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Marc Bloch e Obra

Marc Bloch fundou em 1929, junto com seu amigo, o historiador Lucien Febvre, a "Annales d'historie économique et sociale", mais conhecida como Revista dos Annales. Este grupo tem como objetivo estudar as obras e a vida de um dos "pais dos Annales".

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Alvaro Pacheco Rodrigues Comentário de Alvaro Pacheco Rodrigues em 26 dezembro 2009 às 10:11
Por entender pertinente, publico também aqui o texto que postei no grupo "Os Annales e a Nouvelle Histoire", criado por nosso companheiro Manuel Rolph Cabeceiras:
................................................................................

O que costuma ser chamado de Escola dos Annales, não é, exatamente, uma escola; melhor seria falar em movimento. Um movimento que ultrapassa as fronteiras do que foi publicado na revista "Annales d’histoire économique et sociale”.

O movimento passou por diversas reformulações, desde os tempos de Marc Bloch e Lucian Febvre. Nos anos 60, por exemplo, ele sofreu forte influência dos trabalhos de Fernand Braudel, até chegar na fase atual, chamada de Nova História, quando se destacam as obras de LeGoff e Duby.

Grosso modo, o movimento pretende ser renovador, reivindicando uma história experimental científica (até para torná-la mais "respeitável" nos ambientes acadêmicos), e orientando-se para uma "interdisciplinaridade" com as demais Ciências Sociais, sobremodo no aspecto metodológico.

É sempre bom considerar que grande parte desse impulso "renovador" da História, não nasceu entre os historiadores, mas entre sociólogos, quase todos de formação durkheimiana. Aliás, no início do Século XX, o debate entre historiadores e sociólogos tornou-se intenso e, não raro, conduziu a uma disputa ferrenha, com os sociólogos sustentando a necessidade de uma união metodológica para todas as Ciências Sociais (inclusive a História), a partir de um modelo padronizado que, obviamente, haveria de ser o adotado pela Sociologia.

Nesse contexto, tornou-se emblemático o argumento de Simiand de que qualquer ciência social, para merecer o título de "ciência", teria de aplicar uma metodologia "reconhecidamente científica", ou seja, partir de uma "hipótese", para desenvolver uma "pesquisa". É mais ou menos isso que o pessoal dos "Annales" pretendia, ao falar em "história-problema".

Contrapondo-se ao marxismo, os Annales entendem que a economia (ou seja, o sistema produtivo) não é o fator dominante na organização e funcionamento da sociedade, porém longe de propor outro fator em seu lugar, sustenta que a tarefa do "cientista social" é explicar o social "complexificando-o" e não simplificando-o.

A concretização dessa proposta confere à História (ou melhor, a todas as Ciências Sociais) uma prolixidade que a torna inteligivel apenas por quem domina seus "códigos", a exemplo do que ocorre em outros ramos do conhecimento científico, literalmente restrito aos "iniciados" do setor.
Valter Pitta Moreira Comentário de Valter Pitta Moreira em 30 novembro 2009 às 16:30
O fascinante universo da História
Um portal de história, criado para vc que tem sede de conhecimento.
Povos, Impérios, Dinastias, rápida navegação e muito mais...

Conheça os blogs de nossa rede:
✖ Povos da Antiguidade, Império Romano, Germanos,
Sarmatas, Civilizações Africanas, Vikings e Turcos.

acesse: www.universodahistoria.blogspot.com
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·٠•● Confira as atualizações ●•٠·

Novas descobertas no templo perdido
Quando o faraó Amenófis III morre, em 1.351 a.C., seu templo real,
com os colossos sentados, torna-se o santuário mais luxuoso
na necrópole de Tebas, junto ao Nilo.
Mas o que havia sido construído como grandiosa fortaleza
para a eternidade, cai no esquecimento dos terremotos,
roubo de pedras e cheias do Nilo.

Para ler... → Clique aqui

Cerco de Tiro
Em 332 a.C., Alexandre, o Grande tentou conquistar Tiro,
uma base estratégica costeira na guerra entre os gregos e os persas.
O cerco começou em janeiro de 332 a.C. e terminou em julho.
Terminando com a vitória de Alexandre.

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Últimos suspiros da República romana
Em 63 a.C., Marco Túlio Cícero, o maior filósofo romano
de todos os tempos, ocupava o posto de cônsul,
cargo máximo do Senado, quando descobriu que
um de seus colegas organizava uma conspiração para assassiná-lo.

Para ler... → Clique aqui

Os Khazares e suas vitórias
Um dos grandes reinos do século VIII ao X da era comum.
Da ferocidade guerreira e tendências dos Khazares
não existem muitas dúvidas e sim bastantes evidências históricas,
tudo isso aponta para uma raça de pessoas tão violenta
em suas relações com os companheiros que eles eram temidos
e terrificavam todos os povos daquela região do mundo.

Para ler... → Clique aqui

O Império de Songai
Songai foi o último grande estado mercantil-tributário do Sudão Ocidental.
Com ele interrompeu-se o processo de ascendente
das civilizações negras na região.

Para ler... → Clique aqui

Tenha uma ótima semana!

Um grande abraço!!!

Valter Pitta
www.universodahistoria.blogspot.com

Levando o universo da História a você.
Gustavo Chalier Comentário de Gustavo Chalier em 23 novembro 2009 às 7:56
Marc Bloch enfatiza a conexión emtre passado-presente, sempre tao dificultosa para nos, os históriadores. Enfatiza tambem a nossa "prefessionalidade", nossa condiçao de cientistas sociais. Em esse sentido eu acho que as suas invectivas contra o julgamento sao correctas. Mas os históriadores, en tamto ciudadanos e "animais políticos" (no senso aristotélico) tem un deber ético: claramente, nao é igual ( e nao pode ser lo) estudar a vida da Mae Teresa ou la vida do Hitler. A discuçao em América Latina deixa o plan teórico e nos convida a tomar parte no julgamento de nossa história propia: como pnao julgar os crimenes das nossa ditaduras? Que dezir de Videla, Pinochet ou Papa Doc? Se bem o tempo borra as monstrosidades, Caligula é tao assasino como Mussolini. Mo esse senso, o juicio do historiador-ciudadano deve ser ético e implacable. Mais deve tambem lenbrar a seu funçao como cientista: nao é suficente dezir "Franco o assasino" ou "Stroessner o louco", sino o seu deber social é comprender (no senso weberiano do termo) cómo foi posible na Espanha ou no Paraguai do XX século o surgimento de issos personagems, os mecanismos que possibilitaron issas ditaduras, develar os dispositivos do poder. Dize verdade Elisangela: o verdadeiro resgo é o olvido, ou nao julgar os feitos sangrientos dos seculos passados por temor ao "anacronismo". Mais o juicio nao debe ser feito por mera "doxa" sino por comprender o feito e olhar a historia beixo uma perspectiva moral.
Valter Pitta Moreira Comentário de Valter Pitta Moreira em 22 novembro 2009 às 9:48
Hititas
Os Hititas eram um povo indo-europeu que, no II milénio a.C.,
fundou um poderoso império na Anatólia central (atual Turquia),
cuja queda data dos séculos XIII-XII a.C..
Em sua extensão máxima, o Império Hitita compreendia
a Anatólia, o norte e o oeste da Mesopotâmia até a Palestina.

Para ler...
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Mais artigos sobre os Povos da Antiguidade...

acesse: www.povosdaantiguidade.blogspot.com
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·٠•● Confira outros artigos ●•٠·

Hicsos
Os Hicsos foram um povo asiático que invadiu o Delta do Nilo,
iniciando a XV dinastia egípcia,
no denominado segundo período intermediário do Antigo Egito.

Para ler...
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Batalha de Kadesh
A Batalha de Kadesh travou-se entre o Egipto (sob a égide de Ramses II)
e o Império Hitita (liderado por Muwatali), às margens do rio Orontes,
junto à cidade-fortaleza de Kadesh (localizada na moderna Síria).

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A »Cortina de Ferro« da Antiguidade
Quando uma fenda atravessa a Europa.
Um ótimo artigo que fala sobre a história da muralha de Adriano
e dos Limes do Danúbio e do Reno.

Como é o dia-a-dia dos legionários, as cidades e aldeias fronteiriças,
o comércio, o patrulhamento das Legiões Romanas nas regiões,
como lidavam com as tribos germanas nos limes e muito mais...

Para ler...
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Tenha um ótimo domingo!

Um grande abraço!!!

Valter Pitta
www.universodahistoria.blogspot.com
Elisangela Martha Comentário de Elisangela Martha em 10 setembro 2009 às 11:04
Bloch enfatiza o não julgamento da história, e sim sua compreensão. O julgamento da história aparece então como o maior erro que possa ser cometido pelo historiador, caracterizando-o como anacrônico. Contudo baseado no comentário de Alvaro Pacheco, se Bloch se negava a definir a História como "ciência do passado" porque "tudo parte do presente e retorna ao presente". Se retornamos ao presente, estariam os historiadores livres do anacronismo?
Já viramos o século, daqui a pouco tempo déspotas como Hitler, mussolini, entre outros estarão protegidos pela barreira do anacronismo. Os historiadores que se atreverem de chamá-los de assassinos de grandes massas populares, estarão antes sim sendo estes acusados de serem anacrônicos. Será que o mundo tem mudado tanto assim durante os tempos? Muitos são os paradoxos, mais uma "verdade" parece se manter durante o tempo, para uma maioria,eu até diria a maioria da maioria, a luta pela sobrevivência é inerente ao ser humano, e aparece em seus momentos de maiores adversidades, como no exemplo da shoah. Ou seja matar é sempre matar, não vejo relato de pessoas durante o tempo, que desejassem serem assassinadas. ou seja o assassinato aparece aí caracterizado como um grande mau a sociedade e ao ser humano.
O Historiador Hobsbawm, me parece mais realista quando descreve que "compreender a história, não significa perdoá-la". concedendo assim uma maior autonomia ao historiador. Autores como Robert Darnton vão ainda mais longe como em seu livro os dentes falsos de George Washington.
"O historiador certamente cria vida. Ele insufla vida no barro que escava dos arquivos. Também julga os mortos. Não pode ser de outro modo. (...) Os fatos não vão desaparecer, mas seu padrão se modifica à medida que os reorganizo, (...). (Darnton, 199).
Edmundo Costa Comentário de Edmundo Costa em 4 setembro 2009 às 18:30
é mais agora precisamos de Marc Bloch's nas editoras de livros didáticos. Pois para mim é uma vergonha o que nossas crianças estudam.
LOURIMAR T. MOREIRA BRANDÃO Comentário de LOURIMAR T. MOREIRA BRANDÃO em 31 agosto 2009 às 13:56
Penso que o Historiador deva ser ao mesmo tempo aquele que lembra o que os outros esquecem e um sujeito em processo construto de saber histórico que com sua produção deve delinear o fazer história dia a dia numa sociedade de dilemas, onde prevalece a forte corrente do imediatismo.
Alvaro Pacheco Rodrigues Comentário de Alvaro Pacheco Rodrigues em 31 agosto 2009 às 11:45
Marc Bloch, discípulo de Emile Durkheim (que era sociólogo, não historiador), propunha a comparação como instrumento para se encontrar substâncias... e dizia que se a História fosse incapaz de outros serviços, ela serviria para nos distrair: "Pessoalmente a História sempre me divertiu muito".
Dizia também que se negava a definir História como "ciência do passado" porque "tudo parte do presente e retorna ao presente".

Ora, se considerarmos que o Historiador, ao se debruçar sobre o que aconteceu no passado, o faz, necessariamente, com seu modo de olhar, de pensar, de sentir, de analisar e de interpretar...do presente, a afirmação de Bloch é o óbvio "ululante" (como diria Nelson Rodrigues). Afinal, não se volta no tempo. Não é possivel, ao historiador, retornar ao passado. Na verdade, ele o resgata e o coloca no presente.
Mas será que, por assim proceder, ele está "fazendo história"? A História é, portanto, uma produção do historiador?

Se assim for, também o são todas as demais ciências, inclusive as Da Natureza, sujeitas, todas elas, a escolhas e motivações do cientista.
Ainda assim, não creio que alguém diga que a Física não passa de uma "produção" do físico.

A História é uma ciência mas é também um amálgama de ciências, ou - se preferirem - é a ciência que mais dialoga e se troca com outras ciências, sobretudo as categorizadas como "ciências humanas e sociais".
Cada uma delas tem seu objeto e sua metodologia de investigação.
A História pode ser irmã da Sociologia ou da Economia ou da Antropologia, mas ela não é Sociologia, nem Economia, nem Antropologia. É História.

E eis que nos chegam o Annales, a Noveau Histoire, a Micro-História, a História Quantitativa, a Sócio-História, a História Cultural, a Nova História Cultural (filha da abortada História das Mentalidades)...
Abandona-se o Todo pela Parte, o Geral pelo Particular.
E a História se faz migalha.
História em migalhas, como escreveu François Dosse.
Luiz Ricardo Leite dos Santos Comentário de Luiz Ricardo Leite dos Santos em 29 agosto 2009 às 21:32
no comentário anterior, leia-se documentação histórica e principalmente quanto a situação atual do nosso país. Valeu!!
Luiz Ricardo Leite dos Santos Comentário de Luiz Ricardo Leite dos Santos em 29 agosto 2009 às 21:31
O livro "Apologia da História ou O Ofício de Historiador traz reflexões acerca do método, objeto e documentação história. Mas, o ponto que me chamou atenção diz o seguinte: "Não cabe ao historiador julgar a História e sim, compreendê-la".
Certamente, esse juiz enraizado em nós sofre muito diante desta premissa, principalmente quando a situação atual do nosso país. Um grande abraço!
 

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ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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