lhe interessar), o que o autor buscou apanhar a partir da metáfora de "metabolismo social". Vale muito também o capítulo XIII do livro I de O capital, que fala do maquinário e da grande indústria, mas uma compreensão precisa deste capítulo demanda uma leitura de todos os capítulos precedentes (é árido, mas vale muito a pena). Outro obrigatório, e mais árido ainda, são os famosos manuscritos de 1857-1858, Grundrisse, recentemente publicado em português por uma co-edição da Boitempo com a editora da UFRJ.

 

Imperdível é o livro do historiador norte-americano John Bellamy Foster, A  Ecologia de Marx: materialismo e natureza, onde a obra deste autor é tomada criticamente. Nesse link tem uma palestra dele http://www.youtube.com/watch?v=eXUO-H--h88

 

E Marcos Ferro. Esse seu tipo de terrorismo intelectual, esse tipo de patrulha ideológica que você praticou aqui é infelizmente muito comum no ambiente universitário. É, além do mais, uma grande falta de educação. O colega Bread Soares, a partir de uma postura intelectualmente saudável, quis saber dos colegas sobre um autor que, embora você discorde, influenciou e continua influenciando a produção intelectual contemporânea em vastas áreas das Ciências Humanas. A teoria de Marx não pode ser reduzida ao que os seus supostos seguidores fizeram em seu nome no século XX.

 

Especialmente hoje, quando o mundo capitalista vive mais uma de suas profundas crises, o pensamento marxiano parece ser mais atual que nunca. E o crescente interesse em Marx nos meios universitários brasileiros pode ser medido pela quantidade de personagens que se ocultam nas redes sociais disseminando uma campanha de ódio, pouco baseada em dados, para detratar seu legado. 

Comentário de Bread Soares Estevam em 27 fevereiro 2012 às 21:26

Começarei a fazer parte das discussões me apresentando. Meu nome é Bread Soares Estevam, historiador - licenciando em História, especialista em Educação Ambiental - mestrando em Educação Ambiental. A minha colocação inicial é a seguinte: alguém sabe dizer se Marx nas suas obras delimitava um conceito de "ser humano" e de "natureza"? Já que o tripé da sua análise é a dialética materialista, a economia política burguesa e a teoria da revolução proletária. Fica essa questão inicial aos colegas de influência marxistas.

Minhas saudações ecohistóricas!

Comentário de Marcos Ferro em 27 julho 2011 às 15:29

O sonho marxista nunca aconteceu, o que vimos foi na verdade o uso das massas para se tomar o  poder em nome de um estado justo. e assim que os chamados libertadores chegaram ao poder a primeira coisa que fizeram foi se afastar do proletariado. Acabaram com os burgueses mais criaram algo semelhante a elite burocratica e se tornaram ditadores contrariando os proprios escritos de Marx; tornando se piores  até do que o despotismo que existia, então eu deixo uma pergunta no ar o socialismo existiu ou foi um golpe ideologico para camuflar uma ditadura?

 

Comentário de Hugo Leonnardo Cassimiro em 23 janeiro 2010 às 8:31
Da mesma forma ocorreu após o Maio de 69. Com a derrota do movimento revolucionário ouve uma mudança aparente para acalmar as classes exploradas e oprimidas. Por que será que a Nova Historiogria Culturalista não gosta de tocar nos temas referentes ao movimento revolucionário? Prefere aos quadros de pintores santificados nos altares da burguesia/empresariado; adora fazer trabalhos cujos temas parecem estar suspensos no céu azul das classes proprietárias; temas sem raiz na vida, na história e com explicações dignas dos mesmos adjetivos de que acusam o materialismo historico dialético.
Comentário de Hugo Leonnardo Cassimiro em 23 janeiro 2010 às 8:26
Talvez a leitura do proprio Marx ajude a entender o que se trata o metodo e a teoria materialista histórica dialetica. Daí pode ser que fique mais claro que o termo história no nome não é um enfeite. Penso que em parte há razão em algumas críticas do que convencionou-se chamar marxismo. Ocorre que o trabalho de Marx e alguns e algumas que o seguiram não pode ser confundido com leninismo, bolchevismo, burocratismo, reformismo... E é só lendo o kra mesmo que vamos conseguir perceber isso. Assim, compreendo que realmente o materialismo histórico dialético não contribui e nem pode contribuir para a disciplina historiografia (a que chamamos ingenuamente de história), ou como diz o Leandro: ciência histórica. Isso pq o Marx vai desenvolvendo ao longo de sua obra uma crítica à propria ciência. Ciência pode ser o que Durkheim, Weber e companhia queria fazer, não Marx. Essa fragmentação das disciplinas não encontra lugar na obra de Marx então não há mesmo possibilidades de um crente na disciplina histórica/historiografia ver sentido nas criticas de Marx. Agora se a questão é sobre a contribuição de Marx para a consciência da história e não para a hermeneutica historiografica aí é outra coisa. Talvez não tenha havido outra contribuição mais relevante. A propria história/historiografia cultural/culturalista se constituiu a partir do marxismo. Vários autores do início dos Annales dialogavam com aspectos do marxismo. E a maioria com o leninismo: desde os que criticavam até os que adoravam. A historiografia tradicional de que falam os nova história não foi o grande motivo de que falam. A nova historia foi e continua sendo uma tentativa de evitar a critica marxista revolucionária. Os grandes pilares da nova história são respostas a leituras/teorias mais críticas. Vejam a questão da interdisciplinariedade: o marxismo propõs de de seus primordios uma leitura não fragmentaria da historia e a historiografia tradicional o contrario. Diante da efervecência revolucionária da primeira metade do século XX várias propostas disputavam o cenário. Com derrota dos movimentos revolucionários eis que a propostas neo reformista ganha a cena: tudo agora é novo, mas na verdade é velho pintado de novo.
Comentário de Leandro Arndt em 21 janeiro 2010 às 13:19
Diferente do que pensa meu xará Leandro Antonio dos Santos, acredito que, sim, o método marxista é útil para a ciência histórica. Tanto é que, por exemplo, o 18 Brumário de Luis Bonaparte é exatamente uma história da revolução de 1848 na França. Marx e Engels desenvolveram o método materialista e o inseriram num contexto histórico. Superaram as discussões a-históricas dos 1700 sobre a natureza humana e o sentido da história e colocaram a sociedade em que viviam num ponto bem determinado da história do homem. Não vivíamos mais num prolongamento de tendências mercantis supostamente presentes já nas primeiras comunidades, mas num modo de produção completamente novo, surgido da industrialização e do domínio da classe burguesa, com todas as conseqüencias disso. Enfim, o marxismo nos possibilitou a libertação da anti-historicidade, colocando-nos em um lugar bem determinado da história da humanidade. Como escreveu Marx: "Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado."
 

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