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JULIUS FUČÍK

Membro do Partido Comunista tcheco e da Resistência Anti-Fascista. Herói nacional da Tcheco-Eslováquia.

Local: Rio de Janeiro
Membros: 9
Última atividade: 23 Mar

Síntese Histórico-Biográfica de Julius Fučík

Nasceu no dia 23 de fevereiro de 1903, em Praga. Seu pai era operário metalúrgico. Aos 15 anos, Julius Fučík (pronuncia-se Iúlius Fuchík) já escrevia ensaios literários. Aos 19 anos filiou-se ao Partido Comunista. Freqüentou a universidade e formou-se em Letras. Exercia o ofício de trabalhador manual para manter-se.

No Partido, exerceu atividades jornalísticas. Foi Redator-Chefe do “Rude Právo” (“O Direito Vermelho”), órgão do Comitê Central do Partido Comunista, e da “Tvorba” (“Criação”), revista político-cultural editada durante a Resistência Anti-Fascista.

Em 1929 editou um jornal clandestino para os mineiros da Bohêmia do norte, mobilizados em greve geral.
Em 1930, viajou para a União Soviética. A permanência de seis meses na URSS permitiu a elaboração do livro “No País Onde Amanhã Significa Ontem”.
Escreveu também diversos ensaios literários. Destaque para “Božena Lutadora”, dedicado à vida e à obra de Božena Němcová (pronuncia-se Bojiêna Niêmcová), autora de “Babička” (Babíshka, em tcheco) “A Avó”, jóia da literatura de seu país.

Em 1939 os alemães ocupam a Bohêmia. A partir daí, na clandestinidade, desenvolveu intenso trabalho revolucionário, principalmente depois de 1941 quando todo o Comitê Central do Partido caiu nas mãos da Gestapo (Geheime Staats Polizei – Polícia Secreta do Estado).

Fučík participou da reorganização de um novo Comitê Central e dirigiu toda a imprensa clandestina com regularidade, praticamente sozinho.

Preso pela Gestapo na primavera de 1941 e submetido a todo tipo de tortura, tudo suportou com o maior estoicismo. Dele os nazistas não conseguiram arrancar nenhuma informação. No dia 25 de agosto de 1943 foi condenado à morte pelo Tribunal Especial de Berlim e enforcado no dia 8 de setembro seguinte.



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