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Imprensa Alternativa

Espaço dedicado a estudos que tenham na imprensa alternativa o alvo de suas pesquisas. Sendo fonte ou objeto principal, a imprensa alternativa precisa ser analisada e debatida.

Local: Rio de Janeiro
Membros: 17
Última atividade: 4 Dez

Este documentário narra um pouquinho sobre a história d'O Pasquim (1969-1991), apesar de todos os depoentes falaram mais de sua primeira fase na década de 70 e se "esquecerem" de sua existência na década de 1980, vale como um bom registro histórico e uma fonte de pesquisa.

O link é esse: http://www.camara.gov.br/internet/tvcamara/default.asp?selecao=MAT&Materia=17536

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Paulo Lourenço Filho

A história é o motor do Mundo.

Iniciado por Paulo Lourenço Filho 19 Jul.

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Celso Comentário de Celso em 10 novembro 2009 às 2:08
Importantíssimo fazer trabalhos sobre mídia alternativa. Não tenho nenhuma experiência com esse tipo específico de pesquisa, mas acredito ter uma relevância muito grande num momento onde, por mais devagar que esteja acontecendo, as pessoas estão tomando consciência da manipulação que a grade mídia faz com a opinião pública em proveito próprio. As pesquisas sobre a mídia alternativa na história, quando a Internet ainda não era doméstica, poderiam mostras seus efeitos na sociedade, trazendo novos questionamentos ao que sempre fora imposto pela união dos plutocratas com os formadores de opinião. Isso poderia incentivar ainda mais o uso dessa ferramenta poderosa que temos hoje – a Internet.
Leonardo de Carvalho Augusto Comentário de Leonardo de Carvalho Augusto em 10 agosto 2009 às 9:23
Quero participar desse fórum. Não há outra alternativa!! Andréa se for possível me adicione, ok? Abraços, Leozito.
Andréa Queiroz Comentário de Andréa Queiroz em 16 julho 2009 às 8:57
Imprensa stricto sensu talvez não, mas com certeza mídia alternativa!
James Emanuel de Albuquerque Comentário de James Emanuel de Albuquerque em 9 julho 2009 às 6:47
Será que o que estamos fazendo, aqui no Café, é também “imprensa alternativa”?

Um abraço.
 

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Cinehistória

Cidadão Boilesen

O documentário revela as ligações de Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do famoso grupo Ultra, da Ultragaz, com a ditadura militar, ajudando no financiamento da repressão violenta e também a sua participação na criação da temível Oban – Operação Bandeirante, espécie de pedra fundamental do Doi-Codi. (RC)

Cidadão Boilesen foi premiado no Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade, esteve no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo. Sempre aplaudido pelo público e pela crítica, levanta o véu sobre a Operação Bandeirantes.

A Oban, como era chamada, foi um centro de informações, investigações e de torturas montado pelo Exército brasileiro no fim dos anos 1960 para combater organizações de esquerda que confrontavam o regime ditatorial que vigorava desde 1964 no País. O filme deixa claro que era financiada por empresários e banqueiros. O caso de Henning Boilesen, o cidadão Boilesen, é exemplar. Dinamarquês naturalizado brasileiro, ele virou empresário no País. Anticomunista ferrenho, ligou-se a grupos militares e paramilitares. Outros empresários e banqueiros - nomeados no filme - também fizeram isso, mas Boilesen se destacava por uma particularidade fartamente debatida no filme. Sádico, ele tinha um prazer especial em seguir as sessões de tortura, chegando a fornecer carros da empresa Ultragaz, do grupo Ulbra, que presidia, para operações de repressão. Em 1971, foi vítima de uma emboscada e morto por guerrilheiros.

Foram mais de 15 anos de pesquisa, que agora se concluem na estreia. Litewski elaborou uma lista de 200 possíveis entrevistados. Um terço lhe bateu o telefone na cara, tão logo ele anunciava sua intenção. Outro terço admitia dar depoimento, sem que fosse gravado ou filmado, certamente temendo represálias. O terço final, finalmente, deu a cara e a voz às denúncias formuladas no filme. Elas de alguma forma corrigem a história oficial. Mostram que a famigerada ditadura foi, na verdade, uma aliança civil-militar, incentivada e sustentada por setores de peso na sociedade, e não apenas empresários da Fiesp ou banqueiros da Febraban. Nem a imprensa é poupada. Litewski, que se autodefine como ‘rato de pesquisa’, só cita empresários e organizações que tenham sido mencionados por no mínimo três fontes diferentes.

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